Cuidar da Terra

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Terra Dourada


Terra dourada.
Tem frutos.
Tem animais bonitos.
Tem uma mata incrível.


Mas o seu povo dorme.


Está na hora de acordar
e olhar pra essa terra
que é belíssima.


Chega de olhar o terreno do lado
enquanto o nosso apodrece
por falta de cuidado.


Vamos olhar pra cultura local,
praquilo que nasceu aqui,
pro que tem cheiro de chão,
de sol, de história.


Estamos matando a nossa origem
cada vez que copiamos
o que não fala a nossa língua.


Não precisamos copiar.
Precisamos criar.


Criar com o que somos,
com o que temos,
com o que sempre esteve aqui
e nos ensinaram a ignorar.


Essa terra não é pobre.
Ela é esquecida.


E quando o povo acordar,
a origem volta a respirar.

Raiz que não se arranca


A terra não é chão:
é corpo antigo,
é pele marcada pelo sol e pela memória.
Cada passo indígena é um traço no mapa do tempo,
onde a raiz aprende a resistir
mesmo quando tentam
chamá-la de invasão.


A luta não grita
— permanece.
É flecha feita de direito,
é canto que demarca o invisível,
é sobrevivência plantada no hoje
para que o amanhã não seja um deserto sem nome, sem povo, sem origem.


Sete de fevereiro
Não é data: é vigília.
É a história de pé, sem pedir licença,
defendendo o que sempre foi seu.
Enquanto houver terra respirando,
haverá luta
—e ela nunca esteve sozinha.

Brasil, tu és braseiro


Brasil, tu és braseiro,
terra onde o calor se
mistura à esperança.
Teus rios correm como lava silenciosa, eas matas respiram fumaça e perfume, guardando segredos que só o vento entende.


No teu ventre, sementes queimam e germinam, raízes firmes entre brasas e pedras, e o povo, feito labareda, sobe em canções e lutas,
acendendo o mundo com o próprio ritmo.


Brasil, tu és braseiro,
mas não deixas que
o fogo consuma tudo.
Entre chamas,
brilhas em cores vivas,
mostrando que até a ardência
pode se tornar calor que abraça.

Aqui o Brasil não é mapa —
é corpo em brasa.
A pele da terra rasga em fogo,
e a fumaça sobe como um grito antigo
que ninguém quis ouvir.


No peito, a bandeira ainda pulsa,
cercada por cinzas e promessas queimadas.
O verde virou carvão,
o azul resiste como céu ferido,
o amarelo tenta lembrar que já foi sol.


Cada labareda é uma história interrompida,
um rio que pede socorro,
uma floresta que reza sem língua.
O país arde, não por acaso,
mas por descuido,
ganância e silêncio.


Mesmo em chamas, há algo que não morre: a esperança teimosa que brota na rachadura.
Do fogo pode nascer semente —
se o povo acordar,
e decidir ser chuva.

Semente do Amor


Nos teus braços, encontro o universo inteiro,
como a terra que recebe a semente,
teu ventre, jardim que floresce silencioso,
onde o tempo se curva em paciência e ternura.


Teu olhar é farol que guia almas pequenas,
rios de cuidado que correm sem cessar,
e cada suspiro teu é vento suave
que embala sonhos ainda por nascer.


Ser mãe é tecer estrelas no escuro,
é transformar lágrimas em rios de esperança,
é dar vida ao infinito em cada gesto,
e carregar o mundo inteiro dentro de um abraço.

Canção do Exílio


Minha terra mora em ti,
no jeito que teu riso me chama de volta.
Longe de você, tudo é ausência,
até o tempo aprende a doer.


As noites aqui não sabem teu nome,
o vento não traz teu cheiro,
e o coração anda estrangeiro
num lugar que não me reconhece.


Sonho com o dia do retorno,
quando teus braços serão porto
e não haverá mais distância
entre o que sou e o que desejo.


Se amar é exílio, aceito ficar,
desde que teu amor seja morada.
Pois longe de ti não há chão
— há apenas saudade tentando sobreviver.

Há um lugar



Carrego uma terra inteira dentro do peito, não feita de mapas,
mas de lembranças que
insistem em voltar.
Há um lugar onde tudo soa mais vivo, onde o vento sabe meu nome
e o silêncio não pesa.


