Dar

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O PRAZER DE PINTAR

Pintar é respirar vida e dar forma aos sonhos consciente ou inconscientemente. É expressar sentimentos sem compromisso com a realidade. É usar técnica simples, sem se prender a tradições acadêmicas ou noções de perspectivas, não é simplesmente reunir um punhado de cores e formas e jogar em cima de uma tela em branco.

Pintar é tranqüilizar pensamento, acalmar a emoção, transferir traços da alma, contemplar a vida renovando-a, nas quais as cores vibram, fermentam e silenciam no cantar, é romper obstáculos intransponíveis, somatórias e contrastes de nossos próprios sentimentos e experiências pessoais. Viver é uma experiência única, belíssima, mas brevíssima.E, por saber que a vida passa tão rápido, sinto necessidade de compreender minhas limitações e aproveitar cada lágrima, sorriso, sucesso e fracasso como uma oportunidade preciosa de crescer.Por isso pinto com paixão!

Militão dos Santos

ARTE MODERNA

Não existe estilo para a arte moderna, mas diversas possibilidades de dar forma à imagem, muitas vezes contraditórios entre si.
Não acredito na idéia de vanguarda, como não acredito em progresso na arte. Na ciência, essas idéias são aceitáveis, mas em arte o que vale é a obra encantar e provocar admiração, ou não, por mais simples que seja.
Arte legítima é aquela que tem uma certa inevitabilidade e carisma: só poderia ser feita naquele momento histórico, por uma determinada pessoa, inspirada por uma visão de um mundo pessoal, não importando os meios usados para atingir determinados fins.

Militão dos Santos

SER ARTISTA

Ser artista é ter uma sensibilidade aguçada, é dar vida a tudo, inclusive à imaginação, é dar cores aos sentimentos e vivê-los de forma avassaladora.
Ter alma de artista, como muitos pensam, não é viver sem perspectivas, na verdade é um privilégio nesse mundo de contradições.
O artista vai onde poucos entendem, onde poucos conhecem, vive um mundo onde a essência das coisas não tem limites.
E o melhor, pode sim, se considerar livre e transformador, é um ser em transição constante, uma transição consciente e muito feliz. Um dia ri, no outro chora, no outro chora de novo e novamente sorri, não tem constância, não se prende. A alma de um artista é livre, ainda que o seu ser matéria esteja preso às convenções, ele é livre em sua essência, em seus pensamentos, em sua criação. A alma de um artista tudo pode. Pode amar e pode sofrer.
Porque amando, vai criar obras suaves, e porque sofrendo vai derramar em cores fortes a sua realidade.
É fácil conhecer a alma de um artista. É fácil conhecer quem se identifica com a arte. Muitos olham para uma tela, mas só alguns percebem a beleza da obra, só alguns param diante dela e viajam na imaginação. Impressionante. Ás vezes isso parte de uma criança, de uma pessoa sem instrução alguma. De forma silenciosa, a sensibilidade grita quando está diante de uma obra, de uma expressão artística que também é uma expressão de amor. E aí, meu olhar é diferenciado para essas pessoas também.

Certamente Deus pensou em colorir o mundo quando fez o artista plástico nascer.

Militão dos Santos

⁠"A melhor forma de ajudar as pessoas não é dar-lhes dinheiro, mas indicar o caminho para ganhar honestamente"

Você não precisa acreditar que tudo vai dar certo. Precisa apenas confiar que, mesmo dando errado, Deus não perde o controle do invisível.

“Antes de ser palavra de espetáculo, Abracadabra foi uma tentativa humana de dar forma ao medo e esperança ao corpo adoecido.”
Do livro Abracadabra — A Palavra Entre a Fé, a Ciência e o Mito, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Não cabe a nós dar voz a ninguém; a voz já pertence ao sujeito. Cabe-nos garantir que ela seja ouvida sem punição.”
Do livro A Voz e a Fala — Da Fisiologia da Laringe à Expressão Psíquica: Neurobiologia, Anatomia e Identidade dos Sons Humanos, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Há ausências tão profundas que a alma tenta dar corpo ao vazio para não desaparecer dentro dele.”
Do livro Bonecos Reborn — Quando a Fantasia Assume o Lugar da Realidade, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“A fé é a ponte que sustenta a imagem até que a vida encontre o modo certo de lhe dar forma.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Não fique remoendo as coisas que deram errado no passado, foque no que não vai dar certo no futuro, se você não consertar no presente. ⁠

Medo de ser feliz

Quem nunca exitou em dar o próximo passo, com medo de não dar certo e acabou não concluindo seus projetos? Faltalmente como eu, você também já passou por isso seja em âbito profissional, afetivo ou social.

