Crônicas Engraçadas de Comunicação
É um regime autoritário oficializado, porque apesar de os meios de
comunicação serem modernizados no sentido de mais avançados no aparato
tecnológico, ainda estão submetidos à censura do capital estrangeiro, e o
espaço público eletrônico não divulga acontecimentos que têm ou vão ter
repercussão nacional.
A partir do momento em que o homem passa a utilizar os meios
de comunicação virtuais para transmitir suas reivindicações, frustrações,
desejos, fantasias e argumentações, sejam de ordem particular ou coletiva
sobre os diferentes condutores de sua vida e da vida política planetária, ele
encontra ecos vindos de personalidades similares, sendo repartidas em
grupos de afinidades com modos semelhantes de agir, pensar e se relacionar.
Nunca a sensação de imensidão que os meios de comunicação
passam através das novas tecnologias, foi tão importante e valorizada pelo
homem, talvez porque esta sensação mexa com a vontade de plenitude. O
homem busca na própria vida a mesma plenitude da infinidade que nos
passam o alto do céu e o fundo do mar; a mesma infinidade que o navegador,
o descobridor e o aventureiro carregam dentro de si.
Precisamos estudar o porque da mentira na conversação via
Internet, ou melhor, na comunicação por Internet feita pelas pessoas. O porque de ser tão parecida no campo das idéias com as estórias produzidas pela televisão, sendo que as próprias pessoas comuns que fazem e que criam arquétipos semelhantes aos galãs de TV, e o porque que continuam mantendo a necessidade de uma mentira para tapar os buracos do vazio do cotidiano comum.
Temos que nos questionar porque as pessoas têm a necessidade
da mentira, num meio de comunicação livre como a Internet. Ou porque
falsificar a sua realidade é tão importante. Até os próprios codinomes usados nas salas de bate-papo na Internet são, muitas vezes, retirados da televisão, tais como: Rambo, Mulher Maravilha, Tiazinha, Capitão América, Super Homem e etc.
O próprio processo eleitoral hoje, devido as novas tecnologias de
comunicação, torna-se cada vez mais conturbado, cada vez menos
democrático, porque estamos a cada dia mais elegendo o político mais bem
maquiado pela computação gráfica, pelos comícios eletrônicos ou pelo
marketing visual – virtual , ao invés de fazê–lo pelas propostas e pelos
programas políticos por ele apresentados, ou pela racionalidade que deveríamos exercer antes de votar.
O que há de novo, além do fato do homem projetar em si mesmo
a vontade de se comunicar com seu semelhante, desse sentimento do álter,
da busca do outro como elemento de complementação de si mesmo, de
compartilhar com o outro a sua forma de ser e estar no mundo? De falar de si
mesmo ao outro, usando gestos, palavras, códigos e até, quase de forma metafórica visual, de transpirar no computador?
O fato da revolução dos meios de comunicação vir precipitando no planeta uma sintonia entre países, só imaginada antes em obras de
literatura de ficção científica, não esclarece ou mostra que as prioridades
políticas do século XX são de ficção científica também, nem que a modificação na relação tempo-informação muda a relação desenvolvimento sociedade.
"Os Espíritos Superiores só se ocupam das comunicações inteligentes, tendo em vista a nossa instrução. As manifestações físicas ou puramente materiais são atribuídas mais especialmente aos Espíritos inferiores, vulgarmente designados sob o nome de Espíritos batedores, como, entre nós, os golpes de mágica são próprios dos saltimbancos, e não dos cientistas."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"Os Espíritos são livres. Comunicam-se quando querem e a quem lhes convém e, também, quando podem, pois nem sempre isto lhes é possível. 'Não estão às ordens e ao capricho de quem quer que seja, e a ninguém é dado fazê-los vir contra a sua vontade, nem a dizer o que querem calar'. Daí por que ninguém pode afirmar que um Espírito qualquer virá a seu apelo em determinado momento, ou responderá a esta ou àquela pergunta. Dizer o contrário é provar absoluta ignorância dos princípios mais elementares do Espiritismo. Só o charlatanismo tem fontes infalíveis."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"As comunicações inteligentes recebidas dos Espíritos podem ser boas ou más, justas ou falsas, profundas ou levianas, conforme a natureza dos Espíritos que se manifestam. Os que provam sabedoria e saber são Espíritos adiantados que progrediram; os que demonstram ignorância e más qualidades são Espíritos ainda atrasados, nos quais, entretanto, o progresso se fará com o tempo. Os Espíritos só podem responder sobre o que sabem, de acordo com o progresso de cada um e, além disso, sobre aquilo que lhes é permitido dizer, porquanto há coisas que não podem revelar, uma vez que ainda não é dado aos homens tudo conhecer."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
(O espiritismo em sua expressão mais simples e outros opúsculos de Kardec / por Allan Kardec; [tradução de Evandro Noleto Bezerra]. - Brasília: FEB.)
