Desculpas aos Pais
Entender a hora política de cada país é questão de clareza, até porque os processos históricos são diferentes.
Países como o nosso devem temer democratas de ocasião tanto quanto apologistas de ditaduras.
Não quero saber
onde você nasceu,
Se ama de verdade
o meu país ---
eu amo o seu.
Se vem até o meu
país em paz,
Com paz retribuirei:
Amar o meu país
é a minha Lei.
O meu país não
é seu, ele é nosso;
Trate bem dele
como não se
houvesse outro.
Porque se você
se sente brasileiro,
Para mim você
assim nasceu,
e é irmão meu.
DIA DOS PAIS
Expressões maquiadas se transformam em presentes. É simples e prático agradecer da boca pra fora e esquecer que atitudes falam mais do que palavras. Presentes não significam lembranças e gratidão. Pelo contrário, neste dia, recebendo presentes, aflora o sentimento de ingratidão, dor, tristeza e lamento.
"Penso em um país que forma leitores, acreditando que a literatura ainda é um espaço privilegiado de escuta, elaboração crítica e imaginação do futuro."
Retilíneo traçado
Capital Federal e do cerrado,
Primeira dama do país
Esperança planejada,
Cidade-Parque e Niemeyer
Capital Mundial das Águas
Um voo em asa sul e asa norte
Lua com estrelinhas adjacentes,
.
Não me espere nas esquinas...
Lembro que o Ara Ketu estava no auge.
Era 1995… o país dançava, as rádios tocavam “Sempre Será”, e, sem que eu soubesse, aquela melodia se tornava a trilha do meu próprio destino.
Cada verso parecia falar de nós, mesmo antes de nós existirmos.
Quando a música dizia “Tenho amor demais pra dar”, era como se meu coração respondesse em silêncio.
E hoje, tantos anos depois, cada vez que ela toca, sinto que o tempo volta pra aquele instante — o primeiro olhar, o arrepio, o pressentimento de um amor que viria pra ficar.
Porque o que nasceu em 1995, entre notas e promessas, ainda pulsa… e sempre será.
“Reconhecer que os pais são os transmissores das informações essenciais, tanto biológicas quanto energéticas (pela memória epigenética), nos permite compreender que eles não são frutos do acaso, mas portadores das lições que viemos integrar.”
- Trecho do livro O caminho de volta pra casa: um convite para compreender sua jornada, honrar sua linhagem e retornar ao sagrado que habita em você
Existe uma tendência em olhar para os pais apenas pelo que faltou ou pelo que doeu.
Mas há algo mais profundo atravessando esse vínculo.
Eles não são aleatórios na sua história.
São parte daquilo que te constitui, no que é visível e no que não é.
Muito do que você carrega não começou em você.
Mas continua através de você.
E reconhecer isso não é justificar, nem romantizar.
É compreender.
Porque, a partir dessa consciência, surge uma possibilidade diferente.
Não repetir, mas integrar.
Não negar, mas transformar.
No fim, não é sobre quem eles foram.
É sobre o que você faz com o que chegou até você.
“Basta varrer a esquerda de um país devastado para que ele se torne próspero em pouco tempo.”
(Furtado, Brunno)
Agora que meus pais
Se foram
Eu os sobrevivi
Não há mais ninguém
Para cuidar de mim
Eu não estou ficando mais jovem
E vivo um dia de cada vez
Não há mais ninguém
Para cuidar de mim
Exceto eu
Toda a polarização política é declaração expressa da falência do sistema político de um país. Um país rico em democracia requer uma terceira via e quantas forem necessárias.
Migrar não é apenas mudar de país. É deslocar o próprio eixo interno. É acordar com o corpo em um território e a alma ainda fazendo conexão com o anterior.
Nunca nenhum Governo
do seu país foi responsabilizado
pelos crimes que cometeu
e nem mesmo o teu.
Da pior maneira quem
representou e você que representa
a História no Livro da Vida
a memória assim escreveu
do tempo não se perdeu
e jamais irá se perder.
Enquanto você e os seus
estendem o dedo para tentar
apagar a verdade da memória,
emerge por todos os lados: a História.
A minha poesia tira a sua poeira cretina escondida debaixo
do tapete do teu país sem honra
e sem nenhuma glória.
O quê está ocorrendo
na Usina Nuclear de Zaporizhzhia
não passa de mais uma
brincadeira alucinante
para você e para os seus,
uma irresponsabilidade lancinante.
Os poemas meus são e serão
pesadelos inapagáveis
não apenas na tua escuridão,
inabaláveis eles sacodirão.
