A questão é, há amor nas cinzas?
Para quem sofreu, há mas lhe interessa procurar.
Para quem perdeu, as cinzas são o próprio amor.
Para o cientista, as cinzas são o resumo de tudo.
Para o matemático, há uma probabilidade apenas.
Para o poeta, há um livro a se dissertar.
Nos teus olhos encontrei um abrigo calmo,
um lugar onde o mundo desacelera sem avisar,
como se cada batida do meu coração
aprendesse um novo jeito de te amar.
Teu sorriso nasce leve, quase tímido,
mas carrega um universo inteiro de luz,
e mesmo nos dias mais cinzentos da vida,
é ele quem me guia, quem me conduz.
Se o amor tem origem, eu descobri a minha:
foi no instante simples em que te reconheci,
não como um acaso perdido no tempo,
mas como o destino que sempre esteve aqui.