"O médium não possui senão a faculdade de comunicar, mas a comunicação efetiva depende da vontade dos Espíritos. Se os Espíritos não quiserem manifestar-se, o médium nada obtém; é como um instrumento sem músico."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
(O espiritismo em sua expressão mais simples e outros opúsculos de Kardec / por Allan Kardec; [tradução de Evandro Noleto Bezerra]. - Brasília: FEB.)
É como se as novas tecnologias de comunicação criassem o pecado de ter menos sacrifício quando se trabalha. Como se as novas tecnologias entendessem de alma humana, despertando no homem o
sentimento de que o trabalho, cada vez menos, se identifica com o ofício de
“bater ponto” e, cada vez mais adquire o aspecto dionisíaco dos personagens
de livros, do cinema e da tevê.
A propaganda sobre as novas tecnologias de comunicação não promete, e nem tem como prometer que amanhã o ser humano terá sua casa própria ou seu emprego, ou qualquer outra prioridade social básica. O que a propaganda promete, e leva a sociedade a acreditar nisso, é que por meio
das novas tecnologias de comunicação a sociedade vai evoluir.
Talvez seja a melhor época, porém não é a mais fácil. Há disseminação tecnológica na comunicação principalmente entre pais e filhos. Falando da fase adolescência a qual começam a conquistar o mundo sem ter tantas responsabilidades. Uma criaturinha que antes se conhecia como a palma mão e que de repente não quer mais ninguém por perto. E tem o mundo lá fora. Esperando tanto dele. Tem as outras pessoas e suas expectativas. Tem os padrões toscos de feminilidade e masculinidade. A maldade entre eles. Um adolescente é o retrato do medo da rejeição e a certeza de saber de tudo.
- Ah, esqueça a palavra ‘na minha época’.
Não é se trata de você agora. A batalha e faze-lo enxergar quais são seus reais valores, a importância de ficar por perto sem que ele queira fugir.
O que precisamos enxergar é que os estudiosos das novas tecnologias de comunicação têm ângulos diferentes de ver a mesma coisa: uns têm a visão de um computador em cada mesa e basta, outros verão que não há tomada para ligar os aparelhos das novas tecnologias de
comunicação sob pontes e viadutos e nem dinheiro para ter acesso a elas, e
que a visão de um futuro melhor para todos não pode ser só essa propaganda
folclórica da Microsoft ou do marketing-mídia.
As influências das novas tecnologias de comunicação deixam o próprio tempo futuro ser sintético e virtual, gerando seu espaço de tempo presencial pela máquina e não
pela vida verdadeira das pessoas, e o mesmo pode acontecer com os líderes
políticos deste tempo futuro imaginário, que poderão estar a responder aos
interesses das mega - corporações de comunicação, do marketing - mídia, das
máquinas e dos computadores e não da sociedade viva como um todo.
As influências políticas das novas tecnologias de comunicação não são somente influências paralelas. Com o advento das atuais redes de
informação, tornam-se, também, um fator de influência direta na economia, na
sociedade, na cultura e nas identidades nacionais e internacionais das nações.
Comunicado de falecimento*
último suspiro de icarus.
Hoje às 23 horas da noite suja
repleta de marginais
o poeta que dormia feito coruja
foi baleado no beco dos irracionais
e em seu leito de morte
escreve na agonia
sua última poesia
relata que a morte é evento de sorte
pois liberta a alma da dinastia
de residir na prisão
lutando contra as correntes
e grades da condenação
bebendo veneno das serpentes
comendo a desnutrição
rabiscando nas paredes da cela
anagramas de um prisioneiro
clareando o escuro da mente à luz de vela
pagando o salário do carcereiro
esquece a rima de lado
ao falar de amor
embora prefira morrer queimado
do que se expor
logo finge sua loucura
ateia fogo no próprio reino
alegando insanidade à realidade dura
rosna dizendo que não ama
e grita "roma!" do avesso
assim constrói sua fama
os poetas que conheço.
E seus olhos me atacam
Enquanto algo me chama pra lutar
Comunicar-se por mentes
To te odiando...
Deitada no sofá com um buraco no estômago, yes...
Eu bebi a noite passada misturada com alguns drinks
Tava tranquila com meu baseado roubado de você.
Anestesiei com uma cintilante carreira de coca que não colou.
Fine! Não cola Comigo. Stop!
Eu gosto de cheirar rosas e corpos perfumados.
