Declaração de Amor para o Homem Amado

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Amar de verdade só começa quando a admiração cega termina. Enquanto você idolatra o parceiro, você ama uma projeção sua. O amor real nasce no susto de olhar para os defeitos dele e dizer: "Eu consigo lidar com essa bagunça.

Amar também é aprender o momento exato de dar um passo para trás, para que o outro tenha espaço de ser quem precisa ser.

Viver e amar hoje é o único ato de rebeldia contra a incerteza do amanhã, pois ninguém garante que a nossa história continuará no próximo capítulo.

Não recolha os seus sentimentos e não jure nunca mais amar ninguém; o mundo já está cheio de pessoas frias, continue tendo a coragem revolucionária de ser afeto.

Amar de verdade é um superpoder, a indiferença do outro é apenas uma limitação dele. Sentir culpa por amar é como o sol se desculpar por iluminar um beco escuro.

A vida me pediu para seguir em frente, só esqueceu de me ensinar como deixar de amar você.

Amar você foi o voo mais lindo da minha vida, mas a queda quebrou as minhas asas

Que a maldade do mundo nunca roube a sua coragem de recomeçar, de amar de novo e de estender a mão para quem merece.

Amar de verdade é aceitar o vazio da distância sabendo que o bem do outro é a nossa maior prece. O coração pode sangrar com a ausência, mas a alma não revoga o que foi eterno; o amor legítimo não morre com o fim do cenário, ele apenas se torna a raiz invisível que sustenta a felicidade de quem partiu.

Amar de verdade é consentir em ser o esquecimento de quem foi a nossa maior memória. É entender que o desfecho não anula o que foi vivido; o amor legítimo não exige permanência, ele se transforma na renúncia absoluta de quem prefere ver o outro voar em céus alheios a trancá-lo na gaiola da nossa própria solidão.

Amar de verdade é olhar para as imperfeições do outro e enxergar nelas a poesia mais bonita que Deus já escreveu.

Permanecemos sozinhos, não quando ficamos desacompanhados, mas sim quando deixamos de amar.

Amar é:
o espaço entre
dois suspiros.

Amar é acordar ofegante
de um sonho que
tinha a tua boca.

Amar é escrever
poemas invisíveis
na pele de alguém.

A Vida ao Fundo dos Teus Olhos


Amar-te é reconhecer
que o infinito
não vive nas estrelas, mas no intervalo entre o teu silêncio e o meu.


Quando anoitece, descubro
que o corpo também pensa,
que a pele também tem sede.


Há em nós um pensamento antigo,
como se o universo nos tivesse imaginado antes de nos encontrarmos.


E se o mundo ruísse agora,
se tudo se desfizesse em pó,
ficaria ainda este fogo
o teu, o meu, o nosso
a incendiar o que resta da noite.


No teu beijo encontro a origem,
no teu corpo a razão,
no teu olhar a prova
de que o universo não é caos
é escolha.


E eu escolho-te,
mesmo sabendo
que o amor
é sempre um risco
que vale a vida.

Amar é reconhecer
que o outro
é um abismo,
e mesmo assim
avançamos.

Amar-te em Silêncio




Amar-te em silêncio é ouvir o universo respirar dentro de mim, como se cada estrela
soubesse a tua madrugada.
E cada batida do meu peito é um trovão a chamar por ti.
Ardo no espaço onde
a palavra falha e,
nesse fogo que ninguém vê,
a tua presença é chama,
o teu corpo é vertigem
e eu sou apenas o que sobra depois de te desejar até ao limite do ser. Talvez aquilo que calo consiga confessar que te procuro
não nos caminhos do mundo,
mas nos desvios da alma,
onde cada dúvida é uma porta
e a tua essência é uma resposta.

Mar de Amar




Mar em mim.
Mar comigo.
Mar sempre.
Mar que chama.
Mar que rasga.
Mar que sobe pela pele.
Mar de amar.
E eu, na estrutura do instante,
aprendo a ser horizonte.

O mundo gira, dentro deste rodopio telúrico, consigo amar-te em todas as conjugações.