Cuidando do meu Jardim
Filha do norte
Sou o meu próprio Norte
Filha da Amazônia
E cria das lendas
que circundam a minha gente.
Cresci ouvindo muitas história
De Jurupari à Cobra Grande
Artifício dos antigos, talvez!
Freio para as crianças
Asas para imaginação.
Minha rede era a minha cama
Meu parque de diversão!
Nave que me levava
pra muito longe,
onde meus pés não tocavam o chão.
Sou viajante sem rumo
Que avistou um Belo Horizonte
E quis pousar.
Minha força vem da mãe natureza,
Das Amazonas,
Das caboclas ribeirinhas.
Nas minhas veias correm
sangue das guerreiras que,
como uma aranha em sua teia,
Prende o que a alimenta
e descarta o que lhe faz mal.
Meu Pará
A culpa é do paraense...
Que chega lá fora e já vai hasteando a sua bandeira
Égua do caboco pávulo!
Que carrega na mala, com orgulho, a sua cultura.
Que não esconde o seu gosto por um bom açaí, daquele grosso, que acompanha o peixe frito, o charque, a farinha d'água ou de tapioca; da maniçoba, do tacacá, do chibé e do famoso pato no tucupi.
Que conta as horas para tomar banho de rio, se embrenhar na mata ou apenas se embalar numa rede.
Que conta, todo prosa, do mar de gente que se reúne para assistir o Círio de Nazaré
Que disputa um pedacinho da corda, mostrando o tamanho de sua fé!
E quando toca tecnobrega, calypso, carimbó ou siriá?
O caboco pai d'égua, já começa a dançar!
É parente, pensa num povo contente!
O paraense pode até sair do Pará, mas o Pará, com certeza, jamais sai dessa gente.
Pai,
Meu amor pelo senhor, é eterno!
Nunca vou me acostumar com a sua partida... Me ensinaste muitas coisas, menos a despedida!
A saudade vem me visitar todos os dias,
E nem sempre, pai, é fácil não chorar,
São muitas as lembranças ao seu lado...
Sabe, pai, houve muitos momentos marcantes, quando o senhor ainda se fazia presente entre a gente. Que precisaria de muitas páginas para descrevê-los todos...
Adorava ouvir suas histórias: que iam da infância à juventude, dos meus avós, das suas labutas e aventuras na mata, das lendas e crenças... Elas sempre me fascinaram. Desde pequena. Talvez por isso, pai, eu goste tanto de histórias...
Pai, por que a infância corre sem freio?
Pai, por que o senhor partiu tão cedo?
Tudo que o senhor contava me fascinava: ouvidos atentos e olhos compenetrados. Nunca saia do seu lado...
E quando vencida pelo cansaço, o senhor me carregava no colo e logo me agasalhava, com bastante cuidado para não me acordar.
Disso, pai, nunca esquecerei: colo de pai.
Queria que o tempo voltasse,
Queria que minha família nunca se separasse,
Queria que tudo não passasse de um sonho,
Que pela manhã, assim que eu acordasse,
O senhor, conosco, em casa se encontrava.
Meu Norte
Prazer,
Sou do Norte!
Onde ser forte, é preciso.
Minha casa é a floresta,
E minhas ruas, os rios...
No rio, vejo o menino,
No rio, vejo o velho,
No rio, vejo famílias inteiras...
Todos em suas pequenas canoas, a deslizar sobre as águas.
No rio, vejo barcos de vários tamanhos: Levando e trazendo gente,
Cargas,
Sonhos...
Cena corriqueira, pra quem vive na Amazônia.
Nossos rios, lagos e Igapós, são estradas, e também nossa fonte de alimentação.
Neles, têm peixes para todos os gostos, que fazem dos nossos pratos, algo singular!
O chibé, que já matou a fome de muita gente, floresta adentro, antes não era muito bem visto, hoje, é exibido com orgulho!
Peixe seco, pode ser qualquer um, variedade aqui não nos falta, vou te mostrar apenas alguns:
Tem o pirarucu, peixe nobre, conhecido por bacalhau da Amazônia, super versátil...
Pode se apresentar elegante, quando à la casaca, ou na simplicidade do chibé.
Temos pescada, da branca e da amarela, aruanã, catrapola, matrinxã, tucunaré, filhote, surubim, tambaqui, jaraqui, pacu, aracu, e o bodó (nossa deliciosa lagosta negra). A lista continua... mas eu paro por aqui.
É hora de apresentar as frutas, que assim como os peixes, são muitas por aqui:
O açaí, superou todas as barreiras, hoje, é consumido até fora do Brasil,
Tem cupuaçu, buriti, bacaba e patauá,
Uxi, mari, abiu, murici, jambo, araçá e taperebá!
É tanta fruta, para ninguém reclamar.
Delas fazemos sucos, doce, creme, bombom, e o que mais o caboclo inventar.
Temos o tucumã, conhecido de todos, mas que numa certa capital, se tornou um dos ingredientes chave, do autêntico x-caboquinho... a goma de tapioca e a pupunha, não podem faltar no nosso café...
Somos um povo que dividimos tudo, principalmente comida e fé!
Huuumm... E farofa de charque?
Essa, ninguém resiste, seja com a famosa Uarini, com a Bragança ou com qualquer farinha!
