Deixar de Falar
GOSTO DE FALAR DA POESIA
E se uso essa palavra mágica, não falo apenas de gêneros e sim de todas as poesias do nosso cotidiano. A poesia que brota numa Lua cheia, nas sombras do entardecer, uma simples gota de chuva e até uma sombra na estrada.
A poesia é canto, é música é tudo que fala com a alma e o coração. Se parar para escutar a tua inspiração, a poesia tem sabor de um bolo de chocolate, cheiro de café sando coado, de pão assando, cheirinho de chuva caindo e de canto de passarinho.
Tem carinho de amigos, aconchego de família, do abraço apertado feito a fita e o laço. Daquele abraço que tanto sentimos saudades.
Quando leio uma poesia postada, ou um livro é como se lambuzar de cultura deliciando cada verso como o melhor deleite da vida.
Uma fotografia é a melhor poesia da natureza ela nos dá milhões de temas para poetizar, as suas cores, o seu calor vindo do Sol bem morninho no cair da tarde, uma manhã sendo despertada pelo canto de milhões de passarinhos eufóricos para festejar o dia. O silêncio quebrado pelo sussurrar do vento encrespando as folhas soltando aquele cheiro de paz.
Já parou para observar um prato de comida todo colorido, quantos versos estão ali esperando para saltar da tua imaginação. Uma xicara de café bem quentinho com biscoito de polvilho ou mesmo um simples pãozinho com manteiga.
Muitas vezes andamos tão correndo que falta tempo para observar o sorriso de uma criança brotando a mais doce poesia, um animalzinho saltitando, pessoas andando apressados, ou sentados observando a vida passar.
Acho que não mudo o meu jeito de carregar a poesia na minha alma, de ser devoradora de livros. E assim amo tudo que faço e faço tudo que me dá prazer.
Autoria- Irá Rodrigues
Orar é mais do que falar com Deus; é, em comunhão com Ele, sermos transformados pelo Espírito Santo para viver segundo a sua vontade revelada.
Pensar ou não pensar,
falar ou não falar,
fazer ou não fazer:
tudo para a glória de Deus.
📖 1 Co 10.31
POEMA INEVITÁVEL
Eu queria falar sobre deus, sexo, política, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, músico, filósofo e até ator. Porém, descobri que, desses, eu já tinha me tornado ator, não por opção, mas por imposição das situações, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociólogo, talvez antropólogo, filólogo e até defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem não discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniência grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, já que não me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei não sendo eu. Então, fiz da vida minha luta, minha sobrevivência, minha causa (também por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que não eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitável, confrontando meu personagem que, por conveniência, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!
#israelsoler
A Dialética do Abismo: O Despertar da Soberania
Falar da sombra é, antes de tudo, reconhecer a dualidade que nos fundamenta. Ela não é um acidente de percurso, mas a própria substância do nosso ser — o antagônico que vive nas frestas da nossa consciência. Por muito tempo, a ingenuidade nos serviu de escudo; acreditávamos na ficção de uma identidade solar, enquanto enterrávamos o "outro" em nós sob o solo do esquecimento. Mas o recalcado não morre; ele aguarda o gatilho, o instante em que a vida, em sua irônia implacável, nos obriga ao confronto.
Vivemos sob a ilusão do acaso. Atribuímos ao destino, aos outros ou à má fortuna os naufrágios que nós mesmos projetamos. É a náusea sartreana: o desconforto de perceber que nossa liberdade é absoluta e nossa responsabilidade é total. Descobrimos que a "demência" é fluida — somos os arquitetos das situações que nos aprisionam. Provocamos o caos para validar nossa escuridão e, depois, de forma ignóbil, miramos a flecha contra o próprio peito.
O cordão umbilical com o pensamento mágico foi cortado. Resta-nos a solidão da vida adulta: uma sincronicidade austera onde o mundo não é algo que nos acontece, mas algo que coautoriamos. Hoje, a soberania nasce no intervalo. Entre o impulso bruto e a ação consumada, abriu-se um espaço de lucidez técnica. O "final trágico" — a ressaca moral e a dissipação da energia — agora é uma premonição que nos protege.
Neste diálogo, o tempo deixa de ser um carrasco e torna-se testemunha. Cada vez que escolhemos a diplomacia em vez da explosão, estamos reescrevendo nossa crônica pessoal. Não estamos apenas evitando uma "ressaca moral"; estamos esculpindo o próprio caráter. Afinal, a verdadeira liberdade não é fazer o que se quer, mas ter o poder de não ser escravo daquilo que nos destrói.
Entenda que quem conversa com sua sombra é sua luz. Ambas coexistem; somos dualidade pura. Jamais dissiparemos nossas trevas por completo, mas podemos adormecê-las com a presença da luz. **Não se trata de uma "cura" que elimina a treva, mas de uma diplomacia interna. Quando a luz conversa com a sombra, a consciência define-se como esse mediador que não nega a existência do oposto, mas que escolhe qual força terá a palavra final na ação.** A intenção não é encontrar um mundo de claridade absoluta onde tudo é belo, mas encontrar o equilíbrio real naquilo que sabemos que existe: nossa própria sombra.
