Desabafo de um bom Marido

Cerca de 467734 frases e pensamentos: Desabafo de um bom Marido

"Toda família deixa um legado. Nem sempre em objetos. Quase sempre em sentimentos."

Às vezes, um atraso vira tempestade.
Um silêncio pesa como despedida.
E um abraço, por menor que seja, tem força para reorganizar o mundo.

Há quem chame isso de exagero.
Eu chamo de sentir sem pele.

Porque alguns corações vivem entre o medo do abandono e a coragem de amar por inteiro. Caem, levantam, quebram, recomeçam... e seguem procurando um lugar onde finalmente possam descansar sem precisar duvidar que alguém ficará.

Talvez a palavra nunca tenha sido "demais".
Talvez sempre tenha sido apenas intenso.

Há corações que não procuram um amor; procuram um lugar onde, enfim, possam deixar de partir.

"Há pessoas que vão embora levando apenas as malas. Outras esquecem um inverno inteiro pendurado no cabide da sala."

A dor de um braço quebrando não termina no instante em que o osso cede.

Existe o estalo.

Existe a carne tentando entender o que aconteceu.

Existe o corpo inteiro procurando uma posição onde a dor diminua, mesmo sabendo que nenhuma posição resolve.

Mas existe uma outra dor.

Aquela que ninguém vê no raio-X.

Aquela que fica quando você percebe que alguém foi capaz de olhar para você e escolher a violência.

E então não é mais só o braço.

Quebra alguma coisa por dentro.

Quebra a sensação de segurança.
Quebra a confiança.
Quebra aquela parte ingênua que ainda acreditava que certas pessoas simplesmente não seriam capazes de atravessar determinados limites.

E existe a humilhação.

Aquela sensação miserável de estar ali, machucada, vulnerável, tentando juntar os pedaços enquanto quem fez aquilo talvez siga respirando como se tivesse apenas atravessado mais uma esquina.

Você se sente pequena.

Sozinha.

Às vezes, até suja de uma culpa que não é sua.

Como se o corpo violentado carregasse também a vergonha da violência.

Mas não.

A vergonha não é minha.

Nunca foi.

O lixo não sou eu.

Lixo é quem precisa destruir o corpo de outra pessoa para se sentir grande.

Lixo é quem transforma força em covardia.

Lixo é quem levanta a mão porque não possui argumento, caráter ou humanidade suficientes para permanecer de pé diante de alguém.

Eu estava sozinha quando a dor chegou.

E talvez essa tenha sido uma das partes mais cruéis.

Porque há momentos em que a gente gostaria de ter alguém segurando nossa mão, dizendo que vai passar, dizendo que aquilo não aconteceu porque merecíamos.

Mas ninguém deveria precisar de uma testemunha para provar a própria dor.

Eu sei o que senti.

Eu sei o que ouvi.

Eu sei o que meu corpo suportou.

Eu sei o que quebrou.

E sei também que existem ossos que médicos conseguem colocar no lugar, mesmo que demore.

A alma é mais complicada.

Ela não recebe gesso.

Não existe cirurgia para devolver imediatamente a confiança.

Não existe remédio capaz de apagar a imagem da covardia.

Então eu vou ter que reconstruir.

Devagar.

Com raiva, talvez.

Com lágrimas também.

Com dias em que vou me sentir forte e outros em que vou me sentir um lixo por uma violência que nunca foi minha.

Mas vou reconstruir.

Porque aquele homem conseguiu quebrar meu braço.

Não conseguiu decidir quem eu sou.

E talvez essa seja a primeira coisa que eu precise aprender novamente:

eu não sou o que fizeram comigo.

Eu sou a mulher que sobreviveu ao que fizeram comigo.

E isso muda tudo.

Talvez recomeçar
seja acordar um dia
e perceber que você ainda se deve uma vida.

Um recomeço nem sempre chega acompanhado de uma grande descoberta.
Às vezes, começa com uma decisão simples:
Hoje eu começo.
E desta vez,
o passado não precisa autorizar nada.

Um “te amo” vale exatamente o que a pessoa está disposta a fazer quando amar deixa de ser confortável.

“Se um dia você não conseguir encontrar palavras, não conseguir me procurar, não souber por onde voltar... ainda existe uma coisa que pode me alcançar"...



🎵

Histórias escritas

Existe um dom quase mágico
em transformar palavras em mundos.