Só sei que a sua dificuldade
de cumprir com a palavra
não é mais segredo para
quem conhece a trajetória
da sua falsidade e toda a verdade.
Sacrificadas foram
as almas do Batalhão de Azov
que você e os teus tanto
apedrejaram moralmente,
Com honra e glória serão
lembradas eternamente.
Você e os teus
não garantiram as vidas
delas conforme o combinado,
Deixo aqui neste poema esta
História para que um dia
o destino dê conta do recado;
(os quê ainda estão vivos
preserve a vida
deles como foi acordado).
Com tantas Guerras descaradamente ignoradas no “nosso” país, não deveria nos sobrar tanto tempo nem disposição
para palpitarmos nas guerras dos outros.
Quem vê a assustadora parte de um povo escolhendo lado em outras guerras, pode até acreditar que não temos tantos conflitos internos para lutar.
Mas temos.
E não são poucos.
São guerras sem sirenes internacionais, sem transmissões ao vivo em alta definição, sem mapas coloridos nos telejornais.
São guerras silenciosas, travadas nas periferias esquecidas, nas filas dos hospitais, nas salas de aula sucateadas, nos lares onde a dignidade perdeu território para a sobrevivência.
Há uma guerra diária contra a desigualdade que normalizamos.
Uma guerra contra a corrupção que denunciamos em ano eleitoral e relativizamos no resto do tempo.
É guerra contra a ignorância cultivada, contra a desinformação compartilhada com convicção e preguiça de checar.
Contra o desalento que transforma cidadãos em espectadores.
Ainda assim, muitos preferem empunhar bandeiras internacionais com a mesma facilidade com que ignoram as trincheiras da própria rua.
Opinar sobre conflitos distantes exige apenas conexão à internet.
Enfrentar os conflitos internos exige caráter, constância e compromisso — três virtudes que não rendem tantos aplausos nas redes.
Não se trata de indiferença ao sofrimento alheio.
Solidariedade é uma grande virtude.
O problema é quando a comoção seletiva vira espetáculo e a indignação terceirizada serve apenas para aliviar a consciência enquanto as mazelas domésticas seguem intactas.
É curioso: somos rápidos para apontar injustiças além-mar, mas lentos para reconhecer que também somos parte — ativa ou omissa — das injustiças daqui.
Escolher um lado em guerras estrangeiras pode até dar a sensação de lucidez moral.
Mas escolher enfrentar as próprias contradições exige maturidade cívica.
Talvez o que nos falte não seja opinião, mas prioridade.
Não seja engajamento digital, mas responsabilidade real.
Porque enquanto gastamos energia demais disputando narrativas globais, há batalhas locais esperando por gente disposta a lutar menos com o teclado e mais com atitudes.
E, no fim, a pergunta que fica é bastante desconfortável: estamos escolhendo lados por consciência… ou por conveniência?
O diabo é um gênio: arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.
Há algo de profundamente sedutor na convicção de que se está lutando por uma causa maior.
Quando alguém se vê como parte de uma cruzada moral, as dúvidas passam a parecer fraqueza e a prudência vira quase uma traição.
É nesse instante que as consciências mais tranquilas se tornam também as mais perigosas — não porque desejem o mal, mas porque se convencem de que qualquer meio é aceitável quando o discurso promete redenção coletiva.
Assim, em nome do país, muitos aprendem a negociar exatamente aquilo que dizem defender.
Vendem princípios como quem troca moedas, adaptam verdades ao sabor da conveniência e passam a confundir patriotismo com autopreservação.
O discurso permanece heroico, mas o gesto cotidiano revela algo bem mais mundano: o esforço constante de salvar a própria reputação, a própria posição, o próprio poder.
Curiosamente, os que se apresentam como salvadores quase sempre encontram um inimigo útil para justificar cada contradição.
Afinal, enquanto houver um culpado conveniente, não será preciso explicar por que o país prometido nunca chega — apenas por que a guerra precisa continuar.
E é nesse teatro interminável de bravatas e virtudes proclamadas que a nação vai sendo lentamente negociada, pedaço por pedaço, enquanto as consciências seguem confortavelmente convencidas de sua própria pureza.
Deus nos livre dos bem-intencionados cheios de razão, que nem de longe estão de fato preocupados com o futuro da nação!
Enquanto os Nascidos Patriotas sacrificam suas próprias cabeças em prol do seu país, Patriotas de Ocasião sacrificam o próprio país em prol das suas cabeças.
Embora divididos, somos todos patriotas: uns sacrificam a própria cabeça pelo país, outros sacrificam o país pela própria cabeça.
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