Crônicas sobre Mulher
És fascinante, uma mulher determinada,
de sentimentos profundos e inconstantes,
de um sorriso sinceramente grato
por não ter facilmente desistido,
por tudo que tem conquistado,
tens um olhar bastante expressivo,
belos cachos, uma beleza irresistível,
o teu espírito é iluminado,
um presente divino de um amor notável.
Tu és como uma estrada misteriosa,
uma mulher surpreendente e intensa,
agora, que passei pelas as curvas
do teu corpo,
acho que é um caminho sem volta
por ter me levado a lugares
intensos e calorosos
com lindos atrativos,
uma viagem como nenhuma outra,
talvez, eu tenha encontrado o paraíso.
Fruto proibido, uma mulher atraente, maravilhosa, que instiga a vontade e aguça instintos, principalmente, em ocasiões que não devem ser expostas, movimentos suaves, precisos, charmosos, olhar seguro, reflexo de um fogo impetuoso de um desejo gradativo, um ar misterioso, quando nada carece ser dito, pois os sentimentos audaciosos já dizem muito por serem fortes e recíprocos.
Na sua companhia, em uma determinada ocasião, uma euforia incomparável, capaz de transformar um quarto em um paraíso particular, dois corpos suados, unidos num diálogo sem falas, corações com batimentos acelerados, emoções acaloradas, o tempo seria provavelmente pausado ou até mesmo, esquecido, a pressa seria incoerente, desagradável com algo tão poderoso e significativo.
Grandiosa é a sua imponência, um fascínio inegável, reluzente, que transcende o seu belo físico, fascinante como um céu estrelado, uma chama ardente, a veemência de um lindo quadro, pigmentos e traços provocantes, sonho e realismo, uma mistura emocionante que exalta os caminhos das suas curvas e a liberdade impactante do seu espírito, atrevido com vestígios de ternura.
Clima caloroso, momento descontraído, o florescer encantador de uma mulher amável, uma liberdade aprazível, uma vibração de amor e na sua pele, uma pétala afável, cabelos formosos influenciados pelos ventos, lábios singelos, olhar terno, brilho carinhoso nos olhos, sentimentos libertos, um equilíbrio majestoso de cores e contornos.
É nisso que estou pensando agora enquanto te admiro felizmente neste dia ensolarado, o sol enaltecendo o teus detalhes expressivos como se fosse um grande holofote celeste dando o destaque à estrela principal de um grande espetáculo, um deleite para a minha mente, a qual te recebe de braços abertos inevitavelmente.
A tua expressividade é tão imponente que meus pensamentos não se aquietam diante de ti, fico deslumbrado intensamente, sonhando acordado, passo a sentir uma emoção envolvente aquecendo o meu espírito, inspirando o meu lado poético, assim, vou mergulhando, transcendendo a superfície de um mar profundo.
Pode ser de fato uma boa garota, uma mulher delicada e bonita, porém, não deve ser subestimada, pois além da sua beleza e da sua integridade, a sua espontaneidade também é muito sedutora, desprovida de ingenuidade,
Nos seus olhos, é possível perceber audácia, amor, gentileza e que as suas emoções são calorosas assim como uma noite apaixonante e intensa, cuja essência é amável e atrevida, elegante e sem vulgaridade
Apenas algumas peculiaridades interessantes de uma venustidade surpreendente, já que nem tudo precisa ficar exposto, faz bem um ar de mistério semelhante ao que é descoberto nas entrelinhas de um poesia provocante.
Forte, verdadeira, uma mulher resistente que demonstra uma certa seriedade, focada nas suas metas e que enfrenta qualquer dificuldade, que aparenta não gostar de muita conversa, o que muitos não sabem é o quanto que é carinhosa e que tamanha é a sua sensibilidade,
Ela se trata de uma pessoa muito intensa que adora momentos que deixam a sua pele arrepiada, que lhe causam suspiros de felicidade, de gestos simples que conseguem tocar a sua alma, de contatos que não são apenas físicos, voltada para as interações mais aprofundadas,
E não é de se estranhar que este seu lado seja tão desconhecido, já que aprendeu a ser mais seletiva, não se contenta com o que não é recíproco, os seus carinhos passaram a ser raros, o seu jeito sensível não é para todos, acredita que sentimentos rasos são vazios, sendo assim, nada desejosos.
