Deus

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QUANDO O SORRISO SE TORNA SILÊNCIO.
Capítulo I
Livro: O Silêncio De Deus.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ela estava condenada pela matéria. Eu, condenado pela antecipação.
Havia nela uma doença que a consumia. Em mim, uma ausência de tempo que me dilacerava.
Ela sorria. Eu também.
Mas o sorriso dela era um véu. O meu, um clamor.
Eu sabia. Sempre soube.
Ainda assim, sustentávamos aquele teatro delicado, onde dois corações fingiam não perceber a ruína iminente.
Ela ainda vivia.
E eu vivia apenas um pouco mais dentro dessa estranha realidade que, paradoxalmente, começava a adquirir sentido.
Já não havia tempo.
Ou talvez nunca tenha havido.
Se ao menos fosse possível trocar destinos.
Se o tempo dela pudesse ser o meu.
Se o meu pudesse tornar-se o dela.
Tudo por um único sorriso verdadeiro.
Adormeci sob o peso dessas reflexões.
E, no limiar entre o sonho e o abismo, ouvi um sussurro.
"Não era o tempo dela."
Despertei abruptamente.
O coração pulsava como um sino em desespero.
Cada segundo tornava-se uma vida inteira comprimida.
Corri.
Corri como quem tenta fugir do inevitável.
Corri como quem deseja alcançar o impossível.
Só ouvia o meu coração.
Batendo em duplicidade.
Como se tentasse viver por dois.
Ao chegar, o silêncio era mais eloquente que qualquer grito.
Soluços preenchiam o ambiente com uma dor que não precisava de tradução.
Olhares me atravessaram.
Olhares que diziam tudo.
Olhares que me concediam passagem sem que eu precisasse pedir.
E ali estava ela.
Serena.
Bela.
Mas já distante do ar que antes lhe pertencia.
Onde estava o sorriso.
Sobre seu corpo repousava uma folha simples.
Um último testemunho.
Li.
E cada palavra era um golpe.
"Eu não suporto mais.
Que todos me perdoem.
Eu sorrio falso.
Sorrio vazio.
Vivo um pesadelo dentro da própria vida.
Quem eu amo não voltará jamais."
Minhas mãos tremiam.
A visão se dissolvia em lágrimas.
Ao lado, um frasco.
Silencioso.
Mas mais eloquente que qualquer sentença.
Ajoelhei-me.
Não por escolha.
Mas porque a alma já não sustentava o corpo.
Continuei.
"Desculpe-me.
O seu sorriso é real.
Você sabe viver.
Eu não sei.
Estou presa a um passado que não compreendo.
Você pode me perdoar por não tentar.
Deixe-me partir com a esperança da sua compreensão.
Não sei o que existe além daqui.
Mas, se existir algo, espero encontrar novamente esse seu modo de sorrir.
Esse modo de fingir que me compreendia.
Olha.
Quão estranha é a vida.
Meu Deus.
Quão estranha."
O papel caiu de minhas mãos.
E naquele instante compreendi algo que nenhum tempo poderia ensinar.
Há dores que não pedem cura.
Pedem presença.
Há almas que não sucumbem pela morte.
Sucumbem pela ausência de sentido.
E há sorrisos.
Ah, os sorrisos.
Alguns são pontes.
Outros, despedidas disfarçadas.
Naquele quarto, o silêncio não era vazio.
Era absoluto.
E nele ecoava uma verdade que nenhum de nós ousou enfrentar enquanto havia tempo.
Que viver não é permanecer.
É compreender.
E compreender, às vezes, chega tarde demais.
Diga-me.

SOB O SILÊNCIO DAS CONSTELAÇÕES.
Do livro: O Silêncio De Deus.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Amávamos em desmedida desigual.
Como dois céus que jamais se alinham.
Um ardia em oferenda constante.
Outro apenas refletia a luz alheia.
Dividíamos o universo.
Mas não o peso da eternidade íntima.
Havia em ti o repouso sereno.
E em mim a febre de permanecer.
Quando as estrelas ainda nos reconheciam.
Eram cúmplices do que não ousávamos dizer.
Agora, elas se dispersam.
Como se também recusassem testemunhar o fim.
Olho o firmamento e me perco.
Não pela vastidão.
Mas pela ausência que o torna infinito demais.
Teus olhos foram mar.
E no último instante.
Afoguei-me sem resistência.
As lágrimas não descem mais.
Elas doem.
Como se cada uma soubesse.
Que só há um coração a suporta-las em tudo.
O que fui.
Entreguei-te inteiro.
O que restou.
É apenas o eco do que nunca foi recíproco.
E assim.
Enquanto o céu se despede em silêncio.
Eu permaneço ajoelhado no altar da dor, olhando as estrelas embaçadas.
E guardião de um amor que não morreu.
Apenas foi condenado a existir dentro do abandono da solidão.

