Divino

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⁠A graça de Deus, quando compreendida à luz do amor divino, é o bálsamo mais eficaz para a alma cansada, a mente atribulada e o espírito oprimido. Essa dádiva, como uma unção celestial, possui o poder de nos restaurar por completo.

⁠O dom divino é a gratidão por um Deus, uma vida, uma família e um trabalho.

⁠Caridade, gesto de amor...!!!
(Nilo Ribeiro)

Caridade, sopro divino,
é a força do amor,
é a benção do Jesus Menino,
com a graça do Nosso Senhor

a necessidade clama,
não seja egoísta,
é Deus quem te chama,
Ele te quer altruísta

caridade não é só material,
é também espalhar esperança,
é tão sublime e divinal
que nunca sai da lembrança

a caridade liberta,
ela nos livra da cruz,
ela deixa a porta aberta
para uma vida cheia de luz

dê sua ajuda agora,
reverbere a sua nobreza,
se você muito demora
não haverá comida na mesa

“A caridade Deus agradece,
Ele ouve a sua prece,
Faça a sua caridade,
lute contra a adversidade”

Amém...!!!

⁠O sábio é um instrumento divino, pois sua sabedoria é um dom de Deus. Sejamos prudentes em Cristo e, com discernimento, ensinemos a fé cristã verdadeira.

Em resumo, essa pessoa é uma verdadeira poesia em movimento, um encontro divino de ternura e paixão. Sua áurea boa, seu caos bom e sua alegria contagiante são presentes preciosos que iluminam a vida daqueles que têm a fortuna de conhecê-la. Ela é a personificação do romance e da perfeição, uma verdadeira dádiva dos céus.

Para : Aycha biscoiteira

Na quietude do lar, o coração se abre ao divino, onde a fé se revela e Deus transforma destino.

⁠AO DIVINO ASSASSINO

Uma litania ante o Sagrado Coração
concebida em Paray-le-Maulnier, tempos
depois do acidente fatal de Anecy Rocha

Senhor, Senhor, o Teu anjo terrível
é sempre assim? Não tensumrefratário
à hora do massacre–ummais sensível

que atrasasse o relógio, o calendário?
Ao que parece a todos tanto faz
por quem o sino dói no campanário.

Começa a amanhecer e uma vez mais
rebelo-me, mas sei que a minha vida
não tem como ou por que voltar atrás.

Aceito que a mais dura despedida
é bem mais que metáfora do nada
a que se inclina o chão; que uma ferida

e a papoula sangrenta da alvorada
pertencem ao mundo sobrenatural
tanto quanto uma lágrima enxugada

à beira de um caixão. Mas afinal,
Senhor, amas ou não a humanidade?
Não fui ao escandaloso funeral

e imaginá-la em Tua eternidade
dói demais! Vou passar mais este teste,
sim, mas protesto contra a insanidade

com que arrancas à muque o que nos deste!
Tu sabes que a soberba da família
era maior que a dela e eu tinha a peste–

pai e mãe apartavam-me da filha
e o irmãozão nem falar… E hoje, coitados,
como hão de estar? Aqui é a maravilha,

as genuflexões… Os potentados
e os humildes, a nata da esperança,
todos chegam por cá meio esfolados,

sangrando como a luz. Não só da França,
toda a Europa rasteja até aqui
esfolando os joelhos, não se cansa

de ensangüentar-se até chegar a Ti
e ao menos a um pixote do Além Tejo
restituíste a vista; eu quando o vi

solucei– mas que o cego e o paraplégico
saiam aos pinotes, que o Teu coração
se escancare e esparrame um privilégio

aqui e outro acolá na multidão,
só me faz perguntar: E ela? E ela…?
Não consigo entender que a um aleijão

concedas tanto enquanto a uma camélia
Tu deixas despencar… Por que, Senhor?
Olho tudo do vão de uma janela,

mas vejo a porta de um elevador
escancarar-se sobre um outro vão,
um vão sem chão… E a seja lá quem for

aqui absurdamente dás a mão!
Me pões trêmulo, gago, estupefato,
pasmo, Senhor– mas consolado não.

