Desabafo de um bom Marido

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Desejo de um feliz ano novo todos nós temos, mas fazer o ano novo realmente feliz depende da atitude de cada um de nós.

Ai ela bota um vestido decotado, um perfume adocicado, um salto alto exagerado, capricha no penteado, na maquiagem e no rebolado e sai por ai, jogando feitiço por onde passa.
Ela arrasa!
O mais bonito nela é a segurança de ter consciência de ser uma bela mulher!
E que mulher!
Ela tem algo que encanta, que fascina, que te laça e te puxa...
Sei não... Linda ela é, só não sei se é sereia ou é bruxa!

Eu só queria alguém que me desse carinho, atenção, amor, um pouco de paixão. Eu não sei se isso é pedir demais, se isso é sonhar demais, eu apenas sei que é disso que preciso, alguém que me compreenda, que esteja ao meu lado nos melhores e piores momentos, em todos eles apenas pra me dar um abraço que seja, nem precisaria falar nada, só aquele abraço já me faria bem,só de estar ao lado de alguém que realmente se importasse comigo já me faria feliz, eu só pessoa a cada dia, mais um dia para tentar encontrar esse alguém que tanto sonhei.

"Sinto a paz da natureza como um carinho de Deus para meu coração". Luiza Gosuen

Não sei porque sou assim,
Um idiota assumido .
Quando se trata de você,
Deixo de pensar em mim,
E pela trama desse sentimento me deixo ser envolvido.

Sei das suas intenções,
Não há dúvida que está certa em de mim se afastar.
Afinal pra você que nunca me amou é fácil,
Já para mim é impossível deixar de te amar!

É tão ruim querer falar do que sinto e não poder,
Parece ter algo entalado na minha garganta.
Pode não acreditar mas mesmo assim vou dizer,
Se fosse outra pessoa, a dor não seria tanta.

Saudades que sinto de abraços demorados,
De um momento onde parecia sermos namorados.
Sentia seu perfume num tempo mais prolongado,
No abraço de bom dia, meu braço encontrava seus lindos cabelos molhados.

Queria dizer esta tudo bem, não sinto nada com sua indiferença,
Mas nunca tive tão dura experiência.
Sei que não vai passar, pois amor assim é para ser pra sempre,
Vou guardar só para mim, pois sei que nunca vou viver esse amor,
Infelizmente!

Que o meu desejo louco deixe um rastro de luxúria em tua memória, para que teu corpo jamais me esqueça.

O fato é ...
cada um de nós é a soma dos momentos que já tivemos.
e de todas as pessoas que já conhecemos.
E são esses momentos que se tornam nossa história.

Tal como um pesadelo, a noite acabou.

Vazio - Buraco.

Sinto como se dentro de mim houvesse um buraco profundo.. Nele não há fundo.
Perdi pessoas cujo as quais jamais imaginei ficar sem.
O tempo passou, muita coisa mudou.. Sentimentos, pessoas, até mesmo a minha visão fútil e amaldiçoada sobre o amor.
Não sei se é normal se sentir como eu me sinto. Indiferente, quase doente, vazia e louca da mente.
Pensar muito às vezes pode te deixar insano.. É assim que eu venho me sentindo nestes últimos anos.
Posso ter errado em quase todas as vezes em que resolvi abrir a minha maldita boca. Vomitei palavras que acabaram sendo piores do que qualquer arma.
Se pudesse voltar no tempo, não sei se mudaria algo ou faria exatamente tudo novamente. Sou uma pessoa com a mente doente.
Depois de tantas incertezas, pensamentos e consequências já não sei mais oque faço.
Como e quando vou preencher o espaço infinito deste buraco?

O amor é um aprendizado. Como diz o poeta, amar se aprende amando.

O sábio vence o forte pela sua sabedoria e a sabedoria supera a força e quanto mais sábio for um homem, mais conquista terá

Deus Viaja Comigo,
E Se Um Dia Eu Não Voltar...
É Que Viajei Com Ele!

Amas gêmeas se reconhecem numa simples troca de olhares, e com apenas um toque renovam o pacto de amor eterno.

Cada atentado que se tolere à liberdade é um novo alimento que se administra à desordem.

