Da o Pe Querem a Mao

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"Só ao ultrapassarmos os limites da imanência conseguimos vislumbrar a transcendência que permeia a existência."

Decepção

A decepção vem
Sempre que esperamos
Muito de alguém.

A vida ensina
Que nada nos pertence
Ninguém é de ninguém.

O sofrimento vem
E a vida leva consigo
Momentos de alegria

Por quê
Se o amor esta dentro de nós?
Olha dentro de ti,
Descobrirás.

Quando tudo parece dissipado
Quando tudo negrusco fica
Tu reapareces
Do nada tudo fica.

Quando Deus não te livra da tempestade, Ele nos dá coragem para enfrentá-la, fazendo-nos andar pelas águas do mar revolto.
O Senhor sustenta toda a nossa vida, mostrando que nenhuma dificuldade é maior do que a Sua Presença que nos Guia.

HANSENÍASE


Janeiro trazendo esse alerta
Uma enfermidade que se faz presente
Manchas pelo corpo
Vem atingindo muita gente.


A hanseníase tem cura
Busque ajuda e informação
Com diagnóstico precoce
É preciso a prevenção.


É uma doença infecciosa
Ainda é tratada com preconceito
Busque ajuda assim que perceber
Acesso a saúde é um direito.


Sintomas da hanseníase
Às vezes demência e formigamento
Principalmente nos pés e nas mãos
São lesões e não fingimento.


Irá Rodrigues.

Melhor é sofrer no deserto, mas sair curado, do que viver em fartura e conforto, mas guiado pelo pecado.

Pelos lindos momentos que tivemos
peço-te o riso
mas não gargalhes tanto
a inveja anda por ai à espreita...

Teu nome ainda lateja na minha cabeça
como vidro quebrado brilhando no chão,
bonito de longe, perigoso de perto.
Eu aprendi a sangrar devagar pra não fazer barulho,
como quem respeita o luto de algo que nunca foi vivo de verdade.


As palavras que te escrevi vieram feridas,
cheias de poeira e intenção torta,
misturando carinho podre com raiva cansada.
É foda admitir, mas tem amor que nasce morrendo,
e mesmo assim a gente insiste em regar o cadáver.


Te transformei em metáfora sem pedir tua permissão,
porque é mais fácil lidar com poesia
do que com a merda concreta do abandono.
E doeu, doeu pra caralho.
Esse negócio de achar beleza no que me destrói.


No fim, guardei tudo numa gaveta sem fundo:
tu, eu, os restos, as frases tortas,
toda essa bagunça emocional que fede e brilha ao mesmo tempo.


E quando a madrugada pesa,
parece que o universo inteiro respira, por cima do meu peito,
me esmagando, me lembrando
que até as ruínas têm memória.
E as minhas, infelizmente, ainda falam teu nome.

“O amor verdadeiro nos impele a sair da nossa zona de conforto e a fazer algo por nós mesmos e pelos outros.”

Com um pé na melancolia e outro no sobrenatural, escrevo sobre o peso silencioso dos dias, sobre a efemeridade da vida e sobre coisas que preferimos não ver.

Sou de quem tiras o teu sustento;
Sou quem te permites ficar de pé;
Sou quem não podes subjugar;
Sou aquilo que estava antes de ti;
Sou quem estará depois que for;
Sou através de quem o teu veículo se fez emprestar, e para quem a qualquer custo será devolvido;
Sou a quem pensas não tem valor, mesmo a insignificância estando em ti;
Sou a paciência no tempo sem fim;
Sou o que sabe tudo tem tempo;
Sou a história contada e a que nunca se contou;
Sou todos os elementos juntos;
Sou para o dia que amanhece, e para a tarde que cai;
Sou para a noite do teu sono e para o brilho do sol;
Sou a tua maior dependência, para que se faça existir;
Sem eu, tu não és!

Quem carrega um cajado já suportou o peso do mundo nas costas e segue em pé.

Se um dia você perdesse a memória, eu te conquistaria novamente, como quem reencontra o destino pela primeira vez.

Gostaria de viver em um mundo onde a honestidade fosse a base de todas as relações, e onde cada pessoa agisse com sinceridade e integridade.

