Divino
À minha esposa, Ediana de Lemos:
Você é uma mãe, uma dádiva, um dom divino! Consigo ver em você essa dádiva, esse dom na sua presença constante. Ensinou os primeiros passos, as primeiras palavras ao nosso filho. Mostrou a dimensão do amor, de cada momento, dos atos de cada capítulo da vida não ensaiado, mas vividos em cada emoção. Uma esposa maravilhosa, uma excelente mãe! Contemplo essa excelência nos abraços nos beijos, numa conversa serena com nosso maior fruto!
Parabéns, meu amor, pelo seu dia. Feliz Dia das Mães!
Temos de acreditar que há alguém superior que nos orienta! Alguém divino, espiritual, celestial, sempre presente, apesar de invisível aos nossos olhos!!!!
Não é fácil , por vezes, ter essa proeza de acreditar. Mas, é a fé que nos salva!
Quando não acreditamos e confiamos a nossa vida não faz sentido por este plano terrestre!
Que tenhamos o Dom de acreditar!
Olhar pra nós mesmos com aceitação e perdão, nos torna conscientes, abrindo um mapa divino que nos reconecta á vida que deveríamos viver e as pessoas que deveríamos ser.
Amor é a porção divina no coração do homem, que o torna divino,
mesmo sendo carne, mesmo sendo menino.
Amor é o canto cantado,
em forma de beijo e carinho,
tanto em verso e proza, tanto estando calado, quanto estando sozinho.
Porque amar é mais que dizer,
é padecer e calar, mesmo assim ficar, cuidar e ceder.
Divino à flor da pele...
Coração à flor do amor...
Alma à flor do coração...
Meu corpo à flor do teu...
o teu floresce no meu...
Nossos corações florescem
e são canteiros floridos...arrebentando,
delicadamente, bloqueios de espinhos...
caminhos de carinhos e mimos de ternura...
somos voz corpo alma coração
veludo seda algodão
a acariciar o divino um do outro...
Fascínio e mistério em rios
de sorrisos e encantamentos...
desnudos na candura de anjos
em arranjos e desarranjos celestiais e carnais...
Celebração na vibração do amor...
amor flor... amor à flor dos nossos sorrisos...
Sorrisão...
Chuvas são lágrimas caindo do céu na Terra por nossa falta de amor. É o choro divino desaguando lamento dos olhos do Criador.
Para tudo e para cada propósito debaixo do céu há um tempo.O tempo é o pincel divino que colore as páginas da vida com experiências e aprendizados inesquecíveis.
A demora na tua vitória tem um propósito divino. Deus está aperfeiçoando tudo para que, quando chegar, seja perfeito para ti. Confia no Seu tempo.
Lascívia e luxúria me tomam do Divino
A impureza impregnada em minha alma
Resigna toda minha santidade
E reflete sobre meus amores ímpios
Mantenha sempre acesa a crença e a fé seu coração. Confie em no milagres, acolha o propósito divino e confie na sua própria força e determinação. Não deixe de acreditar na bondade divina e na própria capacidade de triunfar Tenha fé e avance, acreditando que com a ajuda divina, seus objetivos e os planos de Deus, se encontrarão, te guiando em direção à felicidade e ao sucesso,
Edna de Andrade
A graça de Deus, quando compreendida à luz do amor divino, é o bálsamo mais eficaz para a alma cansada, a mente atribulada e o espírito oprimido. Essa dádiva, como uma unção celestial, possui o poder de nos restaurar por completo.
Caridade, gesto de amor...!!!
(Nilo Ribeiro)
Caridade, sopro divino,
é a força do amor,
é a benção do Jesus Menino,
com a graça do Nosso Senhor
a necessidade clama,
não seja egoísta,
é Deus quem te chama,
Ele te quer altruísta
caridade não é só material,
é também espalhar esperança,
é tão sublime e divinal
que nunca sai da lembrança
a caridade liberta,
ela nos livra da cruz,
ela deixa a porta aberta
para uma vida cheia de luz
dê sua ajuda agora,
reverbere a sua nobreza,
se você muito demora
não haverá comida na mesa
“A caridade Deus agradece,
Ele ouve a sua prece,
Faça a sua caridade,
lute contra a adversidade”
Amém...!!!
O sábio é um instrumento divino, pois sua sabedoria é um dom de Deus. Sejamos prudentes em Cristo e, com discernimento, ensinemos a fé cristã verdadeira.
Em resumo, essa pessoa é uma verdadeira poesia em movimento, um encontro divino de ternura e paixão. Sua áurea boa, seu caos bom e sua alegria contagiante são presentes preciosos que iluminam a vida daqueles que têm a fortuna de conhecê-la. Ela é a personificação do romance e da perfeição, uma verdadeira dádiva dos céus.
Para : Aycha biscoiteira
AO DIVINO ASSASSINO
Uma litania ante o Sagrado Coração
concebida em Paray-le-Maulnier, tempos
depois do acidente fatal de Anecy Rocha
Senhor, Senhor, o Teu anjo terrível
é sempre assim? Não tensumrefratário
à hora do massacre–ummais sensível
que atrasasse o relógio, o calendário?
Ao que parece a todos tanto faz
por quem o sino dói no campanário.
Começa a amanhecer e uma vez mais
rebelo-me, mas sei que a minha vida
não tem como ou por que voltar atrás.
