Depoimentos Saudades do Passado
Em troca de paz
Prefiro pagar a conta
Já não me preocupa a afronta
Dói em mim, em ninguém mais
Eu não me importo de ficar com o peso
Aliás, esse eu bem conheço
Estou disposta, me diga o preço
Se me outorgar a paz
O exterior é o aparente
Que sem alma reluzente
É fake, é sem efeito.
O lado de dentro é segredo
Nem sempre revelado
No peito bem arquivado.
Julgar é um desacerto
Uma opinião infundada
Muito fala sobre nada.
Viver intensamente
É o que liberta das correntes
Dessas interpretações rasas.
O Amor cresce contigo, está nos olhos e no coração.
Quando olho para ti não resisto ao olhar, desmaio em um segundo e nunca mais vou acordar.
Deixei de ouvir-te. E sei que sou
mais triste com o teu silêncio.
Preferia pensar que só adormeceste; mas
se encostar ao teu pulso o meu ouvido
não escutarei senão a minha dor.
Deus precisou de ti, bem sei. E
não vejo como censurá-lo
ou perdoar-lhe.
ESTA MANHÃ ENCONTREI O TEU NOME
Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração
que era o resto da vida - como um peixe respira
na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida
foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara
um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo
um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama
e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos,
mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota
as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.
DORME, MEU AMOR
Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega — o pior já passou há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão desvia os passos do medo. Dorme, meu amor — a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste e pode levantar-se como um pássaro assim que adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra não hão-de derrubar-me — eu já morri muitas vezes e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos agora e sossega — a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme, meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui, de guarda aos pesadelos — a noite é um poema que conheço de cor e vou cantar-to até adormeceres.
Quando eu morrer, não digas a ninguém que foi por ti.
Cobre o meu corpo frio com um desses lençóis
que alagámos de beijos quando eram outras horas
nos relógios do mundo e não havia ainda quem soubesse
de nós; e leva-o depois para junto do mar, onde possa
ser apenas mais um poema - como esses que eu escrevia
assim que a madrugada se encostava aos vidros e eu
tinha medo de me deitar só com a tua sombra.
Estrada de passarinho é vento, seja brisa ou furacão, que nos conduz em suas curvas e riscos ao longo das nossas vidas, necessária e presente para o perfeito entendimento da alma.
Eu sei que existe algum lugar
Distante de tanto sofrer
Com liberdade pra gritar
Coragem pra não esquecer
O mundo é todo errado, meu bem
A gente errou e eles também
Mas sei que se a gente lutar
A gente encontra o tal lugar
Sem dor não haverá vitória
É sempre assim
Mas, lá no fim
O sangue se transforma em história
E faz valer a pena o teu suor
Eu sei que existe algum lugar
Bem perto de todo querer
Com vida e arte a pulsar
E devoção pelo saber
A fé que alcança, que reinventa e renova
As acrobacias pra sobreviver de cabeça erguida
No dia a dia, na simpatia
Propagando o amor com muita expectativa
Fazendo meu castelo
Pedras que me jogaram
Minha motivação
São os que desacreditaram
Revendo nosso ideal
Talvez isento
Vamos viver os nossos sonhos
Temos tão pouco tempo
Eu quero ser a fonte do seu pensamento
A fim de afastar os seus tormentos
A falta que faz aquela alegria
Que nos despertava todos os dias
Nossos laços são atados por magia
E é a mesma que é capaz de te curar
O que eu te entrego é a proteção
Do amor como forma de vacinação
Pra imunizar e reviver
O amor é "cego" de tal modo que não conseguimos ver os defeitos da pessoa amada, somos indiferentes ao olhar de uma outra pessoa e não notamos em mais ninguém.
O diabo ainda continua a fazer de melhor após séculos e séculos, que é enganar os escolhidos com aparência de santo.
Enquanto o mundo enxergava o meu Cristo perdedor, porque ele carregava uma cruz, eu enxergo Ele digno.
Pureza no coração
Retidão nas atitudes
Porque a roda gira
E voltamos por onde passamos...
Por vezes lá em cima
Outrora lá embaixo
Mas, sempre voltamos por onde passamos...
E a roda gira
Mostrando que não somos, apenas estamos.
"Se alguém te criticar, não ignore... avalie se tal crítica realmente faz sentido. Se fizer, absorva de forma construtiva e evolua, agora se não fizer sentido algum deixe-a de lado e siga em frente.
Até nas críticas que recebemos podemos encontrar possibilidades de evolução."
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