Cuidando do meu Jardim
Da rosa damascena
a pétala solitária
carregada pela brisa,
Só do meu amor
é que você precisa,
e ninguém há
de nos desencantar.
Da mesma maneira
que você comigo
anda sonhando,
Da minha parte
não consigo seguir
adiante disfarçando.
Da rosa tremenda
a pétala repousada
na grama como sinal
da tempestade que
há de ser passageira
e das geminídeas,
elegi ser a Lua sonsa.
De tudo teu para mim
que tens premeditado
Da minha parte
a recíproca é verdadeira,
A boca segue muda
e o coração cantando.
Onde as estrelas
podem ser melhor
vistas é ali que meu
predestinado amor
pode ser encontrado.
A Bakhchisaray é
ouvida nos lábios
do etér dos séculos,
e perpetuo você
em todos os sonhos.
Tenho despertado
no meio da madrugada,
e silenciosa deparado
com o quê há de forte
lindo e infinito para nós.
A verdade é que morro
por estes lindos olhos
cansados do pesadelo
atroz e assim carrego
a nossa jura em segredo.
Bem perto do enigma,
da ampulheta e do minarete
quero encontrar a vida
com amor e apaixonado rito
e ser feliz sempre contigo.
Do Hemisfério Celestial Sul
a nossa sagrada entrega
têm todos os marcos austrais
do que é eterno, sublime
e que nunca terá limite.
Com o advento das redes sociais aprendi a deixar o meu excesso de sociabilidade de lado a minha brandura e maciez para lidar com gente metida a esperta e que tenta se apropriar daquilo que não pertence ou quer escrever uma nova História.
A minh'alma, o meu corpo,
o meu amor e o impulso
de Hemisfério a Hemisfério
à ti estão entregues para
te derreter e fazer você
flutuar até o céu noturno
para com as tuas mãos
amenas me tocar como
eu fosse feita de estrelas.
Não é segredo para ninguém
que a cada dia você é meu,
que a gente de pertence,
que um dia você vem
e o amor tem sido o regente.
A rota equatorial orienta
que toda a fortuna poética
do teu amor por mim se
encontra onde as estrelas
são sempre mais visíveis.
Sei que não é do nada
que a insônia romântica
tem me tirado da cama
para sonhar de olhos abertos
com o teu desejo e chama.
É a tua fascinação tão sidérea
que pela lei da atração
tem me feito tua por intuição,
que na madrugada surge dizendo etérea que é o amor chegando para ficar.
Beijo os seus
olhos cansados,
Aos teus passos
o meu consciente
e o inconsciente
entreguei devotados;
E em ti por onde
nem mesmo você
imagina hasteei
o meu pavilhão
e fiz território
ocupado o teu coração.
O quê você
quer também
é o meu querer
que a poesia se
espalhe por todos
os lugares
e acendendo a fé
por onde passares,
E abrindo espaço
para o amor cumprir
a verdadeira missão,
Quero ouvir cada
batida do teu coração.
Sem freio e sem receio
como um infante
que corre sem
medo de cair,
Assim flui o meu
sangue para onde
o meu peito quer ir,
onde vive o meu
veludo celeste que
em ondeamento
provocou um mundo
todo de desejos
que não saem mais
nem por um instante
dos meus pensamentos.
Do teu meridiano
unido ao meu,
O teu amor sagra
o inesperado
do destino escrito
que pelas estrelas
nasceu previsto,
e sem relutar
estamos a caminho.
O meu amor se encontra
na Proa do Monte Roraima
onde as estrelas podem
ser facilmente contempladas,
As oito estrelas beijam
poeticamente o Esequibo
que inteiro as pertence
e o Sol nasce sempre
onde convergem os dois
quadrantes e o destino
do Hemisfério Celestial Sul
escritos pelo Teu desígnio.
O amor nos cobriu
de mel e açúcar,
O teu perfume sexy
ao meu se uniu,
A gente se seduziu
e de ter amor na vida
nunca mais desistiu.