Eu a vejo como uma terra fértil, uma mulher de muitas camadas, cada uma com a sua importância, excelente para cultivar o amor, mas não de um jeito displicente, tem que fazer jus ao seu valor ou o mais próximo possível
O sorriso dela é o seu sol particular, um brilho sincero que alegra demasiadamente o seu dia e o de outros que estiverem por perto, sempre voltado com veemência somente para quem consegue gentilmente provocá-lo, de fato, sendo alguém presente
Inegavelmente, às vezes, precisa ser regada por sua chuva, feita das suas lágrimas, aquelas motivadas por sua felicidade vivenciando aqueles momentos incomparáveis l, que conseguem se comunicar com a sua alma a partir de poucos detalhes
Se o cultivo for frequente, o amor será resistente a ventos e tempestades, nunca será um mal tempo para amar e o fruto colhido será ser amado intensamente de volta, cercado por um clima favorável de reciprocidade, construindo ao seu lado ricas memórias.
A Alegria em Forma de Gente: Entre As Fraquezas e O Amor Resiliente
Verdadeira, uma mulher carinhosa, determinada, que tem muita empatia, tanto que, muitas vezes, pensa mais nos outros do que em si mesma; ela tem uma risada contagiante — alta no tom da sua espontaneidade; costuma demonstrar claramente quando ama; a sua companhia é singular, fomenta a felicidade; conjuga o verbo amar sempre que pode — uma pessoa que vale a pena ter a sua amizade.
Infelizmente, há aqueles momentos que ela não consegue enxergar tais qualidades e esquece o quanto é importante; sente algumas inseguranças e angústias que a fazem achar que não é o suficiente, que todos os seus esforços não são bastante; entretanto, Graças a Deus, não esmorece, não se entrega e, novamente a chama da sua resiliência reacende ainda mais forte, então, volta a sorrir e segue em frente.
O amor dentro dela é persistente, transborda, diria que ela é a alegria em forma de gente, pois alegra aqueles que estão à sua volta, que a percebem de fato. Com isso, por mais que se sinta fraca, é nas suas fraquezas que ela se prova resiliente; a sua existência é indispensável, o bem que faz a fortalece; portanto, peço ao Senhor que continue cuidando dela como tem cuidado constantemente.
Manifesto: O Fim do Sufoco
É impossível aceitar ver uma mulher sofrendo e se humilhando por um homem 'pequeno'. Alguém que não merece ser chamado de homem e nem comparado aos animais, pois até um cachorro pode ser mais ético e afetuoso do que um ser que só pensa no próprio ego e vive de soberba.
É ridículo ver um homem que ridiculariza a companheira — seja ela esposa, noiva, namorada, mãe ou amiga. Homens que tentam rebaixar a mulher, controlando a roupa que ela usa ou exigindo que ela se troque, achando que, só por terem dinheiro, podem comprá-lo.
Mulher não é objeto, não é brinquedo. Mulher é preciosa.
Aquele que menospreza a dona de casa, dizendo que ela 'não faz nada', deveria tentar fazer o serviço sozinho para sentir o peso da rotina. É covardia fingir que não ouve quando ela fala, ou agir com indiferença. Nenhuma mulher deveria carregar o peso de um sobrenome ou o medo de ser livre. Ninguém merece ser humilhada ou desprezada justamente quando está doente ou vulnerável.
Se o homem está mal, que procure terapia, mas que não desconte suas frustrações em quem está ao seu lado. Mulher não nasceu para bancar vício de 'otário' nem para aceitar monstro camuflado de 'homenzinho'. Respeito não é opcional, é o mínimo.
"Peço desculpas aos homens de verdade, pais de família honestos e companheiros leais que lerem isso; sei que vocês existem e honram quem amam. Minha fala não é um ataque a todos, mas um desabafo necessário contra aqueles que usam uma máscara de decência para esconder o desrespeito"
QUERO SER UMA MULHER...
Que tem fé como Sara, para rir no futuro diante do impossível.
Corajosa como Ester, para se posicionar e vencer os gigantes com graça.
Sábia como Abigail, para agir com prudência e edificar onde há caos.
Leal como Rute, para honrar os laços verdadeiros e caminhar com firmeza.
Perseverante como Ana, para orar em silêncio até a promessa florescer.
E que sabe obedecer a Deus como Maria, entregando os passos Àquele que tudo governa.
Hoje me encontrei pensando na minha versão criança: como aquela menina estaria orgulhosa da mulher que me tornei e dos méritos conquistados. Pois um ser pequeno acreditou em si mesmo, buscou os horizontes da vida e buscou o conhecimento, tendo a dedicação como base e sem esquecer as suas raízes.
