Diário

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A vastidão do céu estrelado e o silêncio majestoso da terra são o convite diário à humildade, um espelho onde se reflete a perfeição que nos transcende. Em cada detalhe da natureza, encontramos o rastro indubitável da Tua Magnificência, elevando a alma a um patamar de gratidão que se renova a cada amanhecer, confirmando a grandeza do Artífice que tudo sustenta.

É a Sua voz, o impulso diário e terno que ordena: 'Levanta, encontra o ritmo da paz, respira fundo e segue em frente.'

O Milagre diário é o sim renovado à jornada, quando todas as circunstâncias gritam o óbvio e a alma escolhe a permanência n'Ele.

Vence quem transforma o luto em ofício diário e converte a saudade em canção que constrói pontes invisíveis.

Ame, pois o amor é como um adoçante diário.

O poeta e seu remédio diário, a poesia.

Aprender é um exercício diário, persista!

Mulher de março ou de Marte
Janeiro, é fila na creche
Anotação no diário
Vem fevereiro,
as contas não fecham
Culpa é o salário
No dia 8 de março
temfesta da Mulher!!
Só alegria!
Depois, vai levar
Filho à escola
Corre para o trabalho
Chega pouco atrasada
E a desculpa não cola
Tem a reunião agora!
Termina arrasada,
Corre ao banheiro
e chora .
E os meses acontecem....
Julho,vem notas de boletim
Agosto vai ter plantão sem fim
Ser Mulher é ser rio perene
Tem ação na correnteza
E na sua nascente a delicadeza
Mas o corpo que sofre
Como um segredo no cofre
Reclama baixinho
Dê-me pausa!
Um pouquinho.
Mulher energia marciana
Faz arte a vida inteira
Você não veio de cratera
Mas sim de trincheira
Seu olhar até declina
Mas sua fala nos ensina
Você tem marca acreditada
É símbolo da Cocriaçao
Fórmula de vida assinalada
Pelo registro da Criação

Mulher
Cobram dela realeza;
ela responde no trabalho diário
com nobreza.

Como não enaltecer o anoitecer,
Quando o céu se veste de cores?
Um espetáculo diário, sem preço,
Que nos rouba o fôlego e o coração.
O sol se despedaça no horizonte,
E a noite vem, com seu manto de estrelas.
É um show de luzes, um momento de paz,
Que nos faz sentir vivos, sem igual.
(Saul Beleza)

"Minha vida pode ser um livro aberto a todos ou um diário exclusivo para mim. Meu bem-estar e felicidade dependem de como escolho lidar com os fatos do meu dia a dia."

Diário de Bordo: Gafanhotos de Ferro e o Elemento 115
​Navegantes de sonhos, realizadores de mundos multiculturais. Nos fardos mais difíceis, é o contraste que supera a alma. No sonho de novos mundos, pilotamos uma nave enferrujada onde, às vezes, até as peças caem pelo caminho — mas não há motivo para desespero. A carcaça de ferro leva seis humanos, loucos e viciados na alienação das máquinas, carregando os restos dos sonhos da humanidade.
​No posto de trocas cósmico, alguém estica o polegar na beira da rota pedindo carona. Paramos, mas os passageiros da nossa espécie sempre roubam algo, pelo puro e simples vício de surrupiar. Dessa vez, até o olho de um infeliz homem-polvo da era de Cristo foi levado; vai ficar bem ali, pendurado no retrovisor da nave.
​Na hora de abastecer, o bom e velho golpe: usamos uma mangueira para desviar o combustível para outros dois tanques clandestinos. Paga um, leva três.
​A velha balconista alienígena, apavorada, cochicha pelo rádio:
— Terráqueos chegando... Fechem tudo! Lacrem os olhos e deixem que peguem o que quiserem, contanto que vão embora!
​Sob a luz cósmica, a polícia interestelar aponta no horizonte, mas recebe ordens imediatas de recuo. Nem a Confederação Estelar ousa mexer com os "gafanhotos humanos", os devoradores de mundos, os destruidores de galáxias.
​De repente, a nave solta um estouro mecânico. Todos congelam por um segundo, mas o perigo real não é o motor. Só de chegarem perto de nós, as bactérias e doenças que carregamos no corpo começam a corroer os policiais intergalácticos vivos. O posto de combustível explode em um clarão de plasma enquanto o nosso piloto, calmamente, acende um cigarro.
​Contornamos a nebulosa com os tanques cheios, acelerando rumo aos confins do espaço profundo. A nossa busca continua: atrás de Hélio-3 e do misterioso Elemento 115. Só precisamos achar mais um ponto no mapa para colonizar, sugar até o caroço... e partir.
​— Por Celso Roberto Nadilo

