Desabafo de um bom Marido

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Mesmo convivendo com incertezas e tendo varios medos, insisto distraida. Minha força é de dentro.
Meu mundo i-real é absoluto.

Gosto de gente que insiste em mim, que me enxerga sim onde finjo não.
Gente que me vê bonita pelo avesso.

(...) e que Deus sempre deixe o melhor acontecer.
E até lá acontecendo ou não eu nunca esqueça de agradecer.

Dos prazeres:
Gosto de unir minha alegria na do outro. O uni-verso fica maior.

Na vivencia cada coisa tem seu tempo. E no seu tempo acontece as coisas.
E que em qualquer tempo, venha sempre o tempo do amor maior.

O tempo voa, mas...
Quando se quer, no tempo acontece.
A gente sempre pode mudar nossa historia.
Um brinde ao agora. Um brinde ao amanhã
Ainda há muito tempo a ser usado.

O amor se perde na correria diária.
Nos pequenos gestos ao final do dia. nas palavras não ditas, e por não serem ditas são esquecidas.
Lamento que o amor decida a hora de partir. Mas nunca vai de uma vez. Amor se alimenta de vida.

A experiência modera anseios, tira a angústia e dá uma certa leveza a vida.
Beleza e juventude são efêmeros.
O que acumulamos de essencial para o nosso viver, carregamos dentro de nós para sempre.

Desembrulha teus eus, remate seus nós, refaça seus laços.
Vida é isso, inventos, beleza, imprevisibilidade.

Podemos fugir do mundo inteiro,mas dentro de nós existe uma estrada que só a gente pode trilhar e em algum momento o confronto com nós mesmos será inevitável.

Se a sociedade está podre, você não pode culpar a janela pela paisagem.

Os amigos nos traz alegria, bem está,
energia, e mais batidas no coração só pelo fato de dividir emoções.

O amor é uma construção neoliberal

⁠Na calçada onde o concreto se racha,
Sob passos apressados, vejo figuras:
Mendigos, esses monumentos esculpidos pela dor e pelo abandono,
Partes da paisagem, sombras de aversas.
Estátuas esquecidas em praças que ignoramos,
Com rostos e histórias, mas nós, indiferentes,
Passamos como se o tempo não os reclamasse,
Mergulhando na rotina, nas horas lentas.
Hoje me interrogo: o que é ser visível?
A roupa que visto, o bem que acumulo,
É só camuflagem, armadura que me isola.
Sob essa fachada, frágil e cativa,
Sinto a tênue linha entre ser e não ser. Vida miserável...
Eu, que me nomeio alguém, sou apenas um rosto entre muitas máscaras,
Um nome sem significado na memória do mundo.
Se eu me apagasse, quantos chorariam a ausência?
A vida seguiria, indiferente às minhas lutas.
Um mendigo cai, e a rua devora o corpo,
Com a mesma indiferença que o ignorou em vida.
Passam as gentes, a calçada permanece,
E a vida avança, sem pausas, sem lamentos.
A invisibilidade é pena pesada;
E eu, tão próximo desse triste destino,
Percebo que o meu endereço é só um nome,
Uma casa, talvez, mas não um lar.
Fernando disse sabiamente: “Hoje não há mendigo que eu não inveje,
Só por não ser eu.” Na imensidão citadina,
Todos somos mendigos, de afeto, de memória, de um sentido,
Buscando ser vistos, mesmo que por um breve instante,
Nessa profunda solidão que é viver.

⁠O amor é livre, sem cobranças, pássaros presos em gaiolas não são felizes.

Meu amor, as coisas realmente importantes da vida são sempre inesperadas.

Tudo o que preciso saber e vou descobrir agora é se você é corajosa o suficiente para nascer de novo. Pra viver de novo. Achar outro amor. Uma família. É "sim" ou "não". Hoje é o dia de decidir.

Se meu corpo não pode fugir, pelo menos minha alma pode.

Há perdas que podem não ser recuperadas, e nestas circunstancias a única escolha que nos resta é olhar para a frente, aprender com as experiências, fortalecer nossa resiliência e perscrutar as possibilidades que ali se apresentam para continuarmos nossa caminhada, mesmo com o coração dilacerado e com as feridas emocionais abertas que ainda sangram.

Soraya Rodrigues de Aragao

Há uma grande diferença entre a solidão e a solitude: Para a solidão não há escolha.⁠