Saber que a flecha 🏹 e o arco precisam de foco, disciplina e impulso me fez forte. Caí várias vezes, tirei as pedras do caminho e as carreguei comigo; a cada dia acordo mais sorridente, pois as pedras já estão tomando forma
Vamos chocar a maioria da sociedade comigo?
É só uma mulher falar que quer se casar, ter mais de um filho e que filhos são uma bênção, e que o lugar que ela gosta de ficar é em casa e quer apenas dividir sua vida com uma pessoa, que muitas vão te dizer: “Nossa, isso não é liberdade”. Mas afinal, a liberdade não é exatamente o que você quer fazer, e não o que o outro acha que você deve fazer.
Um dia nas redes sociais,
Vi uma fotografia linda demais,
Uma mulher bonita sem igual,
De encanto e beleza natural,
Da adolescência a terceira idade,
Pessoa de essência e verdade,
Fizemos amizade de verdade,
Para durar para eternidade,
O nome dela é Sonia Martins,
Uma mulher de beleza sem fim.
Você será uma mulher tão bela
Quer vivi sempre na janela em um temporal de amor
Pois se vc ainda não tem dono
Eu quer vivo no abandono
Quero o seu amor
Veja se não serei inferior assim
Eu gosto de você e você nunca olhou para mim
Meus olhos são fontes de chorar de dor
Se amar é um pecado
Eu seria um pecador
Mas também sou um homem tenho direito ao seu amor
Wendel alves
*Mulher, Poema Inteiro*
Faço poemas pois existe uma mulher,
desde a mãe que reza baixo ao pé da cama,
até a amada amante que acende a chama
com um só olhar de quem entende e quer.
A menina moça que carrega o mundo
no caderno aberto e no riso solto,
tropeça em sonhos, levanta em tumulto,
e escreve o futuro no segundo.
E a moça flor que desabrocha em calma,
tem pétala no gesto e raiz na alma,
perfuma a casa, a rua, a vida inteira
sem pedir licença pra ser primavera.
Faço poemas pois mulher é verbo:
nasce, cuida, luta, ama, inventa.
E quando o verso pensa que termina,
ela recomeça o ponto onde ele sentiu saudade.
(Saul Beleza)
Observei que havia uma mulher fechando a porta, eu corri ao encontro dela...
Enquanto eu corria, o segurança ficou sem entender nada, só olhando.
Mas, ao chegar perto dela, cansada, exausta de caminhar e faminta...
Perguntei "aqui é a assistência social?" Ela "sim".
Comecei contar a história...
Ela me olhou gentilmente e abriu a porta novamente.
Não perguntou mais nada.
Fez uma ligação, chamou uma combie e disse: "em 15 minutos, vocês vão ser encaminhados para um abrigo no Deus quer" ...
Em menos de 15 minutos, a combie chegou!!
Fomos levados para esse bairro, bem distante do centro.
Chegamos creio que 1 da tarde, lá!!
Nos acolheram, deram um quarto para nós com beliches, muito limpo, lençóis, creme dental, escova de dentes, sabonete e antitranspirantes.
Falaram que podíamos ir tomar banho e ir comer.
Foi a primeira refeição mais feliz da minha vida, e creio que a dos meus irmãos e da minha mãe também.
Finalmente estávamos livres, em paz e acolhidos. Sem violência, sem torturas...
Era um abrigo onde ficava mulheres que sofriam violência doméstica com os seus filhos.
Você, homem ou mulher, foi ensinado a temer o fim do mundo como se ele fosse um evento externo, espetacular, definitivo. Um clarão no céu, uma guerra final, um colapso irreversível. Desde cedo, você aprende a olhar para fora em busca de sinais de destruição, enquanto ignora o desgaste silencioso que acontece dentro. Toda vez que crises se acumulam, que conflitos armados explodem, que economias entram em colapso, alguém repete o mesmo anúncio antigo: agora é o fim. E você quase acredita, porque essa narrativa poupa você de olhar para a parte mais incômoda da verdade.
O mundo não está acabando. O que está em curso é outra coisa, mais lenta, menos cinematográfica e muito mais íntima. É a progressiva desconexão do ser humano consigo mesmo. É a normalização da indiferença, a substituição do pensamento pela reação automática, o abandono da responsabilidade pessoal em nome de sistemas, ideologias ou sobrevivência imediata. Você chama isso de caos global, mas o nome mais preciso é erosão interna.
