Desabafo de um bom Marido
Hoje talvez não.
Mas, um dia Deus, ele vai te mostrar
que foi ele que pôs no meu coração para insistir
tanto em você.
E acredite, você vai refletir como me tratou.
Quando ambos têm a maturidade pra entender que eles são um só.
E eles são os melhores aliados um do outro.
Nenhuma inimigo se atreve a conspirar nessa união.
A pessoa que mais te destratou.
Em um futuro não tão distante, ela não será citada como uma aliada do protagonista.
Mas sim, essa, um dia, essa vai fazer parte de um livro que contará sua história.
Deixe de lado todas as mágoas do seu coração.
pois...
Um cavalo de guerra nunca dança em um casamento.
A idade chega para todos.
E a mudança de um coração verdadeiro e sincero também.
Mas Ah, uma verdade sem hipocrisia.
Por você ser trabalhador, honesto,
Muitos Terão asco e desprezo de você.
Mas eles tinham um ao outro e ainda tinham você.
E eles eram felizes e prósperos!
Pois prosperidade não depende de dinheiro nem proventos, mas sim ter o amor e felicidade de ter uma família, e ter todos juntos a você.
Isso sim é mais caro que qualquer valor monetário.
E isso sim é ter prosperidade.
Cemitério é um campo sagrado e santo, nele não há acepção de pessoas, portanto, viva intensamente, mas não perca a essência, afi-
nal estamos, nada somos.
A política brasileira é um grande circo, cujo papel de palhaço é reservado para o trabalhador brasileiro.
Se existe um amor, por que ficar só?
Que insensatez é essa de se guardar,
se o coração chama e quer amar,
e a vida passa num só dó?
Ficar só tendo amor por perto
é negar a chuva, negar o mar,
é ter o vinho e não brindar,
é ter caminho e andar deserto.
Se existe um amor, que ele venha,
que sente à mesa, que fique enfim,
que me embriague e more em mim.
Porque amor que existe e não se tem
é saudade antes mesmo de ser,
é morrer só, sem nunca viver.
(Saul Beleza)
A realidade é um espelho,
e nele eu me vi inteiro:
você desconta em mim
a saudade que sente dele.
Eu detesto esse instante
em que seu olhar atravessa o meu
procurando outro rosto.
Acho que sou remédio
para tua memória.
Você me toma quando a falta aperta,
mas não é a mim que você quer curar.
(Saul Beleza)
*Dilurido de dor*
A vida é um ispêio truviscado, visse?
E eu tô aqui, dilurido, com o peito rasgado,
que ocê pega essa saudade que é dele
e desconta todinha em cima de mim.
Dói, dói que só uma peste.
Ocê me abraça chamando outro nome
com os zóio.
Eu num sou gente pra ocê não,
sou remédio amargo,
sou chá do mato pra curar
uma dor que num é minha.
Tô loco, tô tonto, tô dilurido de dor,
bebendo tua saudade que num me pertence.
(Saul Beleza)
A Seu Gosto.
Você chegou, como chega a primavera, em um dia cheio de luz, me fez
feliz e me fez sentir criança de rir e brincar, me fez dançar, me fez ver
esperança nos raios do sol, me fez ver alegria no trabalho, pelo simples
desejo de estar on line contigo. Me fez enxergar muitas coisas que por
medo meu, estava turvo em meus olhos, e trouxe-me uma coisa gostosa:
Ser desejado e desejar-te.