" Deus é maior que todas as religiões, contudo a tua religião é do tamanho que a fazes com teu Deus.! "
Catarina Labouré / Irmã Zoé.

A VONTADE QUE SUSTENTA OS MUNDOS.
" há pessoas que fogem de Deus como se pudessem fugir do átomo "
Autor frase e texto: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .

O pensamento que afirma que há pessoas que fogem de Deus como se pudessem fugir do átomo contém uma densidade filosófica e psicológica de rara lucidez. Ele não se limita a uma crítica moral ou religiosa. Ele aponta para um dado estrutural da condição humana. A tentativa de negar o princípio que fundamenta a realidade não é apenas uma recusa intelectual. É um movimento psíquico de evasão diante do que é inevitável. Assim como ninguém escapa à estrutura íntima da matéria. Ninguém escapa ao princípio que a sustenta.
A formação dos mundos conforme apresentada pela tradição espírita descreve um universo ordenado por leis racionais e permanentes. O universo não é um acidente. A razão filosófica rejeita a ideia de que o todo se tenha produzido a si mesmo. Aquilo que existe de forma organizada pressupõe uma causa inteligente. Esta conclusão não nasce da fé cega. Nasce da lógica clássica já presente na metafísica antiga e reafirmada pela filosofia moderna quando trata do princípio de causalidade.
A resposta que afirma que o universo não pode ter-se feito a si mesmo reconduz o pensamento humano à humildade intelectual. A razão percebe seus limites e reconhece que há uma inteligência anterior às formas. A psicologia profunda confirma esse movimento. O ser humano que tenta negar toda transcendência frequentemente o faz para preservar uma ilusão de autonomia absoluta. Essa recusa não elimina o fundamento do real. Apenas gera conflito interior. A fuga de Deus manifesta-se como fuga do sentido. E a fuga do sentido gera angústia. Conforme demonstrado pela psicologia existencial. A negação do fundamento não liberta. Ela fragmenta.
A criação pela vontade expressa a ideia de uma inteligência que não age por improviso. A vontade aqui não é impulso. É determinação consciente. A imagem da luz que surge pela palavra simboliza a passagem do caos à ordem. Filosoficamente isso representa a passagem do indeterminado ao inteligível. Psicologicamente representa o nascimento da consciência a partir do inconsciente difuso. O ser humano revive esse processo interiormente. Toda lucidez nasce quando a mente consente em organizar o que antes era confuso.
A formação dos mundos pela condensação da matéria disseminada no espaço demonstra que a criação não viola as leis. Ela as inaugura. Deus não concorre com a natureza. A natureza é expressão da inteligência divina. Esse ponto é essencial para afastar a falsa oposição entre ciência e espiritualidade. A cosmologia contemporânea ao estudar a formação dos sistemas estelares confirma que a organização do universo segue processos graduais e regulares. O pensamento espírita antecipa essa visão ao afirmar que os mundos se formam progressivamente segundo leis constantes. Fonte O Livro dos Espíritos questões 37 a 42.
A ideia de renovação dos mundos introduz uma noção profundamente psicológica. Nada permanece fixo. A impermanência não é destruição. É renovação. Assim como os mundos se transformam. A psique humana também atravessa ciclos de dissolução e recomposição. Resistir a esses ciclos gera sofrimento. Aceitá-los gera maturidade. A filosofia estoica já afirmava que viver bem é consentir com a ordem do cosmos. O espiritismo amplia essa visão ao inserir a continuidade do princípio inteligente.
Quando se trata da formação dos seres vivos. A noção de germens latentes revela uma concepção extraordinariamente avançada. A vida não surge por capricho momentâneo. Ela aguarda condições adequadas. Essa ideia encontra paralelo na biologia moderna ao reconhecer a importância do ambiente para a expressão dos potenciais genéticos. Psicologicamente isso ensina que o ser humano carrega em si virtualidades que só se manifestam quando encontra condições morais e afetivas favoráveis. Nada floresce na violência interior.
A comparação com os cristais e com as sementes demonstra que a ordem não é exclusividade do vivo consciente. Ela atravessa toda a natureza. A regularidade das formas indica uma inteligência imanente às leis. Negar isso é reduzir o universo a um mecanismo sem sentido. Essa redução empobrece a experiência humana. A psicologia mostra que indivíduos que percebem o mundo como destituído de sentido apresentam maior propensão ao vazio existencial. Fonte Viktor Frankl embora não citado nominalmente.
A questão da geração. espontânea esclarece que a vida não surge do nada absoluto. Há sempre um princípio anterior. Essa ideia preserva a coerência racional e evita tanto o materialismo radical quanto o misticismo ingênuo. O mundo minúsculo que dormita e se cria é uma metáfora poderosa daquilo que ocorre no interior humano. Pensamentos. Emoções. Tendências. Tudo possui um tempo de maturação.
No que se refere à espécie humana. A recusa da ideia de um único homem como origem literal preserva a dignidade da razão histórica. A figura de Adão compreendida como símbolo evita o conflito entre tradição religiosa e evidência científica. Psicologicamente os mitos não são mentiras. São narrativas estruturantes. Eles organizam a consciência coletiva. Reduzi-los a fatos cronológicos é empobrecer seu valor simbólico.
A permanência da humanidade antes da data tradicional atribuída a Adão confirma a continuidade do progresso humano. A evolução moral não acontece em poucos séculos. Ela exige tempo. Experiência. Repetição. Esse entendimento combate a ansiedade moderna que exige resultados imediatos. A filosofia espírita ensina a paciência cósmica. A psicologia confirma que o amadurecimento profundo é lento.
Retomando a frase inicial. Fugir de Deus é tentar negar a estrutura íntima da realidade. Assim como o átomo compõe a matéria independentemente da vontade humana. O princípio divino sustenta a existência independentemente da crença individual. A recusa não elimina a lei. Apenas distancia o indivíduo de sua compreensão. A verdadeira lucidez não está em negar o fundamento. Está em reconhecê-lo com humildade intelectual e coragem moral.
Fontes fidedignas. O Livro dos Espíritos questões 37 a 51 tradução de José Herculano Pires. A Gênese capítulo 6. Estudos de psicologia existencial e cosmologia contemporânea em consonância com o princípio de causalidade racional.
Conclusão. Quando o ser humano deixa de fugir daquilo que o sustenta. Ele não perde liberdade. Ele encontra direção.