A Terra permanece. Ela sempre permaneceu. Antes de você existir, ela já assistia a civilizações inteiras nascerem, prosperarem e desaparecerem. Ela viu impérios que se diziam eternos virarem ruínas turísticas. Ela testemunhou religiões dominantes se tornarem notas de rodapé na história. Nada disso a abalou. O planeta não depende da sua organização social, da sua moeda ou da sua narrativa de progresso. Quem depende é você.
Quando você diz que o mundo está acabando, você está falando, sem perceber, da falência de um modo de viver que já não se sustenta. Você está falando da exaustão de um modelo que exige produtividade sem sentido, relações descartáveis, competição constante e anestesia emocional. Você sente o peso disso no corpo, mesmo que não saiba nomear. Sente no cansaço crônico, na ansiedade difusa, na sensação de estar sempre correndo atrás de algo que nunca chega.
O anúncio do fim do mundo se repete porque ele funciona como uma válvula de escape psicológica. Se tudo vai acabar, então nada precisa ser profundamente revisto. Se o colapso é inevitável, você se isenta de responsabilidade. Você pode continuar vivendo no automático, repetindo padrões herdados, adiando escolhas difíceis. O apocalipse vira uma desculpa elegante para a inércia.
Mas observe com atenção. Geração vai, geração vem. Sempre houve guerras. Sempre houve fome. Sempre houve injustiça. O que muda não é a existência do conflito, mas a forma como você se relaciona com ele. Hoje, você consome o sofrimento como conteúdo. Você assiste à destruição em tempo real, entre um vídeo curto e outro, sem metabolizar nada. A dor vira ruído. A tragédia vira estatística. E você segue, cada vez mais distante da própria sensibilidade.
Esse distanciamento não acontece de uma vez. Ele é construído em pequenas concessões diárias. Você aceita um trabalho que te esvazia porque precisa pagar contas. Depois aceita silenciar valores para manter estabilidade. Em seguida, normaliza relações rasas porque não tem energia para profundidade. Quando percebe, você não sabe mais o que sente, apenas reage. Não é o mundo que está em ruínas. É o seu contato consigo.
A ideia de que o mundo vai acabar também carrega um desejo oculto. O desejo de que algo externo resolva o que você não quer enfrentar. Um colapso total dispensaria decisões individuais. Não seria mais preciso escolher com consciência, sustentar limites, rever prioridades. Tudo seria varrido de uma vez. Esse desejo não é consciente, mas ele existe. Ele nasce do cansaço de viver sem sentido.
Só que o mundo não colabora com essa fantasia. Ele continua girando, indiferente às suas previsões apocalípticas. Enquanto você espera o fim, a vida segue exigindo presença. O tempo continua passando. O corpo continua envelhecendo. As escolhas continuam acumulando consequências. Não há pausa cósmica para quem está confuso.
O que realmente está em crise é a forma como você foi ensinado a existir. Uma forma baseada em comparação constante, medo de ficar para trás e uma busca incessante por validação externa. Você mede valor por desempenho, sucesso por visibilidade, felicidade por aparência. Esse modelo adoece porque ignora algo básico: você não é uma máquina de produzir resultados. Você é um ser humano que precisa de coerência interna.
Quando essa coerência se rompe, tudo parece um fim. Relações desmoronam. Profissões perdem sentido. Crenças se mostram frágeis. Você chama isso de colapso civilizacional, mas é também um colapso de identidade. Quem sou eu sem os papéis que desempenho? Quem sou eu sem as promessas que me venderam? Essas perguntas assustam mais do que qualquer guerra distante.
O discurso do fim do mundo também mascara uma recusa em amadurecer. Enquanto você acredita que tudo está prestes a acabar, você se mantém numa posição infantil diante da existência. Espera que algo maior decida por você. Espera que líderes, sistemas ou catástrofes definam o rumo. A maturidade começa quando você aceita que não haverá resgate coletivo. Haverá apenas escolhas individuais feitas em contextos imperfeitos.
Isso não significa negar a gravidade dos problemas reais. Guerras matam. Crises econômicas destroem vidas. Sistemas são injustos. Tudo isso é concreto. Mas nada disso elimina a sua responsabilidade sobre como você vive, pensa e se relaciona. Você pode estar em um mundo caótico e ainda assim escolher lucidez em vez de anestesia. Pode escolher consciência em vez de cinismo.
