Direito Propriedade epígrafes

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O Direito protege a pessoa contra a violência dos outros; no mundo digital, terá também de protegê-la contra a violência da própria ausência.

O algoritmo conhece nossos hábitos; o Direito ainda precisa aprender a reconhecer nossas fragilidades.

Ajudar os filhos adultos não os beneficia, apenas aumenta o seu senso de direito e diminui sua responsabilidade de ter que viver de acordo com seus recursos.

Via de regra em uma sociedade politica democrática madura, o direito e privilégios dos mais poderosos devem serem os mesmos e terem a mesma paridade, para todos aqueles que sejam muito humildes ou façam parte dos grandes grupos de invisíveis.

O algoritmo calcula nossa relevância; o Direito deve recordar que dignidade não é uma métrica.

O Direito começa a envelhecer quando confunde conexão com convivência.

"Não posso dizer que cometi um erro, não posso dizer que não entendi direito, mas posso dizer que continuo tentando".

Uma lei injusta pode vestir a toga da legalidade, mas nunca adquire a dignidade do Direito.

O Direito existe para limitar o poder precisamente quando o poder acredita não precisar de limites.

Um Estado de Direito não se mede pela quantidade de leis que possui, mas pela quantidade de poder que consegue conter.

A pior derrota do Direito não é a destruição dos tribunais, mas sua permanência sem independência.

A primeira vítima de um Direito subordinado ao poder não é a liberdade: é a confiança na própria ideia de justiça.

O direito à intimidade será cada vez menos o direito de esconder segredos e cada vez mais o direito de conservar partes de si que nenhuma máquina deveria conhecer.

Quando a lei se ajoelha diante do poder, o Direito continua escrito, mas deixa de existir.

A ética e a moral são escudos do cidadão íntegro, garantindo que o direito de crescer venha do esforço justo.

Unir a justiça divina à justiça dos homens é o caminho para garantir que o direito de vencer pertença a todos, sem privilégios ou preconceitos.

Que nenhum poder nos limite além dos limites da lei, que nenhum direito nos defina sem a dignidade, que nenhuma autoridade nos sujeite sem a justiça; que a liberdade seja a substância do Direito, porque onde a liberdade desaparece, a própria ideia de Direito perde seu sentido.

Ande direito na linha da luz para não ser morto ou aleijado espiritualmente, senão o trem pega nas trevas.

O Direito protege a dignidade porque nenhuma pessoa deveria precisar provar seu valor para merecer proteção.

O algoritmo pode reconhecer padrões em milhões de pessoas; somente o Direito pode insistir que nenhuma delas seja reduzida ao padrão que a descreve.