Depoimento para meu Filho de 18 anos

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Conheço muita mulher de 15 anos e muita menina de 20. O mais engraçado é que essas tais meninas de 20 sempre se acham mais maduras.

Os anos passam. Mas o que é realmente bom se mantém intocado e guardado ao tempo. Você só tem que cuidar das lembranças. Preservar. E elas vão estar lá sempre que você quiser se sentir novo de novo.

eu olho para os lados e vejo modinha, e modinha... penso, eu com 14 anos, JÁ SOU TÃO VELHO ASSIM?? E cheguei a uma conclusão que não.Eu simplismente tenho, ou procuro ter, um caráter único e um estilo que eu herdei de família e não estilos e caráter imposto pela mídia, ou seja, não sou alienado.

Na velhice

Já são anos escrevendo;
As histórias de uma face;
Já são dias escurecendo;
Desejando que me abrace.

São os dias de beleza;
Os que vens a encontrar;
E me vejo sem destreza;
E só falta te amar.

Um amor que é diferente;
Um que veio do infinito;
Um amor que faz contente;
Um do rosto mais bonito.

É uma bela que é fera;
É um rosto que se rende;
É uma força que é mera;
É uma força que a mim prende.

O abraço que não solta;
O beijo que não desfaz;
O caminho que não volta;
O amor que satisfaz.

Já são anos escrevendo;
Sobre o amor que nasceu;
E me vou envelhecendo;
E esse amor ainda é meu.

Recadinho ao ano 2022.⁠

Tive nesses últimos anos muitas contendas, dor e decepções. Agora porei um basta nisso tudo. Não quero que nada venha prejudicar a minha paz de espirito. Quero somente emanar fé/paz/esperança/amor.
Quero voltar ao início e me amar muito e também ao próximo. Porque se tudo nessa vida têm o efeito bumerangue, desejo a tudo e todos felicidades e êxitos!

Por todos estes anos, a vida me mostrou que confiar cegamente em uma pessoa é o mesmo que estar perdido.
Porque uma pessoa pode te dar as costas amanhã.
Por isso nunca confiei em uma pessoa 100%.

Doce Liberdade
Neide Rodrigues


Talvez, anos atrás, eu tivesse aceitado.
Talvez eu tivesse achado normal
diminuir meus passos,
falar mais baixo,
pedir permissão para existir.
Mas hoje não.
Hoje não cabe mais.
A mulher que eu sou agora
não se encolhe para caber em ninguém.
Eu vivi tempo demais em relações de obediência,
silenciando vontades,
explicando cada gesto,
pedindo desculpas por ser eu.
E um dia, sem aviso,
abri os olhos.
Descobri que a vida é maior
quando a gente anda solta,
quando a alma respira,
quando o coração não precisa pedir licença
para bater.
Eu aprendi a viver sem dar satisfação.
Aprendi a pertencer a mim.
E por mais que o passado volte,
por mais que o coração pulse lembranças,
eu sei:
não cedo minha liberdade a ninguém.
Meu afeto é doce, sim.
Mas minha liberdade é sagrada.
E quem quiser ficar,
que venha com as mãos abertas,
não com correntes.

O tempo é precioso e Deus é preciso. Anos, meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos, são dádivas. Não desperdice tempo com atitudes que não se aplicam ao teu ser, ao teu estilo de vida. Por isso, não permitas que o modo como aproveitas o teu tempo seja em vão. Use-o para honrar o propósito que Deus tem para a tua vida. E Deus te honrará, acrescentando tempo ao teu viver.

⁠Por muitos anos eu fui a favor da pena de morte para crimes graves e hediondos. Hoje, vejo que não é a melhor solução para esses casos e que nem sequer é uma solução. Todos têm o direito de viver, por mais bastardos que sejam, não somos autores da vida e portanto não nos cabe decidir quem vive e quem morre.

