Desabafo de um bom Marido

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⁠Ser só bom, sem fazer o bem, não convém.

Benê Morais

Inserida por BeneditoMorais

⁠Ser justo e bom não significa ser isento de defeitos.
Benê

Inserida por BeneditoMorais

⁠Se o que você pensa, diz e faz estão em harmonia e tem bom senso mais próximo da serenidade, da sabedoria e de momentos alegres estará.

Inserida por RubensViannaFilho

⁠A ausência e desprezo pelo raciocínio lógico e com bom senso faz com que a religião torne o egocentrismo e antropocentrismo aceitáveis.

Inserida por RubensViannaFilho

⁠Ter honra, palavra, dignidade, moral e ética definem o bom caráter.
E quem é que liga para isso hoje!?

Inserida por RubensViannaFilho

⁠De nada adianta questionar todas as certezas sem lucidez e bom senso.

Inserida por RubensViannaFilho

⁠*NÃO EXISTE O ACASO DAS CONSEQUÊNCIAS* Bom dia. Toda nossa vida é forjada nas escolhas que fazemos. A cada dia decidimos coisas pequenas, médias e grandes; e no somatório, essas escolhas vaem amalgamando um dia futuro; e assim, sucessivamente, um dia após o outro, vamos formando nosso destino ou futuro. As consequencias das coisas em nossas vidas quase nunca são frutos do mero acaso. As forças que governam nossas escolhas vêm de dentro dos nossos corações. As escolhas, portanto, que fazemos a cada dia, trazem os resultados de tudo que assentamos em nossas vidas. As nossas escolhas representam o que pensamos, o que somos, e o que fazemos diuturnamente; tanto para o bem quanto para o mal; nós somos o start. E os resultados nos pertencem. Por conseguinte, devemos sempre ficar atentos e vigilantes ao promovermos desde a pequena, até a mais importante escolha de cada momento, e em cada dia de nossas vidas.Os resultados são sempre inexoráveis. (Victor Antunes)

Inserida por VictorAntunes

⁠* TEMPOS MODERNOS*
‐ Bom dia!...
Àqueles que têm cérebro, assomamos com certas coisas que são postadas; cremos firmemente que há uma convulsão social no planeta; e está alicerçada em uma espécie de idiotia compulsiva jamais vista. O medíocre tomou de golpe as relações; e de tal modo assola, que a estupidez é a pauta do admirável. Nunca se viu tanta gente estulta divagando, e postando sobre o estrume mental que lucubra. A regressão social é, pois, patente. A catarse dessa coisa horrrorosa - conjecturamos -, silenciosamente nos está aproximando do fim. Como tem gente pulha; a solução talvez seja a alienação enquanto aguardamos a nuvém radioativa; ou talvez, ainda, fugir pro mato; procurar uma caverna; virar hermitão.

Inserida por VictorAntunes

Saudade é sinônimo que a vida você viveu. Logo, é bom senti-la. Se a vida mudou, se os hábitos mudaram e nós continuamos a mesma pessoa, é porque sempre tivemos e teremos a mesma essência. Só serão, amanhã, as mesmas pessoas de ontem aquelas que têm em si essência, exclusiva e única, e ninguém, por mais que tente, conseguirá transformar a pessoa especial que se é.

Amo-te na alegria suprema e indivisível, de humilhar-me aos teus pés o tanto quanto possível.

Amor... e Morte...

O amor
é como a morte
ato banal de todo dia...

Emoção forte
de tristeza ou de alegria,
ele sempre nos surpreende, e a ele nunca nos acostumamos
talvez...

O amor é como a morte:
quando amamos
é sempre a primeira vez.

Quando chegares...

Não sei se voltarás
sei que te espero.

Chegues quando chegares,
ainda estarei de pé, mesmo sem dia,
mesmo que seja noite, ainda estarei de pé.

A gente sempre fica acordado
nessa agonia,
à espera de um amor que acabou sendo fé...

Chegues quando chegares,
se houver tempo, colheremos ainda frutos, como ontem,
a sós;
se for tarde demais, nos deitaremos à sombra e
perguntaremos por nós...

Soneto à tua volta

Voltaste, meu amor... enfim voltaste!
Como fez frio aqui sem teu carinho....
A flor de outrora refloresce na haste
que pendia sem vida em meu caminho.

Obrigado... Eu vivia tão sozinho...
Que infinita alegria, e que contraste!
-Volta a antiga embriaguez porque voltaste
e é doce o amor, porque é mais velho o vinho!

Voltaste... E dou-te logo este poema
simples e humilde repetindo um tema
da alma humana esgotada e envelhecida...

Mil poetas outras voltas celebraram,
mas, que importa? – se tantas já voltaram
só tu voltaste para a minha vida...

(Do livro "Eterno Motivo" " - Prêmio Raul de Leoni, da Academia Carioca de Letras - 1943)

Hoje eu quero paz, desejo amor e lhe entrego a fé que meu transborda em meu coração

Não é apenas só que estou me sentindo

É muito pior:
- Estou me sentindo sem você.

Mas quem disse que as folhas de Outono são folhas mortas? Elas dançam valsa bem lenta, quando o vento as embala ao redor das árvores.

Marilina Baccarat de Almeida Leão
LEÃO, M., Pelos Caminhos do Viver, Scortecci Editora, 2013

Essa...

Essa, que hoje se entrega aos meus braços escrava
olhos tontos do amor de que aos poucos me farto,
ontem... era a mulher ideal que eu procurava
que enchia a minha insônia a rondar o meu quarto...

Essa, que ao meu olhar parado e indiferente
há pouco se despiu - divinamente nua -,
já me ouviu murmurar em êxtase, fremente:
- Sou teu! ... E já me disse, a delirar: - Sou tua !

Essa, que encheu meus sonhos, meus receios vãos,
num tempo em que eram vãos meus sonhos, meus receios,
já transbordou de vida a ânsia das minhas mãos
com a beleza estonteante e morna dos seus seios !

Essa, que se vestiu... que saiu dos meus braços
e se foi... - para vir, quem sabe? uma outra vez.
- segui-a... e eu era a sombra dos seus próprios passos..
- amei-a... e eu era um louco quando a amei talvez...

Hoje, seu corpo é um livro aberto aos meus sentidos
já não guarda as surpresas de antes para mim...
(Não importa se há livros muita vez relidos
importa... é que afinal, todos eles têm fim...

Essa, a quem julguei Ter tanta afeição sincera
e hoje não enche mais a minha solidão,
simboliza a mulher que sempre a gente espera...
mas que chega, e se vai... como todas vão...

(Do livro - Amo – 1939)

Capricho da memória:
de tantos momentos em que te vejo
e em que no meu pensamento
tua imagem se insinua,

havia de fixar-te, naquele íntimo instante
em que mais te desejo:
inteiramente nua!

Noturno

Agora, à noite, fujo às vezes
e aporto em algum bar

Como antigamente.
Marinheiro do amor, de porto em porto,
a vida como um navio, de mar em mar...

Pensei que tinha lançado ancora,
que plantara raízes,
que não partiria mais.

E de repente, desarvoraste meu destino,
e te foste
- volto a ser o antigo marinheiro -
e sozinho, preciso embebedar-me,
agora num navio encalhado,
sem mar...

Tive muito amor para dar, a quem não teve braços para receber.