Uma frase pode abrir uma porta,
um parágrafo pode atravessar séculos,
e algumas poucas linhas
são capazes de criar vidas
que jamais existiram...
Mas que, de algum modo,
passam a existir dentro de nós.

Escrever é possuir o infinito nas mãos.
É poder escolher outros caminhos,
inventar outros destinos,
dar aos personagens
as vidas que o mundo real lhes negou.
Em cada história,
nasce uma versão diferente da realidade.
Um universo onde o impossível acontece,
onde o tempo pode voltar,
onde encontros podem durar,
onde despedidas podem ser adiadas
e onde até o destino
pode ser desafiado.

Talvez seja esse o verdadeiro encanto
das histórias escritas:

não criamos apenas mundos.
Criamos possibilidades.
E enquanto houver alguém disposto a escrever,
nenhuma história precisa terminar de verdade.
Ela pode renascer em outra página,
em outro tempo,
em outro coração.
Porque algumas histórias
não são feitas apenas para serem lidas.
São feitas para nos lembrar
que também poderíamos existir
em outras versões de nós mesmos.

Talvez hoje eu não tenha “um mundo” pra entregar. Mas talvez o problema nunca tenha sido faltar mundo. Talvez tenha sido carregar o universo inteiro nas costas tentando ser indispensável pra alguém.

Um dia, quando eu voltar...

Um dia, quando eu voltar, talvez nada esteja no mesmo lugar.

As ruas terão seguido seus caminhos, as pessoas terão contado novas histórias, e o tempo terá feito aquilo que sabe fazer melhor: continuar.

Mas algumas coisas permanecem.

Permanecem os abraços que não demos. As palavras que ficaram guardadas. Os sorrisos que a distância não conseguiu apagar.

Um dia, quando eu voltar, não quero encontrar o que ficou parado me esperando. Quero encontrar o que cresceu, o que floresceu, o que teve coragem de viver.

Porque quem ama de verdade não guarda a vida numa gaveta. Cuida dela até o reencontro.

E, se esse dia chegar, que a gente se reconheça não pelo que perdeu, mas por tudo aquilo que teve força para continuar sendo.

Um dia, quando eu voltar, que o tempo não seja uma desculpa. Que seja apenas a ponte entre duas saudades que sobreviveram.

Lucci Santz ✍️

Desejos que não precisam ser pronunciados.

Nascem no silêncio de um olhar demorado,
na distância curta demais,
naquilo que quase acontece e, justamente por não acontecer, permanece.
É um fogo quieto, escondido sob a pele.
Um olhar que percorre, retorna, insiste...
como quem toca sem tocar.
E há um instante em que os olhos se encontram
e o silêncio já não consegue disfarçar aquilo que o corpo inteiro sabe.

Desejo não se explica.
Reconhece-se.

.
O peso de continuar


Carrego um vazio que não sei explicar, um pouco de dor, outro tanto de cansar. É amar sem retorno, cuidar sem receber, é dar tanto de mim e a mim me esquecer.


É estender minhas mãos sem ninguém perceber, é guardar minhas dores enquanto ajudo a viver. É sentir que me esgoto tentando sustentar tudo aquilo que o tempo não soube equilibrar.


E mesmo tão cansada, sem saber de onde vem a força que me move quando já não me convém, eu sigo, porque a vida não espera eu me refazer…


Mas quem cuida de todos também precisa de alguém que cuide dela sem ela precisar dizer.

Amor não deveria fazer você disputar espaço com um vício.
Não deveria fazer você implorar por atenção, por cuidado, por presença.
Não deveria fazer você se sentir insuficiente enquanto vê a pessoa escolher, repetidamente, aquilo que a destrói.

Tem dias em que tudo o que a alma pede é um pouco de silêncio, um lugar tranquilo e a liberdade de simplesmente existir, sem cobranças, sem pressa e sem culpa.

Tudo gira pelo amor...


Nós somos suficientes, um amor diferente, estranho, intenso e extraordinário. O universo uniu dois corações diferentes, improváveis, para provar que nem toda conexão precisa fazer sentido aos olhos do mundo para ser inteira.

Apaixonar-se é curioso… às vezes, alguém chega e, sem pedir licença, muda a cor de um dia comum.

O mais louco é que, mesmo sem te ter aqui, meu peito já encontrou um jeito de te sentir.🌹

Às vezes, basta um perfume no ar, uma tarde com determinada luz ou uma música distante para que o passado encontre uma fresta e entre sem bater.