Dizer eu te Amo e coisa seria
Eu me sinto tão confiante com relação a nós que me faltam palavras, e isso nunca aconteceu se tratando de amor. É algo puro, nada ensaiado, é natural, improvisado.
Ai de mim
Ai de mim
Quem me dera
Ser sincera
Ai de mim
Quem soubera
Quem eu era
Ai de mim
Quem deveras
Compreendera
Ai de mim
Quem me dera
Quem deveras
Me amou.
Essa sou eu
Eu sou ela.
Às vezes me vejo e não a reconheço em mim e nem nos outros.
Sou múltiplas e uma só.
Há um conflito do que sou, de quem desejo ser, do que nunca fui ou gostaria e do que serei (a partir de minhas escolhas ou para onde a maré das circunstâncias me levar).
A mim, cabe viver o eu de agora. Perdoando e acolhendo a mim mesma, na alegria e na tristeza, nas frustrações e realizações…
As derrotas, acolho-as também. Acolho tudo. Cada coisa, menor ou maior, boa ou ruim, sedimenta quem sou e quem serei.
Vivo em mim agora. Depois, talvez.
Eu tenho fome de justiça social
Eu tenho fome de afeto
Tenho fome de amor
Tenho fome de prazer
Fome de alegria
Fome de cores
Odores
Sabores…
Tenho fome
Sinto sede.
WJAC / MD
Jamais deixarei que os padrões do mundo me moldem.
Jamais permitirei que o meu eu ofenda ou defraude os mais fracos.
Lembrando das palavras de Jesus em João 14:16: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre". Essa promessa nos lembra da importância do Espírito Santo em nossas vidas, pois Ele nos guia, nos conforta e nos preenche com Sua presença. Quando nos sentimos distantes de Deus, percebemos o quão profundo é o abismo que Sua ausência pode causar em nós, e anelamos pela restauração de Sua presença em nossa jornada espiritual.
Em um universo vasto e misterioso, Deus sussurra: "Eu estou aqui." Entre estrelas cintilantes e corações quebrados, Sua presença é a luz que guia, o amor que sustenta. E mesmo quando duvidamos, Ele permanece, paciente e eterno.
Reconheço e vejo a Tua bondade e misericórdia cercando-me por todos os lados. Para onde quer que eu vá, elas me seguem como amigos fiéis e inseparáveis. Não há como não Te amar.
"Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias." - Salmo 23:6
Se ao final da minha vida eu olhar para trás e perceber que inspirei pessoas a se tornarem melhores, e que pelo menos uma delas aprendeu a amar Jesus, minha vida terá valido a pena.
"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." - João 8:32.
"Pois eu sei que o meu Redentor vive" (Jó 19:25) é uma das declarações mais poderosas de fé e esperança na Bíblia. Ela foi dita por Jó em um momento de extremo sofrimento, quando ele estava cercado por perda, dor e desamparo. Essa afirmação demonstra uma confiança profunda em Deus, mesmo quando as circunstâncias parecem sombrias e sem saída.
Essa declaração nos lembra que, em qualquer circunstância da vida, por mais difícil que seja, existe um Redentor que vive e cuida de nós. É uma certeza de que Deus não nos abandona, mesmo nos momentos mais escuros. Esse "saber" é mais do que uma crença — é uma convicção que se torna uma âncora para a alma, especialmente quando tudo ao redor parece ruir.
Ter um "Redentor" significa que temos alguém que restaura, que liberta e que nos resgata das situações de angústia e opressão. Essa fé nos sustenta, dá forças para superar as dificuldades e nos lembra que, apesar de não vermos todas as respostas, Deus está presente e, um dia, tudo fará sentido.
Portanto, essa frase não é apenas uma afirmação de esperança, mas também um convite para entregarmos nossas dores e incertezas a Deus, confiando que Ele vive e age em nosso favor.
Assim diz o Senhor: "Eis que estou contra os profetas que dizem: "Ele disse’, quando Eu não falei. Virei sem demora para julgar este bando de mentirosos, pois torcem as minhas palavras para enganar o povo."
Referência: Jeremias 23:31-32 e Hebreus 10:37.
Tão enigmático ver uns possuírem tudo e não terem nada. E eu, que nada tenho, possuo tudo. Tão programático é o paradoxo da vida.
"Como entramos neste mundo sem nada, dele também nada podemos levar." (1 Timóteo 6:7)"
Eu me desnudo sem medo de cair, sem rede de segurança, sem véus para esconder. Minha alma é um abismo, profundo e escuro, onde apenas a verdade pode respirar.
