Dedicatória para a Mãe
O homem pode até errar
Mas se não tiver consciência dos seus erros
Nunca poderar aprender e conseguir melhorar!
Aprendemos muito ao deixarmo-nos passar por burros!
E assim vamos enganando os que se julgam espertos.
Aprendi com Nietzsche, em
"Ecce Homo", o Amor Fati,
amor à vida, o que passa
em seu decorrer e aceitação.
Você não foi feito para acertar tudo de primeira. Foi feito para aprender, ajustar a rota, amadurecer e participar ativamente daquilo que deseja ver dar certo.
Tenha os pés no chão, os olhos lúcidos e a alma alinhada.
Porque acreditar em si não é imaginar que tudo será fácil. É decidir que as dificuldades não terão autoridade para escrever o último capítulo.
Hoje só quero cometer menos erros que ontem. Me lançar nesse desafio de superação. Aprender que "errar é humano", mas que está em minhas mãos decidir fazer tudo diferente. Os erros do passado não justificam os erros do presente. Amar demais também é loucura!
Aprendi que devemos dizer toda a verdade. Tudo que sentimos. O que aconteceu e porque aconteceu. Dessa forma não haverá mal entendido e nem brecha para o outro pensar coisas que nunca existiram.
No outono, nos dias de frio que parece inverno mas que o sol brilha forte no céu azul, aprendemos que o nosso corpo sente o frio como resultado da perca de calor para o ambiente que está mais frio. Não há outra alternativa precisamos encontrar meios de nos aquecer e repor a nossa temperatura, caso contrário, podemos em situações extremas a que somos submetidos, até morrer de hipotermia.
Assim também acontece na nossa vida, por maior que seja a nossa fé e, por maior que seja nossa alegria em estar vivo, não há meios de sobreviver isolado do mundo. Ninguém sobrevive sozinho. É necessário termos amigos. Eles nos aquecem de esperança e nos repõe a ternura que o mundo nos retira.
E só assim podemos seguir.
A vida é bela
O difícil é aprender a viver.
O segredo para uma vida plena é saber vibrar no percurso
Na caminhada para o lugar que for sempre há emoções...
Encontre-as!
ÚLTIMO SUSPIRO
Até o meu último suspiro em vida,
quero aprender a viver.
Quem sabe, não aprenderei sobre coisas que me faria viver,
pelo menos mais um dia?
Aprender e viver é uma ideia única.
Não se vive sem aprender,
e se deve aprender para bem viver.
Aprender a construir o destino,
destinar-se a viver bem.
Bem vividos os dias são bons.
Os dias são contados e corridos.
Segue-se vivendo e aprendendo...
Já que se morre aos poucos.
seguir em frente
o que passou, passou.
a vida é hoje
e ontem foi aprendizado.
o que houve foi superação
diantes do obstáculos vencidos
e mesmo perdendo alguma coisa
tudo serviu de exemplo.
na vida perdemos e ganhamos
faz parte da evolução
cada dia que passa
ficamos mais fortes!
Travessia
Nem todo fim
é uma perda.
Alguns
são portas
que aprenderam
a se abrir
para dentro.
Há despedidas
que não levam.
Devolvem.
Devolvem
o nome esquecido,
a face verdadeira,
a coragem
de habitar
a própria vida.
O fim
não apaga.
Transfigura.
Como a semente
que desaparece
para que exista
a árvore.
Como o inverno
que não anuncia
a morte,
mas a paciência
das flores.
É preciso
deixar de ser
para continuar
existindo.
Porque a vida
não nos salva
do fim.
Ela faz dele
uma ponte.
E toda ponte
é feita
para ser atravessada.
No outro lado,
não espera
alguém diferente.
Espera
alguém
que finalmente
teve coragem
de nascer
outra vez.
Lavo a mão de todo mundo, quando chega a minha vez acaba a água Sempre assim, aprendizado de hoje: Ser bonzinho demais só irá te servir de escada pra alguém alcançar algo, então não é questão de ser Ruim ou desumilde, mas daqui pra frente só vai beber da minha água quem passou sede comigo..