A mesma mão que fez gato e sapato
da minha doce Musa, cura e guia,
cancela as entrelinhas do contrato,

Dominus dixit… Mas quem merecia
mais do que uma açucena matinal
um manso desfolhar-se ao fim do dia,

quem mais do que uma flor, Senhor? Igual
nunca viram os mais alvos crisantemos,
tinha direito a um fim mais natural,

à morte numa cama, em casa ao menos…
Mas não– tinha que ser total o escândalo!
Por que, se nem nos circos mais extremos

Teus mártires andaram despencando
sobre os leões, se nem o lixo cai
de oito andares aos trancos, Santo Vândalo?

Não vim denunciar o Filho ao Pai
ou o Pai ao Filho, não vim dar razão
aos que recusam e usam cada ai

contra a humildade; vim porque a Paixão
me chamou pelo nome e a alma obedece
e aceita suar sangue– como não?

Mas não sei mais unir o rogo à prece
do que a elegia ao hino de louvor,
não sei amar-Te assim… Caso o soubesse

teria que ficar aqui, Senhor,
aqui, arrebentando-me os joelhos,
esfolando-me todo ante um amor

que vai tornando sempre mais vermelhos,
mais duros os degraus do Teu altar.
Tu, que tudo consertas, dos artelhos

que desentortas e repões a andar
até às pupilas mortas de um garoto,
do cachoupinho que me fez chorar;

Tu, que a este lhe dás a flor no broto
e àquele o lírio pútrido do pus;
Tu, que passas por um de quatro e a um outro

pegas no colo e entregas a Jesus;
Tu que fazes jorrar da rocha fria;
Tu que metaforizas Tua luz

ao ponto de fazer de uma agonia
um puro horror ou a morna mansuetude–
que hás de fazer, Senhor, comigo um dia?

Quando eu agonizar, boiar no açude
das lágrimas sem fundo… Quando a fonte
cessar de soluçar e uma altitude

imerecida me enxugar a fronte…
Como há de ser, Senhor? Oxalá queiras
que a mim me embale a barca de Caronte

como o fazia a velha Cantareira,
o azul da travessia… A Irrecorrível
arrasta a cada um de uma maneira

e a quem quer que se abeire ao invisível
recordas a promessa: aquele a escuta
e este a recusa porque a dor é horrível,

mas, se a todos a última permuta
terá sempre o sabor da anulação,
o travo lacrimoso da cicuta,

a ela Tu negaste o próprio chão,
deixaste-a abrir a porta sem querer!
Nunca falou na morte, e com razão,

intuía, quem sabe, o que ia ver…
Sentença Tua? Em nome da promessa
não há negar Teu duro amanhecer–

mas quando arrancas mais uma cabeça
como saber que és Tu, que não mentia
O que ressuscitou? Talvez na pressa,

no pânico de Pedro, eu negue um dia
e trate de escapar, mas hoje não;
hoje sofro com fé e, sem poesia,

metrifico uma dor sem solução,
mas não vim negar nada! Faz efeito
essa dor: faz sangrar, mas faz questão

de defender-me como um parapeito
contra a queda e a revolta… Um Botticelli
despedaçou-se todo, mas que jeito,

se por Lear enforcam uma Cordélia
e encarceram a Ariel por Calibã…?
Alvorece, a manhã beata velha

enfia agulhas no Teu céu de lã,
tricoteia Paray-le-Maulnier *
e eu penso: ela morreu… Hoje, amanhã,

enquanto Te aprouver e até que dê
a palma ao prego e o último verso à traça,
vai doer– mas Amém! Não há por que

amar a morte, mas que venha a Taça,
aceito suar sangue até ao final,
como não… Tudo dói, menos a graça,

mata, Senhor, que a morte não faz mal!