Há mares que não se atravessam apenas com velas e ventos, ora conduzido pela brisa, ora desafiado pela correnteza. Navegar, afinal, é compreender que a liberdade está em deixar-se ir, mesmo sem saber o porto.

⁠⁠No mundo encantado, negociar é saber oferecer exatamente o que precisam e cobrar um preço justo pelo o que você tem a oferecer.
No mundo real, negociar é ganhar mais e oferecer menos.

Retalhos de cor em pó

Negrinha... do pé da ladeira
Cresceu pela vida sem eira nem beira
Aprendeu que sua é pele não é brincadeira
De saia rodada, pés descalços, deu pulos e saltos correndo no asfalto
Seus sonhos dourados trocados aos farrapos
Princesas das ruas, escolas nos saltos, com príncipe aos lados, mostravam os fatos
Por ter nascido sem cor, sem brilho e aos fados
Teria a sombra, não pra proteção
mas como esconderijo de indignação
Negrinha sem livros, histórias infantis, nunca foi princesa, sem escolhas seguiu
Seguiu na certeza de que nunca a dariam lugar de rainha
Cresceu pela rua, já dormiu na rua e sentiu que, na sua, ganhava mais justas saudações de estrela, nuvens e lua
Que em sua ternura falava aos rostos, que em sua ingênua e doce leitura,
via neles amigos e um amor que cura
Negrinha, negrinha... o que ela ouvia, estica os cabelos e ganha nas ruas
Quem sabe os olhares, troféu quase, sinta o gostinho da mão de alguém
Negrinha, negrinha, sem eira nem beira, guarda o coração e esconde essa beiça
Beiça de mula, cor de burro fujão
Teu lugar é na sombra e não na multidão
Momentos pequenos de migalhas que sobram, sentiu o sabor do que as outras provam
Negrinha dentuça das pernas finas, escreve teus sonhos no papel e na tinta
Encontres no palco na arte em vida
O prazer ilusório do brincar de rica,
Sereia bonita, princesa e rainha, de contos de fada que nunca te abriga
Teimosa negrinha, relincha entre os dentes, brigando espaços em fios invisíveis
Esperança falida, certezas que brotas apenas dos sonhos que não casam as portas fechadas de sortes que foge à galopes que de tanto ligeiro nem mota se trota
De rua ternura manchada de morte
Teu corpo pequeno magrelo sem sorte
sentiu o amargo do gosto da morte
Cresceu na esperança peitinho floriu, roubaram-lhe a sorte o que te feriu
Jogada aos tapetes asfaltos mil,
o que foi mais duro não foi o chão que dormiu
Negrinha se olha e não mais se nota
Pergunta qual nota se dança tão torta
A música que canta a harmonia fugiu pois não tem espaço, seus retalhos mil
Negrinha negrinha teimosa demais
Cansada da vida já não pode mais
Rodeada de todos e vivendo só
na vida amizade só encontra o pó
Negrinha se encanta, por ti se apaixona, se encontra na sombra a cura em somas
de estender a mão aos que como a ti também são...
Negrinha negrinha que então descobriu,
que os não que recebes nunca te serviu
Um não não te acode teu corpo sangrando sua sorte fugiu
Cor de burro fugido o que sempre ouviu quem é que te acode quem foi que te ouviu?
Que espaço pertences teu povo fugiu na falta de sorte alguém te seguiu
Aquele ombro amigo que nunca foi teu, palavras tão duras nunca se escondeu
Negrinha se avexe, se feche
seu corpo e sorriso ninguém vê que preste...

⁠A queda por mais difícil que seja impulsa a ficar de pé, lembrando que o cair é do homem, mais o levantar vem de Deus.

⁠Quem vive apoiado em alguém, não conheço o valor de estar de pé.

A vida!
Ninguém caminha com certeza de quedas, ele simplesmente caminha , começa pondo-se de pé e vai dando os primeiros paços, pode ir tendo algumas quedas não conscientes, a consciência apenas diz-lhe para caminhar, depois olha no retrovisor e a consciência diz-lhe que se aquela e a outra queda não tivesse acontecido teria chegado mais sedo.

Sonhar é se entregar á grandeza do quase, por meio da fé tornar real, atribuindo do próprio cunho peculiaridades do coração sonhador.