Cuidando do meu Jardim

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Quem tem o coração prostrado perante Deus jamais se permitirá ajoelhar-se diante dos ídolos!

Quem não entende seu papel e missão na Terra, tende a atrapalhar o desempenho daqueles que de si já sabem!

Se as flores falassem, Deus não teriam colocado nelas tanto perfume, tanta ternura, nem tanta beleza.Se pudessem falar e voar, não seria flor, nem eu um beija-flor."

Começo, meio e... recomeço: assim pensam as almas elevadas!

Só vive em busca do aplauso e do reconhecimento humano, quem esquece que nosso destino será selado pelo que Deus constata em nossos corações!

Confesso que o único medo de arrependimento que o futuro possa me reservar consiste naquilo que por Deus, ontem e hoje eu deixei de fazer!

SONETO DE 27 DE FEVEREIRO

Dia e mês que levo os anos
Nas costas, cada vez maior
Nos sonhos hão-se planos
No afã do fado, gentil suor

Levo com cuidado esta data
Num único e poético itinerário
Afinal não é ouro nem prata
Mas é especial no calendário

Nunca posso dar um até mais
Pois, veloz já é naturalmente
Nas ilusões deixadas no cais

E busco ter posposto pendente
Ser mais velho, são fatos anuais
Ser feliz, é ter a vida de presente...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano

Carnaval: indústria que robustece o lucro da burguesia e ilude a pobreza desinformada. Cheque em branco nas mãos do mal, refletido em sangue, tragédias e violência generalizada. Uma mentira cujo prazo de validade expira nas últimas páginas nos jornais do dia seguinte!

É típico da depravação atribuir ao falso moralismo a moral que não possui!

Quando eu conheci Jesus e lhe permiti reinar em mim, notei que todas as minhas filosofias eram sombras e simples afluentes, enquanto Ele era sol unido ao mar, aguardando-me de braços abertos!

Durante muito tempo escondi as minhas lágrimas. Hoje, mais maduro, percebo que de nenhuma delas devo me envergonhar!

Um dia aprendemos com a indiferença que a menor dentre as ausências é a física!

Eu particularmente expresso respeito e admiração pela genialidade alheia, mantendo minha obsessão por originalidade!

As lacunas deixadas pela ausência da ética no caráter humano, serão sempre preenchidas por condenáveis inspirações!

Quando a tristeza tenta me arrancar de mim, eu recorro à liberdade do isolamento...e lá me reencontro!

(...) insinuava em mim duas suspeitas terrivelmente dolorosas. A primeira era de que a minha vida tinha já começado (quando todos os dias me considerava como que no limiar da minha vida ainda intacta, e que só começaria no dia seguinte de manhã), mais ainda, que o que se ia seguir não seria muito diferente do antecedente. A segunda suspeita, que a bem dizer não passava de outra forma da primeira, era de que não estava situado fora do Tempo, antes sujeito às suas leis (…) Teoricamente sabe-se que a terra gira, mas de facto não damos por isso, o chão que pisamos parece que não se mexe e vivemos tranquilos. É o que se passa com o Tempo na vida.

Nada que seja potencialmente capaz de destruir uma família é moralmente digno da alcunha amor!

Os olhos de quem ama nada veem além da predileção do coração. Assim também será impossível amar a Deus e ao mundo ao mesmo tempo!

Graças a tudo que recebo daqueles por quem sou amado, torno-me capaz de amar quem não me ama!

Velha Lágrima

Solidão. Que mágoa na aurora!
Senso ao vento, paira pelos ares
Em suspiros, lágrima que chora
De antigos e buliçosos pesares.

Pulsa uma dor, deveras se sente
É tal tristura que no peito diviso
Versos, que de teu verso ausente
Vazios poéticos do teu doce sorriso.

Ah! Por que tu assim fizesses
Meu eu dum eterno teu escravo
Se outras eram minhas preces
E com o descaso fez conchavo?

Por que então ainda insiste
Nesta trama tão alvoroçada
Como quem ama, assim, triste
E com a alma fria e calada?

Se clamo ao infinito celeste
Por um olhar manso e sensível
Por que é que não me disseste
Palavras ao coração inteligível?

Se terrível, era a dor impiedosa
Me livra desta coroa de espinho
Se bom é ter-te em verso e prosa.
Por que deserto é o nosso ninho?

Porém, melhor a outra figura
De ter a sofreça em segredo
Do que conhecer a tal ventura
E deixá-la ao leu tão cedo...

Assim, então pouco a mim seria
Em pranto a face, de sua partida
Antes os desafetos que nos alivia
Do que fuçar na aberta ferida...

Tem pena de mim! Tem pena
Desta velha lágrima. Caridade!
A paixão não me é tão pequena,
Secará. Pois tanta é a saudade...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Agosto de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando