Dedicatórias de avós para finalistas

⁠#CONSERVATÓRIA

Sei muito bem do que esse sonho fala...
Quando a moça da cidade...
Veste-se de prata...

E pelas ruas vai seguindo formosa...
Fazendo a todos esquecer do balanço das horas...

As estrelas audaciosas...
Põe-se mais à brilhar...
As miríades fazem festa para lhe acompanhar...
Pouco importa estarem distante ou próximas...
Aos amantes, só amar...

E o menino, cheio da lembrança...
Também a segue pelas ruas...
A magia está no ar...

Um lampião aceso...
A cadeira se faz vaga...
Uma porta que bate...
E o vento assovia...
Põe-se a cantarolar...

A beleza que está guardada...
Que de todos se escondeu...
Também vem à rua...
Perfumando o sonho meu...

Minha alma então viaja...
E volta para o mesmo lugar...
Na velocidade do pensamento...
Sob esse magnífico luar...

Isso é Conservatória...
A Vila das Ruas Sonoras...
Um pedacinho do céu...
Um cantinho meu e todo seu...

Sandro Paschoal Nogueira

Caminhos de um poeta

⁠#SONHOS

Abro a minha janela...
E olho o infinito céu suspirando...
E peço licença para poder sonhar...

Sonhar em que eu tudo possa ser...
E com meus desejos assim sonhando...
Assim quero viver...

Quero me vestir de estrelas...
Nas alturas, entre às nuvens, poder me esconder...
E seguirei tecendo meus sonhos...
Um mistério a resolver...

Que a vida tenha mais cores...
Que seja uma tranquila fonte...
Onde a mentira não perdura...

E a verdade sendo límpida e bem tranquila...
Sem receios, sem pudores...
Não nos machuque por às vezes ser tão dura...

Quero pegar os raios de sol...
E onde reina a escuridão eu o plantar...
E fazer a esperança estender suas asas...
Assim como sonho...
Que você também possa sonhar...

Não me importo em saber...
Quantas guerras terei que vencer...
E, assim, que seja lá como for...
Quero ver sempre triunfar o amor...

Que a felicidade seja bem doce...
E apareça para todos aqueles que choram...
Que o futuro seja mais brilhante...
Só vivemos uma vez...
Só temos uma chance...

A ilusão quando se desfaz...
Dói no coração de quem sonhou demais...
A vida é tão curta...
Precioso diamante...
E o belo um dia também morre...
E sonhando como sonho agora...
Alcançaremos a eternidade...

Sandrinho Chic Chic

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#ALTURAS

Vagueia o poeta em sonhos...
Fita o céu, em reflexos, das mais variantes cores...
Lá onde os violoes choram...
Louvando a vida e os muitos amores...

Se um sonho se ergue...
Outro sonho cai...
E nesse eterno vai e vem...
O tempo passa e vai...

Desgraçado do poeta pobre...
Cujo em vida o túmulo o cobre...
Não amou...
Não foi amado...
Pela vida passou...
Ignorou e foi ignorado...

Em redoma ilusória...
Fechou-se em falsa glória...
E agora que o amor se foi...
Ninguém há de contar sua história...

O luar no céu se apagou...
As estrelas todas tombaram...
A terra abriu sua garganta...
E o poeta foi engolido...
E agora aqui, no que lhe digo...
Esse vazio medonho me espreita...
O poeta que um dia também sonhou...
Agora jaz na sarjeta...

Estrela d'Alva...
Imaculada e pura...
Faz-me novamente sonhar...
Erga-me às alturas...

Sandrinho Chic Chic

facebook.com/conservatoria.poemas

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⁠#AGUARDO

Na solidão em que sonho contigo...
Saudades dos belos dias...
Sigo agora o meu peito a doer...
Só pelos seus olhos...
Eu posso viver...

Ao menos resta ao sonhador o consolo...
De suas mãos dentro das minhas...
Suspiros, arroubos de nossa paixão...

É doce amar como os anjos...
Se aqui fomos amantes...
Seremos uma única alma no céu...

Se um dia tiveres saudades...
Sabes que desde já estou aqui...
Aguardo noite a noite a lua triste...
Aguardo você em mim...

No amor basta uma noite para fazer de um homem um deus...

Sandrinho Chic Chic

facebook.com/conservatoria.poemas

.

⁠#SONHO

Sonho absurdo...
Chamado realidade...
Desprevenido menino...
Diante mundo de maldades...

Deixe-me ver a vida...
Tal como eu queira...
Afaste de minha essas sombras...
Que me fazem chorar...

O mundo não se modifica...
E às vezes viver cansa...
Os homens são os homens...
E os ignorando...
Teimo em sonhar...

Teimoso em viver...
Ninguém vê minhas lágrimas...
Mas eu choro ...
Confiante e ansioso por mais querer...

Melodia de silêncios...
Em meus ensandecidos pensamentos...
À procura do eterno...
Perdido...
Sem nada saber...

Tão longe de mim...
Onde meus sonhos estarão?

Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poeta

⁠Dono de quê?
Se nem dono de mim eu sou...
Sonhos confusos...
Almejando ao coração ressuscitar...
Com tão pouco tempo a pensar...

Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego...
Só assim me reconheço...
Quando a vida com o látego me fustiga...
Finjo não ver a realidade sentida...

Na pura ausência das coisas...
Um palco: eu e a lua...
O terror de pensar no fim da peça...
Louvando por estar em cena...
Ainda...

Mas o futuro insiste e persiste...
Em rasgar as cortinas...
Escurecer as estrelas...
Devorar a noite...
Massacrar o dia...

Na arte de perder-se não há nenhum mistério...
A cada dia um pouco perdemos...
Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...

Quem me quiser que me chame...
Ou que me toque com a mão...
Antes que a peça termine...
E só reste silêncio e escuridão...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠Qual é a flor do sonho?
Noite de lua cheia...
Um violão...
Uma seresta...
Ter sempre um ombro amigo...
Um cafuné a ser recebido...
Viver sem inimigos...
Estar com Deus e Deus estar contigo...
Dormir ouvindo a chuva...
Ver voando as aves do céu...
Um bilhete de amor esquecido e encontrado...
Em um velho pedaço de papel...
O tempo é algo que não volta atrás...
Ter boas recordações...
É bom, muito bom, demais...
Todo jardim começa com um sonho de amor...
Quem não tem um jardim na alma...
Sofre com dor...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Tu me procuras em seus sonhos...
E eu te guio em todos meus pecados...

Teus desejos afogam-se em taças de vinho que as bebo vagarosamente...

Retiro-me despido de anjo...
Embalando tuas vontades como uma serpente...
Distorçendo tuas verdades...

Brinco com tua alma...
Te convidando ao meu íntimo abismo...
Te enlaço em meu olhar...
E no instante de um tempo...
Não perdido...
Mostro-te meu veneno...
E o que sinto...

Um só caminho é o bastante...
É o suficiente...
Para te mostrar que posso ser recatado e indecente...
E pode ser que derepente...
Te conquiste...
E nos amemos eternamente...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Noite à fora...
Sobre uma navalha...
Ó divina esperança...
Sonho de criança...

O tempo a criar silêncio...
Tornando o sonho poeira dos tempos...
Poço imenso e fundo...
Que engoliu meus desejos...

A ver no mundo seco a seca realidade...

Dos ébrios jogados à sarjeta...
Das matronas em penunbras das ruas da esquerda...
Dos pederastas em gargalhadas...
Disfarçando as lágrimas não jogadas...
Das mocinhas vendendo favores...
Em troca de licores...
Daqueles que só encontram alegrias...
Quando deixam suas garrafas vazias...

A vã loucura a moda é prima-irmã...
Mas quando vem o senso erguer-lhe os densos véus...
Desse desgosto...
Livrai-me Deus...

Salvo o meu desejar...
Teço beleza em tudo...

No hálito podre de um sugismundo...
No idoso porchetta...
Em quem que com qualquer um se deita...

Nessa langorosa magia...
Sob a lua que irradia...
As torpes paixões...

Sigo para meu descanso...
Aguardando, quiçá ...
Outro dia...

Valei- Deus...
Ou quaisquer outros guias...
Fim de noite...
Madrugada fria...

Eu próprio me interrogo:
– Onde estou? Onde estou?
E procuro nas sombras enganosas...
Sob essas horas mortas...
As mesmas coisas repetidas...

Inúteis os sonhos e as amarras
que nos prendem ao cais...
Mas quem sou eu que não escuto meus próprios ais?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Talvez seja breve...
A recordação de um sonho...
E um desejo pontuado de estrelas...

Talvez seja breve...
O barulho que fazem os sentimentos...
A lógica do presentimento...
A razão perdida...
A dor da ferida...

Talvez seja breve...
O agora donde se murmura a vida...
A chegada...a partida...
A glória e a ruína...

Talvez seja breve...
A memória acalentada...
Ou a memória sendo esquecida...

Talvez seja breve...
A paixão não correspondida...
O amor jurado ser eterno...
A dor do peito...
O flagelo...

Talvez seja breve...
A falsa ou verdadeira promessa...
O brilho de uma jura...
Feito em dias claros...
Ou na noite mais escura...

Talvez seja breve...
A alegria ou a tristeza...
A maldade de uma língua...
O bem e o amparo de mãos sofridas...
O medo e talvez o desejo do desconhecido...
Talvez mais breve seja o espamo de um grito...

Talvez seja breve...
O tempo que escoa...
A doença que se avizinha...
A morte que clama...
O silêncio que murmura...
O convite ou a recusa de deitar-se na cama...
O momento de se achar tudo perdido...

Mas que não seja breve...
O seu olhar sobre mim...
Seguido por um sorriso...
De que estás a pensar...
1001 maneiras de poder me amar...
Que me alegre...
Que não consegues disfarçar...

E se tudo que foi breve...
Que muito tenha valhido a pena...
Pois é vivendo que se aprende...
E aprendendo que se vive...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Tenho sonhos de louco...
E o meu desejo canta
Sonoro e profundo...

Vejo tesouros sem conta...
Amarguras, de dor, de desenganos...
Amores cegos e profundos...

Guardei segredos...
E tive medo...

Porém dizes que não te quero…

E eu te pergunto...
A quem devo tudo o que fiz?

As poesias mais belas...
Apenas olhares receosos...
Como o silêncio dos mudos...

E logo a noite corre...
E os dias seguem de fato...
E arde-me o peito...
De amar-te e ti estar preso...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Olhos de fogo, alma revolucionária...
Sorriso adormecido, sonho esquecido...

Cidade pequena, ruas desertas...
Sorriso desafiador, sonho libertário...
Murmúrios de revolta, línguas libertas...

Talvez eu não saiba quem sou...
Sob olhares de mim mesmo, sombras reveladas...

Talvez eu seja mais do que pareça...
Sob olhares de desdém, sorrio com ironia...
Respondo com coragem...
Quando o medo me desafia...

Silêncio que me envolve...
Aonde encontro a verdade...
Tudo que preciso, está dentro de mim...
Sem máscaras, sem cadeias...
Apenas ser, apenas existir...
Para encontrar-me, para ser livre"

Não preciso de nada, não quero mais...
Apenas eu, apenas vida..."

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Eu sou o reflexo de mim mesmo...
Fragmentos de sonhos...
Um espelho quebrado...

O que fui, o que não fui, tudo isso sou...
Um mosaico de erros e acertos, em movimento...

A vida me moldou, com mãos de vento...
E eu me dei conta, de que sou frágil e flexível...

Aceito as curvas, os altos e baixos...
E aprendo a dançar, com os pés descalços...

