Deixar de ser Vitima dos Problemas
"Não aceite o papel de vítima dos seus algozes; aceite o papel de autor da sua história, onde a ofensa deles é apenas um ruído irrelevante no caminho para o bilhão."
Tem muita vítima calada achando que a culpa é dela.
Quando na verdade não era amor.
Era estelionato.
Van Escher
DESENCARNAÇÃO DE ALLAN KARDEC.
Em 31 de março de 1869, vítima de um aneurisma, o gigante tombou na Terra para ser abraçado no Plano Espiritual. Sua missão estava cumprida. As obras que pretendia publicar viriam pela psicografia de Fernando de Lacerda, em Portugal, Amália Domingos Sóler, na Espanha, Wera Krijanoswski, na Rússia e, principalmente, no Brasil, por intermédio da pena iluminada de uma Zilda Gama, Yvonne Pereira, Francisco Cândido Xavier e, ainda entre nós, Divaldo Pereira Franco, entre outros médiuns não menos extraordinários da materialização, como Ana Prado, do Pará e Peixotinho (Francisco Peixoto Lins), do Ceará, entre outros. Desde então, o Espiritismo vem desmontando o Materialismo, que tantos prejuízos tem causado à Humanidade, mas que tem seus dias contados.
OBS. DEMASIADO EXTENSO, LEIAMOS:
LIVRO: OBRAS PÓSTUMAS.
"Antes de rotular alguém, conheça os seus valores. Isaque Ramon é um rapaz de bem, vítima de julgamentos apressados e injustos que não definem quem ele é."
A vítima de abuso psicológico nem sempre tem marcas visíveis,
mas carrega feridas profundas na mente e no coração.
Vive confusa, duvidando de si, como se estivesse sempre errada.
Sua voz é silenciada aos poucos, até quase desaparecer.
E o mais doloroso… é perceber que estava sendo destruída em silêncio.
Helaine Machado
Sou vítima de cenários hipotéticos, sofro por tragédias que minha mente cria com a perfeição de quem já viveu o pior.
A dor não me faz vítima, faz-me verdadeiro,
a dor revela uma essência sem máscaras,
ela não me derruba, revela quem sou, da dor nasceu autenticidade e força.
Talvez Culpar a Vítima seja a maneira mais Covarde que a Indignação Seletiva encontra para
passar pano
para a Injusta Agressão.
Porque é mais fácil distorcer a dor do outro do que encarar a própria omissão.
Mais confortável questionar a roupa, o horário, o comportamento — qualquer detalhe periférico — do que admitir que o problema mora, de fato, na mentalidade que Naturaliza o Desrespeito e Romantiza o Controle.
O Machismo Estrutural, muitas vezes, não grita — ele sussurra.
Ele se esconde em comentários “inofensivos”, em julgamentos disfarçados de conselho, em críticas que nunca recaem sobre quem agride, mas sempre sobre quem sofre.
É uma lógica bastante perversa: transforma a vítima em ré e absolve o agressor com a cumplicidade silenciosa de quem prefere não se indispor.
E assim, a indignação deixa de ser justiça e vira conveniência.
Escolhe lados não pela ética, mas pela identificação, pela ideologia, pelo conforto de não confrontar aquilo que exige mudança interna.
É seletiva porque não é sobre o que aconteceu — é sobre com quem aconteceu.
Mas toda vez que se culpa a vítima, reforça-se impreterivelmente o ciclo.
Toda vez que se relativiza a agressão, legitima-se sua repetição.
E toda vez que se silencia diante disso, constrói-se um ambiente onde o medo fala mais alto que a dignidade.
Romper com isso exige muito mais do que discursos à pronta entrega — exige coragem.
Coragem de reconhecer privilégios, de rever crenças e de se posicionar com firmeza mesmo quando é desconfortável.
Porque justiça de verdade não escolhe conveniência.
E respeito não admite exceções.
No fim, a pergunta que fica não é sobre o que a Vítima poderia ter feito diferente — mas sobre o que nós, enquanto sociedade, ainda insistimos em não mudar.
Onde parece mais fácil culpar a vítima, quase sempre se romantiza a separação, mas nunca se normaliza o direito da mulher viver depois dela.
Há uma curiosa habilidade social em transformar rupturas em narrativas poéticas quando elas não nos ameaçam.
Fala-se da separação como um recomeço bonito, como um gesto de coragem, como um capítulo necessário da vida.
