Dedicatória
As Borboletas da Esperança
Quando eu não mais acreditar em meus sonhos,
Hei de me lembrar das borboletas...
Voando sobre um jardim de rosas e violotas.
Querendo dizer que meus sonhos ultrapassam
barreiras, chegando a um certo limite, chamado
esperança...
Sendo este, como uma borboleta, voando e
pairando em cada flor, nada mais do que faz
todos os dias, mas aos meus olhos tem a
perfeita beleza... Mas um dia a sua beleza
já foi uma esperança... A esperança de ser algo
melhor... E esta, se tornou um sonho e o sonho
se concretizou, e os mesmos olhos que um dia
as repudiou, hoje as adimiram e as tem como
esperança para si...
Mais eu sei... rainha da pista que conquista quem passa
Quente como o sol e faz sinal de fumaça, quando vai embora tudo fica sem graça
A saia dela diz onde ela quer chegar, difícil é saber como me aproximar
O que será que ela tem pra dar?
As vezes quando não conquistamos algo, não é que não tenha sido a vontade de Deus não conquistá-lo, e sim, que não nos organizamos para isso.
Encare o fato de que você é responsável por suas falhas e desacertos.
Insista, continue correndo atrás dos seus sonhos, pare somente para beber água.
Valorize o que há de melhor em você e tente melhorar naquilo em que você não vai bem.
Mostre-se mais, deixe que as pessoas te vejam como você é. Nada de fantasias.
Seja autêntico, intenso e verdadeiro.
Tenha o poder de iluminar o ambiente com sua presença.
Acenda o olhar das pessoas quando estiver falando com elas.
Vamos? Você consegue.
O sonho é teu...
A capacidade em torná-lo
realidade, está na força
do teu QUERER... na
intensidade do teu desejo.
Eu gostava quando você era só um sonho. Quando eu fechava os olhos e te via na minha frente. Pensava no que dizer, no que fazer. O que poderia te impressionar, te conquistar. No fundo, era usina de ideias para te trazer pra perto. Eu gostava. Curtia aquela coisa de te encontrar pelos corredores da vida e sentir o coração bater mais rápido, mais forte, como um soco no esterno que me forçava a aceitar: era paixão. Com o passar do tempo e as trocas de olhar com mais frequencia, algo mudou. A gente passou a se falar mais, eu passei a te mostrar tudo aquilo que guardava pra mim em pensamento. Você foi se deixando levar. Eu fui me deixado revelar. Quando os corpos pareciam ímãs e um beijo aconteceu, mais uma vez, algo mudou. Quando você era só um sonho, era diferente. Você lá, distante, longe, linda, impossível. Eu aqui, platônico, bobo, admirador. Agora, perto, tangível, palpável. Mudou. Eu gostava. Juro, gostava. Só que a vida me ensinou que tudo vindo antes de um “mas” pode ser cortado fora.
Então, deixa eu te dizer:
Eu gostava quando você era só um sonho, mas prefiro agora que é realidade na minha vida.
Não te esqueci
Com o amor veio a ilusão.
Com a ilusão o sonho,
E com ele, finalmente a decepção,
Por tantas vezes me sentir perdido
E só me encontrei quando encontrei teus olhos.
Ficava lembrando tua maneira tonta de te aproximares, de chegares perto e voltares atrás.
Imaginando tua boca entreaberta
Querendo sempre me dizer qualquer coisa.
A decepção quebrou em milhares de caquinhos tua imagem de cristal; antes tão honrosa e tão perfeita
Derrubou castelos de areia que construí ao longo do tempo que te amei sem saber que não me amava... ou melhor, sabendo e não querendo que soubesses
Assim sendo, meu amor foi velado por um súbito desejo de vingança.
Nossos olhares preenchidos com a “minha” Indiferença.
Representei que era feliz sem ti,
Por amor ao meu orgulho ferido; contei casos e asneiras de amores inventados
Tentei usar a razão, para justificar o injustificável.
Lutei contra uma lagrima estúpida que quis por vezes estragar o meu papel de conformado.
Usei o desejo de vingança como desculpa
Para não ter que deixar de falar teu nome tão de repente
E na penumbra do meu quarto, sim eu chorei, gritei, me escondi para o mundo.
Mas na tua frente apenas sorrir.
Hoje não consigo viver em função dessa vingança mas te dizendo que vivo é a maneira menos humilhante de dizer não te esqueci...
Nunca dê crédito aos outros pela sua conquista.
Você conseguiu, você lutou, você superou,
o mérito é seu.
A Casa Branca Nau Preta
Estou reclinado na poltrona, é tarde, o Verão apagou-se...
Nem sonho, nem cismo, um torpor alastra em meu cérebro...
Não existe manhã para o meu torpor nesta hora...
Ontem foi um mau sonho que alguém teve por mim...
Há uma interrupção lateral na minha consciência...
Continuam encostadas as portas da janela desta tarde
Apesar de as janelas estarem abertas de par em par...
Sigo sem atenção as minhas sensações sem nexo,
E a personalidade que tenho está entre o corpo e a alma...
Quem dera que houvesse
Um terceiro estado pra alma, se ela tiver só dois...
Um quarto estado pra alma, se são três os que ela tem...
A impossibilidade de tudo quanto eu nem chego a sonhar
Dói-me por detrás das costas da minha consciência de sentir...