​Diário de Bordo: O Planeta Devastado e o Berço da Nova Praga
​Enquanto o piloto acendia o cachimbo, alguns tentáculos da erva alienígena ainda tentavam rastejar para fora do fornilho. A fumaça densa e tóxica invadiu a nave. No meio da névoa alucinógena, a garota Veridiana entrou em trabalho de parto. O DNA terráqueo operou seu milagre caótico: ela deu à luz seis filhotes humanos de uma vez, cada um de uma cor diferente — o reflexo exato da nossa tripulação multicultural. Para comemorar, abrimos algumas latas de cerveja quente, fermentada direto no calor do reator da nave.
​Navegando pelo quadrante, encontramos um planeta verde e abundante, que já vinha sendo timidamente depredado por dragões locais. Mas o estrago dos nativos não é nada perto do profissionalismo humano.
​Na descida, a nossa nave amassada arrebentou as copas das árvores e abriu uma clareira na marra, pegando um pedaço de terra com água e uma cachoeira. A mera chegada da nossa carcaça poluente já começou a sufocar a fauna local. Sem perder tempo, descarregamos o reator atmosférico para modificar o ar e transformar o ambiente à nossa imagem e semelhança.
​Duas colônias humanas foram instaladas em tempo recorde. O extermínio dos dragões foi rápido, sistemático e industrial. Em poucas semanas, as criaturas que antes dominavam o planeta viraram apenas desenhos rupestres nas paredes, tapetes e estátuas de decoração para os novos lares dos colonos.
​Com o trabalho feito, os embriões entregues e o planeta devidamente condenado ao progresso humano, a nave deu mais um estouro no motor. Deixamos a nova colônia para trás, acelerando a nossa lata velha de volta à escuridão do espaço.
​O universo que se cuide, porque os filhos da Terra acabaram de ganhar mais um puxadinho.
​— Por Celso Roberto Nadilo

​Diário de Bordo: O Boteco do Fim do Universo
​Entramos em um entreposto de trocas que parecia uma taverna de piratas da Terra do século XVIII. Para nossa surpresa, o lugar já estava infestado: outros humanos terrestres bebiam, riam alto e controlavam o ambiente. No centro do salão, um churrasco inacreditável: eles assavam um Predador e vários outros monstros espaciais no espeto, alternando os cortes com goles de chimarrão e tragos de uma velha e violenta cachaça.
​Um dragão alienígena, querendo cantar de galo e impressionar os recém-chegados, arrancou o copo da mão de um dos humanos e virou o líquido de uma vez. Mal sabia ele que a nossa cachaça era feita à base de metanol purificado, direto do combustível da nave — o mesmo álcool corrosivo de postos de gasolina terrestres. O dragão engoliu, arregalou os olhos, soltou um último bafo de surpresa e caiu morto no chão; sua boca derreteu instantaneamente de dentro para fora. Os humanos só riram. Mais um adorno e um par de chifres garantidos para o painel da nossa nave.
​O barman, um ser cheio de tentáculos, começou a tremer de pavor atrás do balcão. Com medo de ser o próximo espeto da noite, gaguejou apavorado:
— Por favor... não quebrem o lugar. Posso arrumar um quarto para vocês, algumas garotas de graça, o que quiserem!
​Mas para os gafanhotos humanos, o suborno padrão nunca é o bastante. Olhando fixamente para os tentáculos trêmulos do barman, o piloto tragou seu cigarro e exigiu o verdadeiro tesouro daquela espelunca:
— Esquece as garotas. Eu preciso é de ervas do espaço para o meu cachimbo. Anda logo.

