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Demorei mais Aprendi

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A moda é uma variante oblíqua de se lutar contra a morte. Ora na velhice tal luta é mais problemática. E é por isso que no velho a moda é mais ridícula.

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Pensar, 1992

A justiça sem religião vale mais para a ordem do universo do que a tirania de um príncipe devoto.

Quando se receou de mais aquilo que pode acontecer, acaba-se por encontrar algum alívio quando isso acontece.

As mulheres não meditam, contentam-se com entrever ideias sob a forma mais flutuante e mais indecisa. Nada se acusa, nada se fixa nas brumas douradas das suas fantasias. São apenas aparições rápidas, figuras vagas, contornos imediatamente desvanecidos. Dir-se-ia que nada se importam com a verdade das coisas.

A sabedoria da vida é sempre mais profunda e mais vasta do que a sabedoria dos homens.

Tome cuidado com seus hábitos. Quanto melhores eles forem, mais seguramente eles serão sua ruína.

Os velhos doidos são mais doidos do que os novos.

A santidade talvez não seja mais do que o cúmulo da delicadeza.

O que o homem mais receia é o que lhe convém mais.

O medo faz mais tiranos que a ambição.

Quando se está a morrer, tem-se muito mais que fazer do que pensar na morte.

Não tem qualquer graça ser o sujeito mais rico do cemitério. Lá não se pode fazer negócios.

Um braço vigoroso não é mais aguerrido contra a lança do que um braço frágil; são o caráter e a coragem que fazem o guerreiro.

Depois, mais do que a dor, venceu a fome.

Para mim o ato de pintar é sempre mais importante do que a coisa pintada.

Cada alegria é um proveito, e um proveito é um proveito, por mais pequeno que seja.

Uma grande reputação é talvez mais incômoda que a insignificância pessoal.

As Pombas

Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas, vão-se dos pombais, apenas
Raia, sanguínea e fresca, a madrugada...

E, à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais, de novo, elas serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...

Também dos corações, onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais:

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles ao coração não voltam mais.

A inteligência! É uma questão de química orgânica, nada mais. Não somos mais responsáveis por sermos inteligentes do que por sermos estúpidos.

As dívidas são bonitas nos moços de vinte e cinco anos; mais tarde, ninguém lhas perdoa.