A Terra não pede que você a salve. Ela não depende da sua angústia. Quem precisa de cuidado é você. Cuidado no sentido mais radical da palavra. Atenção honesta aos seus padrões. Às narrativas que você repete sem questionar. Às crenças que te mantêm pequeno enquanto fingem te proteger.
O verdadeiro apocalipse não vem com sirenes. Ele acontece quando você abandona a capacidade de sentir, refletir e agir com integridade. Quando você terceiriza sua consciência. Quando você se convence de que não há alternativa, mesmo sem ter explorado nenhuma profundamente. Esse fim não vira manchete, mas ele molda uma vida inteira.
Você não precisa esperar que o mundo melhore para começar a se reorganizar internamente. Essa espera é outra armadilha. A história mostra que o mundo raramente oferece condições ideais. Mesmo assim, pessoas lúcidas existiram em todas as épocas. Não porque eram otimistas, mas porque eram responsáveis por si.
Geração vai, geração vem, e a Terra permanece. O que muda é o nível de presença com que cada ser humano atravessa seu tempo. Você pode atravessar este momento repetindo o coro do fim, ou pode atravessá-lo como alguém que decidiu parar de fugir de si. Não é uma decisão confortável, mas é uma decisão adulta.
Este texto não existe para te acalmar. Existe para te lembrar de algo que você já sabe, mas evita encarar. O mundo não vai acabar para te poupar do trabalho interno. Ele vai continuar, exigente, indiferente, fértil. E você terá que escolher se vai seguir se perdendo em narrativas de desastre ou se vai recuperar o fio da própria consciência.
Não há promessa de redenção coletiva. Não há final épico. Há apenas a possibilidade diária de alinhar pensamento, ação e responsabilidade. Isso não salva o mundo. Mas impede que você desapareça de si mesmo enquanto ele segue existindo.
E talvez seja isso o que realmente importa.
Hoje sonhei com uma mulher negra e uma criança. Eu estava na África. Ela era artesã, e eu a chamava para vir para Barra do Corda, porque lá ela não tinha como vender nada, mesmo tendo muito talento.
Depois, sonhei com a vizinha daqui organizando um grande churrasco. Ela colocava convites do tamanho de duas folhas A4, pendurados em um cordão com prendedores de roupa. Estavam muito altos, praticamente na altura do céu.
Em seguida, sonhei com uma mulher árabe se escondendo de muçulmanos. Não entendi bem, já que era a mesma religião, mas ela tinha medo de que descobrissem que também era muçulmana. Eu a escondia.
Depois, sonhei com um homem que foi amarrado dentro de um carro e jogado em uma gruta cheia de outros carros, todos luxuosos.
No final, eu queria salvá-lo. Mas, de repente, eu era ele, tentando retirar as fibras que prendiam meu pé. Acabei me escondendo de uma pessoa que fazia parte de uma família muçulmana… e então acordei, kkkkk.
UMA REFLEXÃO SOBRE OS ÚLTIMOS 5 ANOS... 2021-2026
O CAOS QUE ME TORNOU A MULHER MAIS CORAJOSA QUE CONHEÇO
Eu não sei como começar a escrever novamente, mas vou tentar.
Faz tempo que estou com saudades de escrever sobre muitas coisas.
Os últimos 5 anos foram anos de muita batalha para mim.
Eu morri em todos esses anos, dia após dia, sem saber o meu lugar. Mas, de repente, despertei. De uma tal forma que não consigo enxergar quem eu fui antes disso aqui. Confesso que quebrei as minhas expectativas, e agora estou quebrada por dentro, por causa de tudo o que aconteceu comigo nesses últimos tempos.
Eu nunca tinha pensado em ser tão forte ao ponto de suportar coisas que jamais imaginei passar.
Meu corpo ainda está dilacerado. Após um colapso séptico, que levou meus órgãos a irem embora, nunca mais fui a mesma.
Eles voltaram a funcionar, como se eu fosse uma máquina que precisava de um super mecânico, me energizando e tentando me ressuscitar. E, eu entendi sobre Deus naquela madrugada.
Os sonhos, os símbolos mostrados nos céus, em noites em que eu mal conseguia dormir de tantas dores.
Foi tudo avisado para mim, antes de ocorrer tudo o que me aconteceu.
Eu entendi a onisciência de Deus, o que ele é.
