Depois
Retira tudo o que quiseres
só não me tiras de mim.
Depois da tragédia
a vida passa a ser uma ironia.
Cada dia vivido
é uma possibilidade
para não voltar a errar.
A minha vida
não vais retirar.
Eu quero te deixar com fome
Depois eu quero te alimentar
Eu quero pintar seu rosto
Como se você fosse minha Mona Lisa
Depois de se escrever um conto, deve-se cortar o início e o fim.
Não adianta viver agindo com estupidez, grosseria, egoísmo e insensatez e depois querer vestir a roupa da pessoa injustiçada pela vida. Você colhe o que planta. Afasta todos de perto. E se não mudar, vai acabar completamente só!
Depois que me decepcionei com o meio termo. Eu passei a viver com a intensidade. Agora somos um só!
As pessoas tiram por completo seu brilho e depois imploram, aos prantos, para que voce volte a brilhar.
(...)Minha alma agora está sorrindo ... Depois de tantas noites e dias de lutas, cansaços e agonias...minha alma finalmente irá descansar!... Não! Não chores mais! Sorrias! Sorrias! - Pois não te esqueças de que um dia nós iremos nos encontrar!!!
Dói vc tentar ajudar alguém e ele (a) rejeitar você,mais depois não vai ser vc que vai se arrepender pq sua parte vc fez
Parte que falta 2
Eu cheguei mas não entendi
não entendi oque era
E não fiquei feliz
Depois de um tempo percebi
E o que faltava era a minha emoção
Que estava faltando a um tempão e eu não percebi
"comece o seu dia agindo com respeito em todas as situações.
Primeiro se respeite; depois respeite o outro. A seguir, lembre-se: a gente recebe do universo aquilo que a gente dá!"
Na vida acho muito mais fácil suportar ser ferida, do que eu mesma ferir alguém...
Porque depois eu me arrependo e o remorso me corrói por dentro da alma
Eu acho muito mais fácil perdoar alguém pelos erros cometidos,do que eu mesma me perdoar
Apesar de saber que o arrependimento é a lição que já foi aprendida,mas mesmo assim fico decepcionada comigo mesma
Portanto...perdoe e perdoe -se,porque somos apenas aprendizes com o direto de errar, porém de nos consertar também.
Ivânia D.Farias
A realeza de Pelé
Depois do jogo América x Santos seria um crime não fazer de Pelé o meu personagem da semana. Grande figura que o meu confrade Laurence chama de ‘o Domingos da Guia do ataque’. Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: – 17 anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Pelé. Eu, com mais de 40, custo a crer que alguém possa ter 17 anos, jamais. Pois bem: – verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se ‘Imperador Jones’, se etíope. Racialmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: – ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.
O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: – a de se sentir rei, da cabeça aos pés.
Quando ele apanha a bola, e dribla um adversário é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento. E o meu personagem tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônia. Já lhe perguntaram: – ‘Quem é o maior meia do mundo?’. Ele respondeu com a ênfase das certezas eternas: – ‘Eu’. Insistiram: – ‘Qual é o maior ponta do mundo?’ E Pelé: – ‘Eu’. Em outro qualquer, esse desplante faria rir ou sorrir. Mas o fabuloso craque põe no que diz uma tal carga de convicção que ninguém reage e todos passam a admitir que ele seja, realmente, o maior de todas as posições. Nas pontas, nas meias e no centro, há de ser o mesmo, isto é, o incomparável Pelé.
Vejam o que ele fez, outro dia, no já referido América x Santos. Enfiou, e quase sempre pelo esforço pessoal, quatro gols em Pompéia. Sozinho, liquidou a partida, liquidou o América, monopolizou o placar.
Ao meu lado, um americano doente estrebuchava: – ‘Vá jogar bem assim no diabo que o carregue!’
De certa feita, foi, até, desmoralizante. Ainda no primeiro tempo, ele recebe o couro no meio do campo. Outro qualquer teria despachado. Pelé, não. Olha para frente e o caminho até o gol está entupido de adversários. Mas o homem resolve fazer tudo sozinho. Dribla o primeiro e o segundo. Vem-lhe, ao encalço, ferozmente, o terceiro, que Pelé corta, sensacionalmente. Numa palavra: – sem passar a ninguém e sem ajuda de ninguém ele promoveu a destruição minuciosa e sádica da defesa rubra. Até que chegou um momento em que não havia mais ninguém para brilhar. Não existia uma defesa. Ou por outra: – a defesa estava indefesa. E, então, livre na área inimiga, Pelé achou que era demais driblar Pompéia e encaçapou de maneira genial e inapelável.
Ora, para fazer um gol assim não basta apenas o simples e puro futebol. É preciso algo mais, ou seja, essa plenitude de confiança, de certeza, de otimismo que faz de Pelé o craque imbatível.
Quero crer que a sua maior virtude seja, justamente, a imodéstia absoluta. Põe-se por cima de tudo e de todos. E acaba intimidando a própria bola, que vem aos seus pés numa lambida docilidade de cadelinha.
Hoje, até uma cambaxirra sabe que Pelé é imprescindível na formação de qualquer escrete.
Na Suécia, ele não tremerá de ninguém. Há de olhar os húngaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. Não se inferiorizará diante de ninguém. E é dessa atitude viril e, mesmo, insolente de que precisamos. Sim, amigos: – aposto minha cabeça como Pelé vai achar todos os nossos adversários uns pernas-de-pau.
Por que perdemos, na Suíça, para a Hungria? Examinem a fotografia de um e outro times entrando em campo. Enquanto os húngaros erguem o rosto, olham duro, empinam o peito, nós baixamos a cabeça e quase babamos de humildade. Esse flagrante, por si só, antecipa e elucida a derrota. Com Pelé no time, e outros como ele, ninguém irá para a Suécia com a alma dos vira-latas. Os outros é que tremerão diante de nós.
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