Cuidando do meu Jardim
Vou contando os pingos.
Pontos sem tanto nexo, mas resumindo o meu desconexo enredo.
Ácido ferindo a face.
Momento de opacidade absoluta.
Nó que emudece o suspiro.
Não posso anunciar o que não é relatável... mas, relampejando os meus sussurros, exponho a migalha de hora que atormenta outros pingos que descem ferindo a face.
Let me count the drops.
Points without much connection, but to summarize my rambling plot.
Face injuring acid.
Moment of absolute opacity.
Node that mutes the sigh.
I can not announce what is not reportable ... but flashing my whispers, expose the bit of time that plagues other drops that fall injuring the face.
Espreito um sinal que anuncia um sorriso.
Olho pela porta e você não surge anunciando o meu abraço.
Abraço-me com a sua saudade, mas te confesso que queria o seu corpo suspirando em desejos.
Olho.
Fito um outro espaço.
Tudo revela e retrata os seus olhos sorrindo para mim.
Vou requerer meu coração novamente.
Não o sangre mais.
As punhaladas assumiram a forma da mudez dos seus gestos e
os olhos combalidos desabafam com a lágrima que grita.
Vou rabiscando um sinal.
A luz está mirando o meu idílio.
Componho-me em letras simples nesta revelação confidente.
Amo como posso sem ter a pretensão de amar mais do que consigo me entregar.
Sou inteiro.
As minhas partes foram reunidas e dedicadas à você.
Tenho as minhas penas que tanto sobrepesam o meu voar.
Abro as asas e, muitas vezes, não consigo movimentar.
Existe o peso dos sonhos enterrados,
tem o apego àquilo que não pôde ser realizado,
persiste o medo dos espaços desconhecidos,
o ninho desfeito e o vendaval que não cessa!...
e um amor escorrido entre os dedos fluindo da minha alma.
Na me assusta a solidão da minha noite e, tampouco, o vazio do meu copo....talvez possam doer a solidão de mim e a completude da saudade cheia da sua ausência.
O meu amor não é cego, não é mudo e, tampouco, surdo... então, apareça, ouça e fale qualquer coisa... pois o silêncio pode ser a sua imagem, a sua voz e irá escutar o meu sussurro.
Abraço sem elo.
Elos sem forma.
Forma abraçada para desunir o escopo do meu gosto.
Paciência é longanimidade, mas se cansa no desamor.
A gora você acordou o meu
M undo de um profundo sono.
O lho e sinto a sua
R ara essência perfumando o meu sonho.
Canto a falta de eco que tanto incomoda a minha alma.
Canto os ciscos do meu coração em cada estrofe e
em cada gesto que movimenta os vazios tão cheios de mim.
Não pretendo nada além do meu merecimento.
Faço um enorme esforço para entender o que não mereço quando os pontos nascem do nada.
Neste momento... você é o motivo do meu sorriso,
mas que façamos de todo o mundo um motivo para sermos felizes.
Ocupamos um único espaço, literalmente.
Faço o impossível para zelar do meu espaço, então...cuide do seu.
O amor não nos solicita entendê-lo, senti-lo deve nos bastar,
por isso, sou feliz com o meu jeito de amar.
Não vivo pelas metades.
Vivo inteiro mesmo sofrendo o naufrágio do meu amor, mas, ao menos, poderei sepultá-lo para ressurgir nas ondas do mar.
Não tento remendar o meu coração para não feri-lo mais do que já está.
Deixarei o tempo cicatrizar os ferimentos de agora e, quem sabe, um dia, poderei sorrir com a mesma graça de antes.
Quero apenas que não fira mais a minha alma e, tampouco, furte as minhas penas que me permitem voar para distante de ti.