Aceito que a mais dura despedida
é bem mais que metáfora do nada
a que se inclina o chão; que uma ferida
e a papoula sangrenta da alvorada
pertencem ao mundo sobrenatural
tanto quanto uma lágrima enxugada
à beira de um caixão. Mas afinal,
Senhor, amas ou não a humanidade?
Não fui ao escandaloso funeral
e imaginá-la em Tua eternidade
dói demais! Vou passar mais este teste,
sim, mas protesto contra a insanidade
com que arrancas à muque o que nos deste!
Tu sabes que a soberba da família
era maior que a dela e eu tinha a peste–
pai e mãe apartavam-me da filha
e o irmãozão nem falar… E hoje, coitados,
como hão de estar? Aqui é a maravilha,
as genuflexões… Os potentados
e os humildes, a nata da esperança,
todos chegam por cá meio esfolados,
sangrando como a luz. Não só da França,
toda a Europa rasteja até aqui
esfolando os joelhos, não se cansa
de ensangüentar-se até chegar a Ti
e ao menos a um pixote do Além Tejo
restituíste a vista; eu quando o vi
solucei– mas que o cego e o paraplégico
saiam aos pinotes, que o Teu coração
se escancare e esparrame um privilégio
aqui e outro acolá na multidão,
só me faz perguntar: E ela? E ela…?
Não consigo entender que a um aleijão
concedas tanto enquanto a uma camélia
Tu deixas despencar… Por que, Senhor?
Olho tudo do vão de uma janela,
mas vejo a porta de um elevador
escancarar-se sobre um outro vão,
um vão sem chão… E a seja lá quem for
aqui absurdamente dás a mão!
Me pões trêmulo, gago, estupefato,
pasmo, Senhor– mas consolado não.
A mesma mão que fez gato e sapato
da minha doce Musa, cura e guia,
cancela as entrelinhas do contrato,
Dominus dixit… Mas quem merecia
mais do que uma açucena matinal
um manso desfolhar-se ao fim do dia,
quem mais do que uma flor, Senhor? Igual
nunca viram os mais alvos crisantemos,
tinha direito a um fim mais natural,
à morte numa cama, em casa ao menos…
Mas não– tinha que ser total o escândalo!
Por que, se nem nos circos mais extremos
Teus mártires andaram despencando
sobre os leões, se nem o lixo cai
de oito andares aos trancos, Santo Vândalo?
Não vim denunciar o Filho ao Pai
ou o Pai ao Filho, não vim dar razão
aos que recusam e usam cada ai
contra a humildade; vim porque a Paixão
me chamou pelo nome e a alma obedece
e aceita suar sangue– como não?
Mas não sei mais unir o rogo à prece
do que a elegia ao hino de louvor,
não sei amar-Te assim… Caso o soubesse
teria que ficar aqui, Senhor,
aqui, arrebentando-me os joelhos,
esfolando-me todo ante um amor
que vai tornando sempre mais vermelhos,
mais duros os degraus do Teu altar.
Tu, que tudo consertas, dos artelhos
que desentortas e repões a andar
até às pupilas mortas de um garoto,
do cachoupinho que me fez chorar;
Tu, que a este lhe dás a flor no broto
e àquele o lírio pútrido do pus;
Tu, que passas por um de quatro e a um outro
pegas no colo e entregas a Jesus;
Tu que fazes jorrar da rocha fria;
Tu que metaforizas Tua luz
ao ponto de fazer de uma agonia
um puro horror ou a morna mansuetude–
que hás de fazer, Senhor, comigo um dia?
Quando eu agonizar, boiar no açude
das lágrimas sem fundo… Quando a fonte
cessar de soluçar e uma altitude
imerecida me enxugar a fronte…
Como há de ser, Senhor? Oxalá queiras
que a mim me embale a barca de Caronte
como o fazia a velha Cantareira,
o azul da travessia… A Irrecorrível
arrasta a cada um de uma maneira
e a quem quer que se abeire ao invisível
recordas a promessa: aquele a escuta
e este a recusa porque a dor é horrível,
mas, se a todos a última permuta
terá sempre o sabor da anulação,
o travo lacrimoso da cicuta,
a ela Tu negaste o próprio chão,
deixaste-a abrir a porta sem querer!
Nunca falou na morte, e com razão,
intuía, quem sabe, o que ia ver…
Sentença Tua? Em nome da promessa
não há negar Teu duro amanhecer–
mas quando arrancas mais uma cabeça
como saber que és Tu, que não mentia
O que ressuscitou? Talvez na pressa,
no pânico de Pedro, eu negue um dia
e trate de escapar, mas hoje não;
hoje sofro com fé e, sem poesia,
metrifico uma dor sem solução,
mas não vim negar nada! Faz efeito
essa dor: faz sangrar, mas faz questão
de defender-me como um parapeito
contra a queda e a revolta… Um Botticelli
despedaçou-se todo, mas que jeito,
se por Lear enforcam uma Cordélia
e encarceram a Ariel por Calibã…?
Alvorece, a manhã beata velha
enfia agulhas no Teu céu de lã,
tricoteia Paray-le-Maulnier *
e eu penso: ela morreu… Hoje, amanhã,
enquanto Te aprouver e até que dê
a palma ao prego e o último verso à traça,
vai doer– mas Amém! Não há por que
amar a morte, mas que venha a Taça,
aceito suar sangue até ao final,
como não… Tudo dói, menos a graça,
mata, Senhor, que a morte não faz mal!
Da Festa do Sagrado Coração em Julho de 1979 até aos
26 de Outubro de 1997.
