Cultivar Bons Sentimentos dentro de Mim
Eu não sei exatamente o que sinto.
E talvez esse seja o sentimento.
Há algo em mim que observa a vida
como quem encosta a testa no vidro
e não entra.
Penso demais.
Sinto antes de entender.
E quase nunca entendo.
Carrego uma estranheza mansa,
uma lucidez que cansa,
como se existir exigisse
atenção o tempo todo.
Às vezes sou profunda demais
para momentos rasos.
Às vezes sou simples demais
para explicações longas.
Não é tristeza.
É consciência.
Essa percepção silenciosa
de que a vida acontece
enquanto eu me pergunto
o que exatamente está acontecendo dentro de mim.
E sigo.
Não porque sei para onde,
mas porque parar
seria sentir ainda mais.
Como eu amo amar.
Mesmo quando amar cansa.
Mesmo quando amar dói
mais em mim do que no outro.
Amo amar porque sentir
me faz existir.
Porque o amor, mesmo quando falha,
me prova viva.
Amo amar com excesso,
com entrega,
com essa coragem quase ingênua
de quem ainda acredita.
Às vezes amar me esvazia.
Outras, me sustenta.
Mas nunca passa em vão.
Se amar é risco,
eu aceito.
Prefiro o coração cansado
de tanto sentir
do que intacto
por nunca ter tentado.
Como eu amo amar
mesmo quando amar
é ficar
sem ser amada.
"Não gosto de quem fala mal dos outros, não gosto de fofocas, detesto mentiras sobre mim. Sou homem de não mandar recados a ninguém, se um dia tiver que dizer algo à alguém, faço questão que seja por minha boca, e assumo tudo aquilo que por ventura eu diga... A pior de todas as maleficências que um homem pode possuir é a fama de fofoqueiro... Hoje perdi um colega que ouviu uma fofoca sobre minha pessoa, como não me conhece preferiu acreditar em mentiras e se negou a ouvir a verdade...Um colega não poderia mesmo entender a minha posição, pois somente os amigos me abordariam para saber a verdade dos fatos, colegas são apenas colegas, apenas mais um que esta sempre pronto para ser o nosso próximo inimigo..."
Um dia quando se lembrar de mim ou olhar para o lado, talvez seja tarde para recordarmos o que junto fomos e vivemos...
Me disse que acabou, mas algo em mim não entendeu por que o amor era tanto e se perdeu. Fiquei com ausência no peito e um adeus que não aconteceu.
Pai olha pra mim
Preciso tanto de ti
Pai sei que errei
E o quanto falhei
E agora venho clamar
Por sua graça e amor sem par
Pai estende sua mão, quero seu perdão, sem ti nada sou
Pai ouça meu clamor, te imploro o favor, oh meu salvador.
Pai eu sei que falhei
Por ti não busquei
Pai eu busco a ti
Quero voltar a sorri
Pai estende sua mão, nos trás salvação, vem morar em mim
Pai por Cristo Jesus, e o sangue na cruz, que seja assim.
Até o fim.
De alguma forma você é muito especial para mim. E de forma alguma consigo ficar longe de você. Acho que meu lugar é aí, dentro do seu coração.
" Por mim, te esperarei a vida inteira
Ah!! não vens
não tem problema
a decisão é tua
o sonho é meu...
"" Quando você pensar em mim, lembre-se que tenho um motivo para nunca te esquecer. Eu amo você...""
"" Quase no fim do mundo
Ouço uma voz
E ela diz a todo instante
Não desista de mim
Não se afaste assim
Eu sou o que te falta
A paz que precisas
O amor que mereces...""
Pra você que gosta de mim, um beijo, flores e bom dia, pra você que não gosta apenas flores e um bom dia...
Frustrei-me demais ao procurar apenas de mim no outro. Não enxerquei a ele. Não enxerguei que era outro. Não enxerguei que a verdadeira beleza da relação é apreciar suas diferenças mais profundas e acolhê-las por inteiro.
Eu não queria voltar no tempo. Eu só queria que tudo tivesse sido real, porque para mim, foi um belo sonho, onde poucas cenas, me fazem escrever milhões de vezes sobre a mesma coisa.
Curta história?
Ela é tão longa, que se eterniza todos os dias em cada palavra que escrevo.
[19/3 14:38] Alinny de Mello: Ela ligava pra mim, chorando
[19/3 14:39] Alinny de Mello: Ela queria ser a esposa dele.
Se não tem aliança, nem um pedido de compromisso, não é casamento.
Há um ruído antigo em mim — não sei se nasce do peito ou das paredes internas. Um som que pergunta, sem mover a boca, se minha presença é respiro ou incômodo. Não pergunto aos outros; pergunto ao silêncio. E ele sempre responde: depende.
Depende de quê?
Talvez da sombra que ainda carrego — essa que aprendeu a duvidar do que é oferecido com ternura, como se o afeto tivesse validade curta.
E não é por falta de amor; não faltou.
É que, em algum ponto sensível da minha história, aprendi que tudo pode virar silêncio sem aviso. Cresci assim: não desconfiado das pessoas, mas das marés. Meio alerta, meio cético, inteiro faminto do que é seguro.