O piracuí, iguaria sigular, não passa de farinha de peixe, que se come com farinha de mandioca,
Oh povo, pra gostar de farinha!
A mandioca é mais do que nossa raiz,
Ela é a nossa própria identidade cultural.
Aproveitamos tudinho dela. Não existe nada igual. Isso, é sério! Vou te provar:
A casca vira adubo ou ração,
A poupa vira farinha,
O sumo vira tucupi, ingrediente de ouro, do famoso tacacá. Dele também extraímos a goma de tapioca, que origina vários outros subprodutos, mas esse assunto é longo... fica pra outra história...
Moramos num paraíso cheio de belezas naturais...
Temos praias maravilhosas: de mar e de rio, cada uma com sua cor e característica própria, mas todas belas por demais!
Os igarapés, refúgios para espantar o calor, só quem conhece, sabe dar ⁹seu devido valor!
O sol aqui pode até ser mais amarelo, mas a sua despedida... ah, com certeza é a mais bela!
Nossas danças e ritmos são os mais variados...
Somos um povo original, abençoado na música, na arte e na gastronomia.
Somos a Amazônia, somos o Norte.
Filha do norte
Sou o meu próprio Norte!
Filha da Amazônia
e cria das lendas...
Cresci ouvindo muitas histórias:
De Jurupari à Cobra Grande
Artifício dos antigos, talvez...
Freio para as crianças
e asas para imaginação.
Minha rede, minha nave,
Meu parque de diversão!
Que sempre me levou para longe...
Onde os pés não tocam o chão.
Sou viajante sem rumo
Que avistou um Belo Horizonte
E quis pousar...
Minha força vem da entranha da mãe:
Natureza,
Amazonas,
Caboclas ribeirinhas...
Nas minhas veias corre o
sangue das guerreiras,
que como uma aranha em sua teia,
Não se cansa de trabalhar.
Talvez, vivendo o dia a dia...
Vencendo os obstáculos,
ou simplesmente tecendo sonhos.
Meu mundo esquecido
Sinto-me vazia
vagueio num beco do tempo
à toa e sem rumo
só o passado na mente
vivo por viver
sem esperança
sem luz com
a escuridão
e solidão por companheira
Nada resta dentro de mim
quem dera encontrar
uma saída
um lugar noutra vida
onde permanecesse
no presente
onde pensasse num futuro sem fim
Ah!
triste padecer
quanto sofrimento
quanta dor
sinto a esmargar
e apertar o meu peito
neste inferno de vida
neste...
Meu mundo esquecido
Dilemas de amor
Os teus sorrisos acalmam a minha alma..
mas confundem
mas baralham
o meu subconsciente
fico à deriva num espaço
num mar revolto
de pensamentos sem calma
Calafrios invadem o meu corpo
deixam-me dormente
deixam-me louca...
Paralisas-me com os teus beijos
recordo esse doce sabor
estou entregue
estou rendida ao teus desejos
Meu amor
olha o que provocaste
estarei louca
estarei lúcida sobre nós
apenas sei...
que a razão perdi
e hoje...
Navego em ti
nas ondas do teu calor
nas ondas do teu carinho
neste teu mar de paixão
neste meu mundo de...
Dilemas de amor
Agradeço!
Quando me senti fracassada
estiveste ao meu lado para me apoiar
para me ajudar a levantar a cabeça!
Quando me senti sozinha e
achei que para mim era o fim
abraçaste-me docemente
ficaste ao meu lado!
Quando pensei que me tinham virado as costas
e que já não tinha amigos
pude contar contigo
pois tua amizade e carinho me deste
ah!
Quantas vezes
estiveste ao meu lado!
Hoje e com a tua ajuda
outra mulher sou
não tenho palavras para
te dizer o quanto te agradeço!
Meu grande amor!
Por favor,
diz-me
elucida-me.
Pedes que te chame de amigo
não vês
não sentes
que jamais o posso fazer
não vês
não sentes
todo o sentimento
toda a paixão
que por ti sinto?
Dás-me a face para beijar
se o que mais quero
se o que mais desejo
são os teus lábios
e neles saciar
todo o meu desejo
todo o meu amor
para te demonstrar
este maravilhoso
este "maldito"
sentimento de te amar.
Por favor,
diz-me
elucida-me.
Meu grande amor.
Minha vida foi andar,
Pelas estradas da vida.
Pelos caminhos que eu passava.
Construía meu ninho.
Curtia rock e bebia vinho.
Hoje em dia vivo de história.
E o rock ficou na memória.
METAMORFOSEAR
Mudo meu corpo, meu jeito.
Mudo tudo.
Transformar é o que me resta.
Sou escritor, sou poeta, nesta festa.
AMOR IMPOSSÍVEL. – Ao meu genitor (em memória).
Autor: Gonçalves Colar de Arrudas.
Se você dissesse para mim, que me amaria para sempre!
E que para isso, teria que me dar um castigo.
Eu tivesse que catar, todos os grãos de areia da praia do mar,
Para que você fosse minha para sempre...
Eu sei que é impossível, mas eu tentaria: por quê?
Porque o mundo fica parado.
Porque com você ao meu lado.
Eu tentaria tudo até mesmo o impossível.
HuMAUnidade
Gente que só pensa em si.
Maltrata a alma.
O corpo ele acaba.
O lugar é meu.
Conquiste o teu.
Vive na superioridade.
Nada de oportunidade.
