Depoimento para meu Filho de 18 anos

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Uma criança de 4 anos ainda é um bebê.
Às vezes esquecemos disso porque eles já falam como gente grande.
Mas 4 anos ainda é muito pequeno.

Aos 4 anos,
eles fazem mil perguntas, inventam histórias
e transformam qualquer coisa em brincadeira.

Mas também é a fase das emoções intensas.
Eles choram forte, se frustram rápido
e ainda estão aprendendo a lidar com o que sentem.

Quatro anos é a fase das gargalhadas sem motivo,
das perguntas inesperadas,
e dos abraços que chegam de surpresa.

Um dia eles não vão mais pedir abraço antes de dormir.
Um dia eles vão parar de subir no seu colo.

E você vai olhar para trás desejando
só mais um dia do seu filho de 4 anos.

Quem sou eu?


Eu sou aquele menino que quando tinha apenas cinco anos quando perdeu o pai e quando tinha sete anos 99% dos colegas de classes não queria fazer dupla comigo e quando completei treze anos estava desistindo de estudar e que no certo dia tive que mentir para um professor em tão esse sou eu um pouco feliz e um pouco triste.

Depois que minha filha nasceu já nos primeiros anos ela já demonstrou seu amor pelos animais, ela já com 5 aninhos arrumamos a Juli, uma cachorra mistura de pincher e chiuaua, coisinha mais boazinha, acompanhou toda sua infância e pré adolescência, morreu aos 13 anos.
Depois tivemos a Teka, uma Jack Russell, coisa mais linda, viveu 14 anos dando muitas alegrias para nós.
Logo depois compramos o Jack, outro Jack Russell, nunca vi cachorro tão bravo, territorial, levamos mordidas pra todo lado, mas mesmo assim nós o amamos até aos seus 16 anos, teve que fazer eutanasia, sofreu muito com câncer ósseo.
Esses foram nossos companheiros e amigos verdadeiros!!!
PS: Foram 43 anos com cachorros, nunca os levamos na rua para fazer suas necessidades, faziam no nosso quintal, temos nossa consciência tranquila sobre isso!!!

Hoje 07/06/2021 às 14:30 Horas nosso Jack se foi, foram 15 anos e 6 meses de companheirismo e amizade verdadeira!!!
Um Osteosarcoma, Câncer de ossos muito agressivo o abateu, tivemos que autorizar a Eutanásia, não iria suportar mais as dores fortíssimas que viriam, foi sem sentir dor, dormiu e se foi!!!
Se foi um amigo que me aceitava como sou, com todos meus defeitos, nunca reclamou por eu ser assim ou assado, AMIGO incondicional!!!
Obrigado Jack querido, por nos ensinar a arte de AMAR incondicionalmente!!!
Com meu coração dilacerado e com minhas lagrimas, me despeço meu AMIGO e companheiro!!!
Ronaldo Perrotta

Quando a verdade encontra caminho

Talvez você pense que tudo isso já dure meses… talvez até anos.
Mas escuta com atenção: uma hora vai acabar.
Tudo o que parece imutável hoje, amanhã será lembrança ou lição.

Se eu fosse você, diria agora: chega.
Dar um basta não é fraqueza; é coragem.
É olhar para o espelho antes que ele se torne estranho,
antes que o reflexo do que você foi se perca em sombras que você mesmo criou.

Há forças que não se veem, acontecimentos que dançam no invisível,
realidades que insistem em se mostrar.
A verdade é paciente, escorre pelas frestas,
como água que busca a luz, como luz que atravessa a escuridão mais densa.
Não há escapatória: quando ela se revela, é clara, crua, inadiável.

O tempo é impermanente; tudo passa.
A vida exige que despertemos, que vigiemos, que olhemos para dentro.
Ignorar o que pulsa no mundo e dentro de nós
é permitir que a vida se dissipe sem ser vivida plenamente.

Você é a única ponte entre o que é e o que pode ser.
As escolhas não esperam; a consciência não se adia.
O instante chega silencioso, mas poderoso.
E quando chegar, nada restará além de você
e da verdade que você ousou enfrentar.

Não fuja, não adie.
Não espere que o tempo feche as portas ou que o espelho mude sua face irreconhecível.
Desperte agora. Respire, veja, sinta.
Seja luz no próprio caminho, mesmo quando tudo parece escuro.
Porque, no final, só restará você…
e sua consciência, nua e inteira, frente à própria vida.

É uma despedida?




Então… sim...
Há alguns anos, eu me apaixonei.
Não por alguém, mas por um instante.


Foi um sorriso.
E, nele, algo em mim despertou como se sempre tivesse estado ali, adormecido.


Houve um abraço.
E naquele breve contato, eu quase fui inteira.
Como se, por um segundo, eu tivesse pertencido a algum lugar que nunca conheci.