O início de tudo começa em nossa educação. Somos lapidados para sermos assim, para não confiarmos 100% nos nossos extintos, para sermos pé no chão. Que talves não sejamos merecedores de toda uma felicidade, aquela felicidade de filme sabe? Muitas vezes concientimente queremos felicidade, incocientemente a baixa auto-estima acaba com tudo a nossa volta. Quantas vezes quando você comenta algo sobre seus projetos para alguem, a primeira pergunta feita pela outra pessoa foi: "E se isso der errado?".A primeira frase não deveria ser uma pergunta e sim uma afirmação : "Legal, vai dar certo!".

Sem contar que muitas vezes a felicidade em relação ao próximo parece incomodar gerando desconforto muitas vezes. Muitas vezes pedir uma opinião não é a melhor opção.

Resumindo, seja feliz. Vença seu medos. Acredite no futuro. Se arrisque. Se questione menos, viva mais! Escutei uma vez que projeto que não é bem sucedido não é o projeto que não foi planejado e sim o projeto que não foi construido de coração. Muitas vezes o planejar demais faz tornar nossas atitudes artificiais.

NÃO TENHA MEDO DA FELICIDADE! VOCÊ TEM COMPETÊNCIA PARA ISSO!

Existem pessoas que vêm ao mundo somente para dar exemplos de superação, para nos ensinar a dar valor ao que temos e ao que somos, por isso vão embora tão cedo, a missão do ensinamento é rápida, mas o fruto e o impacto de sua presença é eterna!

Os outros apenas te deixam feliz por momentos, mas somente você pode dar a felicidade pra si por inteiro.

"Silenciar o preconceito é o primeiro passo para dar voz à verdadeira justiça."

"Acreditar é dar sentido à sua vida."

O maior medo das pessoas é o de não dar certo. Eu nunca pensei assim.Porque quem teme o fracasso já está preso antes mesmo de tentar. O impossível só existe na mente de quem duvida do próprio poder.

Pra quem é cego, enxergar por um dia seria o maior milagre da vida. Pra quem é tetraplégico, dar um passo seria o sonho de uma vida inteira.

café.
Muita gente pensa que o café é algo simples,
que foi feito apenas para dar energia.
E ajudar os pensamentos a fluirem, mesmo quando as engrenagens dentro de si parecem enferrujadas, mas que a sociedade parece gostar de forçá-las a funcionar, mas eu, não vejo isso.
Uma mancha de café por exemplo, não é apenas uma mancha em uma blusa, nunca foi apenas uma pequena gota incômoda, onde muitos veêm acidente, eu vejo um mundo falho, uma mente brilhante fardada ao fracasso de uma mente em fogo, por um sistema que nos destrói de pouco em pouco.
Que primeiro nos abraça e nos acolhe, como fantoches, brincando com nossos corações com a famosa esperança de um mundo melhor.
Para depois nos atacar pelas costas com um tapinha amigável que dói mais do que uma estaca em nosso peito.
Que nos faz sangrar lentamente, até que consigamos nos perder de nós mesmos.
Eu vejo um ser despedaçado, ombros pesados, suspiros sem fim.
Cansaço, exaustão, o esforço para sair da cama todos os dias, que como um escravo, se levanta sob seus pés todos os dias para enfrentar o mundo em sua própria companhia.
Eu vejo alguém que toma a torra, que arde por dentro, queimando como fogo, que afoga dentro de si aquilo que ele é, para vestir aquilo que o mundo diz que o fará mais feliz, que deixa para trás cinzas do que um dia ele foi.
Eu vejo alguém que toma a vida, que a ama, mesmo quando as muralhas parecem se reerguer diante de seus olhos. Eu vejo trabalho duro, sacrifício, sonhos a serem realizados, eu vejo confiança, laços no que uma vez foi símbolo de status nas páginas de nosso passado.
Eu enxergo noites sem dormir, trabalho sem fim, manhãs em frente a um computador, preso em escritório ou dentro do próprio quarto, eu enxergo solidão e solitude, que dançam juntos como uma canção, de nota em nota, passo a passo, sempre ao lado do outro, claro e escuro, escuridão e luz, eu vejo bondade, eu vejo história, que atravessam o mundo todo através dos setes oceanos que abraçam o mundo como se fosse um só ser que anda por esta terra procurando o seu viver. O que fazer, pra onde olhar, por onde começar, que se pergunta, estou aonde deveria estar?, será isto um acerto ou um erro?, quais as respostas que o destino esconde de mim.
Eu me vejo olhando pro teto, com a cabeça cheia de perguntas sem fim, que de uma única linha, se fazem textos enormes que parecem intermináveis, sem sono. Esperando pelo nascer de um novo dia, alguém que se descreve como minimamente entediante, que não vive muito e tem medo do futuro, eu vejo alguém que se sente perdida e sem rumo, e que aos poucos tem tentado encontrar o seu lugar nesse mundo.
Eu vejo um coração, que ancia por viver e ter algo do qual se lembrar. Ter algo para poder olhar e se orgulhar.
Alguém que procura ser lembrada, inesquecível.
Alguém que procura ser amada, acolhida.
Alguém que se descreve como ondas do mar, areia fria, que desejava ter os olhos do oceano, mas que vê a beleza por trás do castanho, sem saber por onde começar a escrever a própria história, sem saber que tipo de personagem é dentro de seu próprio livro nunca preenchido.
Que toma cappucino por ser mais doce, já que prefere gentileza e amor, no qual procura se afogar e se encontrar, sem saber que título dar aos próprios poemas.
Eu vejo poesia, onde muitos veêm problemas incovenientes, eu vejo poemas, eu vejo histórias, eu vejo sentimentos, eu vejo emoções.
Eu vejo dores, eu vejo almas, eu vejo frustrações. Eu vejo aconchego, união, memórias, celebração. Eu vejo festa, brisa fresca, rede, terço na mão, sertão da terra rachada, nordeste, lago de água fresca.
Eu vejo alguém contruir seu próprio mundo com as próprias mãos. Que como um anjo, aos poucos abre as suas para decolar, para nunca mais voltar ao que costumava ser.
Eu vejo desejos, metas, segredos.
Toque, pensamento, tempo, dedicação, azul do céu, nuvens fofas, cada um com seu formato, o brilho da vida, as cores colorindo o mundo e a mim mesma e a todos ao meu redor.
Eu vejo arte. Eu vejo poema, eu vejo barco e rema, terra vista.
Eu vejo passado, presente e futuro.
Eu vejo o impossível se tornar real.
Eu vejo não somente a escuridão, o marrom de chocolate, cor da terra e da vida, de cada respiração, de cada flor que nasce desse chão sobre o qual caminhamos todos os dias e desabrocham, fazendo da vida mais bonita.
Eu vejo algo que jamais deixará de existir.
Imortal, que une, que abraça, que amarra a todos nós em seus braços, sem se importar com quem nós fomos, somos ou seremos.
Que sereno em seu silêncio, recebe com um sorriso em seu rosto como uma mãe.
Que pode até se tornar excasso com o corre corre que mais parece decolagem ou voo do tempo, que ultimamente tem parecido somente querer correr o tempo todo, como se estivesse apressado, atrasado, para um compromisso nunca marcado, como o coelho de Alice no país das maravilhas.
Mas que sua história será contada de lábio em lábio, de sorriso a sorriso, que voaram com a brisa e a ventania, trazendo brilho novamente para oque costumava ser um olhar de morto vivo, que ergue a caminhada desleixada e pesada.
Eu vejo café, eu vejo nomes, eu vejo seres, eu vejo contos, eu vejo pinturas, eu vejo fotografias, eu vejo biografias, eu vejo histórias, eu vejo almas. Eu escuto os sussuros do tempo.
Eu vejo plantações, mãos entrelaçadas.
Começos, meios e fins, papel, caneta, celular e dedos.
Eu vejo uma escuridão onde a tudo, menos o medo. Onde tem preguiça e plantação, música e violão.
Eu vejo amor. Eu vejo colheita, câmera, luzes, ação, criatividade, genialidade, talento, profundidade, coragem, ousadia, honestidade, sinceridade. Eu vejo beleza.
Eu vejo colheita. Eu vejo o desbotar, o florescer de uma primavera nova. Eu vejo energia.
Eu vejo certeza. Incerteza. Ansiedade, conforto.
Segurança. Importância. Eu vejo todos os tipos de coisas, eu vejo o incomum, eu me afogo onde ninguém ousa se afogar, eu vejo família, eu vejo criação, eu vejo ideias, vejo calma, vejo pressa, vejo foco.
Vejo narrativas serem construídas. Eu vejo oque ninguém parecer enxergar.
Eu vejo ousadia, eu vejo oque é ser um ser novo e único, eu vejo independência, eu vejo autoridade, eu vejo respeito.
Eu vejo alguém se reerguer. Eu vejo crescimento. Eu vejo querer. Eu vejo borrão, eu vejo visão, eu vejo a mim, eu vejo a você.
Eu vejo a todos, eu vejo descrença, eu vejo crença.
Eu vejo bença, eu vejo fé. Vejo religião, vejo países, vejo etnias, vejos origens, vejo raízes.
Eu vejo os mais diferentes mundos.
Eu vejo ecos. Eu vejo magia. Eu vejo nostalgia.
Eu escuto bocejos, eu escuto alguém acordar de sua cama.
Eu vejo carinho, lembrança.
Eu vejo câmeras antigas, dias nublados, dias chuvosos.
Vejo acampamentos, nós amarras, fogueiras, rondas.
Eu vejo café.

Se deixarmos de insistir em dar nome às coisas talvez encontremos nelas mais significado.

Vou te encontrar
Pra gente se acertar
Tomar um tererê
E dar aquele rolê