E, eu nunca pertenci a dogmas religiosos, e hoje, me vejo vivendo uma fé laica, livre de qualquer doutrina sistemática.
Deus é energia pura. Eu senti isso. E, desde então, eu não temo mais a morte. Descobri que se ele é eterno, e sou parte fragmentada dele, eu vivo para sempre. A única diferença, é essa carcaça que se desfaz em adubo, e alimento para a terra. Ela é a única coisa que realmente vai embora.
Os sonhos que tive, me fizeram entender que nós como seres imortais, habitando dentro de uma matéria, conseguimos ver e enxergar coisas além do nosso plano físico.
Geralmente, é tudo muito enigmático, mas ainda assim, são avisos sobre a nossa existência por aqui.
Quando tudo começa a acontecer, a gente vai ligando os pontos, é onde as coisas costumam fazer sentido.
Nenhum sonho, é por acaso. Todos eles estão ligados à nossa existência de alguma forma.
Desde 2021 para cá, eu tenho enxergado além do meu alcance, e feito coisas que de algum modo me salvaram do caos interno, de emoções que nunca achei que conseguiria superar.
Em 21 de janeiro de 2022, eu escrevi algo que trouxe a minha liberdade de ser livre. Foi a minha cartada final.
Não achei que fosse conseguir, mas aqui estou.
Mesmo em meio aos prantos, era uma dor que eu carregava por anos.
E, a resposta veio logo em seguida. Era somente daquilo que eu precisava!
Lavar a alma, e me libertar.
Foi então que comecei a enxergar a vida de uma forma, onde percebi que nunca havia dado espaço para isso antes.
Eu me tornei alguém livre!! Livre.
Parei de sonhar, parei de pensar, parei de chorar, parei de escrever sobre, parei de ouvir músicas tristes. Parei de idealizar o que nunca poderia existir. Saí da prisão interna que me oprimia e me fazia parar de viver.
Comecei a valorizar mais quem me ama, e quem eu aprendi a amar, pois o escolhi lá atrás, para tê-lo em minha vida inteira.
Meus olhos se abriram, eu tive um grande despertar.
Eu não conseguia ter paz dentro de mim, por várias vezes, tentei forçar isso a acontecer, mas não é assim que funciona.
Eu tive que colapsar por dentro, tive que me abandonar, tive que parar de viver por muitos anos, tive que esquecer quem eu queria ser, tive que morrer! somente assim eu consegui ressurgir das cinzas.
Eu nunca achei que fosse conseguir.
Eu refiz a caminhada. A trajetória está sendo dolorosa, mas sem mais prisão interna.
Eu tinha ainda tantos traumas, tantas perguntas por fazer, tantas palavras para dizer, tantas coisas para observar no presente, tantas coisas para perceber...
Eu fui a pessoa mais corajosa que eu conheço, e continuo sendo.
Eu passei por tanto, eu enfrentei tudo, eu virei cinzas, enquanto ainda estava de pé.
Eu agradeço a essa força invisível, que eu chamo de meu Pai (Deus) por me sustentar até aqui. Eu não teria me suportado tanto se não fosse ele, me energizando e me dando a força que eu precisava.
Eu sempre tive uma vida difícil.
Violentada fisicamente, e psicologicamente desde a minha infância, e ainda sem conhecer quem eram meus genitores, mesmo no auge da minha maturidade, que eu achava que tinha.
Eu realmente não os conhecia, mas esses anos todos, me ensinaram a ser mais perceptiva, a ligar os pontos lá de trás e não ser mais marionete das maldades deles.
Sofri muito. Sair de casa aos 16, e me tornar mulher à força para conseguir sobreviver, nunca foi fácil.
Agradeço as amizades daquela época, apesar de o tempo ter mostrado coisas que eu jamais gostaria que tivessem acontecido.
Mas, vida que segue. A gratidão permanece aqui, até que a minha memória venha a se findar.
Foram 2 anos vívidos nas casas de familiares. Após sobreviver aos caos que era o lugar onde eu morava desde a minha infância.
Eu fui humilhada, caluniada, difamada, falaram coisas terríveis sobre mim. A conspiração fez parte da minha juventude, assim como as histórias dos Doramas asiáticos.
Eu era julgada, e todos eram manipulados para me odiarem por coisas que nunca fiz.
Mas, assim como nos Doramas, tudo teve uma reviravolta, e o tempo provou que eu sempre fui a mocinha das histórias inventadas.