Eu me exponho, como uma ferida aberta, sem curativos, sem disfarces, sem medo de sangrar. Meu coração é um grito, um berro de silêncio, um sussurro que ecoa, sem palavras para dizer.
Eu sou a minha própria sombra, a minha própria luz, a minha própria verdade, sem filtros, sem disfarces. Eu me desnudo, para me encontrar, para me conhecer, para me amar. Sem máscaras, sem véus, apenas a minha essência.
Eu me exponho, como um rio que flui, sem margens, sem fronteiras, apenas a corrente da minha alma. Meu ser é um espelho, que reflete a verdade, sem distorções, sem sombras, apenas a luz da minha existência.
Eu sou a minha própria criação, a minha própria destruição, a minha própria redenção, sem culpa, sem pecado. Eu me desnudo para me libertar, para me soltar das correntes que me prendem, das sombras que me cercam.
Eu sou a minha própria liberdade, a minha própria prisão, a minha própria escolha, sem medo, sem arrependimento.
(“Nudez”, de Douglas Duarte de Almeida)
Quem sou eu para escrever o que escrevo?
Escrevo há vinte anos. Para jornais, para sites, para quem quiser ler.
Há quinze anos, vivenciei a prática: atuei em associações culturais, comunitárias, presidi grêmio estudantil, estive em movimentos sociais — inclusive na luta LGBT — e comuniquei, com voz firme, em rádio comunitária.
Trago na pele e na palavra a marca das experiências políticas e ideológicas que atravessam minha existência desde sempre.
Tenho 38 anos de vida. E esta é, talvez, minha maior formação.
Sou inquieto. Busco, pesquiso, observo, anoto.
Gosto do que é difícil de compreender — não por vaidade, mas por necessidade. Porque há beleza no que exige mais da mente e do sentir.
Não temo a sombra: ela é natural.
Não fujo do vazio ou do silêncio: convivo com eles. E sei que são territórios que só os corajosos atravessam sem desviar os olhos do espelho.
O que escrevo nasce disso tudo.
Da coragem de pensar.
Do risco de sentir.
Da ousadia de encarar o que muitos evitam.
Meu Desejo, Meu Sistema
Se eu tivesse um recurso,
não ergueria muros, nem prédios altos.
Eu compraria um pedaço de chão,
onde o céu pudesse dormir comigo.
Não sonho com domótica,
nem com a pressa das avenidas,
mas com o cheiro de terra molhada
e a conversa das folhas ao vento.
Queria um sítio não de fuga,
mas de reencontro.
Onde as frutas amadurecem com o tempo
e não com o código de barras.
Onde o galo me acordasse,
e a fome fosse saciada
com o que as minhas mãos tocassem:
milho, couve, mel silvestre.
Queria ouvir o canto das aves,
e não os alertas do celular.
Queria cochilar no embalo das árvores,
não no zumbido das máquinas.
Sonho com um lugar onde eu possa pertencer
e não apenas funcionar.
Onde viver não seja resistir,
mas florescer.
E se um dia o mundo voltar pra si,
quero estar ali
plantando, colhendo,
e sendo só...
ser.
Mas construíram torres com fios e luz,
prometeram o paraíso em telas,
a palavra virou dado,
o afeto notificação.
Chamaram de avanço,
mas esqueceram os passos de quem varria o chão,
de quem atendia com voz quente
e sorriso invisível no balcão.
As máquinas chegaram.
Tão velozes, tão eficientes,
mas frias,
jamais perguntarão como foi seu dia.
A inteligência é artificial,
mas a ausência é real.
O robô trabalha sem descanso,
mas ninguém pergunta
quem perdeu o sono e o salário.
A utopia foi vendida em pacotes de dados,
mas não coube no prato de quem sonhava
com um mundo menos duro.
E enquanto os donos do código brindam no alto,
lá embaixo,
um silêncio automático responde ao desemprego:
"Desculpe, não entendi sua solicitação."
"Eu sou seu mi lady, eu a protegerei e darei minha vida pela sua caso precisar, juro por tudo que coexiste de mais Sagrado. E eu prometo que farei um lar digno e uma mesa digna a nossos filhos, como tambem nunca farei nada a você que possa lhe trazer desonra mais sim a glória. E que as estrelas sejam minha testemunha."
O preço que eu pago por ser intensa e reivindicar o que não é natural, é a perseguição e o ódio.
- Ouvidos que não me ouve é o que me mata.
