Depoimentos para Namorada

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Que seu dia seja magnificamente lindo e abençoado de paz, que a harmonia esteja presente em todos os seus momentos e que sejam de alegrias, de boas vibrações e aprendizados. Que a intensidade do amor seja compartilhada com sinceridade e verdade, celebrando sempre o renascimento da vida com fé e esperança.

PRA VOCÊ EU QUERO...

Ser menina nas brincadeiras
Na cama ser mulher
Ser sua melhor amiga
E desconhecida para que sempre tenhas algo novo a descobrir
Eu quero ser o porto onde desejes ancorar
Mas também quero ser o vento que te leva a outras águas
Eu quero ser primavera para que regues minha flor
Também quero ser outono para que comas do meu fruto

Eu quero ser poesia em sete versos e assim me leias com um olhar
E seu romance de cabeceira para que me leias a vida inteira.

AS CRIANÇAS

As crianças nos ensinam
A vivermos dentro da magia
dos sonhos
da imaginação
Assim, enxergamos felicidade em cada pingo de chuva
Sentimos alegria em cada raio de sol
Choramos nas belas cenas
Rimos até quando nos assustamos
Pois é, as crianças nos ensinam
A sermos heróis no dia a dia
A brincarmos na adversidade
Pensando como criança
Descobri como superar os altos e baixos da vida
Quando estiver no alto, nos céus
Agarro-me nas patas de um passarinho
E assim não caio mais
Apenas voo...

Uma hora, ela vai passar por você, sorrindo daquele jeito de antes, aquele sorriso encantador, mas agora de uma maneira leve e simples, como você nunca viu. Vai passar com um perfume novo, forte e inquietante. Um dia, vão lhe dar o abraço que você deixou escapar, o beijo que você cansou de dar, e a paz que você não tinha. Ela estará tão linda e feliz que te partirá o coração. E, como se não bastasse, ela não terá mágoa nenhuma sua. Pelo contrário, vai te tratar tão bem, tão bem, que você terá a mais pura certeza: ela? Ela agora ama outro alguém.

Uma pena, mas tem muito problema que vai ser 'resolvido' em cima de um caixão. Palavras presas na garganta e no coração por anos serão ditas aos ouvidos de um cadáver, em meio à lágrimas e ao desespero do silêncio. 
E um misto de 'falso alívio' com 'eterna angústia' vão atormentar o vivo até que seja a vez dele estar "ouvindo" desabafos, pedidos de perdão e verdades de alguém que também não soube (e não quis) aproveitar enquanto seu coração ainda batia.



O medo de confrontar um problema deveria ser menor do que o medo da morte. Especialmente quando no fundo (ainda que você não queira admitir nem pra si mesmo) essa pessoa lhe importe muito.



Seguimos então nesse eterno ciclo insano da falta de sabedoria humana, no qual o 'slogan' permanece: só damos valor quando perdemos.



Mundo estranho esse...

Vem!
Meu corpo chama pelo teu
Quando te olho noto que teu corpo assim como o meu arde em desejos
Mesmo que nos olhemos por pouco tempo
Já é o suficiente para nossas fantasias se exporem
Vem!
Sim, estou te chamando
E não quero que venhas com pressa
ou como quem não quer nada
Vem mas vem e me mostra do que é capaz
Vem e me torna sua em um canto escuro da rua
Não o por que de esperar tanto para nos saciarmos
Vem, e se solta
Pois estou pronta pra te pegar
me segura pela nuca
Susura no meu ouvido que quer me dominar
Posso ate sentir seu corpo a pulsar
Vem, a espera é boa mas esta na hora de acabar
Então vem ao meu encontro que te ajudo a se perder.

Terminar um relacionamento não é simplesmente parar de andar de mãos dadas e dizer: Tchau, até nunca mais.

Dona de mim...

Noite gostosa,
noite de poesia,
mulher maravilhosa,
rainha do dia

noite sublime,
noite de esplendor,
mulher que define,
rainha do amor

noite de loucura,
noite de entrega,
mulher de ternura,
rainha eterna

noite magnífica,
noite profana,
noite idílica,
rainha na cama

noite proibida,
de amor sem fim,
rainha da vida,
dona de mim...