(Saul Beieza)
"COM ESTÁ FRASE APAZIGUEI O CORAÇÃO DE UM APAIXONADO: ENCONTREI (DE MADRUGADA), DOIS JOVENS DISCUTINDO NA BOATE DA BARRA DA TIJUCA, UM DELES ENTROU NO TAXI CHORANDO E PEDIU PARA LEVAR EM COPACABANA, PERGUNTEI O QUE HOUVE? O QUE ELE ME RESPONDEU! ACABEI DE BRIGAR COM O MEU NAMORADO (HOMEM). EU DISSE, FIQUE CALMO: "A DOR PODE DURAR UMA NOITE, MAS A ALEGRIA VEM PELO AMANHÃ" PARECE QUE RECEBEU UMA ANESTESIA NO CORAÇÃO. CESSOU O CHORO. Ademar de Borba
A saudade é como um moinho que gira lentamente dentro do peito, movido pelo tempo que insiste em passar, enquanto a chuva fina lá fora derrama gotas serenas sobre as flores do jardim que antes vimos juntos. Cada instante agora é um suspiro, uma recordação suave e persistente, como o som cadenciado da água que bate nas pedras, chamando-me de volta para o silêncio dos dias em que sua presença preenchia o ar.No ritmado murmúrio do moinho, sinto o tempo corroer a distância, mas não o espaço que você ocupa em mim. A chuva, serena e constante, é o abraço frio que lembra a ausência e ao mesmo tempo rega as flores da memória, fazendo brotar esperança em meio à espera. Saudade não é só dor; é o perfume das flores que você deixou e que nunca deixarei de sentir.
Já passei por tudo nesta vida, amigo.
A mente, um turbilhão atribulado, ecos de tormentas que não calam.
O corpo, marcado por cicatrizes profundas feridas que nascem na alma ferida, serpenteiam pelo peito e se instalam nos ossos, como tatuagens de batalhas invisíveis. Sofrimento que começa no pensamento, devora o espírito e termina na essência mais pura de quem sou.
Noites em claro, dias de peso insuportável, mas aqui estou, de pé.
E mesmo assim, a esperança não nos abandona, teimosa chama que resiste ao vento. Virão dias melhores, eu sei.
Um dia, isso tudo findará, como nuvem que se dissipa ao sol.
Estaremos felizes, reunidos à família, aos filhos que são nossa luz eterna, rindo sob céus limpos, livres das sombras.
A vida, afinal, guarda essa promessa para os que persistem.
Sob o céu azul que se estendia como um véu esquecido, as laranjeiras sussurravam segredos ao vento, suas frutas maduras pingando sumo dourado sobre a terra seca. A tristeza pairava, invisível, entre os pinheiros altos e sombrios, cujas sombras alongadas devoravam o chão como dedos de um gigante adormecido. Eu carregava um cesto de trigo vazio, colhido de memórias que o tempo ceifou, e seguia vivo aonde ninguém mora e um ermo de silêncios eternos, onde o eco de risos antigos ainda tremia no ar. Ali, no coração desse nada povoado apenas por fantasmas de folhas, brotou uma planta que nasceu hoje, frágil e teimosa, suas raízes finas rompendo a crosta do solo. Sua semente, no entanto, será plantada amanhã um mistério cíclico, onde o fim precede o começo, e a vida dança no limiar do impossível.
No riacho cantarolante, um beija-flor gira no ar leve e fino como um suspiro. Ramsés projeta pirâmides de espuma, enquanto George Floyd murmura ao Curupira, pés virados no Oceano Pacífico. Ondas de concreto devoram gritos antigos; pele vira névoa, o rei ri com os dentes afiado, o guardião costura ruas sobre o peito ofegante, afinando o ar até pulsar vazio. Mas esse caos esconde um riacho real: do Nilo às ruas de Minneapolis, onde um joelho de um tirano ceifou a vida de Floyd no pescoço, sem ar, ecoando opressões antigas. Ramsés, construtor de impérios, reflete Floyd, vítima do poder que sufoca a dignidade. O Curupira inverte caminhos, guiando o beija-flor a polinizar justiça em dores coletivas. O Pacífico engole monumentos e protestos, mas o riacho persiste, fluxo de resistência que afina o ar dos opressores. Do faraó ao homem comum, mito e rua se unem no pulso vivo: beija-flor voa livre, Curupira ri nas matas, Ramsés cai em pó, Floyd inspira mudança, e o mar pulsa e o rarefeito só para tiranos.
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