Cuidando do meu Jardim

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Meu sentimento em primeiro lugar, para meu sentido ir encontrando.

Meu único líder é o meu sentimento.

O mundo é meu, e eu transformo ele do jeito que eu quiser, da maneira que me convém, que me faça bem, pois meu mundo interno só eu mudo.

⁠Foi o seu ombro que escolhi para meu descanso, e assim você também me escolheu, te amo.

"Guerreiros têm tamanho diverso, mas coragem gigantesca. E coragem, meu amigo, emagrece caminhos impossíveis."

Não divido isso com ninguém, porque percebo, no fundo do meu caminho, que certas verdades só brilham quando caminham sozinhas comigo.

“Meu cupido deve ter sido treinado pelo Exército Brasileiro: ele não atira flechas, dispara um canhão — e sempre no alvo errado.”

“Meu cupido deve ter passado pelo Exército Brasileiro; não usa flecha, usa canhão — e erra feio.”

VICTORIA DOCINHO

Victoria, meu docinho encantado.
Nos teus olhos vejo um céu estrelado;
em seu âmago, contemplo uma doce ternura em forma de flor.
Teu nome já canta um hino de amor.
Com sorriso que acende manhãs,
brilha mais que mil joias cristãs.
Teu jeitinho suave, puro e leal
é abraço que cura, é toque sem igual
que afasta minha essência do mal.
Victoria, meu raio de sol em doçura,
tua presença é linda, leve e segura.
Tens no riso a chave da alegria
e, no olhar, o brilho da poesia.
Docinho que a vida me concedeu com fervor,
encantando caminhos com seu calor.
Meu coração dança em doce harmonia
toda vez que ouço:
“Victoria, tenha um dia de plena alegria!”

" Se me fosse dado ouvir o teu coração uma vez ainda! Num único pulsar, apenas um, todo o meu cosmos — órfão de sentido — se ergueria em vibração, como se a eternidade tivesse sido redimida. Mas o que é a eternidade senão a repetição do mesmo? Nietzsche sussurra: “o eterno retorno é o peso do destino”.

Pau de Sebo


A minha vó lia cartas via o meu e o seu destino
Mas ela gostava mesmo era da Festa do Divino (bis)


Eu sou daqueles menino nem ligeiro nem ladino
Mas quando chegava maio lá na Festa do Divino
Subia no Pau de Sebo mais veloz que Severino
Subia no Pau de Sebo mais veloz que Severino
Mais veloz que Severino no Pau de Sebo subino


Minha vó ficava brava desce desse pau menino
Mas eu de olho no prêmio continuava subino
A minha vó ficava brava desse desse pau menino
Mas eu de olho no prêmio continuava subino


Eu sou aquele menino subino no Pau de Sebo
Lá na Festa do Divino
Eu sou aquele menino no Pau de Sebo subino
Lá na Festa do Divono

Lá de cima eu jogava os doces pá mulecada
Mas o prêmio em dinheiro no meu bolso colocava (bis)


Refrão...eu sou aquele menino...

Olhe só você tá veno o Pau de Sebo o prêmio
E o menino nele subino
Olhe só você tá veno o menino no Pau de Sebo
E os seus olhos estão sorrindo

Interesse


Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino


Meu interesse é muito raro não me desanima
É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina
Meu interesse é longe distante de qualquer caminho
É o lenço que foge das lágrimas e chora sozinho


Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino


Meu interesse é um subir pra baixo descendo pra cima
É o punho girando o pandeiro dessa minha sina
Meu interesse não soma valor nem é levado em conta
É o sorriso no rosto menino depois que apronta
Meu interesse é entrar de cabeça na paixão menina
Não está escrito no bilhete aonde ela termina
Meu interesse é viajar na frente desse amor menino
Até que o samba alegre dessa vida chegue ao seu destino

Meu interesse é muito raro não me desanima


É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina

Flor de Maracujá


Construi o meu castelo. Flutuante pelo ar
Não é grande mas é belo. O meu castelo a flutuar
Nos jardins do meu castelo. Só flor de maracujá
De beleza incomparável não me canso de regar


Todo castelo tem lendas. A do meu vou lhe contar
Não tem príncipe valente. Não tem a rainha má
E também não tem princesa dorminhoca para acordar


Mas vive no meu castelo um ser bizarro e bizonho
Escondido numa toca. O devorador de sonhos
Quem nunca ouviu falar. Desse bichinho malandro
Que só faz desanimar. Quem leva a vida sonhando


O devorador de sonhos. Está em todo lugar
Se fingindo de amigo. Querendo te derrubar
Esse bichinho bizonho adora atazanar
Dizendo que é impossivel seu sonho realizar


Mas dentro do meu castelo não deixo ele entrar
Escondido em sua toca ele vai ter que ficar
Pois no meu jardim cultivo a flor de maracujá

Descostume


Esse meu descostume
De viver longe do seu perfume
Dos seus cabelos encaracolados
Desse seu jeitinho engraçado


Esse meu descostume
Está acabando comigo
Me fazendo viver isolado
Escondido do sorriso
Nas linhas de um rosto fechado


Sei que fui um cara distraído
Não percebi o amor do meu lado
E hoje fui surpreendido
Com a felicidade desacostumado


Esse meu descostume
De não provar do seu beijo suave
De lado a lado com você deitado
Naquela paz alegre interminável


Esse meu descostume
Me fisgou nas malhas do desejo
E contido nessa armadilha
Quem era água agora sente sede

A vida me separou do que era meu

Eu comprei por que saía barato


Mas depois de analisar meu extrato


Percebi que não comprar saía mais barato

Quando estou apaixonado não consigo me expressar


Mas fique do meu lado e ocupe o seu lugar

Trocar o dia pela noite é o meu abrigo,
contra o medo do mundo, esse antigo inimigo.
Exigem que eu me prove, que eu mostre o valor,
como se a maturidade fosse um erro, uma dor.
Construí minha estrada com estudo e suor,
para ser lida em uma palavra, do jeito pior.
"Incapacitada" — sentença vazia e injusta,
para quem tem uma história que tanto custa.
Não sou o status que tentam me dar,
sou quarenta e oito anos prontos para voar.

Ass Roseli Ribeiro

Onde Havia Dois, Restou o Amor
Éramos dois, agora sou só eu.
Meu irmão, protetor do frio e da lida,
Em noites densas, o calor era o teu,
No agito constante de nossa vida.
O medo e a ansiedade tentaram ficar,
Mas o amor transbordava em nosso segundo lar.
Entre sons e mimos, sem hora ou rigor,
Eu obedecia ao seu tom mais gentil, com louvor.
Mas o meu inseparável irmão partiu,
Deixando-me só, em um mundo vazio.
A idade avançou, o silêncio chegou,
E em um sopro de susto, o AVC me tocou.
Julgaram-me finda, deram-me o adeus,
Mas o amor de meus donos era maior que os céus.
Lutei com meus sons, clamei por viver:
"Ainda estou aqui, não quero morrer!"
Pelas mãos da ciência e o cuidado da alma,
A vida voltou a trazer minha calma.
Fisioterapia, carinho e luz,
Ao seio da minha segunda família, o destino me conduz.
dedicado aos meus cachorros e médicos
Dedicado à Theodora (em vida) e ao Martin (em memória).
Por: Roseli Ribeiro