Aqui, as coisas existem,
mas não me reconhecem.
O céu é o mesmo, dizem,
mas não brilha igual ao
que mora em mim.
Sinto falta até do que nunca toquei,
porque a ausência também aprende a criar raízes.


Que eu não me perca antes de voltar,
nem desaprenda o caminho daquilo que me forma.
Que eu ainda veja,
nem que seja por dentro,
o lugar onde meu coração repousa.
Porque há saudades que não pedem distância —
pedem reencontro.

E quando a terra exala seu cheiro terroso, me lembro que amor também floresce na chuva.
Nosso toque, como a água, é instante e eterno,
e cada gota sela o pacto de nossos corações

Chove lá fora, mas dentro de mim chove mais,
O aroma da terra desperta o que ninguém mais faz.
É teu corpo, teu cheiro, teu calor escondido,
Que vem junto da chuva, silencioso, contido

A chuva cai e traz teu rastro no ar,
O cheiro da terra molhada me lembra teu olhar.
Cada gota que toca o chão é um segredo teu,
Que meu coração guarda, silencioso, fiel.


O vento sussurra teu nome entre folhas e flores,
Misturando o aroma da chuva aos nossos amores.
Fecho os olhos e respiro teu abraço distante,
Sentindo que estás aqui, mesmo que hesitante.


O perfume da terra desperta memórias antigas,
Como o primeiro toque, o primeiro sorriso, as brigas.
Tudo se mistura, chuva, saudade e desejo,
Transformando a distância em um doce ensejo.


E assim, sob o céu cinza e molhado,
Meu coração te procura, meu corpo fica encantado.
O cheiro da chuva é ponte entre nós dois,
E cada gota caindo me lembra o que sou a sós.

Muitos querem coroa no céu, mas não querem cruz na terra.

A maior bênção do Evangelho não é prosperar na terra.
É morar no Céu.
Quem entendeu isso não negocia a verdade.
Não transforma púlpito em vitrine.
Não troca eternidade por conforto temporário.


miriamleal

Tem gente vencendo na terra e perdendo no céu.
E tem gente perdendo na terra, mas vencendo no céu.


Porque o maior sucesso da vida não é dar certo na terra.
É dar certo com Deus.
miriamleal

A única conquista que atravessa a morte é a salvação.
A única coisa que levamos desta terra é a nossa alma.


miriamleal

​"O alquimista moderno não busca o metal na terra, mas a luz dentro da própria cicatriz."

Prometa-me...





Sim, existe um céu e uma terra,

sim, existe um reinado a ser conquistado e uma coroa perdida,

olhe nos meus olhos sem me trair e deixe acesa na história o dia em que os seus passos não conseguiram mais fugir dos meus,

prometa-me o seu mundo e de joelhos te entregarei a minha lealdade.

O nômade




Nômade de corações resolvi partir mais uma vez,


Em busca da terra prometida sigo meus instintos me aventurando de alma em alma no intuito de cumprir a minha promessa,


Em cada janela aberta sinto minhas fraquezas, mas saiu me apoderando das lágrimas,


Antes de atravessar o deserto mais uma vez quero tocar o vento para poder deixar a mensagem de saudade viva no ar,


Pronto para te amar, fui lapidado por incontáveis dias e noites, presentes estes oferecidos pelo sol e a lua,


A chuva cai, as flores dançam, o cavalo me pediu pra descer e seguiu sozinho,


É tempo de colher os frutos e vê-los crescer.

Na terra da garoa




Ônibus cheio,
Caos turbulento,
Chuva de granizo,
Enchente lá fora,


Atrasos da vida,
Preocupações expostas,
Rosto sofrido,
Depressão a vista,


Gritos de ajuda,
Choros de raiva,
Buzinas gritantes,
Reza das senhoras,


Horas de descontrole,
Ajuda escassa,
Arco-íris na janela,
A esperança volta.

Rochas, mar revolto,
Lua cinzenta, farou iluminado,
Eu em terra firme, você na agonia.

Sonhos são sementes do pensamento; a maturidade é a terra que permite que floresçam.