Um dia ela resolve mudar, decidiu o que fazer
deixou suas fantasias pra lá, e seus problemas resolver
Disse agora vou me socializar, pessoas novas eu vou conhecer
começo a trabalhar, ocupou sua mente com o que?
se mesmo trabalhando, ela vivia pensando em você
O que ela desejava era a tal liberdade pra viver
ter os pensamentos mais saudáveis, ser livre, mais livre de que?
Ela queria fugir, mas não sábia pra onde ir, a tal liberdade que ela procurava era se libertar de ser escrava de si.

Não espere seu prazer , faça-o

Amo-te devagar, só para experimentar cada pedacinho do teu ser.
Amo-te devagar, só porque sei que sem ti não sei viver.

Meus muros armados impediam pessoas especiais em minha vida.
Amigos que amo, mas decepcionei.
Reflexos do medo.

Percebo agora que são as pequenas coisas, os pequenos esforços, que mantêm um relacionamento. E sei também que, de certa forma, tenho o poder de magoá-lo e também de fazê-lo se sentir melhor.

Jenny Han
P.S.: Ainda amo você

Depoimento de uma mente turbulenta


Olha, há muitas coisas que preciso dizer, mas diferente das outras vezes que sempre digo que tenho milhões de coisas pra falar, e agora não é nada semelhante do que as que me transbordam quando preciso desabafar.
Já faz um tempo que você entrou na minha vida, viu o caos que sempre fui e mesmo assim fez o possível e o impossível para estar do meu lado quando caí. Acontece que quanto mais me adapto, mais me distancio. Quanto mais tento esconder o meu verdadeiro eu, mais você me descobre quando te olho, quanto mais escondo minhas lágrimas, mais você sente a minha dor quando digo: não se preocupa, eu estou bem. Quanto mais me fecho, mais você tenta me mostrar minha importância na sua vida. Quanto mais me isolo, mais você sente a minha necessidade de um abraço.
Talvez você precise saber que por trás dessa mulher de equilíbrio, existe uma garota que luta contra os pesadelos que vive dentro de si mesma, que acorda todos os dias com vontade de se manter longe de tudo que a arranca os seus sorrisos, mas não passa de vontade. Esses conflitos e esconderijos criados no fundo da alma só servem para evitar que você perceba que não sou o que seus olhos enxergam. E quanto mais luto contra mim mesma, mais perco, perco porque não tenho mais controle, perco porque não consigo pensar em soluções para ser alguém que você realmente mereça, perco porque não consigo me manter em felicidade constante, perco porque não sinto que o futuro seja promissor. Te evito, só pra você não se assustar com o turbilhão de sentimentos que sou. Tento te afastar, e mais você me ganha por não me deixar sair da sua vida. Sinto muito, agora é desprezível ! Prefiro deixar você viver nas minhas melhores lembranças , do que ter fingir que você morreu pra mim a partir do dia que você realmente me enxergar e logo me deixar.

Pior que estrangeiro falar mal do Brasil e do povo brasileiro é o próprio brasileiro se detonar ao concordar com a baboseira.

Felicidade

Felicidade, quando chega,
Chega sem avisar
Acorda os passarinhos
E cedo começam a cantar
Avisam que o amor chegou
Muda tudo ao redor
A moça se alegra
A tristeza vai embora
O coração bate forte
Levando os dissabores
A porta se fecha
Deixando a tristeza lá fora.