⁠A Presença Que Salva

Setembro Amarelo deveria ser mais do que um convite para falar. Porque nem sempre conseguimos. A mente de quem vive com depressão é um labirinto de pensamentos desordenados, onde encontrar as palavras certas para explicar o que se sente é quase impossível.

Muitas vezes, o que precisamos não é alguém nos dizendo "conte comigo" e depois desaparecendo, mas alguém que fique, mesmo no silêncio. Que segure nossa mão, sem soltar. Que entenda que às vezes não queremos falar, só precisamos de um abraço, de uma presença que não exija explicações, que apenas diga: "Estou aqui, com você. E não vou a lugar nenhum."

É essa ajuda silenciosa que salva. Um olhar que acolhe sem pressionar, uma companhia que não julga o choro, a tristeza ou a vontade de nada. Uma presença que transforma a solidão em algo suportável.

A campanha não deveria ser sobre pressionar o depressivo a falar, mas sobre ensinar as pessoas a estarem presentes, realmente presentes. Porque o que salva, muitas vezes, não é a palavra, mas o acolhimento. E há um tipo de amor que não precisa de som — só de presença.

⁠Orações Escritas

Um Clamor de Filha – Encontro com o Divino

Ah, Deus, queria um encontro contigo, e ser digna dele.

Poder estar em Sua presença, mesmo em silêncio, poder olhar para Ti e ter a certeza de que estaria sendo compreendida em totalidade.

Não, eu não falo no sentido de "passar pano" para minhas falhas, digo no sentido de ser o único que pode dizer: "Eu sei quem tu és e como se sentes."

Eu Te conheço e Te entendo, mesmo que só pela troca de olhares. Queria estar face a face contigo.

Queria desfrutar daquilo que não tive: o cuidado de um pai.

É muita ousadia, sendo eu pequenina, imperfeita e mortal?

Eu sei, muita audácia minha, pedir ao grande Rei, Senhor dos senhores, e soberano, majestoso Deus, o grande "Eu Sou", o El Shaddai, Javé.

Mas me coloco no lugar de filha que sou, e que filha não precisa do colo e abraço do seu pai?

Qual filho não corre para o pai quando machucado e com medo?

Qual filho não deseja a segurança da presença e da proteção de seu pai?

Eu Te quero aqui, pertinho de mim, mesmo em silêncio.

Não, eu não ouso Te pedir nada, imagino quantos pedidos Tenhas que atender.

Eu agradeço por tudo, não sou merecedora de nada e, ainda assim, sei que cuidas de mim, mesmo que eu não compreenda essa tal de provação ou preparação.

Mesmo na dor, eu Te agradeço, mesmo sem conseguir louvar em Teu nome.

Fica aqui, meu Pai, não solta minha mão.

Retrato e Alma: O Olhar que Fala


No retrato, mais do que rostos, o que se busca é a alma. Um olhar, quando capturado com verdade, pode dizer mais que mil palavras — pode contar histórias, revelar silêncios, expor fragilidades e, ao mesmo tempo, guardar mistérios.


A fotografia de retrato não se limita à superfície. Ela atravessa a pele e chega ao invisível. É a tentativa de traduzir em imagem o que não pode ser tocado: a essência.


Por isso, diante da câmera, não basta posar. É preciso se permitir ser visto — mesmo que em partes, mesmo que nas frestas de um olhar distraído ou numa expressão que escapa sem querer.


O retrato verdadeiro não é apenas sobre quem é fotografado, mas também sobre quem fotografa. É o encontro entre dois mundos: o da lente que busca e o da alma que, por um instante, se deixa revelar.


Um olhar pode ser espelho, pode ser janela, pode ser abismo. No retrato, ele é tudo isso ao mesmo tempo.


Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges

O Momento Decisivo: O Instante que Não Volta


A fotografia vive do instante. Há um segundo exato em que tudo se alinha: a luz, o gesto, o olhar, a atmosfera. É nesse ponto de encontro que nasce a imagem única, impossível de ser repetida.


O momento decisivo não é apenas técnica — é sensibilidade. É estar presente, atento, entregue ao que se revela diante de si. É confiar que, em meio ao fluxo da vida, há uma fração de tempo que guarda a eternidade.


Quando o clique acontece, não se captura apenas uma cena. Captura-se o irreversível: aquilo que não voltará a acontecer da mesma forma.


