Desejo
Não existem leis, nem limites sobre os sentimentos. Podemos nos amar tanto e tão intensamente quanto desejamos.
o fato é que, quando dois covardes se encontram
e se amam
o mundo chora
deus chora
por ter que enxergar
de perto
o emaranhado da paixão se desfazer
até virar pó.
não coexistiremos jamais.
Fica em meu abraço, na minha vida, deixa eu fazer cafuné em seus apliques que aliás, só adornam mais sua beleza, se Da Vinci estivesse vivo eu diria, só lamento meu caro, mas se enganou, e te esconderia pikennah pra ele não te roubar de mim.
Eu acredito apaixonadamente que não aumentamos nossa criatividade, a diminuímos. Ou melhor, somos educados a abandoná-la.
DIVAGAÇÕES
Divagando em minha teia de pensamentos
Enquanto tecia memórias
Quis saber qual palavra mais causa tormentos
Morte, dor, desprezo, escória...
Entre tantas mazelas
Lá estava ela
QUASE
Quase é a palavra
Palavra que mais maltrata
Quase passou no concurso
Quase chegou a tempo
Quase conseguiu o aumento
Um quase beijo
Quase amor
Quase se libertou
Quase foi escolhida
Quase ganhou a corrida
Quase, é a mais doída
Quase, jamais gera vida
Quase, é a palavra daquele que não alcançou
De quem não ficou e nem chegou
De quem se perdeu no caminho
Ainda em minha divagação, pensei
A água quase quente não serve pro café
Ah!! Uma vida sem café não dá...
Nem tem discussão. Né?!
EU QUERIA SABER
Quanto tempo o tempo leva
Pra água esculpir a pedra
O tolo parar de bancar o juiz
Perceber que ser aprendiz é melhor
Quanto tempo o tempo leva
Pra eu descobrir quem sou
Se sou uma ou se sou várias
Se a dor é minha ou do poema
Quanto tempo o tempo leva
Pra engavetar uma teimosa paixão
A violenta saudade domar
Uma ferida virar cicatriz
A ausência parar de doer
Leva, Tempo?
Leva!
ANTAGÔNICA
Anoitece lá fora
Enquanto eu amanheço
É inverno do outro lado da porta
O sol me aquece por dentro
No verão deixo que caiam minhas folhas
No inverno floresço
Na primavera aqueço
Desabrocho em qualquer ocasião
Já não obedeço estação
Não me adequei aos padrões
Sermões se tornaram vazios
Se desejam calor
Eu faço frio.
TEMPO
Às vezes tão lento
Quando tudo que queremos é que se vá
Leve as dores
Apresse as tempestades
Fica ele ali tal qual relógio com o ponteiro quebrado
Ora passa rápido
Como os números no cronômetro
Mal pode ser visto
Quando se percebe
O menino cresceu
A rosa murchou
Perdeu-se o trem
Nem foi dado o adeus
Tempo
Se passas lento como as borboletas
Ou ágil como os Colibris
Já não importa
Desisti de entender em qual asas vêm
Me ensine a voar contigo.
Ela! minha estrela, viva e bela,
Que ameiga meu sofrer, minha aflição;
Que transmuda meu pranto em mago riso.
Que da terra me eleva ao paraíso...
Seu nome!... Oh! meus lábios não dirão!
Eu sei que vou te amar em todas essas vidas
E sempre que precisar eu vou estar aqui
Seja em um dia ruim ou numa noite fria
Eu quero você pra sempre pertinho de mim
Para ela era um troféu, por isso tinha a maior dificuldade em abrir mão. Para ela perder estava fora de questão, por isso lutava com todas as forças para conseguir o tão sonhado troféu. Esse é o problema dos grandes competitivos, NÃO SABEM PERDER, não se contentam com a derrota querem o prêmio, o tão sonhado troféu a qualquer custo... Até fazerem uma terrível pergunta VALE A PENA ESSE TROFÉU? Ou é só feitiche, obstinação e teimosia? É talvez é teimosia mesmo não vale tanto assim, nessa busca desenfreada só tem perdido, não é vergonhoso perder competidora desde que tenha lutado arduamente, jogado limpo, tem troféus que não são necessários, desista não é feio, feio mesmo é continuar insistindo ou só tem havido derrotas, pendure a chuteira, calce outros sapatos e vários em busca de tesouros. Lute só enquanto pode. Esqueça o troféu não vale tanto assim
Deixa eu tentar provar pro seu coração
Que é pro seu bem, pra sua satisfação
A vida é curta pra dizer sempre não
Vem cá, te ajudo a perder a razão
Sacra constituição
Cravei com Deus
Umas novas leis
Pros meus sonhos
Ai ele me deixa sonhar,
Do jeito certo
Funciona assim
Eu sou só pele
E pra flutuar
O que tenho por dentro
É o que pensam almas notívagas
Delas me vem um tanto de malícia
Que atravessa e respinga paixão
Ai vou longe sobre o urbano e o rural
E nada de sentir dentes caindo
Ou o susto de cair de um arranha-céu no colchão
Assim furto de todo o resto pra ir te visitando!