Da Festa do Sagrado Coração em Julho de 1979 até aos
26 de Outubro de 1997.

⁠O viver cristão não é a remoção da fraqueza, tampouco é meramente a manifestação do poder divino; é a manifestação do poder divino na fraqueza humana.
Livro Reflexões Sobre A Vida Cristã

⁠Talvez a melhor opção não seja se apegar ao misterioso milagre divino e deixar de lado a sua responsabilidade, mas sim, saber quê; quem se prepara para a vitória, jamais será derrotado pela surpresa.

⁠"O amor é o bálsamo divino que suaviza as dores mais profundas, cicatriza as feridas da alma e nos guia para a cura plena, renovando-nos com esperança, compaixão e uma nova chance de sermos felizes."

⁠Comemorar, sim,
todos os dias
da minha vida,
pois cada nascer
é um presente divino.

⁠Amar alguém é bom,
mas ser amado por quem
gente ama
na mesma medida.
É simplesmente divino.

⁠AD MAIOREM DEI GLORIAM

Possível um amor por Deus não é
se não se pode ver o ser divino,
se a voz dele escutar é desatino,
se o modo de abraçá-lo é pela fé.

Assim foi adorar a Deus até
o dia em que tornou-se ele menino,
e na carne mudou nosso destino
sendo o Cristo Jesus de Nazaré.

Agora poderemos abraçá-lo
no reino que prepara para os seus
que pela fé o abraçam para amá-lo.

Converta este meu verso até os ateus,
a fim de num tal reino eu ser vassalo
poeta, pra maior glória de Deus!

Nhandeara, 6 de julho de 2021
Marcos Satoru Kawanami
.

⁠"A presença de Deus é como um fio invisível que nos conecta ao divino, nos lembrando de que somos parte de algo maior do que nós mesmos."

O Barroco jamais foi um estilo de época.
A dualidade entre aquilo que seria “divino” e aquilo que seria “sujo” ou “mundano” acompanha as consciências humanas desde sempre.
O Barroco é contínuo, e existirá eternamente.

⁠"A vida é ínfima, sopro divino, como gotas que caem do céu, refrescam os entes e humildes retornam pras nuvens, pro céu, pro Pai"

O chamado Divino não é sobre o que carregamos no bolso, mas o que carregamos no espírito. A coroa - a graça - aquela plenitude foi do agrado do Pai que N'Ele habitasse para ser impartida em nós. Por isso deixe as pessoas competirem com você - você não entre em competição com elas. Elas estão perdendo tempo. Apenas conheça o teu horário da oração do dia e da madrugada - conheça apenas teu tempo de busca. Aqueles que buscam competição com você estão a perder seu Lembre-se sempre: quando você carrega a Graça não precisa entrar na disputa de coisa alguma. Não busque troféus nesta terra, nem valorização nesta terra. Graça é Graça. Se ninguém te reconhecer na sua própria terra, vão te reconhecer na Europa, na Ásia. Se teu chamado for para a América existe uma localização exata para o seu ministério.

O chamado Divino não é sobre o que carregamos no bolso, mas o que carregamos no espírito. A coroa - a graça - aquela plenitude foi do agrado do Pai que N'Ele habitasse para ser impartida em nós. Por isso deixe as pessoas competirem com você - você não compita com elas.

Eu amo-te, e Tu o sabes, Jesus divino!

O Espírito de amor incendeia-me com o seu fogo.

Amando-te a Ti atraio o Pai, que o meu coração frágil conserva, sem trégua.

Ó Trindade! És prisioneira do meu amor. Viver de amor, aqui na terra, é um doar-se desmedido, sem pedir recompensa... quando se ama não se fazem cálculos.

Eu dei tudo ao Coração divino, que transborda de ternura! E corro ligeiramente.

Nada mais tenho, e a minha única riqueza é viver de amor.

Hospitais precários devem ser um dispositivo divino que nos convida a pensar melhor antes de ficar doente.