Cuidado com as Armadilhas do Destino
Há quem chame de coincidência, acaso, destino; há quem diga que certas coisas estão escritas, que o que tem que acontecer, querendo ou não, acontece. Prefiro dizer que, não importa se foi um motivo de força maior, superior, divina, se foi uma mãozinha de Deus, Buda, Alá meu bom Alá ou um empurrão das estrelas, cometas, alienígenas, gnomos, fadas, anjos, o que importa é que o encontro aconteceu. Não um encontro de olhos, mãos, bocas, braços, mas um encontro de corações cansados. De procurar sem achar, de achar só o que era descartavelmente vulgar.
Existia também o medo. Medo de se jogar de precipícios, o amor é renúncia. É preciso dar um tchau para a vida antiga, reciclar emoções, quem sabe rasgar velhos padrões de comportamento e pensamento. Medo de ser bom, pois somos burros, temos medo de fazer dar certo, de riscar a palavra sofrimento, desencantamento, desilusão do nosso dicionário sentimental. Medo de não ser quem o outro quer que sejamos, pois o mundo, meu amigo, é feito de máscaras, imagens, maquiagens, escovas, chapinhas e sou-bonita-assim-quando-acordo-que-nem-as-atrizes-da-novela-da-Globo. Medo de amar, pois o amor é uma incógnita, é preciso que ele entre e se instale para que você realmente perceba e sinta a presença dele. Medo de que tudo não passe de uma grande mentira, pois o mundo hoje em dia é repleto de gente enganadora, cínica e sem-vergonha na alma.
A menina de pele branca se transformou em uma mulher sardenta, que teve todos os seus medos arremessados pela janela pelo menino de olhos verdes, que se transformou em um barbudo de cílios compridos e olhar cheio de sorrisos e pureza. Uma pureza de criança, uma sinceridade que ultrapassa a barreira da mesmice e do tenho-medo-de-dizer.
Faz algumas horas que meus olhos se encheram de lágrimas, não aquela lágrima amarga, mas uma lágrima diferente, quente, feliz. Li o texto lindo que você me escreveu, no mínimo, vinte e três vezes. Meu nariz ficou vermelho e, você sabe, chorei na quietude solitária, porém adocicada pelo calor que o que nós temos provoca lá dentro do coração. Não aquele calor passageiro, mas o calor que é silenciosamente acolhedor. Já que a data permite a pieguice excessiva, farei bom uso dela: há exatos oitenta e um dias eu tive a sorte de te encontrar - e, de alguma forma, me parabenizo por isso. Se o medo tivesse sido mais forte do que eu talvez nós não estivéssemos aqui, agora, juntos, unidos, felizes, achados, encontrados e perdidos no meio de um sentimento que, até então, eu desconhecia. E, que bom, eu fui valente. E, que bom, a tua valentia deu um chega pra lá nos pseudoreceios que foram surgindo e desaparecendo pelo meio do caminho. E, que bom, te amar faz com que você se ame mais. E, que bom, o teu amor faz com que eu me ame mais. Há quem diga que no-começo-é-tudo-lindo-assim, mas isso não importa: quem sabe da gente é a gente. E eu duvido que algum dia deixe de ser lindo, pois a nossa criatividade ultrapassa a barreira da beleza do início - seja lá o que isso queira dizer, ainda assim, eu digo que duvido.
Oitenta e uma vidas. Até que nada nos separe.
Feliz dia dos namorados.
Na encruzilhada silenciosa do destino,
quando as estrelas se multiplicaram,
duas sombras errantes se encontraram.
A primeira falou:
-Nasci de um beijo de luz, sou força, vida,
alma e esplendor....
Trago em mim toda a sede do desejo,
Toda a ânsia do Universo.
Eu sou o Amor!
O Mundo sinto enxágüe em meus pés!
Sou delírio, loucura...
E tu, quem és?
A segunda:
-Eu nasci de uma lágrima.
Sou flama do teu incêndio que devora.
Vivo dos olhos tristes de quem ama,
para os olhos nevoentos de quem chora.
Dizem que vim ao mundo para ser boa,
para dar do meu sangue a quem queira.
Sou a Saudade, a tua companheira,
que punge, que consola e que perdoa...
Na encruzilhada silenciosa do Destino,
as duas sombras comovidas se abraçaram,
e, desde então, o Amor e a Saudade
nunca mais se separaram.
Nota: Adaptação do poema As Duas Sombras.
Mas se o destino insistir em nos separar, danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas, os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos, profetas, sinopses, espelhos, conselhos, se dane o evangelho e todos os orixás… Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz! Consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela, está no seguro, picharam no muro, mandei fazer um cartaz… Serás o meu amor, serás a minha paz!
Se por ironia do destino, o amor se acabou...
Tenha certeza que nunca houve amor de verdade..
O amor puro, unico e verdadeiro, não tem fim.
É impossível que ocorram grandes transformações positivas no destino da humanidade se não houver uma mudança de peso na estrutura básica de seu modo de pensar.
Cresci, amadureci, tornei-me dona de mim mesma, senhora do meu destino; aprendi a transformar conhecimento em sabedoria, mas continuo cometendo alguns enganos que eu cometia aos 20 anos, só que agora sem o sentimento de culpa.
O QUANTO QUERO VOCÊ
Por ironia do destino passei o dia pensando em ti,
não sou de prender meus pensamentos,
mas eles hoje se tornaram reféns de ti.
A noite se prolonga, um silêncio rompido apenas
pelo tic-tac do relógio, a brisa da madrugada, vento
frio que toca meu rosto, um vazio no meio da noite,
nada disso me importa, estou apenas a te querer.
Querer está contigo, ao pensar é até difícil de transcrever,
mas eu não sabia que todos os caminhos pode levar até você.
Me deixei guiar por essa imensidão, e já estou a escrever,
um pouco do que sinto por você.
Se sinto, como gosto de você... não irei deixar de dizer,
o quanto quero você.
destino
me pergunto por que fiquei
tanto tempo com você.
se era medo de não haver
caminho algum depois de nós
ou se o futuro era apenas solitário demais
pra quem nunca soube ser sozinha.
Destino era algo complexo demais. Sorte, talvez? Ele não acreditava. Vivia sempre na busca incessante pela vida, sem tirar o sorriso do rosto sempre andava acompanhado da sua melhor amiga: a Esperança ; mas por vezes seu inimigo, o medo, tomava-lhe e nessas horas ele mergulhava no labirinto que é viver, cheio de receios, de meias palavras, ilusões, ansiedades... Tudo isso lhe causava um caos no pensamento. [..]
Mas um dia, o caçador de sonhos começou a se questionar sobre a vida, sobre os sonhos, sobre o "tudo" que às vezes parecia ser um "nada", com os olhos perdidos ele queria apenas que o vento o levasse e nesses instantes sua angustia impedia de ver que as respostas para todas as suas perguntas estavam dentro dele... Só ele podia fazer tudo valer à pena.
(Caçador de sonhos)
O destino é como uma nuvem que flutua em uma corrente pré-determinada? Ou ela é capaz de
pegar a corrente que ela mesmo escolhe?
Essas que possuem vontade própria são as verdadeiramente poderosas... -
