Desabafo de um bom Marido

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O que é uma grande vida senão um pensamento da juventude realizado pela idade madura?

O corpo é um caminho:
ponte, e neste efêmero abraço
busco transpor o abismo.

Um homem só está seguro daquilo que possui.

Tendo a ser, mas pouco:
resta ainda um tempo
que me espera e reclama.

A devoção encontra, para praticar uma má ação, razões que um simples homem jamais encontraria.

Um homem que ensina torna-se facilmente teimoso, pois exerce a profissão de um homem que nunca erra.

A gula é uma fuga emocional, um sinal de que algo está nos comendo.

A modéstia é para o mérito o que as sombras são para um quadro. Dão-lhe forma e relevo.

Um autor estraga tudo quando pretende fazer bem de mais.

Velho pássaro, este mundo
dorme como um menino
e se renova cada manhã.

Noturno

Lá fora o luar continua
E o trem divide o Brasil
Como um meridiano

Oswald de Andrade
ANDRADE, O. Poesias reunidas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1971

É mais vulgar ver um amor absoluto do que uma amizade perfeita.

Cada virtude apenas requer um homem; apenas a amizade requer dois.

Cada um é como Deus o fez, e muitas vezes até pior.

O amante é um arauto que proclama onde existe o mérito, o espírito ou a beleza de uma mulher. Que proclama um marido?

Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor.

William Shakespeare

Nota: Trecho adaptado da peça "Noite de Reis", de William Shakespeare.

Tão bom morrer de amor! E continuar vivendo...

Mario Quintana
Baú dos espantos, Porto Alegre: Editora Globo.1986.p. 596 p. 87.

Nota: Trecho do poema Conversa Fiada, compilado na obra referida de Mário Quintana.

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Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida, assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como essas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Mario Quintana
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.

Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1.º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça...

Desconhecido

Nota: A autoria do texto tem vindo a ser erroneamente atribuída a Mario Quintana.

Não existe o bom ou o mau; é o pensamento que os faz assim.