Há em mim um eco que hesita diante do amor mais evidente — não por falta de provas, mas por excesso de memória. Uma parte minha vigia a porta mesmo quando não há perigo.
E o curioso é que eu sei que sou querido.
Mas há uma porção antiga — leal às dores que sobreviveram — que pergunta: “e se for só gentileza?”
Às vezes imagino que essa dúvida é um animal. Mora em mim. Cheira o amor antes de deixá-lo entrar. Rosna quando alguém chega perto demais — não por recusa, mas por medo de desmanchar.
E a cura?
Talvez seja deixar esse animal cansar.
Permitir que o amor chegue devagar, até o corpo entender que não é ameaça: é colo.
Ou aceitar que essa dúvida é profundidade — alguns de nós amam em camadas, e o afeto precisa atravessar labirintos para chegar ao centro.
E no meu centro existe um lugar que sempre soube que sou amado.
Mas às vezes ele cochila — e o mundo fica estrangeiro.
Basta um olhar verdadeiro para tudo despertar.
E eu lembro, mesmo que por instantes:
não estou sendo tolerado, há morada nos amores que me abraçam.
(“O lugar onde o amor cochila”)
Tem gente que olha para mim hoje, tomando café, rindo de alguma bobagem da vida, e pensa que eu sempre fui assim, meio serena, meio resolvida, como se tivesse nascido pronta. Eu quase rio sozinha porque, se a vida fosse um livro, o pessoal só está vendo a última página, aquela em que a protagonista aparece com o cabelo arrumado e a alma aparentemente organizada. O que ninguém imagina é o capítulo inteiro de infância e adolescência que parecia mais um teste de resistência do que uma vida de verdade.
Eu cresci com meus irmãos dentro de um ambiente que não era casa, era uma espécie de clima pesado que andava pelos cômodos como se tivesse endereço fixo. A gente era criança tentando entender o mundo enquanto lidava com dois adultos completamente desequilibrados emocionalmente. Um pai violento que tinha uma habilidade curiosa de transformar qualquer coisa em culpa nossa. Se chovia, era culpa nossa. Se o dia estava silencioso demais, também. Existia sempre uma justificativa pronta para gritos, ameaças e aquelas situações que fazem a infância envelhecer antes da hora.
Do outro lado estava uma mãe que, em algum ponto da história, deixou de ser só alguém com medo e acabou virando parte do problema. Isso é uma coisa que a gente demora anos para compreender, porque criança sempre tenta salvar a imagem dos pais dentro da própria cabeça. Só que chega um momento em que a realidade se senta na mesa e diz com toda calma do mundo que o silêncio também machuca. Ela teve chances de sair, teve ajuda, teve portas abertas. Mas o medo e uma certa doutrina rígida que dizia para suportar tudo acabaram fazendo com que ela se juntasse a ele de um jeito que doía ainda mais. A gente deixou de ser filho e virou inimigo dentro da própria casa.
É estranho contar isso hoje porque, quando as pessoas nos veem, veem adultos que trabalham, conversam, seguem a vida. Não existe marca visível na testa dizendo sobrevivente de um caos familiar. Mas nós sabemos. Entre nós, irmãos, existe um tipo de olhar que dispensa explicação. A gente sabe exatamente de onde o outro saiu. Crescemos quase como quem atravessa um campo minado emocional, aprendendo a sobreviver antes de aprender coisas simples da vida.
Houve momentos em que parecia que aquilo ia nos transformar em estatística, em mais um daqueles casos que as pessoas comentam na televisão com cara de surpresa e depois esquecem no intervalo comercial. A pressão psicológica constante, as agressões, as ameaças, tudo isso cria uma sensação estranha de viver dentro de um lugar que não deveria existir para crianças. Era como estar preso em um tipo de campo de concentração familiar, onde o objetivo parecia ser nos quebrar por dentro até a gente acreditar que realmente éramos os vilões que eles diziam.
Só que existe uma coisa curiosa sobre o ser humano. Às vezes a tentativa de destruição acaba criando exatamente o oposto. Hoje, quando olho para mim e para meus irmãos, vejo pessoas que conseguiram sair das amarras de dois narcisistas que fizeram de tudo para controlar nossas vidas. E não foi uma fuga cinematográfica, cheia de trilha sonora heroica. Foi lenta, silenciosa, cheia de decisões difíceis, medo, noites pensando se aquilo tudo realmente estava acabando.
Quem nos vê agora não imagina metade das batalhas que aconteceram antes desse momento. Mas nós sabemos. E existe uma dignidade muito silenciosa em sobreviver a algo que quase nos apagou do mundo. A gente não virou o que eles diziam que viraríamos. Não nos transformamos na história distorcida que tentaram escrever sobre nós.
No fim das contas, quando sento para pensar nisso tudo, percebo uma coisa curiosa. Sobreviver não é só continuar respirando. Sobreviver é olhar para trás e perceber que, apesar de tudo que tentaram plantar dentro da gente, ainda existe humanidade, ainda existe vontade de viver, ainda existe futuro. E isso, sinceramente, é algo que ninguém que viveu uma infância tranquila consegue entender completamente.
Mas nós entendemos. E isso já diz muita coisa.
ALINNY DE MELLO
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