Eu sabia me defender, mas quem é o culpado, quando todos já o vêem como vilão?
As defesas não significavam nada.
Mas, o tempo é o senhor das conspirações.
E, hoje, sinto orgulho da mulher que sou.
Eu amava com a alma, não era nem com o coração. Por esse motivo, doía tanto.
A minha alma foi curada. Dos traumas, dos medos, dos pesadelos, das mágoas que me fizeram passar, dos anseios. Eu estou realmente em paz.
Eu ainda sinto vontade de abraçar pessoas, mas não sou mais dependente das minhas idealizações.
Eu sei que ninguém permanece igual. Todos mudam, todos se adequam ao seu devido lugar. Estão todos vivendo as suas vidas. Eu posso dizer, que eu estou fazendo tudo aquilo que acho certo.
Eu não sou mais dependente de ficar imaginando atenção de quem sempre dizia "depois eu te ligo, estou ocupada", eu esperava e nunca acontecia.
Me doeu demais. Eu me doava muito. Nada era recíproco!
Aprendi a não esperar nada de ninguém. A confiar verdadeiramente somente em mim mesma.
Eu acredito no que a bíblia diz. Tanto sobre os sonhos, e também sobre confiar!
Assim, a decepção não se torna um medo absoluto.
Estou feliz, vivendo intensamente todos os dias. Agradecendo pelo amanhecer, e na confiança de que tudo já está no lugar certo, exatamente onde deveria estar.
Eu estou esperando me recuperar das 4 cirurgias que fiz, as dores nos órgãos estão á todo vapor, bem inflamados. O fígado dói, às vezes acho que é o pulmão, às vezes passa para debaixo das costelas. Assim estou vivendo, porém creio que vai ficar bom. O tempo dirá.
Mas, enquanto isso, não reclamo, somente agradeço, e sigo em frente.
Nunca pedi para ser forte. Mas, a vida me ensinou a ser sem pedir.
Alinny de Mello 10:37 - 30 de maio de 2026
Sábado 25 de julho/ 10:18 da manhã
Entre cicatrizes e recomeços: a história de uma mulher que aprendeu a sobreviver
Um relato de dor, fé e resiliência diante de uma tempestade que começou em 2022
Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.
Às vezes eu olho para a minha própria história e parece que estou lendo o capítulo de uma vida que outra pessoa escreveu. Foram tantos acontecimentos, tantas batalhas silenciosas, tantos dias em que precisei juntar os pedaços de mim mesma para continuar caminhando.
Tudo começou em 2022, quando eu ainda não imaginava que minha vida entraria em uma fase de tantas provações. Eu carregava dores que nem sempre eram visíveis, sinais que meu corpo tentava mostrar, mas que muitas vezes eram difíceis de compreender. Eu seguia vivendo, tentando cuidar da minha casa, dos meus sonhos, dos meus projetos e das pessoas que amo, enquanto dentro de mim existia uma guerra que ninguém conseguia enxergar completamente.
Eu aprendi uma das maiores lições da vida: nem toda batalha faz barulho. Algumas acontecem dentro do nosso próprio corpo, em consultas, exames, noites mal dormidas, preocupações escondidas atrás de um sorriso e lágrimas que caem quando ninguém está olhando.
Mas o ano de 2024 foi o grande divisor de águas da minha história.
Foi o momento em que a vida me colocou diante de um dos maiores desafios que eu já enfrentei. Meu corpo chegou ao limite. Eu vivi uma septicemia, uma infecção grave que abalou completamente a minha saúde, e enfrentei um choque séptico, uma situação extremamente delicada em que eu precisei lutar pela minha própria vida.
Foi um daqueles momentos em que percebemos que somos muito mais frágeis do que imaginamos, mas também descobrimos uma força que estava escondida dentro de nós.
Eu precisei passar por uma histerectomia de urgência. Meu corpo precisou enfrentar uma cirurgia grande, uma mudança que não era esperada, uma despedida de uma parte de mim que carregava histórias, dores e também memórias. Não foi apenas uma cirurgia física. Foi um processo emocional profundo.
Existe uma diferença entre sobreviver e realmente compreender que sobrevivemos.
Depois de tudo que aconteceu, eu precisei reaprender a confiar no meu próprio corpo. Cada dor gerava medo. Cada sintoma levantava perguntas. Cada exame carregava uma mistura de esperança e ansiedade.
