Deixar de Falar
PoesIA, pós-IA...!!!
(Nilo Ribeiro)
Antes da máquina falar,
minha palavra já sangrava,
antes da máquina tudo dominar,
a incerteza me frustrava
desde o silêncio cativo,
ao joelho dobrado ao chão,
do sentimento aflitivo,
às dores no coração
aqui, a máquina não escreve,
pois, não sabe o que é saudade,
apenas o poeta que se atreve,
pois ele conhece a verdade
a IA chegou resoluta,
rápida, precisa, tudo perfeito,
mas, o poeta não deixou a luta,
pois, sua poesia vem do peito
a IA escreve, mas não sente,
ela calcula, mas não pesa;
o poeta adoece
quando o verso o menospreza
a palavra é um sopro,
a IA um dispositivo,
a palavra é um esforço
que não cabe em aplicativo
mas na minha poesIA
só entra o amor divino,
pois, o verbo que guIA
não se escreve sem destino...
Amém...!!!
Não deixe o ego falar por você, o ego te cega e te deixa vulnerável, qualquer um pode chegar e te iludir por que seu coração está desprotegido de amor e sabedoria.
Assim como o ar que respiro
Ter o direito de poder falar
É poder guiar o meu destino
E um bom caminho trilhar
Desde que não venha a ferir
O direito de quem quer seguir
É a liberdade que quero portar.
Dessa vez eu vou falar sério. Sem piada, sem exagero, sem fingir que tá tudo bem. Eu paro, penso, respiro e tento lembrar de quem eu era quando era mais novo, quando o bairro inteiro já conhecia meu nome não por mérito, mas por bagunça. Aquela época em que a rua era extensão de casa e o juízo claramente tinha tirado férias.
Eu olho pra trás e até tento dar um significado bonito, dizer que era liberdade, infância, energia demais. Mas a verdade é que era só eu sendo eu: barulhento, inquieto e convencido de que nada tinha consequência. Cada esquina guardava uma história, quase nunca uma boa ideia.
Só que… não dá. Eu não consigo manter esse tom sério por muito tempo. Porque falar sério sobre isso exige maturidade, e eu ainda rio lembrando das fugas, das risadas abafadas, dos olhares tortos dos vizinhos. Eu tento parecer reflexivo, mas minha memória faz questão de me entregar.
No fundo, eu sei que era imaturo demais pra entender limites. E talvez ainda seja imaturo demais pra falar disso sem sorrir. Porque aquele garoto bagunceiro ainda mora aqui dentro, só que agora ele pensa um pouco mais antes de aprontar. Às vezes.
Eu cresci, mudei, aprendi algumas coisas. Outras eu só disfarcei melhor. O bairro já não escuta meu nome com tanta frequência, mas as lembranças continuam andando pelas mesmas ruas.
E o final não é sobre arrependimento nem sobre saudade. É só a constatação de que eu não virei um adulto sério e certinho. Virei alguém que olha pro passado, balança a cabeça e pensa: eu não sabia o que tava fazendo… e, sendo sincero, ainda não sei.
— Cyrox
Falar dissipa energia; fazer gera tração.
O verdadeiro mestre não anuncia o plantio, ele apenas surpreende o mundo com a colheita.
Você sabe o que é uma hiper inflação???
Eu posso te falar algo sobre ela, porque o
meu primeiro filho nasceu no meio de uma
delas no Brasil.
A hiperinflação é a consequência de uma
inflação descontrolada que já tirou sua
consciência de Cidadão e só te legou um
instinto de sobrevivência,
é o momento em que se percebe só o hoje,
mas a gente nem se dá conta disto,
porque não houve nada diferente antes...
“Engraçado falar de colheita… Não tendo nem metade do que tenho — seja em experiências, caráter, força ou conquistas.
Pelas bençãos alcançadas plantei bem, e Deus removerá todo o joio que cresceu entre minha seara”
"Eu não ligo que falem mal de mim, ao contrário eu amo dar o'que falar, porque uma coisa que eu não suporto é passar completamente Desapercebido!😏💚💅🏽
Talvez ninguém nunca tenha coragem de te falar, mas, para você se tornar uma pessoa maravilhosa de fato, só faltou uma pitada a mais de açúcar....
Não é sobre açúcar.
“Falar sem saber é cavar a própria ignorância; quanto mais a voz se levanta, mais a inteligência se enterra.”
Julgamentos e críticas existirão. Aprenda a ignora-los!
As pessoas adoram falar das outras. Se você é mãe solteira. O que estou tentando dizer é: não pegue isso para você. A pessoa que fala é a que tem preconceito e que, com certeza, não tem a vida 100% perfeita e feliz!
Mãe é mãe, não importa o estado civil!
Informação e sensibilidade
Pra falar em acessibilidade
Quando na pele não sentir
Busque melhor observar
E assim mais refletir
Querendo fazer o bem
Não se esqueça também
Da informação conseguir.
Além disso é preciso
Entender a inclusão
Dando mais importância
A quem chamamos irmão
Sair do campo do falar
Partir para o realizar
Ou seja, ter mais ação.
Mas somente esse quesito
Não é a totalidade
Também se faz necessário
Ter mais responsabilidade
Saber lidar com pessoas
São atitudes muito boas
Mostrando sensibilidade.
O deficiente jamais
É o dito não normal
Mas quem não vê todo mundo
Ou quem acha tudo igual
Finge ou mesmo não sente
Quem é mesmo deficiente
O que pode ser natural.
Limitado é o pensamento
Daquele que não precisa
Enxergar as (in)diferenças
Sem informação concisa
Não mudar o proceder
Tapa os olhos pra não ver
Quem nunca veste a camisa.
Tenhamos sensibilidade
Nos outros pensando mais
Olhemos as necessidades
Pois não somos todos iguais
Vamos juntos mais lutar
Para o cenário transformar
E assim vivermos em paz.
"Eu tomei uma decisão, nunca mais falar com mulher na minha vida (...) quem vai falar com mulher, é o meu marido. Eu vou virar gay!"
É Natal!
Evito falar sobre essa data e o seu real significado (ou seja, a comemoração do nascimento de Jesus Cristo).
E, mais ainda, evito ficar repetindo para todos: "Feliz Natal!".
Vejo tanta hipocrisia e falsidade nesse ritual linguístico de fim de ano.
Sim… é Natal.
E o que eu penso e escrevo a respeito
traz uma lucidez que dói em mim e pode ferir os outros, como quase tudo o que é cruamente honesto, e que costuma golpear algumas pessoas.
O “Feliz Natal” virou um mantra automático,
esvaziado de real presença e de sentimento,
repetido por bocas que não se dispõem
ao mínimo gesto natalino de verdade:
sentimento, empatia, escuta, coerência e humanidade.
Celebra-se uma data que deveria simbolizar
a ruptura com a lógica da violência,
do acúmulo e da exclusão, mas…pratica-se exatamente o oposto, embrulhado em luzes, comilanças, consumo e frases prontas.
E há algo muito coerente no meu evitar esse ritual, quando ele se torna falso.
O meu silêncio, nesse caso, é mais ético que a saudação mecânica.
Jesus, se tomado verdadeiramente a sério,
seria profundamente incômodo hoje.
Ele não caberia nos shoppings lotados,
nos discursos moralistas, nem nas felicitações ( na maioria das vezes) vazias enviadas por obrigação familiar e social
Meu incômodo com essa data não é rejeição ao sagrado. É, ao contrário, respeito.
Respeito por não banalizar o que deveria ser vivido com sentimento e reflexão, e não repetido automaticamente.
Talvez o meu Natal seja esse:
não o da frase dita, mas o da consciência
que se recusa a fingir.
E esse fato, mesmo sem “Feliz Natal”,
é profundamente verdadeiro.
Quantas “Marias” (mulheres solteiras, grávidas
e destinadas à fuga) ainda existem?
Quantos “Jesus” ainda nascem em situações precárias por causa do preconceito e da desumanidade?
Quantos “Josés”, no mundo de hoje,
acolhem uma “Maria” (solteira e grávida) e reconhecem o bebê como um pai?
São tantas as perguntas…
mas prefiro terminar por aqui.
Saúde e serenidade a todos.
Fiquem em paz 🕊
Sejam paz 🕊
✍©️@MiriamDaCosta
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