Diário de Bordo: O Retorno dos Gafanhotos à Velha Terra
​O que parecia um mito nos becos escuros das favelas espaciais agora estava em nossas mãos: a chave temporal. Ligada aos cristais de tempo que contrabandeamos e alimentada pelos novos motores tridimensionais, a nossa lata velha deixou de apenas flutuar no espaço; agora, ela rasga o próprio tecido do ontem e do amanhã.
​Ao ver os indicadores do painel brilharem com a energia cronológica, os olhos do capitão faiscaram de pura malícia. Ele tragou o resto do cigarro, olhou para a tripulação de loucos e deu a ordem que mudaria o rumo da galáxia:
— Vamos voltar para a Velha Terra.
​O plano não era um retorno pacífico ou um resgate nostálgico. Nós tínhamos novas perguntas que só o passado poderia responder, mas, acima de tudo, precisávamos de novas cargas. O estoque de cachaça de metanol estava no fim, os embriões precisavam de reforço e o universo ainda tinha muitos postos de combustível para explodirmos. A Terra — com toda a sua história de guerras, recursos e a nossa própria linhagem de malandros — era o mercado atacadista perfeito para a nossa predação.
​Os motores tridimensionais roncaram, os cristais de tempo canalizaram a energia quântica e a nave inteira tremeu, saltando através das eras.
​A humanidade já era o terror do espaço profundo. Agora, com o controle do tempo, nem o passado da Terra está a salvo de nós. Segura o cinto, porque os gafanhotos estão voltando para casa.
​— Por Celso Roberto Nadilo

Diário de Bordo: Favelas Espaciais e a Sucata da Voyager 1
​O espaço profundo tem sua própria periferia. Longe do brilho dos planetas centrais da Confederação Estelar, orbitam as favelas espaciais — imensos aglomerados de carcaças de naves, asteroides amarrados por cabos de aço e estações abandonadas. Ali vivem os sobreviventes da raça humana, os renegados cósmicos e seus filhos mestiços.
​Nas favelas da Terra, a sobrevivência girava em torno do tráfico de drogas e do contrabando de armas. No espaço, o crime evoluiu: o negócio das novas facções é o tráfico temporal. Eles vendem fendas no tempo, contrabandam tecnologias de séculos passados e compram futuros alternativos no mercado negro. O crime agora rasga o tecido da realidade.
​Enquanto o crime domina a periferia do cosmos, nossa nave enferrujada continua sua marcha. Deixamos parte dos tripulantes colonizadores nos seus novos destinos: alguns ficaram em um pedaço árido de lua, outros montaram acampamento em um planeta tomado por árvores colossais. A semente humana foi plantada mais uma vez. A garota Veridiana, completamente adaptada ao ritmo da nossa espécie, já está grávida de novo. A linha de produção de humanos não para.
​Para continuar viagem, nossa lata velha precisava de um trato. Nas oficinas clandestinas da favela espacial, a nave ganhou moldes novos e uma repaginada na lataria. Mas a grande joia do ferro-velho veio do passado da nossa própria história: os mecânicos conseguiram resgatar os restos da lendária sonda terrestre Voyager 1, lançada no século XX.
​Arrancamos o gerador termoelétrico de radioisótopos da velha sonda e o adaptamos como um motor de gravidade quântica. Aquela relíquia de alumínio e ouro, que um dia levou um disco com os sons da Terra para o infinito, agora serve de calço e propulsor para a nave mais vigarista da galáxia.
​Com o motor da Voyager roncando alto e a gravidade distorcida na base da gambiarra, aceleramos rumo ao próximo quadrante. O espaço é grande, mas para os gafanhotos humanos, é apenas um imenso ferro-velho esperando para ser desmanchado.
​— Por Celso Roberto Nadilo