E é justamente por isso que a fotografia emociona. Ela congela a vida no exato ponto em que ela estava prestes a escapar.


A arte de fotografar é, então, a arte de estar pronto. Pronto para ver, sentir e decidir. Porque o tempo não espera — mas a imagem, uma vez feita, resiste ao esquecimento.


Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges

Um troféu não é apenas um troféu.


Ele é memória viva. É a prova de que você superou seus medos, venceu suas limitações e alcançou um lugar que, talvez, um dia tenha parecido impossível.


Esse objeto, que muitos chamam de simples tralha, carrega dentro de si noites mal dormidas, lágrimas escondidas, renúncias silenciosas e aquela força que você descobriu em si quando pensava não ter mais nenhuma. Ele não brilha apenas por estar em uma estante; ele brilha porque é reflexo do seu esforço, da sua entrega, da sua persistência.


Um troféu é a lembrança palpável de que você pode ir além.
Em dias de desânimo, basta um olhar para ele e tudo volta: o frio na barriga, o coração acelerado, o sabor da vitória, o abraço recebido, o orgulho nos olhos de quem acreditou em você. Ele é símbolo de quem você já foi capaz de ser — e, portanto, é promessa do que ainda pode conquistar.


Troféus, medalhas, diplomas… nada disso é entulho.
São marcas da sua caminhada, lembranças que te lembram de si mesmo. Eles não falam de objetos, mas de histórias. Histórias que dizem: você conseguiu.


E quando duvidar de novo, basta lembrar: você já foi capaz. E pode ser ainda mais.
O Valor de uma Conquista

Pedagogia do Acolher


Chegou mais um setembro e, com ele, a vitrine de frases prontas que me atravessam sem me enxergar. Falam para eu falar — como se a minha voz não estivesse há tempos espalhada em palavras, imagens, silêncios e olhares. Eu avisei. Não busco atenção; busco sentido, presença, mãos que não soltam.


O que me revolta não é a cor do mês, é a direção do dedo. Campanhas apontam para quem está afundando, quando quem precisa de formação é quem está na margem. O depressivo não precisa de cartaz; precisa de quem saiba ler sinais: o brilho que apaga, o sorriso que desencaixa, o corpo que fala — cabelo que cai, peso que some, vitalidade que se ausenta. Precisa de quem saiba chegar sem invadir, ouvir sem consertar, acolher sem prescrever. Às vezes, salvar é só sentar ao lado e dizer com o corpo: “estou aqui”.


Falar nem sempre é possível. Por dentro, a mente é um labirinto: ideias desordenadas, sentimentos sem moldura, cansaço que pede anestesia da dor — não o fim da vida. O que nos sustenta, muitas vezes, é o descanso de um abraço, o cuidado que não cobra explicação, o silêncio que não abandona. Ensinem isso: a presença que não exige performance de melhora; a escuta que não transforma confissão em sermão; a delicadeza de perguntar “como posso estar com você?” e aceitar que, naquele dia, a resposta seja apenas chorar.


Também me fere a homenagem tardia. Velórios cheios, redes lotadas de amores eternos — e o vazio de tudo o que não foi dito quando ainda dava tempo de ouvir. Eu não quero discursos depois. Quero humanidade antes. Se houver propósito em minha voz, que seja tocar uma pessoa que esteja aqui agora, e não multidões quando eu já for ausência.


Setembro, para mim, só fará sentido quando deixar de treinar o depressivo para “se explicar” e começar a educar o entorno para reconhecer, acolher e agir. Ensinem a identificar sinais, a construir rede, a acompanhar até o serviço, a ligar no dia seguinte, a cozinhar um prato simples, a varrer o chão do quarto, a segurar a mão — e não soltar. Ensinem que “força” não é cobrança, é companhia. Que fé não é atalho, é abrigo. Que esperança, às vezes, cabe em vinte minutos de silêncio compartilhado.


Eu sigo deixando vestígios — nas pessoas, nos cantos, no papel, nas imagens. Minha voz não precisa de multidões para cumprir seu propósito. Se alcançar um coração e lhe oferecer descanso por um instante, já valeu a jornada. E, enquanto eu estiver aqui, repito: não é fraqueza, é exaustão; não é espetáculo, é sobrevivência; não é drama, é dor. O que peço não é palco. É presença.




#setembroamarelo