Desenvolvimento
O desenvolvimento de África passa pela descodificação da natureza existencial de cada um dos seus filhos, pois, enquanto não pensarmos e existirmos como africanos, continuaremos a depender do ocidente.
O ponto de convergência entre o desenvolvimento social e a competência, reside no combate ferrenho ao nepotismo e a corrupção que assolam as sociedades emergentes.
A África não pode continuar a ser tida como o rascunho dos discursos de desenvolvimento do resto do mundo, pois, devemos acordar da sonolência do subdesenvolvimento e marcar passos para o progresso.
Devemos aprender e ensinar a África a marchar rumo ao desenvolvimento, ainda que os nossos sonhos enquanto africanos não sejam iguais aos dos nossos parceiros ocidentais.
A base do desenvolvimento social de Angola, não assenta no petróleo, no diamante ou em outros recursos mineiras deste vasto País, assenta sim, nos grandes intelectuais desta pátria, que forjados pelo medo de um período sangrento que se conheceu na Pátria de Mandume, colocam à disposição o seu cérebro para que esta Nação se desenvolva.
Um País que não conhece o desenvolvimento, não se pode qualificar como sendo uma Nação, pois, uma Nação é o sinônimo de união e capacidade que o povo deve conservar, para juntamente com os seus mandatários dinamizarem a economia do seu Estado e gerarem o bem-estar social e político da sua Pátria.
Quando um povo sonha com o desenvolvimento e, nada faz para que o País avance, este povo está condenado a viver sobre o sudário pesado da sua inação e falta de comprometimento político e social.
O nosso desenvolvimento pessoal não depende do mundo exterior, depende dos objectivos que traçamos para a nossa vida e das escolhas que fazemos.
Cada profissional tem de ser na sua área de actuação a mola impulsionadora para o desenvolvimento pessoal de quem consigo priva na vida.
A maior divida de um povo que almeja alcançar o desenvolvimento econômico, passa por acreditar na suas instituições e nos seus governos democraticamente eleitos e, não em meros paraquedistas políticos que vendem ao povo sonhos irrealizáveis.
A política não determina o desenvolvimento de um Estado, pois, a visão e a mentalidade progressiva do povo é quem levam a que os políticos criem programas fiáveis e capazes de assegurarem a estabilidade do progresso existente.
O erro dos Países emergentes é pensarem que o seu desenvolvimento reside nos programas dos seus Governos, quando na verdade o progresso comunitário e a educação cívica colectiva são determinantes para o progresso social, político e econômico de uma Nação.
A política não se compadece com previsões de desenvolvimento ilusórios, pois, ou o povo vive próspero ou povo morre desgraçado.
A identidade do desenvolvimento econômico e social de um povo, resulta da sua capacidade em produzir e fazer crescer uma área determinada do saber produtivo, quer seja agrícola, silvícola ou industrial.
Celebramos a independência com espírito voltado ao desenvolvimento, choramos por ainda não concretizarmos os anseios de todos os angolanos, mas, nada se pode dar como perdido, enquanto vestirmos a capa do patriotismo e nos imbuirmos da força e do sentido de Estado, tudo será possível.
Quando os jovens de um Estado, não se assumem como elementos fundamentais para o desenvolvimento social, cultural, político e econômico do seu País, estes jovens são meros espetadores do declínio da sua Nação.
Os laços que firmamos com os nossos antepassados, devem significar o caminho para o desenvolvimento da nossa cidadania e do nosso compromisso com a nossa terra.
A agricultura como base do desenvolvimento econômico de um País, tem de ter como fim, o combate a fome e a pobreza das famílias.
A juventude só é a base sustentável para o desenvolvimento econômico de um Estado, quando a sua capacidade intelectual é geradora de riqueza, sem depender de supostas oportunidades dadas pelo Governo.
Um País jovem, mas, sem qualquer desenvolvimento sócio-econômico e turístico é igual a imensidão do mar para onde olhamos e, não alcançamos o seu início, nem o seu fim.