⁠A alegria do coração de Deus está em perdoar os nossos pecados.
frases cristãs vol. 4

⁠A pessoa que vive em Deus não conhece outra vida exceto a vida de Deus.
frases cristãs 4

A maior sabedoria é uma vida louvável mantida pura ou purificada para Deus.
frases cristãs 4⁠

⁠Se alguém quiser conhecer a Deus, o amor é a única maneira.
frases cristãs 4

Para cada mentira contada do diabo, diga verdade, muitas verdades de Deus.
sfj,reflexões religiosas⁠

⁠Pecado: Um relacionamento errado com Deus.
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O pecado transformou coisas boas que Deus criou em coisas ruins.
sfj,pensamentos⁠

Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no maligno.
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⁠Deus e eu somos maioria.
sfj,reflexões

⁠Quem servir a Deus, certamente, terá a sua recompensa.
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Aristóteles é o Deus da ciência escolástica.⁠
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Deus apanha os sábios na sua própria astúcia.
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⁠Pecado: a recusa do homem em se submeter à palavra de Deus.
sfj,estudo de palavras

Existe apenas uma maneira de progredir na vida espiritual - através do tratamento amoroso de Deus.
sfj,frases cristãs 4⁠

Neguinha

Eu conheci uma mulher mais velha que eu,
o nome dela é Neguinha,
o presente que Deus me deu.

Tem os olhos pretos,
lindos como a noite,
olhos fumegantes de amor.
E onde eu encontro meu amor,
isso ninguém tira de mim.

O amor que eu tenho por ti
é grande e verdadeiro.
Isso eu exponho
para o mundo inteiro.

Eu sou grato por tudo
que faz por mim.
Por isso, esse poema
eu quis trazer para mim.

Eu te amo com muito amor e reverência.
Fica comigo para sempre,
essa é minha esperança.

Ficar com você para a vida,
essa é minha escolha.
Você não faz ideia
de quem é você para mim,
meu anjo, minha escolha.

Sei que aconteceram várias coisas nesse tempo,
mas uma delas foi sempre
te ver aqui dentro.

Eu já errei,
já paguei com o amor,
mas hoje, nosso amor nos consertou.

Seu coração
é minha maior inspiração.

Me perdoa por tudo, Neguinha.
Seu Neguinho nunca quis seu mal.
Sempre quis você tão bem
e muito decidida.

Você, para mim,
é minha escolha preferida.

De coração aberto,
eu faço esse poema para agradecer.

A borboleta,
onde ela passa,
vira festa.

Eu te amo.

Absolutamente tudo na terra tem um ponto fraco, exceto Deus.