Diabo
"Sim, é melhor não acreditar em Deus nem no Diabo; acreditar que tudo é matéria e que tudo é acaso. Acreditar que o amor é apenas instinto de sobrevivência e oxitocina. E, quando virmos o absurdo da vida — ou o vivermos por não acreditarmos em nada —, tudo se torna apenas desespero e falta de sentido."
Talvez não haja golpe mais cruel que confiar a alma ao diabo para “salvar” o país e vê-lo tentando vendê-lo para se salvar.
Não há liberdade possível aos que entregaram suas almas ao diabo para salvar o país e ainda aplaudem o diabo tentando entregar o país para se salvar.
Malandro é o diabo que pegou as almas dos Idiotas para salvar o país, agora está tentando vendê-lo para se salvar.
O diabo é um gênio: arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.
Há algo de profundamente sedutor na convicção de que se está lutando por uma causa maior.
Quando alguém se vê como parte de uma cruzada moral, as dúvidas passam a parecer fraqueza e a prudência vira quase uma traição.
É nesse instante que as consciências mais tranquilas se tornam também as mais perigosas — não porque desejem o mal, mas porque se convencem de que qualquer meio é aceitável quando o discurso promete redenção coletiva.
Assim, em nome do país, muitos aprendem a negociar exatamente aquilo que dizem defender.
Vendem princípios como quem troca moedas, adaptam verdades ao sabor da conveniência e passam a confundir patriotismo com autopreservação.
O discurso permanece heroico, mas o gesto cotidiano revela algo bem mais mundano: o esforço constante de salvar a própria reputação, a própria posição, o próprio poder.
Curiosamente, os que se apresentam como salvadores quase sempre encontram um inimigo útil para justificar cada contradição.
Afinal, enquanto houver um culpado conveniente, não será preciso explicar por que o país prometido nunca chega — apenas por que a guerra precisa continuar.
E é nesse teatro interminável de bravatas e virtudes proclamadas que a nação vai sendo lentamente negociada, pedaço por pedaço, enquanto as consciências seguem confortavelmente convencidas de sua própria pureza.
Deus nos livre dos bem-intencionados cheios de razão, que nem de longe estão de fato preocupados com o futuro da nação!
O Diabo é melhor conhecedor da Bíblia, mesmo que qualquer crente, mas continua sendo Diabo. do livro Frases cristãs 5
Se os pernambucanos brigassem com o diabo para evitar pecar, assim como brigam entre si para conseguir um lugar em um metrô caindo aos pedaços, nosso estado já seria há muito tempo um lugar mais justo para se viver.
Não tem diabo, não tem demônios e não tem pessoas. A verdade é que o único ser capaz de impedir que você chegue ao topo é você mesmo.
Dia 31 de outubro é o dia da Reforma Protestante, mas como o diabo é um ser invejoso, ele deu início ao Dia das Bruxas na mesma data, ou seja, um dia de adoração aos demônios para tentar ofuscar a glória de Deus.
Deus livrou Jó das garras do diabo, mas também o livrou da possibilidade de se tornar um homem orgulhoso.
O diabo dá risadas enquanto luta para contaminar a igreja por dentro, e Deus ri do diabo, desfazendo tudo aquilo que ele planejou.
Conheci um pastor tão persuasivo que conseguiu converter até o diabo, que passou a dizimar na sua igreja. Mas, quando tentou converter um ateu, falhou miseravelmente.
O diabo é um gênio: arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.
E o mais curioso é que, enquanto muitos se oferecem como voluntários nessa medonha barganha espiritual, poucos percebem que toda e qualquer promessa de salvação germinada nas sombras termina cobrando pedágio na luz.
Há discursos tão cheios de “boas intenções” que parecem ouro, mas tilintam como ferro-velho quando batem na realidade.
E assim o país vai sendo posto em prateleiras invisíveis, negociado em nome de causas que nunca foram nossas, enquanto os que juram defendê-lo, esquecem que quem vende a própria consciência não costuma devolver o troco da história.
No fim, talvez o que mais deveria nos assustar não seja esse “diabo” — mas a quantidade de gente disposta a aprender com ele o ofício da negociação.
Deus nos livre dos bem-intencionados cheios de razão, que nem de longe estão de fato preocupados com a nação!
