Depoimentos Saudades do Passado
Dizem que recordar é viver, mas viver apenas de recordações não é vida. O passado é como uma história contada muitas vezes, cada uma com versões diferentes. Não há o que se prender às lembranças, pois a vida acontece no presente.
O passado foi como uma chuva passageira: molhou a plantação, deu frutos, mas ficou no tempo, de onde não restam lembranças do que ficou no passado.
Os fantasmas do passado não me assustam, nem conseguem arrancar lágrimas dos meus olhos. Não há sentimentos de arrependimento ou remorso que o ontem possa reivindicar. Afinal, o passado não se repete no hoje.
É possível ver o passado o filme de uma vida, difícil será compreender tantas falhas olhando para trás escrita no mural do tempo.
Por que medir o meu regresso com um passado já esquecido? Dias melhores sempre virão para quem busca um futuro feliz, abençoado pela graça do Criador.
O passado esquecido nem sempre foi resolvido diante do assombro acuado; a revelação oculta não expõe os dias difíceis de alguém que não perdoou o próprio desejo.
A sombra do passado já não me assombra. Pode varrer, pode vasculhar meu coração — não encontrará sobras de amor, nem vestígios de lástima, não, não.
O passado é passado: não há volta para recomeçar. Deixe-o esquecido, pois dele não virá recompensa nem milagre. O passado é como um museu antigo demolido, sem livros que possam reviver os dias de glória.
O passado passou pela curva do rio para lavar as mágoas e redimir-se das impunidades banais. A roupa não muda o caráter de quem está em decomposição; afinal, quem aborreceu o passado não será esquecido na curva do rio.
A verdadeira transformação acontece quando aceitamos o passado, aprendemos com ele e direcionamos nossa energia para construir um futuro melhor. Por isso, é fundamental focar no agora e no que podemos fazer para avançar, confiando que glórias virão para aqueles que estão prontos para recebê-las.
Não compartilhe seu passado com qualquer um,
nem permita que julguem os dias que você vive hoje.
Recolha seus pensamentos, proteja sua paz
e afaste-se das decepções que o amanhã possa trazer.
Apenas viva com leveza e gratidão,
pois estar vivo é, em si, o maior presente do criador.
Se a dor do passado ainda te consome,
não serás digno de viver o amanhã
amordaçado, acorrentado ao caos em decomposição,
afundado no pântano da vergonha.
No silêncio do passado esquecido, espero por ti.
Na estrada deserta, na curva estreita, encaro o destino que insiste em me assombrar.
Se vivo de ilusões e a esperança já se dissipou,
peço-te: não busques saber onde estou.
Habito um limbo — esquecido até por mim —
sem rastros, sem lembranças, apenas sendo.
Aguardo, sem saber quando,
o dia incerto,
a hora de partir.
O passado não pertence ao presente; maturidade é acolher e valorizar quem caminha ao seu lado agora.
Ah, que tolice tua,
sonhar um passado que não te pertence,
reviver memórias que nunca foram tuas,
alimentar um lamento nascido do coração
que tanto sofreu.
Vives presa a um retrato antigo,
escondido em gavetas de silêncio,
como se a dor guardada pudesse florescer
em algum tipo de esperança.
Mas sonhos emprestados não sustentam a alma,
nem curam feridas deixadas pelo tempo.
Liberta-te desse eco inventado,
abre as janelas do presente
e permite que a verdade do teu próprio caminho
seja, enfim, o que te guia.
Eu preciso de você com a alma leve,
livre dos pesos que o passado te deixou.
Quero você renascida do amor,
como quem abre os olhos para um novo horizonte
e descobre que ainda é possível florescer.
Preciso da tua essência desatada das dores antigas,
do teu sorriso que não deve nada a ninguém,
da tua coragem de ser inteira,
mesmo depois de ter sido quebrada tantas vezes.
Eu preciso de você amante de si mesma,
senhora dos próprios passos,
mulher que se ergueu da sombra
e transformou feridas em força.
Porque é nessa tua versão mulher
liberta, forte e renascida —
que meu coração encontra abrigo,
e minha alma reconhece o amor
que sempre esperou por ti.
O passado, feito de pranto e silêncios,
se desfaz em pó quando o teu olhar me alcança.
E cada memória fútil se torna ponte,
levando-me até o abraço que renova.
Há uma ternura escondida na ferida,
um mel que escorre da cicatriz,
um canto suave que nasce da dor.
E é nesse canto que te encontro,
doce, forte, eterno —
como se o amor fosse a única verdade capaz
de transformar tristeza em poesia...
Lembra-te da realidade vivida:
o passado é uma corda no pescoço,
mas o amor — ah, o amor —
é a tesoura que liberta.
Quando você cria coragem e corta essa corda,
o ar volta a caber no peito,
a vida volta a ter cor,
e o coração aprende novamente a sorrir.
Porque a liberdade não é apenas respirar,
é sentir o toque quente de quem te quer bem,
é se abrir para um futuro doce,
onde cada abraço te devolve a alegria
que o tempo tentou roubar.
As memórias antigas nunca foram felicidade,
mas o agora pode ser:
forte, vibrante, luminoso…
um romance que renasce em poesia,
um conforto que acalma,
uma alegria que abraça.
E então você descobre
que o verdadeiro amor
não aperta — liberta.
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