Mas essa romantização costuma durar apenas até o momento em que a mulher decide, de fato, viver depois dela.
Viver com autonomia, viver sem pedir licença, sem aceitar voltar para o lugar onde a violência, o controle ou o desprezo estavam naturalizados.
Nesse ponto, a poesia desaparece e começa o tribunal informal das culpabilidades.
Perguntam o que ela fez, o que deixou de fazer, o que provocou…
O que poderia ter suportado mais um pouco.
A mesma sociedade que aplaude discursos sobre liberdade, passa a exigir dela uma espécie de penitência silenciosa por ter rompido.
Porque, no fundo, há uma conveniência histórica em romantizar a separação — desde que ela não desorganize as estruturas em que sempre esperaram que as mulheres permanecessem.
Romantizar a separação é confortável.
Normalizar que uma mulher tenha o direito de continuar viva, inteira e livre depois dela é profundamente desconfortável para quem sempre precisou que ela permanecesse dependente, culpada ou quebrada.
Por isso, em muitos casos, não se discute a violência que antecedeu a ruptura, mas o comportamento da mulher que decidiu não morrer — nem física, espiritual ou emocionalmente.
E talvez seja justamente aí que esteja o verdadeiro problema: ainda há quem tolere a ideia da separação, mas não suporte a ideia da sobrevivência feminina que vem depois dela.
Porque uma mulher que continua viva, consciente e livre depois de sair de uma relação, deixa de ser personagem de tragédia… e passa a ser autora da própria história.
Culpar a vítima é o jeitinho mais covarde que um covarde encontra para passar pano para o outro.
Porque exige muito menos coragem apontar o dedo para quem já está ferido do que confrontar quem causou a ferida.
É uma inversão confortável: desloca o peso da responsabilidade, alivia consciências e preserva estruturas que jamais sobreviveriam se fossem encaradas com honestidade.
No fundo, culpar a vítima é também uma tentativa de manter a ilusão de controle.
É como se, ao dizer “ela provocou”, “ele procurou”, “poderia ter evitado”, criássemos uma falsa sensação de que o mundo é justo — e que, agindo “certo”, estaremos imunes.
Mas essa lógica não protege ninguém, apenas silencia quem mais precisa ser ouvido.
Há também um componente de cumplicidade disfarçada.
Quando alguém relativiza a dor alheia, não está apenas emitindo opinião — está, consciente ou não, ajudando a normalizar o comportamento de quem causou o dano.
E toda normalização é um terreno fértil para repetição.
Encarar a verdade exige desconforto.
Exige reconhecer que o erro está onde dói admitir, que a violência muitas vezes vem de onde se esperava proteção, e que o mundo não é tão equilibrado quanto gostaríamos.
Por isso, tantos preferem o atalho da covardia: culpar quem sofreu.
Mas nenhuma sociedade amadurece enquanto insiste em punir a vítima duas vezes — primeiro pelo que sofreu, depois pelo julgamento que recebe.
E talvez o verdadeiro teste de caráter não esteja em nunca errar, mas em escolher, diante do erro dos outros, não se tornar cúmplice dele.
No aborto, não há réu, não há dor sentida, não há vítima consciente, há apenas juízes sem útero impondo autoridade sobre o vazio e chamando esse gesto de justiça.
“A vítima não defende o agressor porque a dor é pequena, mas porque o medo muitas vezes reorganiza a percepção da realidade.”
Do livro Síndrome de Estocolmo — Quando o Afeto Nasce do Cativeiro, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A saída começa quando a vítima deixa de chamar a corrente de cuidado e reconhece que proteção verdadeira não humilha.”
Do livro Síndrome de Estocolmo — Quando o Afeto Nasce do Cativeiro, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Um crime bárbaro, covarde e desumano, ceifa a possibilidade natural de uma vida plena, da vitima em um instante mas o que poucos sabem é que por este ato infeliz, pela imutável lei da vida, o restante amargo da sobrevida atormentada passará ser infernal e que o remorso irá corroer o corpo, o espirito e a alma, pouco a pouco, bem devagarzinho, lentamente, a enlouquecer e torturar toda equivocada e triste existência, do bastardo, criminoso e agressor.
“A maior armadilha do psicopata é fazer a vítima acreditar que o problema está nela, enquanto ele reorganiza o caos a seu favor.”
Do livro Psicopatas — O Rosto por Trás da Máscara: Da Ciência ao Terror Silencioso, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
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