Estou muito, mas muito preocupado com essa Inteligência Artificial. Há mais de 40 anos foi lançado o filme Exterminador do Futuro I, com Arnold Schwarzenegger, eu pensava que as máquinas nunca iriam ficar mais inteligentes que os humanos, hoje já estou mudando meus conceitos.
Fortaleza/Ce., 17/10/2025

Em alguns anos olharemos para os dias de hoje
e nos acharemos tão primitivos...
As pessoas voarão, andarão sobre as águas,
enxergarão através das paredes,
e serão praticamente imortais.

A realidade inteira estará na mente.
Nós nos alimentaremos de luz.
Talvez fiquemos verdes. Ou mesmo azuis.
E eu pergunto:
seremos mais humanos?

Teremos evoluído de fato?
Ou seremos apenas tecnomacacos?

Tecnomacacos.

O tempo... É interessante, pois pode ser guardado na memória como uma imagem que retrata anos de vida, ou pode ser uma fração de segundos marcantes como um longa- metragem detalhado de algo assustador ou maravilhoso. Tudo depende do observador e de sua perspectiva e de como decide viver a realidade e guardar ou não suas memórias...

A experiência não habita no relógio, nem se conta em anos, mas sim, ela revela-se no saber fazer.


Não é o tempo que faz a experiência, mas o saber fazer com o tempo que se tem.

Você esqueceria,
mesmo sabendo que eu te amaria?
E se passassem dez anos,
continuaríamos nos amando?


Venho pensando: e se você só estivesse me usando?
Eu te faço se sentir bem,
por isso é que você me tem.
Mas você vê quem eu sou?
Eu não sou seu salvador,
fui alguém que te deu amor.
Você gosta é da sensação,
não do peso do coração
fui apenas alguém que te ajudou,
que te amou.


Você gosta de se sentir amado.
Eu poderia ser mil versões,
e em todas você diria sim,
mas nunca ouviu minhas emoções,
no fundo eu sabia que seria o fim.
No fundo, eu sabia…
Eu mentia, sonhando que mudaria,
mas no silêncio a verdade falou:
no fim você me descartaria,
porque nunca… nunca me amou.

" Mesmo depois de anos de experiências, precisamos manter a humildade de um aprendiz. O mestre que acredita já saber tudo, fecha as portas para o novo. O aprendiz ao contrário está aberto a possibilidades infinitas."

Colha os frutos do amanhã hoje, fazendo coisas que você poderá fazer daqui há alguns anos.

O direito de estar contigo foi concebido ao longo de muitos anos e intensos debates, convergindo numa resolução fática irrecorrível e, sim, ao final, conquistei seu coração, suprimido o princípio do duplo grau de jurisdição

Depois de tantos anos, voltei a me sentir vivo.
Observei ao longe os pássaros que cantarolavam,
o vento suave que acariciava meu rosto
e secava as lágrimas que teimavam em cair.

As árvores balançavam com uma beleza perfeita,
as flores espalhavam perfumes pelo ar,
a lagoa refletia o brilho do sol,
enquanto os peixes nadavam livres
e os patos deslizavam serenos sobre a água.

Ao fundo, um pescador trabalhava em silêncio,
e, mais perto, uma garota sorria, brincando com seu cachorro.
A natureza abafava todo o ruído da cidade,
e a paz que reinava naquele instante


me fazia redescobrir a vida.⁠

Título da poesia: “Belinha”

Pseudônimo: João Moura Júnior

Idade do participante: 58 anos



Quando você chegou, o meu mundo parou,
Pequena luz que, em meu coração, brilhou.
Seu sorriso iluminava, trazia emoção,
Naquele instante eu soube: você virou minha canção.

Com passos leves, sem fazer barulho,
Escapava à noite, num ato tão puro.
Rumo à cama da vovó, em segredo e amor,
Seus olhos brilhavam — era puro calor.

Devagarinho, fugia pela porta,
Eu só observava — a vida era tão torta.
Mas o seu sorriso era o meu lugar,
Deixava você ir só pra te ver brilhar.