​Diário de Bordo: Os Gafanhotos Espaciais e os Colonizadores de Embriões
​A bordo, a nossa carga mais preciosa e contraditória: uma colônia de embriões humanos, a semente dos novos colonizadores. Para o universo, somos apenas os Gafanhotos Espaciais, mas para o futuro da nossa espécie, somos os carregadores de sonhos.
​No meio do caminho, aceitamos uma nova carona: uma garota Veridiana do planeta Traquis 4. Ela trouxe consigo um bicho bizarro, uma criatura que caça humanos com o único objetivo de infectá-los com um vírus mutante controlado por um fungo pensante. Mal sabiam eles onde estavam se metendo.
​Encostamos a nave em um novo posto de parada, na borda de um buraco negro. A gravidade da massa crítica estava tão violenta que, assim que estacionamos, o motor da nossa nave simplesmente despencou no chão do posto. Enquanto o piloto descia, calmo, para comprar cigarros eletrônicos, o caos humano acontecia ao redor.
​No restaurante do posto, uma baleia espacial girava no espeto. Um dragão imenso esperava pacientemente pelo seu pedido. Aproveitando a distração da criatura, um dos nossos humanos roubou as correntes de ouro do dragão e ainda arrancou alguns de seus dentes. Tudo para virar enfeite no painel da nave, logo ao lado de uns chifres que surrupiamos de um povo espacial que parecia uma mistura de polvo com rinoceronte. Os outros passageiros do posto começaram a suar frio de medo da humanidade. Afinal, quem usa uma cabeça de Predador como abajur no painel não está para brincadeira.
​A infecção que a garota de Traquis 4 planejava foi um fiasco. O cachorro espacial que ela carregava ficou para trás no posto, morto. O fungo pensante e todas as pragas alienígenas simplesmente murcharam e morreram ao entrar em contato com os terráqueos. Depois de séculos de história humana sobrevivendo a esgotos, pandemias e miséria, nós somos imunes a qualquer ameaça biológica do universo; o resto do cosmos é que é frágil demais para nós. Para piorar a situação da Veridiana, o feitiço virou contra o feiticeiro: o vírus falhou e a garota já estava grávida de um dos tripulantes terrestres.
​De volta à rota, cruzamos com um cemitério de naves abandonadas. Para os gafanhotos humanos, aquilo era um shopping a céu aberto. Em minutos, estávamos saqueando tudo: calotas de motores hiperbólicos foram adaptadas na nossa lata velha, novos propulsores foram soldados na carcaça e roubamos até tecnologia de teletransporte e cápsulas de imersão de sono criogênico — onde o sono comum era, na verdade, uma viagem por um universo paralelo.
​Com os motores novos instalados e os tanques cheios, o saque rendeu mais do que peças: encontramos as coordenadas de um novo planeta pronto para ser invadido. A colônia de embriões já tem um novo lar para sugar. O universo que lute.
​— Por Celso Roberto Nadilo

Se você não quer que suas frases sejam copiadas, escreva elas em um diário e guarde-o pra você. Otário...by.fmayoral

Inserida por fmayoral

O nosso exercício diário deve ser o de vencer o egoísmo, a intransigência, o orgulho. O ser humano, infelizmente, está fadado a supervalorizar os erros, tropeços e vacilos que nos atingem e esquecem facilmente das alegrias compartilhadas, das vezes que alguém nos consolou com uma palavra de conforto, com o ombro emprestado. Perdoar, reconhecer os erros e mudar são exercícios da alma e, por isso, mais difíceis de se executar.

Inserida por herfergom

cara na boa , vê se entende :
- MEU FACEBOOK , NÃO É MEU DIÁRIO , POR TANTO NÃO É POR QUE EU POSTO QUE EU TÔ PASSANDO POR ESSA SITUAÇÃO , QUE MANIA DE ACHAR QUE EU VOU FICAR DESABAFANDO E EXPONDO MINHA VIDA , VIA FACEBOOK .-.

Inserida por KarenAlves2