CLADISSA - ROMANCE. N° 59.
LIVRO - 59
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"CAPÍTULO VI"
"A DIGNIDADE ENTRE A TERRA E O OLHAR"
A Úmbria do século XI não era apenas geografia. Era estrutura feudal, era hierarquia sacramentada, era ordem imposta sob o duplo jugo da espada e do altar. Após a fragmentação do poder carolíngio, as pequenas senhorias tornaram-se centros autônomos de comando, onde a vida camponesa se submetia à lógica da dependência e da proteção. Naquele contexto, a mulher sem linhagem era invisível aos registros, mas não aos olhares.
Cladissa caminhava pelos campos como quem carrega não apenas feixes de trigo, mas o peso de uma condição social irreversível. Órfã de camponeses, destituída de dote, alheia às alianças matrimoniais que sustentavam a economia feudal, ela não possuía moeda de troca. Ainda assim, despertava investidas.
A razão não residia na posse, mas na presença.
A mentalidade medieval compreendia a mulher sob três categorias recorrentes, a virgem, a esposa, a pecadora. Tal tripartição, difundida pela teologia latina e consolidada na cultura eclesiástica do período, formava o horizonte moral da época. A autoridade espiritual exercida por centros como a Abadia de Monte Cassino, sob influência da tradição beneditina fundada por São Bento de Núrsia, impregnava o imaginário com uma disciplina que exaltava o silêncio e a submissão.
Mas havia outra força. A política.
A região da Úmbria encontrava-se sob disputas constantes entre a autoridade imperial do Henrique IV e o poder papal de Gregório VII, cujo conflito culminaria na chamada Querela das Investiduras. O poder era tensão. A tensão infiltrava-se nas aldeias. Onde há instabilidade, há oportunismo.
Cladissa representava algo raro. Beleza associada à altivez moral. Não era a sedução vulgar das feiras itinerantes, nem o riso fácil das tavernas. Era compostura. Em uma sociedade rigidamente estratificada, a dignidade em corpo pobre provoca inquietação. Ela não se inclinava além do necessário. Não oferecia palavras supérfluas. Não solicitava proteção. Isso bastava para despertar desejo e desafio.
Os jovens escudeiros viam nela a possibilidade de conquista. Para eles, a mulher sem tutela masculina constituía território disponível. Alguns pequenos proprietários a percebiam como eventual concubina útil. Havia também homens sinceros, que a observavam com respeito contido, temerosos de aproximar-se por não possuírem recursos para elevá-la socialmente.
A estrutura feudal operava sob pactos. Casamento era contrato econômico. Amor era luxo. Uma camponesa órfã, ainda que virtuosa, raramente ascendia sem mediação clerical ou proteção senhorial. No entanto, a história demonstra que períodos de transição institucional abrem fissuras nas hierarquias. A instabilidade do império, as tensões entre Roma e os príncipes germânicos, o enfraquecimento de determinadas casas locais criavam margens de mobilidade inesperada.
Cladissa não compreendia os tratados políticos, mas percebia as mudanças no ar. Mais soldados cruzavam as estradas. Mensageiros passavam com pressa. Homens discutiam tributos nas portas das igrejas.
Ela sentia que algo maior movia-se.
Seu silêncio não era ignorância. Era prudência.
No interior da pequena igreja rural, sob afrescos já desbotados pelo tempo, Cladissa ajoelhava-se não por submissão servil, mas por convicção íntima. A fé medieval era simultaneamente temor e esperança. O sermão falava de culpa, de pecado, de vigilância. Contudo, para ela, Deus era abrigo. Não ameaça.
Essa distinção interior tornava-a ainda mais singular.
Entre a terra que lhe sujava as mãos e o olhar que lhe sondava o destino, Cladissa começava a compreender que a verdadeira herança não era dote nem brasão, mas caráter. Em uma era onde o sangue definia o valor, ela intuía que a nobreza podia nascer da conduta.
Os campos permaneciam os mesmos. As muralhas continuavam erguidas. A ordem social não se alterara visivelmente.
Mas dentro dela, algo se consolidava.
E quando a dignidade de uma mulher enraíza-se na própria consciência, nenhuma estrutura feudal consegue mantê-la para sempre confinada ao chão que pisa.

Vou contar um segredo
Eu quebrei meu relógio
Só conto os segundos
Se eles forem nossos

Lembranças são como passaportes que nos permitem viajar na máquina do tempo para reencontrar pessoas e reviver momentos. Na bagagem, levamos a mesma saudade.

Sobre os velhos amigos

Muito mais que qualquer nostalgia barata de um reencontro despretensioso ou a simpatia de uma rápida conversa diplomática, são as lembranças que tenho a respeito de quem passou por minha vida: os velhos amigos. Eles são cicatrizes benignas feitas por pessoas que, usufruindo de toda a liberdade que têm, deixaram com que a intersecção de nossas histórias existisse.
E eu quero lhe chamar a atenção aqui porque, quando digo história, estou falando do acumulado de experiências, acúmulo de encontros e desencontros da vida colecionados em um indivíduo, de forma que seu caráter, personalidade, espiritualidade e ideologia se fazem frutos desta dita história.
As sobreposições que sofri pelos meus velhos amigos me permite ver, talvez só aqui na frente olhando para as fotos, que a vida foi boa de ser vivida com eles; me permite ver que, como diria Spinoza, o encontro fraterno de nossas almas gerou ganho potência, o que ele mesmo traduz como felicidade.
Aos meus antigos amigos dos enes lugares pelos quais passei, a cada um deles, eu sinto a falta de vocês. Obrigado por permitirem o nosso encontro. Com vocês eu ganhei potência, eu palpei a felicidade. Com vocês vivi momentos dos quais não queria que acabassem e compartilhei lugares dos quais não queria sair.