Oh, Belinha, meu raio de luz,
Cada passo seu meu coração conduz.
Mesmo quando corria, eu atrás, no portão,
Teu sorriso me ganhava — eu perdia a razão.

Tinha um macaquinho de pelúcia, seu amigo fiel,
Era companhia, seu amor mais singelo.
Mas um dia descobrimos, com o coração partido,
Que a alergia impedia que ele ficasse contigo.

A vovó, com carinho, escondeu o bichinho,E, quando seu irmão chegou — tão pequenininho —,

E, quando seu irmão chegou — tão pequenininho —,
O macaquinho foi pra ele, um novo amigo,
E você sorriu, compreendendo o abrigo.

Oh, Belinha, tão cheia de graça,
Mesmo nas perdas, a dor sempre passa.
Sua alegria era tudo pra mim,
Meu pequeno milagre, meu começo e fim.

Oh, Belinha, meu raio de luz,
Cada passo seu meu coração conduz.
Mesmo quando corria, eu atrás, no portão,
Teu sorriso me ganhava — eu perdia a razão.

Mas a vida nem sempre nos deixa avisar,
Lembro da noite em que corri com o Dr. Lazar.
Laringite fechou sua pequena respiração,
E eu corria aos prantos, implorando solução.

Foi Deus — e um anjo — o doutor que salvou;
Com coragem e pressa, sua vida ficou.
E, naquele momento, meu coração agradeceu,
Porque, sem você, Belinha, meu mundo morreu.

Hoje te vejo, tão forte, tão linda,
Uma mulher formada, tão cheia de vida.
Educadora brilhante, seguindo meu chão,
Minha filha, meu orgulho, minha inspiração.

Oh, Belinha, meu raio de luz,
Cada passo seu meu coração conduz.
Mesmo nas lutas, no amor e na dor,
Você é, pra sempre, meu maior professor.



Contexto da Poesia “Belinha” – Explicação para os Jurados

A poesia “Belinha”, de João Moura Júnior, nasceu de uma experiência real e profundamente marcante com sua filha ainda pequena. Em versos sensíveis, o autor relembra momentos cheios de ternura: o sorriso da filha, suas escapadas inocentes para a cama da avó, a perda de um brinquedo por alergia — e principalmente, o maior susto de sua vida.

Numa madrugada, sua filha sofreu uma grave crise de laringite, quase sem conseguir respirar. Em desespero, João a levou às pressas pela cidade, buscando socorro. Foi acolhido com urgência pelo médico da família, o respeitado Dr. Antonio Carlos Lazar, que, ao perceber a gravidade da situação, orientou que fossem imediatamente ao Hospital Regional. Cada segundo foi uma eternidade, até que, com a ajuda de Deus e da equipe médica, a vida da menina foi salva.

A poesia é, portanto, um retrato lírico e emocionado de uma vivência que tocou fundo o coração de um pai. A repetição dos versos “Oh, Belinha, meu raio de luz / Cada passo seu meu coração conduz” reforça o amor incondicional e a ligação eterna entre pai e filha.

Hoje, aquela criança é uma mulher forte, educadora e inspiração para o autor, que encerra a obra com orgulho e gratidão, transformando dor em poesia e lembrança em arte.

Em memória eterna ao Dr. Lazar, cuja presença salvou vidas e cuja ausência deixa saudade.

“Belinha” é mais que um poema. É um pedaço de uma alma de pai, eternizado em palavras.

Vivo em minha casa há anos, mas apenas hoje percebi o quão alto é o teto da minha cozinha. Antes, estava ocupado demais tentando ser feliz para ser capaz de notar isso. Agora, caminho, como um morto-vivo, pelos cômodos, perdido em pensamentos deprimentes, e desenvolvo novas perspectivas sobre a realidade que eu sempre estive vivendo. Uma dádiva ou mau agouro? Meu renascer está próximo ou seria esse o aviso prévio do fim da minha existência miserável?