E eu fiquei.
Não ali… mas na sensação.


Porque há encontros que não acontecem no mundo, acontecem dentro.


Sabe essas histórias que acreditamos poder controlar? Eu não controlei.
Mas ele… talvez nunca tenha estado nelas.


E ainda assim, eu insisti em sentir.


Porque sentir, às vezes, é tudo o que nos resta
quando o outro não fica.


Eu soube.
Desde o começo, eu soube.
O adeus já existia antes mesmo do primeiro olhar.


Mas eu quis ignorar.
Quis esticar o tempo…
como quem tenta segurar água nas mãos.


E então houve aquele quase.
O beijo que não veio.
O olhar que, por um instante, disse tudo
e depois… nada.


E ali, silenciosamente, terminou o que nunca começou.


Não houve nós.
Não houve história.
Só um sentir que se expandiu demais
para caber na realidade.


E, ainda assim… doeu.


Porque, por um breve momento,
eu vi em você algo que nem eu mesma sabia que existia em mim.


E talvez seja isso…


Algumas pessoas não entram na nossa vida para ficar. Entram só para despertar algo dentro da gente.


E depois… vão embora.

Hoje a Dona Elba completa 44 anos de casada...parabéns pra essa guerreira que conseguiu segurar por tanto tempo um marido tão lindo feito eu!


Benê Morais

🤟

⁠A injustiça derruba em cinco minutos uma construção de dez anos!

Após muitos anos de doação a outrem
me descobri.
Foi chocante! De repente me dei conta da minha existência.
Me percebi como um ser humano com
desejos, necessidades e pela primeira vez com uma vontade imensa de fazer parte de tudo que podia e tinha direito .
Do meu peito exalava uma energia indescritível mal cabia.
Meu coração gritava você está viva, ame e seja amada.
Meus pensamentos dizia você pode tudo, " vá !"
Com toda essa alegria preparava planos : oque farei primeiro?
De repente alguém gritou e perguntou " vó " quantos anos você vai fazer mesmo?
Eu respondi :70 meu filho.

I — Solitário Conhecido

Sou um romântico
no estilo dos anos 50…

preso em uma geração
rápida demais
e profunda de menos.

Enquanto dizem que
viver
é diferente
de estar vivo…

eu sobrevivo.

Respiro…

sendo apenas mais um
solitário conhecido.

E me pergunto:
será que é isso?
Meu destino é este?

Porque ficar sozinho dói…

mas amar
consegue ser
ainda mais difícil.

Às vezes eu acho
que as pessoas se apaixonam por mim
antes mesmo
de me conhecerem.

Não se apaixonam
por quem eu sou.

Se apaixonam
pela versão silenciosa
que projetam em mim.

Mas não veem
a mente que não desacelera.

O cansaço de quem
organiza o caos
todos os dias.

E quando percebem
um pouco da tempestade
que mora aqui dentro…

vão embora.

Ou simplesmente
escolhem
não entender.

Mesmo assim
algo em mim
insiste em acreditar:

Em algum lugar
deste mundo imenso
alguém há de me encontrar.

Talvez ela esteja por aí…

tentando me encontrar
do mesmo jeito
que eu estou aqui
tentando encontrá-la.

Mas às vezes
o tempo pesa.

E eu temo
que quando nossos caminhos
finalmente se cruzarem…

eu já tenha aprendido
a viver
apenas na imaginação.

Mesmo sabendo
nome
e sobrenome…

o caminho até ela
ainda se perde
na névoa.

E foi na imaginação
que eu construí
minha casa.

Uma casa feita
de memórias
que nunca vivi.

E foi com muito custo
que eu entendi algo curioso:

o ápice da tristeza
é sorrir.

E o ápice da felicidade
é chorar.

Estranho, não é?

Um solitário conhecido
vivendo com um sorriso
no rosto…

e chorando apenas
quando volta
para a imaginação.

Às vezes me pergunto
se não é mais fácil
assim.

Porque a realidade
custa caro.

E talvez
seja melhor

ser feliz
na imaginação

do que triste
na realidade.

Porque talvez
eu seja apenas isso:

um romântico dos anos 50
preso em uma geração
rápida demais
e profunda de menos.

E talvez seja assim
que tudo acabe:

um solitário conhecido
apaixonado por alguém
que talvez exista…

ou talvez
só exista
dentro de mim.

"Estamos passando por uma experiência espiritual que leva em média 100 anos para aprender como chegar ao céu, e há quem não consiga."

[Translações]


Dentre trezentos e sessenta e tantos dias,
Que compõem os anos,
Foi este que escolhemos,
Foi neste que estreamos,
Juntos.


