Despedida e Saudade
Nas despedidas acontece isso: a ternura toca a alegria, a alegria traz uma saudade quase triste, a saudade semeia a lágrimas, e nós, as crianças, não sabemos arrumar essas coisas dentro do nosso coração.
Pandemia
Pior que bala perdida
Acertou a raça humana
Na morte sem despedida
É a saudade quem devora
Explodiu sem fazer som
Devastou os inocentes
A esperança sobrevive
Nesse imenso mar de gente.
Saudade… amor que não deixou de florescer depois da despedida...
Saudade... amor que se eternizou em mim para continuar vivendo.
Aeroporto é sinônimo de saudade.
É no aeroporto que nos despedimos quase sempre de quem amamos. É no aeroporto que a futura saudade aperta o coração e faz as lágrimas caírem antes mesmo do embarque. É no aeroporto que damos "tchau" para algumas pessoas que talvez nunca mais as vejamos. Tudo no aeroporto é intenso demais, desde o silêncio causticante da madruga às músicas que sempre são carregadas de solidão. Os abraços dados lá são abraços carregados de esperanças, as lágrimas que escorrem são lágrimas pesadas de saudade. O olhar que, lá as pessoas se dam parece um olhar carregado de angústia e de medo de nunca mais cruzar com o olhar de quem está se despedindo. No aeroporto a saudade aperta tanto para quem vai como para quem fica. Quem fica se encarrega da expectativa de uma volta que talvez nunca aconteça e de uma saudade que muitas vezes não tem prazo de validade. Quem vai se encarrega de uma angustiante duvida de como será dali em diante e também se encarrega da mesma saudade sem prazo de validade. O aeroporto sempre vai nos fazer lembrar de alguém, de um tempo bom ou de um tempo ruim. No aeroporto todos nós um dia deixaremos uma saudade, todos nós um dia lá vamos ter que nos despedir de quem mais amamos ou dizer adeus para algumas histórias que estavam só começando... No aeroporto as mãos que são dadas, são apertadas de uma forma tão perceptiva que as vezes até demonstram desespero. Desespero de quem não quer se despedir, desespero de quem quer correr dali e ir para um lugar seguro, mas no fim só acontece uma coisa: as pessoas embarcam e sempre levam um pouco de nós e deixam um pouco de si e vice/versa. E as lágrimas caem e a saudade aperta e a inevitável duvida do reencontro vem a cabeça todos os dias. Enfim... o fato é que, os aeroportos sempre serão sinônimos de saudade.
Nessa louca partida
sem despedidas
Deixo saudades
Desencontros desse alguém
Lembranças do além
E esse mar tão bravio
A nau não me pode salvar
Caminhos de despedidas
Palavras tão doidas
Mais vou afundar
Claro que hora não tarda
Mas deixo a nau
Para não naufragar.
Galanteios e anseios, olhares de saudade e despedidas com assinaturas de "se cuida" dizendo não posso cuidar de você mesmo querendo: isso não me seduz mais
A Morte
Oh! a saudade é fato! E tudo passa
A alma em procissão faz despedida
E na lápide fria, repousa ali recaída
Por onde o dia dos mortos devassa
Do céu os entes queridos nos espia
No chão a emoção assim despedaça
E vê ir embora, tal sopro em fumaça
Na dor da lembrança tão cruel e vazia
Tristura! por que sofrer, assim, tanto
Se no entanto tudo é apenas questão
De tempo, a vida e a morte é encanto
Paixão! deixe em paz a paz do coração
Chore! e não temas o escarpado pranto
A morte é início da prometida ascensão
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
novembro de 2018
finados, cerrado mineiro.
Araguari.
" Saudade...palavra doida...sentida...dor...alegria...partida ou chegada...aguardada...despedida...saudade é sofrimento...saudade é reencontro...saudade é tudo...um pranto...um sorriso...saudade é vida...morte...saudade...doida...sofrida...doce encanto...saudade...para viver...para morrer...saudade...saudade."💞
Uma Palavra Chamada Saudade.
Saudade é a alma lembrando
que o amor não termina na despedida.
É o espírito tocando o tempo
para dizer que nada foi em vão.
Saudade é quando o invisível se faz presença
e o coração escuta o que os olhos não veem.
É sentir alguém perto
mesmo quando o corpo já não está.
Saudade nasce do encontro das almas,
não do acaso das despedidas.
Ela é ponte entre dois mundos,
fio de luz que não se rompe.
É oração sem palavras,
é conversa em pensamento,
é abraço que acontece no silêncio
e chega como paz ou como lágrima.
Existe saudade de quem partiu
e saudade de quem ainda virá.
Saudade de outras vidas,
de laços que o tempo não explica.
Ela dói, mas consola.
Machuca, mas ensina.
Porque só sente saudade
quem ama além da matéria.
E quando a saudade aperta demais,
não é castigo — é sinal.
Sinal de que o amor foi verdadeiro,
de que a alma reconheceu outra alma.
A saudade não separa.
Ela prepara o reencontro.
Não apaga histórias,
apenas as guarda em luz.
Ela nos lembra que ninguém é perdido,
que os vínculos não morrem,
que o adeus é só uma pausa
numa conversa eterna.
Por isso, quando a saudade vier,
não a expulse.
Acolha.
Ela é o amor dizendo baixinho:
eu continuo aqui.
Quando não está aqui eu me perco entre meu mundo e o seu me despedaçando em saudades, vago com um dialeto romântico ou uma melodia que desperta sua atenção.
postando todas as minhas atitudes à ti, Querendo evoluir todo o meu sentimento direcionado a você.
Menino criado com vó
Que a despedida seja nosso derradeiro anseio. Que dedicatórias e saudades não sejam nunca ensaiadas. Que os olhares não mirem lembranças ou lugares lembrando de alguém, e que a minha robusta linguagem seja tímida se um dia precisar falar de adeus com você.
Não tenho poemas tristes sobre você. A minha vida e a vida dos outros são todas vidas de dentro de você. Tu sabes que eu sei dizer e arrumar em palavras as mais consoladoras e convincentes. Só as nego e negarei dizer a todos qualquer coisa que explique um dia a tua ausência, porque “até logo” ou “até um dia” eu até diria, porém adeus jamais lhe daria.
E num verso em que foge a rima e o português rebuscado, digo-te até um pouco bravo, não com a braveza de um desorientado, mas falo da bravura de um filho de nordestino, cabra arretado, te proibindo que desta vida se retires antes que eu veja em vida os filhos dos meus filhos, para terem também a sorte, assim como eu tive, de ser menino criado com vó.
Quiçá todo mundo pudesse ter sido, como eu fui na infância, querido; hora outra chamado de neto preferido; comigo sempre repartindo os doces recebidos. Sorte na tua casa ter vivido, e da tua vida me foi feito abrigo, como até hoje e ainda em breve será.
Pois com pressa só tratamos a saúde. O que não for saudade pode esperar!
Noite
vida
vivida......
saudade
despedaçada.......
saem de casa nas noites
voam feito vento ......
adormecem
como folha de uma praça
de platanos..............
revoam
no chão
e choram para mim.........
um anjo espera
a flor nascer do chão....
ninguem morreu
apenas morre de saudades......
Eu percebi o qual despedidas são difíceis. É como se você fosse atingida por toda a saudade que você vai sentir, sem ao menos senti-la.
Cada despedida é como uma gotinha de saudade. Quando o pote está cheio, ele se derrama: ora em sorrisos saudosos, ora em suspiros emocionados.
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