Cuidando do meu Jardim
Como Verônica
com o Santo Sudário
Apresento o meu
amor de devoção
secreto no meu
peito reconhecendo
que percebo que
em ti moro dentro.
07/10
Perder é um medo que não tenho
Escolhi ter asas e anseio
Rebeldia e brio
Dona do meu nariz
E do meu destino
Rio até mesmo do perigo
Estou sempre ao redor
de cada passo teu
com todo o meu amor
tal qual o Acauã que
místico e zeloso
protege o seu destino
de todo o inimigo.
O teu charme faceiro
faz uma acordeona
sem fim do meu peito,
Que você é meu
não tem mais jeito,
E há de se entregar
a cada dia inteiro.
O meu coração que
não é nenhum pouco
santo não resiste
ao som de um Adarrum,
Tocando dentro como
o trovão toca o céu,
Vou dançando pedindo
a bênção do destino
para pôr no meu caminho
a indicação que mostre
como seguir contigo.
Rejeito o Deus da Guerra
insinuar a sua dança
seja na minha Terra,
no meu continente
ou em outro lugar
para tirar a paz da gente.
(Poema anti-guerra)
Basta um toque seu
que o meu coração
toca um lindo Afoxé
para chamar atenção
sempre que me provocar.
Cada verso meu é feito
sem quebrar a cabeça,
Se você quer que
seja milimetricamente
calculado: ESQUEÇA.
Não é segredo
para você que
te bredo no silêncio
poético e hipnótico,
Cada poema meu
te namora de um jeito
mais forte do que
qualquer psicotrópico,
Não preciso ler
nenhum Horóscopo.
Garapa, Melaço, Mel-de-furo,
é o quê você é capaz de fazer
com o meu coração tão duro,
É inegável que temos futuro.
O meu brio é herdeiro
de Anahí em resistência,
O meu coração é Ceibo
nascido em plena fogueira.
O meu coração é Ceibo
preservado nas paisagens
da Argentina e cantado
nas canções folclóricas.
Minha Pátria Grande é poesia,
sigo como continuidade
de tudo o quê com a terra liga.
Continuo a mesma que nem
em sonho te dá sossego,
sou o teu amor nascido perfeito.
Fenomenal sensação,
Intuição romântica,
Razão entregue a paixão,
Meu coração não se cansa:
Em ti mais que uma noite atlântica.
Traço todo
o meu destino
e tudo aquilo
do meu jeito,
porque daqui
para frente
só me permito sorrir.
Meu sangue e meu corpo
são de imigrantes e de ameraba,
As raízes d'alma e a poesia
são completamente ameraba,
Desta verdade existencial
ninguém me separa,
É só olhar bem para a minha cara.
Aprendi fazer Beiju
foi é com Amao,
Ninguém sabe notícias
da nossa Amao,
Só sei que o meu
coração não desiste
fácil de alguém como tu,
Poema meu do Norte
ao meu amado Sul.
Vem cá, senta do meu lado,
que vou te contar uma
História dos tupis e guaranis,
que tu vai ficar boquiaberto,
Porque tem gente que nunca
soube nem mesmo o certo
que Aré e Tamandaré
são a mesma pessoa,
E tu pode botar fé
que para eles é o Noé.
(Meu poema busca a Arca).