Entre presentes e vestimentas finas,
Roupas íntimas e trajes estranhos,
Nos trajamos na nudez,
Viemos da raiz aos ramos,
Juntos.


Hedonista convicto,
Extremista libertário,
Pretendente insensato,
Contra-o-verso persistente.


Trezentos e sessenta e tantos dias,
Uma volta completa, nossa intersecção.
Ângulos retos, agudos, completos,
Juntos e obtusos, radianos ou não.


Um aspirante a aprendiz,
Vitorioso em fracassos,
Submetido a tuas normas,
De anormais embaraços.


Recolhendo estilhaços,
Contorcionista teu,
Teu trapezista hilário,
Teu tristonho palhaço.


Na linha horizontal somos pontos de fuga,
Irradiamos proporções em plena vertical,
Desequilíbrio, assimetria e relatividade,
Nossa constituição é desproporcional.


Contorcionista teu,
Recolhendo estilhaços,
Teu trapezista hilário,
Teu tristonho palhaço.


Na linha horizontal somos pontos de fuga,
Nossa constituição é desproporcional.


Abrimos mão do consenso
Sobre a resposta correta,
Trezentos e sessenta e tantos dias
Ou uma volta completa.


(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2016)

Um Punhado de Poeira Cósmica


há 13.8 bilhões
de anos,
o universo vem reunindo
os átomos
em movimento constante,


de infindáveis
maneiras,
para formar galáxias,
estrelas, planetas
e vida,


em instantes únicos,
inigualáveis.


especificamente
hoje,
este instante é nosso;
único;
inigualável.


13/02/23
Michel F.M.

Não virei poeta hoje, foram anos de indecisões e medo.

Por muitos anos, desisti dos campeonatos.
Com o tempo, percebi que troféus e faixas envelhecem e acumulam pó.
Meu verdadeiro objetivo foi provar a mim mesmo que venci o meu próprio ego.

Quando eu contava cerca de sete anos de idade, vivi um episódio singelo na forma, mas profundo em suas consequências. Havia, nas cercanias de minha infância, um homem dado à intriga fácil, desses que fazem da palavra instrumento de desordem. Num instante de impaciência, ainda imaturo, nomeei-o pelo que me parecia ser: fofoqueiro.


A palavra, uma vez proferida, não se dissipa — retorna. E retornou. Chegou aos ouvidos de minha mãe, que, sem hesitação, aplicou-me a devida correção.


Não foi a dor que me marcou — pois essa é efêmera. Foi a intenção pedagógica, precisa, quase cirúrgica. Minha mãe não punia por ira, mas por princípio. E suas palavras ecoam até hoje com a força de um mandamento: “Respeite os mais velhos.”


Naquele tempo — e aqui não falo com saudosismo barato, mas com senso histórico — o respeito não era tema de debate, era prática cotidiana. No transporte público, por exemplo, não havia hesitação: a presença de um idoso bastava para que nos levantássemos. Não por obrigação legal, mas por formação moral.


Éramos moldados sob a égide de limites claros. Havia hierarquia. Havia disciplina. Havia, sobretudo, a compreensão de que viver em sociedade exige contenção do ego e consideração pelo outro.


O que observo hoje, entretanto, é uma perigosa diluição desses fundamentos. Confunde-se liberdade com ausência de freio. Exalta-se o indivíduo em detrimento do coletivo. E o resultado é visível: uma erosão silenciosa do respeito, da paciência e da responsabilidade.


Não se trata de nostalgia — trata-se de estrutura. Nenhuma sociedade se sustenta sem pilares. E pilares como respeito, disciplina e responsabilidade não são acessórios: são indispensáveis.


A pergunta, portanto, não é retórica — é urgente:


que tipo de caráter estamos formando… e que tipo de sociedade estamos autorizando a existir?

Escrever é apenas o resultado do que nos tornamos a cada dia ao longo dos anos. É uma bela de uma digital do eu, e é isso. E tudo que foi escrito no passado não é nada; o que é… é só a próxima linha.

Charles Bukowski
Sobre a escrita. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2023.

Ficar famoso quando se tem vinte e poucos anos é uma coisa difícil de superar.

Charles Bukowski
Sobre a escrita. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2023.

Viver mais de 100 anos como um retardado ou necessitando do auxílio alheio e em estado vegetativo não é bom. É muito melhor perecer antes.

Anos atrás, encarei a morte.
Mas não foi ela quem decidiu.
Ouvi no silêncio do espiritual: “Ainda não é o tempo.
Antes, a justiça precisa passar, a verdade precisa aparecer,
e o que foi feito na sombra será cobrado na luz.”
Hoje eu sigo entendendo:
não permaneço por acaso,
permaneço por missão.
Enquanto Deus não fecha o ciclo,
ninguém me leva.