As naus seguiram,
Seguiram viagem não sei em que dia escondido,
E a rota que devem seguir estava escrita nos ritmos,
Os ritmos perdidos das canções mortas do marinheiro de sonho...
Árvores paradas da quinta, vistas através da janela,
Árvores estranhas a mim a um ponto inconcebível à consciência de as estar vendo,
Árvores iguais todas a não serem mais que eu vê-las,
Não poder eu fazer qualquer coisa gênero haver árvores que deixasse de doer,
Não poder eu coexistir para o lado de lá com estar-vos vendo do lado de cá.
E poder levantar-me desta poltrona deixando os sonhos no chão...
Que sonhos? ... Eu não sei se sonhei ... Que naus partiram, para onde?
Tive essa impressão sem nexo porque no quadro fronteira
Naus partem — naus não, barcos, mas as naus estão em mim,
E é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta,
Porque o que basta acaba onde basta, e onde acaba não basta,
E nada que se pareça com isto devia ser o sentido da vida...
Quem pôs as formas das árvores dentro da existência das árvores?
Quem deu frondoso a arvoredos, e me deixou por verdecer?
Onde tenho o meu pensamento que me dói estar sem ele,
Sentir sem auxílio de poder para quando quiser, e o mar alto
E a última viagem, sempre para lá, das naus a subir...
Não há, substância de pensamento na matéria de alma com que penso ...
Há só janelas abertas de par em par encostadas por causa do calor que já não faz,
E o quintal cheio de luz sem luz agora ainda-agora, e eu.
Na vidraça aberta, fronteira ao ângulo com que o meu olhar a colhe
A casa branca distante onde mora... Fecho o olhar...
E os meus olhos fitos na casa branca sem a ver
São outros olhos vendo sem estar fitos nela a nau que se afasta.
E eu, parado, mole, adormecido,
Tenho o mar embalando-me e sofro...
Aos próprios palácios distantes a nau que penso não leva.
As escadas dando sobre o mar inatingível ela não alberga.
Aos jardins maravilhosos nas ilhas inexplícitas não deixa.
Tudo perde o sentido com que o abrigo em meu pórtico
E o mar entra por os meus olhos o pórtico cessando.
Caia a noite, não caia a noite, que importa a candeia
Por acender nas casas que não vejo na encosta e eu lá?
Úmida sombra nos sons do tanque noturna sem lua, as rãs rangem,
Coaxar tarde no vale, porque tudo é vale onde o som dói.
Milagre do aparecimento da Senhora das Angústias aos loucos,
Maravilha do enegrecimento do punhal tirado para os atos,
Os olhos fechados, a cabeça pendida contra a coluna certa,
E o mundo para além dos vitrais paisagem sem ruínas...
A casa branca nau preta...
Felicidade na Austrália...
Senhor, não deixe meus sonhos morrerem
Pois sem eles serei como um zumbi
Por favor Pai, não se canses de mim
Pois sem Ti eu não sou nada
Sem Ti, oh Pai, eu sou menos que pó
Não me abandone na minha espera
Mas continue me animando e me confortando
Tu sabes Senhor dos meus medos
Porque é no Seu colo que eu choro a noite
É diante de Ti que eu mostro quem realmente sou
Minhas dúvidas, meus medos, meus complexos e meus sonhos.
Oh Senhor, tu sabes o quanto sou fraco
Mas Tu Senhor és forte, não existe ninguém tão poderoso como o Senhor
Será que algum homem ou anjo pode dizem ao mar abre e o mar se abrir?
Claro que não. Mas o Senhor abriu o mar e acabou com o Egito
Será que algum homem ou anjo pode dizer ao sol onde ele pode iluminar e a chuva onde cair?
Claro que não. Mas o Senhor fazes isso todo dia
Sou fraco Senhor mas sou forte porque estou unido Contigo
Pois o Senhor morreu na cruz por mim e hoje eu sou seu filho.
Tu sabes oh Pai que tento de todo o coração ser um homem justo.
Tu sabes que o que eu mais quero é que Te vejam em mim para que o Senhor seja louvado e adorado.
Mesmo que as vezes, e muitas são essas vezes, eu erre o Senhor me perdoa pois é misericordioso e sabe o quanto eu Te amo.
Eu te peço Senhor, de todo o coração: Não se canses de mim
Não se esqueças de mim oh Pai porque sem Ti eu não tenho porque viver.
Muito obrigado Pai por tudo e por estar comigo
Por ser minha Companhia na aflição
Que o Senhor seja adorado pra sempre, Amém!
Corra atrás dos seus sonhos, vá pelos seus caminhos. Corra riscos, se perca, se encontre, mas não deixe de continuar. Pare para ver a paisagem, se quiser, mas não fique ali por muito tempo.
Confissão
Adeus meus sonhos...
O medo é um sentimento que nos torna fraco.
Atravesso silenciosamente o cemitério.
Sangue e lágrimas derramadas no chão.
A lápide presa num mundo escuro e sombrio,
Pessoas de preto se aproximam.
Uma sensação de medo e arrepio.
Um brilho que impressiona a todos e torna
Vivo os mortos na escuridão...
Roubarei sua alma e invadirei seus pensamentos.
Sempre vivi com a morte dentro da alma.
Tanta agonia, desespero, angústia, dores sem causa.
Prantos sem nem mais pausa.
Risos que já não me chegam ao rosto.
Noites passadas de olhos abertos,
sem nada ver ou falar,
Só esperando a morte chegar...
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