Confronte-a. Puxe a cadeira, mande-a sentar e converse com ela. Ao final, seus medos perdem a força, pois você estará diante do seu espelho vivo. Desse confronto, você não sairá perfeito, mas sairá mais fortalecido, integrado e, finalmente, seguro de si.
Ysrael Soler
#PensamentosProfundos
#autoconhecimento
#filosofia
#israelsoler
Tem dias em que eu quase
te conto tudo…
quase deixo meu coração
falar sem filtro, sem medo.
Mas eu paro.
Não por falta de coragem —
é porque o que eu sinto por dentro
não cabe em palavras simples.
É muita coisa pra pouco entendimento.
Eu carrego um mundo
inteiro aqui dentro,
daqueles que transbordam
em silêncio…
porque nem todo mundo
sabe ler o que não é dito.
Eu sorrio, brinco, me aproximo…
mas tem partes minhas que ficam guardadas, não por escolha,
mas porque nem todo abraço alcança.
E, sendo sincero…
nem sempre eu quero respostas.
Às vezes eu só queria alguém
que encostasse o coração
no meu e dissesse,
bem baixinho:
“eu não entendo tudo…
mas fico.”
Porque ficar, pra mim,
sempre significou mais do que entender.
Então, se um dia
eu parecer distante…
ou se meu olhar carregar
um peso diferente,
não tenta decifrar como um mistério.
Só chega perto…
com calma, com carinho…
e me abraça como quem escolhe ficar, mesmo sem saber o motivo.
— alguém que sente…
e, talvez, já esteja sentindo por você
Se for pra falar, fala com o coração.
Se for pra ficar, fica inteiro.
Porque o amor não sobrevive
onde o silêncio vira muro.
#O #QUE #SINTO
Chegou sem mimos...
Sem falar de flores...
Nem de badalos de sinos...
Nem de amores...
De olhar flamante...
Invasor...
Resgatou algo em mim perdido...
Sem muito esforço...
Me conquistou...
Sabendo o que sinto...
De andar compassado...
Bem barbeado...
Vestido galante...
Sedutor...
Me tocou...
Mãos grandes e fortes...
Em um arrepio...
Vi minha sorte...
Ninguém ousaria...
Dizer ser tão desfrutável...
Aceitei seu olhar...
Eu seria...
Já queria...
Me entregar...
Não precisei beber...
Para coragem ter...
Não queria conversar...
Mas sim me envolver...
Àquele olhar...
Que tudo prometia...
Empunhando uma brandura dissimulada...
Ele já prenunciava..
Cordialmente aceitava...
Sua vitória...
Que eu concedia...
Não havia por que ter resistência...
Ninguém queria...
Sem tempo...
Não era hora...
De ilusões mentidas...
De jogos e conquistas...
Tão galante...
Bom amante...
E eu ali...
Tão perdido...
Homem volátil...
Por devoção...
De cheiro forte...
Sedução...
Sabe o que sinto...
Sabe o que quero...
Não se fez de rogado...
Levou-me a sério...
Óh... céus...
Que luxúria...
Com isso...
Não posso mais lutar...
Também não quero...
É mais que preciso...
Nem é bom tanto pensar..
Nem tudo tem por quê...
Mas o que estou eu a dizer?
Bradando contra esse vício...
Me rendo...
Só ele sabe...
O que agora sinto...
Rasgando minha esperança...
Me entrego na festança...
Dentre os braços que cerrados me tem...
Já não sou mais ninguém...
Já no leito...
Em tudo me toca...
Onde sua mão alcança...
Isso em nada ...
Me amansa...
Palavras desconchavadas...
Sandices ritmadas...
Seu corpo alinhando ao meu...
Levando-me ao apogeu...
Maciez torpe...
Onde tudo sinto...
Não controlo ...
Meus gemidos...
No leito que clama...
Quem me dá...
Também me tira...
Levando à loucura...
Tamanha tontura...
Rendido, quebrado...
Pelo seus gestos de amor...
Me dou por vencido...
Um olhar lânguido...
Muitos suspiros...
Rompendo férreas algemas...
Por completo...
Ele muito sabe...
O que sinto...
Derrotado e vitorioso...
Com o estranho...
E meu ninho...
Adormeço...
Esquecido...
Sandro Paschoal Nogueira
"Quer falar de mim, então me chama pra debater, que desse assunto eu entendo."
Haredita Angel
20.03.23
"Se quiser paz no ano novo,
não precisa vestir branco.
É só parar de falar da vida alheia."
Haredita Angel
12.01.19
Falar verdades hoje em dia tornou-se
um ato revolucionário.
Deus me livre, tornar-me comercial de verdades!
"Sempre que você falar mal de mim,
por favor reze por mim também.
Pois, eu quero ser perfeita que nem você!"
Haredita Angel
07.01.23
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