No alento da existência, eu me encontro...
Alma flutuante, entre engano e desengano...

Mas ainda assim, eu sinto,
Que há uma luz, que me guia e me sustenta...
A rir, desnudo de sonhos não realizados...
No cais de onde nunca parto...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Deixados sobre a mesa...
Como os homens vivem...
Nem os deuses socorrem...
Os sonhos, as esperanças e ilusões...
Como um deserto imenso...
De conversas vãs...

Da enorme dor humana...
Que todos fingem não ter...
A essência de ser e parecer...
Conduz ao purgatório...
Sem ninguém perceber...

Vácuo imenso e fundo...
Eterna busca...
Inconstância do homem de ser...
Responde sorrindo à cruel realidade...
Enquanto perde-se no horizonte...
Acreditando crer...

A terra cumpre sua promessa...
De tornar a todos iguais...
O bom, o mal...
Quem riu, quem amou...
Que chorou os seus ais...

Nem este falso silêncio...
Sobre os ombros nus
e esmagados...
Nem o luar...
Pode esconder os pecados...

Raro e vazio dia.
Noite desamparada...
O momento é tão fulgaz e rápido...
Até para o mais amado...

Sandro Paschoal Nogueira

#Vento #que #varre #minha #alma...


Que em campos floridos espalha meus sonhos...

Coração ora alegre...

Coração ora tristonho...



Abrindo os véus de ilusões...

Assim eleva meu espírito....

Ao céu cheio de azul...

Faz da vida ter mais sentido...



Me traga de volta à cidade...

Onde nasci...

Aonde mais rápido que ela...

Envelheci...



Aonde o menestrel canta à lua...

Pelas pedras azuis a caminhar...

Dos que partiram...

Da saudade aqui a ficar...



Na lembrança do abismo de mim....

Em pegada sem caminhada...

Só posso encontrar...

Estrela brilhante a me guiar...

Suave melodia a me encantar...

Mão a outra encontrar...

Outra alma para amar...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.

#Uns #partem...


Outros ficam...

Na cidade dos sonhos...

De um mundo perdido...

Estrela do Norte...

Anuncia uma madrugada fria...

Uma névoa tênue e esvaecida...

A irmã do sonho no céu brilha...

E os violões choram...

Tristes sem na verdade o ser...

Casarões antigos abrigam...

Histórias e amores antigos...

E o destino forte...

Junto aos menestréis...

Faz tudo reviver...

As pedras azuis...

Sem saber isso eu o porquê ...

Entre si comentam...

Sou aquela que por mim passam e ninguém vê…

E na visão do poeta que sonhou...

Que veio ao mundo para isso ver...

Junto a elas chora...

Pelo amor que nunca encontrou...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Rodoviária de Conservatória.

Enfeitei minha alma de margaridas...
E descobri o meu próprio jardim...
De meus sonhos...
Construí minha realidade...
Descobri que o horizonte não tem fim...

Sou aquele que chora de melancolia...
Que não aguenta se segurar por dentro...
Que descobriu em fração de horas...
Que viver é só um momento...

Sou presença de amor profundo...
Revirando caminho que traço...
Olhar arisco em olho terno...
Destino bordado no tempo...

Criança de alma pura...
Que a Deus conta em murmúrios...
Suas felicidades ...
Suas amarguras...

Sou simples assim...
Tais quais as margaridas do meu jardim...

Sandro Paschoal Nogueira

“⁠Só quem já realizou sonhos, sabe quantas noites de sono passou.”

Inserida por juniormartins

Tenho esperança
que a humanidade possa
um dia acreditar
e realizar seus sonhos
e aproveitar cada momento.
A vida é feita de momentos.
Vamos refletir, corrigir e agir.
É o que tem pra agora
e sempre será agora!

Inserida por Pepita50

Pro humilde
a superação
é um triunfo,
Pro soberbo
apenas uma
Conquista!

Inserida por RaiSilva117