Quando uma pessoa passa por algo assim, ela não volta a ser exatamente quem era antes. Ela carrega marcas. Algumas aparecem na pele, como cicatrizes. Outras ficam na alma, como lembranças de momentos em que ela precisou ser mais forte do que imaginava conseguir ser.
E a minha caminhada não terminou ali.
Em 2026, meu corpo passou por mais uma batalha: uma cirurgia para corrigir hérnias, incluindo hérnias inguinais bilaterais e uma hérnia umbilical. Mais uma vez eu precisei enfrentar recuperação, limitações, dores e a paciência de esperar o corpo se reconstruir.
Enquanto muitas pessoas seguem suas rotinas sem pensar sobre o funcionamento do próprio organismo, eu aprendi a prestar atenção em cada sinal. Aprendi que saúde é um presente que muitas vezes só valorizamos quando somos obrigados a lutar para recuperá-la.
No meio dessa caminhada, também descobri outros desafios. Veio o diagnóstico de colecistite alitiásica, uma inflamação na vesícula sem a presença de pedras, trazendo dores, desconfortos e mais uma investigação para entender o que meu corpo estava tentando comunicar.
Também descobri alterações no meu ovário esquerdo, com característica policística e a presença de um cisto que ainda precisa ser acompanhado. Mais uma preocupação para uma lista que já parecia grande demais.
E como se tudo isso não fosse suficiente, continuo investigando alterações intestinais. Existem dias em que meu corpo parece uma caixa cheia de perguntas esperando respostas. Dores que aparecem e desaparecem, mudanças no funcionamento intestinal, desconfortos que me fazem observar cada detalhe da minha alimentação e da minha rotina.
Mas existe algo que todas essas dificuldades não conseguiram tirar de mim: a vontade de continuar.
Eu poderia olhar para tudo isso e enxergar apenas perdas. Poderia contar minha história apenas pelas cicatrizes, pelos diagnósticos e pelos momentos difíceis. Mas eu escolho contar também pela minha resistência.
Porque eu ainda estou aqui.
Depois de uma septicemia. Depois de um choque séptico. Depois de uma cirurgia de emergência. Depois de outra cirurgia. Depois de tantas incertezas e medos.
Eu ainda escrevo.
Eu ainda sonho.
Eu ainda acredito que existe uma nova página esperando para ser escrita.
Minha história não é apenas sobre doença. É sobre sobrevivência. É sobre uma mulher que descobriu que a fragilidade e a força podem morar no mesmo coração.
Existem dias em que eu me sinto cansada. Existem momentos em que eu questiono por que tantas coisas aconteceram comigo em tão pouco tempo. Eu sou humana. Eu sinto medo. Eu sinto tristeza. Eu sinto o peso dessa caminhada.
Mas também sinto orgulho da mulher que me tornei.
Porque a verdadeira resiliência não é nunca cair. A verdadeira resiliência é olhar para o chão depois da queda e encontrar coragem para levantar mais uma vez.
Minha vida mudou. Meu corpo mudou. Minha forma de enxergar o mundo mudou.
Hoje eu entendo que cada amanhecer é uma oportunidade. Cada pequeno avanço é uma vitória. Cada dia em que consigo fazer algo que antes parecia impossível é uma prova de que ainda existe força dentro de mim.
Eu não sei exatamente quais serão os próximos capítulos dessa história. Ainda existem exames, acompanhamentos e perguntas sem respostas. Mas existe algo que eu sei: eu não sou apenas aquilo que aconteceu comigo.
Eu sou tudo aquilo que fiz depois que aconteceu.
Sou minhas cicatrizes, mas também sou minha cura.
Sou minhas lágrimas, mas também sou minha esperança.
Sou os dias difíceis, mas também sou a mulher que continuou caminhando mesmo quando o caminho parecia pesado demais.
A minha história não terminou em 2024. Na verdade, talvez ali tenha começado uma nova versão de mim.
Uma versão mais consciente, mais forte, mais grata e mais determinada a aproveitar cada oportunidade que a vida ainda colocar diante de mim.
Porque depois de atravessar tantas tempestades, eu aprendi que algumas pessoas não sobrevivem apenas para continuar existindo. Elas sobrevivem para transformar a própria dor em mensagem, aprendizado e inspiração.
E eu sigo escrevendo minha história, um dia de cada vez.
A pergunta que fica para quem lê minha jornada é: quantas vezes a vida tentou me derrubar, e quantas vezes eu ainda escolhi levantar?
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