Dei a Volta por cima
"O silêncio do coração é a bússola que não treme, mesmo quando o mundo à nossa volta desaba em vozes."
Dollber Silva
A VOLTA DO AMOR.
Naquele dia fui embora com a certeza
Que não existiria o eu e você,
Saí da sua vida como uma boiada
Que encontra a porteira do curral aberta
E que saem em disparada, sem vê.
Sem rumo e sem localização
Na direção de lugar nenhum
Quebrando nos peitos as dores do coração,
Sentindo os olhos aos ventos com lágrimas,
Lágrimas de amor, muito amor, amor de paixão.
Eu vou ficar aqui
Esperando a tempestade passar,
Eu vou ficar aqui
Esperando o amor te avisar,
Que a pior solidão não é ficar sozinho
É estar com alguém e não ter carinho.
Eu vou ficar aqui
Sozinho, esperando a solidão passar,
Eu vou ficar aqui
Esperando o teu amor voltar.
Autor: Cássio Charles Borges
A vida só faz sentido quando se mostra como um espiral, que eleva seu patamar a cada volta sem reincidir sobre a linha anterior. Toda vez que se apresentar como moto-perpétuo – que repete a mesma trajetória indefinidamente – está na hora de se romper com as estruturas que lhe dão sustentação.
Não existe realização maior, ao se olhar em volta, do que sentir que tudo o que nos rodeia é exatamente onde deveríamos estar desde sempre, ao mesmo tempo em que nos dá a dimensão exata do quão pequeno se fazia qualquer outro lugar onde estivéramos antes.
De volta, só encontro muitas peças fora do lugar. Mulher, deixe tudo como está até que você mesma organize um espaço para cada peça. Assim, vai descobrir que mudar, por si só, não melhora nem faz parte do comodismo.
Um dia somado de muitos dia é um dia anterior o dia do hoje, na roda do tempo a cada volta o passado é agora não a hora passada em relembrar histórias vivendo agora, é um presente está nesta hora contemplando o sol gratidão por agora.
Depois do acontecido a máscara quebra colar não volta ao que era antes, recomeçar pode deixar cicatrizes no entanto é o melhor a fazer um novo começo.
Não vá, eu preciso falar, me dá um instante, vem escutar.
Pense forte, respire fundo, volta ao meu peito, ao meu mundo.
Não vá, não me deixes assim — um coração naufragando em ti.
Pense bem, não parta sem razão; esquece a dor, vem ser meu chão.
O tempo, mais uma vez, deu a volta para iniciar uma nova semana. Ela não será muito diferente das anteriores, até o cronograma se repetirá quase igual. Não importa quantas vezes o tempo vai e volta, as coisas parecem sempre estar no mesmo lugar.
O passado é passado: não há volta para recomeçar. Deixe-o esquecido, pois dele não virá recompensa nem milagre. O passado é como um museu antigo demolido, sem livros que possam reviver os dias de glória.
Tolice minha insistir em seguir adiante —
a vida sempre me traz de volta,
pela mesma estrada sombria, sem retorno.
A beleza e o tempo caminham lado a lado, transformando-se a cada volta do relógio. O tempo não tem pressa, mas também não espera por quem ficou para trás. A beleza, encantadora e perfeita, é a pintura dos olhos e o desejo de todos. Ela busca se renovar a cada novo dia, correndo contra um tempo que não para.
A cada amanhecer, a beleza começa a murchar lentamente. Mesmo quando a vaidade se enfraquece, ela resiste e não recua. Porém, enquanto o tempo avança em passos silenciosos, a beleza não acompanha sua evolução — e testemunha sua própria decadência.
Tudo passa. A cada ciclo, os dias se encurtam, e a beleza, enfim, conhece o fim de seu reinado.
O que me importa
se um dia eu encontrar o que foi perdido?
Nada do que volta retorna inteiro,
nada do que partiu regressa sem feridas.
O tempo não devolve,
ele transforma.
E, às vezes, o que chamamos de perda
é apenas o peso que precisávamos soltar
para seguir respirando.
Se um dia eu reencontrar o que se foi,
quero que me encontre diferente:
mais firme, mais claro,
com a coragem de quem aprendeu a atravessar
as sombras que um dia o medo escondeu.
Porque o que realmente importa
não é recuperar o que se perdeu,
mas descobrir quem eu me tornei
no caminho entre a queda e o recomeço.
E se o silêncio trouxer de volta o que partiu,
não será ausência, será música.
Não será vazio, será espaço fértil,
não será dor, será raiz que floresce.
Que venha como brisa,
sem urgência, sem ferida,
pois só merece retorno
aquilo que já aprendeu a ser luz.
E se o coração aceitar,
não será peso, será voo.
Não será sombra, será aurora.
Não será fim, será começo
um começo que se escreve
com ternura e coragem.