As crianças amam em primeiro lugar a si próprias, e apenas mais tarde é que aprendem a amar os outros e a sacrificar algo de seu ego aos outros.
A Geografia dos Que Não Sabem Viver
Nunca aprendi a viver.
Talvez ninguém tenha aprendido.
Talvez chamemos de existência
a longa repetição de gestos
que fazemos antes de descobrir
que não levam a lugar algum.
Nasci tarde demais para a esperança
e cedo demais para o esquecimento.
Desde então,
habito uma espécie de intervalo.
Não pertenço às ruas,
mas também não pertenço ao silêncio.
Sou hóspede de lugares
que desaparecem quando alguém acende a luz.
É ali que resido:
entre o eco de uma voz
e a voz que já não existe,
entre a sombra de um corpo
e o corpo que partiu,
entre aquilo que desejei
e aquilo que tive medo de desejar.
Há uma crueldade particular
em continuar vivo
quando já não se espera nada da vida.
A esperança, quando envelhece,
não se transforma necessariamente em desespero.
Às vezes transforma-se em hábito.
E há hábitos mais difíceis de matar
do que qualquer esperança.
Carrego dentro de mim
uma cidade construída sobre ruínas.
Cada rua conduz a uma ausência.
Cada janela dá para alguém
que não voltou.
Cada quarto conserva o cheiro
de uma coisa que terminou
sem jamais ter começado.
É estranho perceber
que podemos sentir saudade
daquilo que nunca tivemos.
Talvez seja essa
a forma mais pura da melancolia:
sentir falta
de uma vida que nunca nos pertenceu.
Meus desejos também envelheceram.
Já não gritam.
Já não imploram.
Permanecem no fundo de mim
como moedas enferrujadas
no bolso de um homem morto.
Ainda posso tocá-los.
Ainda posso senti-los.
Mas já não consigo gastá-los.
Desejo o amor
como um condenado deseja a liberdade:
não porque saiba o que faria com ela,
mas porque precisa acreditar
que existe uma porta.
E talvez não exista.
Talvez todas as portas sejam apenas
formas arquitetónicas da nossa ilusão.
Talvez a liberdade seja
o nome elegante que damos
ao intervalo entre duas prisões.
Por isso permaneço.
Não por coragem.
Não por fé.
Permaneço porque até o abandono
exige uma certa perseverança.
A noite me conhece pelo nome.
As sombras já não me assustam.
Elas aprenderam a conviver comigo.
Às vezes sentam-se ao meu lado
e não dizem absolutamente nada.
É a conversa mais honesta
que já tive.
Então penso:
e se a vida nunca tivesse sido feita
para ser compreendida?
E se compreender fosse apenas
mais uma maneira de destruir
o pouco mistério que nos mantém respirando?
Talvez eu não esteja perdido.
Talvez não exista lugar algum
para onde voltar.
Talvez esta sensação de estar ausente
seja a única forma de presença
que me foi concedida.
A madrugada chega.
O mundo começa novamente
a fingir que amanhã importa.
Eu permaneço diante da janela.
Lá fora, alguém ri.
Um carro desaparece na esquina.
Uma mulher fecha as cortinas.
Um homem acende um cigarro.
E por alguns segundos
tudo parece absurdamente vivo.
Então percebo uma sombra atrás de mim.
Ela não estava ali antes.
Não me viro.
Porque existe uma pergunta
que passei a vida inteira evitando:
se tudo aquilo que perdi
continua vivendo dentro de mim...
então quem, exatamente,
é que está vivendo
quando eu já não estou?
A mulher que nunca foi amada
Ela aprendeu a se vestir de silêncio,
a sorrir sem pedir colo ao mundo.
Guardou o coração como quem guarda uma carta que nunca teve endereço, e mesmo assim continuou acreditando que o amor saberia chegar.
Nos olhos, mora um pedido antigo,
desses que não fazem barulho.
Ela ama com cuidado, ama inteiro,
mas sempre por dentro,
como quem tem medo de quebrar o pouco que restou de esperança.
Um dia, alguém vai enxergar
o amor que ela sempre foi.
E quando isso acontecer,
não será sobre salvar
— será sobre reconhecer
que até quem nunca foi
amada sempre soube amar.
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