Quando minha pequena nicoly acaricia meu rosto dizendo meu vô é lindo, mente inconsciente, no afã de externar o sentimento de amor verdadeiro. Peculiar, apenas do sentimento infantil.
INCÓGNITA
Eu brado dentro de mim
Onde encontro a solidão
Descolorindo o carmim
Do meu triste coração
A tristeza é o caminho
Que eu trilho sem noção
Traduzindo a incoerência
De minha efêmera razão
Meu sentimento indefeso, confuso
Se esquiva da paixão
Que tenta fazer morada
No meu eu sem compaixão
Após as léguas tiranas
De tristeza e solidão
Aporto minha incerteza
De que sou, o que não fui ontem
Abrandando o coração.
NOSSOS MEDOS:
Meu maior medo é sentir medo
Medo de sorrir, medo de cantar, de falar...
Sorrindo exercitamos os músculos faciais
Na expressão do cantar, o interprete lava a alma
Num instante de euforia, sem medo de errar,
Na escrita ou, no olhar
Não se tem medo de sorrir, de falar
No exercício da voz se expressa o pensar
Só assim, o rebento sem medos, expõe ao mundo
Seu sorrir, seu cantar, no singelo gesto de chorar
Sozinho em meu eu, me ponho a pensar
Assustado, com medo dos medos que a vida
Faz-nos empunhar
E retorno ao meu intimo, vencendo o medo
Que em tese, é apenas um estado de espirito
Que teu eu possa estar.
DEVANEIOS:
Sozinho, em meu quarto estou
A janela entre aberta seduz a brisa fria
A entrar
Sobre a platina está
O cálice já embriagado com o licor
Que faz acalmar
O orvalho da madrugada fria
Sucumbe em meu corpo nu
E me faz despertar
A aurora já adentra
As frestas da janela que não mais
Entre aberta está
Meu corpo ainda moribundo
De uma noite ébria
Me faz delirar
Procuro-te ao meu lado
Não tenho teu corpo febril
A me deleitar
Assim desperto
Para mais um dia em devaneios
Me embriagar.
UNIVERSO SEM FIM
Meu gigantesco universo
Pobre de ti que não ver!
É maior que teus pertences
Mais forte que teu querer!
Amiúda-se perdido, diante do teu prazer,
Não tem forças, nem guarida,
Quando teus olhos a mim ver...
SÓ ASSIM EXISTO:
Tenho me procurado
Universo a fio.
Como tal, menos um se viu.
Em meu intimo,
Não se pode adicionar!
Ante a multidão
Multiplico-me íris a íris
Só assim, me encontro
Como tal.
MEU FORMIDÁVEL LADRAR:
Este formidável silêncio noturno
Muito me apraz.
Quando estou dormindo para o nada...
Quando nada sinto que sou
Enquanto vivo...
O sossego da noite que orvalha Minh ‘alma,
Acentua-se no silêncio das coisas que se acalma
O que mais se acentua me atordoa,
O silêncio que murmura aos meus ouvidos,
Coisas que não há no escuro da madrugada.
Ah, não me é formidável ou apraz-me,
O esparso ladrar de cães de guarda noturno
Por fazer quebrar-se o noturno murmúrio do nada (...).
Como eu queria ladrar à noite!
Para não ser fiel aos que ladram sociedade a fio.
Contudo me é formidável o estrepe essencial,
De ser consciente.
A CRIANÇA QUE PERDI:
Esta noite eu não dormi, com meu siso,
Decidi... Viajei no passado (...).
E presente me encontrei com a criança
Que havia deixado a chorar na estrada sem tino
Do alto do consciente, a vi... E entendi.
Pra rever meus sonhos, planos, e desejos...
Eram todos fúteis!
Nasciam da fértil e quimérica imaginação
Daquela homérica criança.
Neste instante, inexoravelmente anseio
Seu resgate
Porém não me é dado êxito
Ah! Meu mundo surreal
Ofusca a aura clara
Do régio ser que um dia fui.
E dormi apenas eu...
