Criança Doce

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Quando, eu era criança...
Via desenho;
{jogava, vídeo game; game over};
brincava, com o brinquedo;
existe, muitos brinquedos;
loja de brinquedos; fábrica de brinquedos;
existia brincadeiras;
amiguinhas, & amiguinhos; hora, do recreio.

A evolução natural do homem é voltar a ser criança em sua velhice:
- Ter uma rotina com hábitos saudáveis.
- Focar no desenvolvimento do corpo e da mente.
- Ter alguém que trabalhe para você, o seu próprio dinheiro.
- Não se envolver com pessoas ou questões polêmicas, viver sem maldade no coração e sem a ilusão da ganância.

O homem sem a mulher é um barco à deriva
A criança sem os pais é um barco naufragado

O coração da criança recebe e acolhe as diferenças com mais naturalidade, afinal desde pequeno percebe que na vida, ninguém é igual.

Sempre alerto para o perigo do diagnóstico precoce, de uma criança com um suposto transtorno do espectro autista TEA, para não se tornar uma "sentença" que apaga toda a subjetividade e por seguinte uma melhor comunicação e uma maior compreensão do comportamento inclusivo. O "isolamento" autista não deve ser visto necessariamente como um déficit social, mas como uma forma particular de gerenciar as fronteiras de suas emoções sensíveis na permissão, contato e retirada. O objetivo, não é forçar o contato do autista para com pessoas a seu meio, mas sim respeitar o ritmo individual de cada pessoa e ampliar cada vez mais as possibilidades de contato, quando cada qual, se sentir seguro.

A maternidade de uma criança com transtorno do espectro autista TEA, desde que se percebe, cria uma genuína e intrínseca cumplicidade divina, uma cumplicidade intra-uterina, de mãe e fruto de seu ventre, muito além da compreensão linear, que vai acompanhar a vida toda, mesmo que muitas vezes, a inicio, esteja despercebida ou inconsciente. Como eu já disse uma vez, e continuo dizendo, com a mesma opinião. " Não se busca outro igual para viver a cumplicidade, mas alguém que verdadeiramente, nas palavras da alma, nos complete." A chave mestra da superação está no amor de mãe, e mesmo depois de sua ausência, é pela certeza deste amor que a vida segue em frente.

Há algo doloroso em crescer enquanto, diante do espelho, ainda enxergo a criança que o tempo não conseguiu levar de mim. O mundo me chama de adulta, coloca responsabilidades sobre meus ombros e espera que eu saiba caminhar sozinha, mas, por dentro, ainda procuro a mão que um dia segurava a minha. Talvez crescer seja essa contradição silenciosa: o corpo aprende a envelhecer enquanto a alma permanece sentada em algum lugar do passado, tentando entender em que momento os dias correram tão depressa e por que ninguém avisou que, um dia, eu teria que dizer adeus à infância sem jamais estar pronta para deixá-la partir.

Criança mimada cresce em bolha; ao estourar, transforma-se em frustração e conflito.

Toda criança tem direito a uma vida digna e a uma formação cultural e social coerente com sua faixa etária.

O futuro de uma criança é roubado todas as vezes que o dinheiro da educação é desviado para saciar a ganância de quem deveria proteger o povo.

O luto da “Vida” — 200 dias

Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.

E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...

Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.

Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.

E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:

— Para que nasceu? Por que ainda vive?

Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.

Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.

Mas quem sou eu para falar?

Não tenho filhos assim.

A vida, porém, me deu essa oportunidade.

Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.

Para mim, era normal.

Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.

Até começarem os comentários.

Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.

Eu não entendia.

Por que desistir?

Por que aquela seria uma escolha ruim?

Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.

Era sábado.

De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.

Não quis acreditar.

Talvez fosse apenas uma lembrança.

Talvez fosse imaginação.

Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.

Na terça-feira, senti falta do outro.

Talvez eu ainda estivesse em negação.

Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.

Era algo que gritava.

Algo intenso demais para passar despercebido.

E, então, pronto.

Não podia mais negar.

Eu estava apaixonada por eles.

E, naquele instante, tudo mudou.

Eu iria cuidar.

Iria protegê-los como pudesse.

Faria o meu melhor.

Quis devolver.

Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.

Então, tive que usá-los.

Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...

200 dias tinham sido muito.

Para que tanto?

Hoje eu sei.

Não precisei de 200 dias para amá-los.

Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.

Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.

Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.

Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.

⁠“Quando eu era criança, o tempo nunca passava. Depois que cresci, o tempo nunca para de passar.”


Tem uma coisa interessante: ela cria um contraste perfeito entre infância e vida adulta. É quase um paradoxo: quando você tinha muito tempo, parecia que não passava; quando percebe o valor do tempo, ele parece não parar.

As cores que o tempo levou


Quando eu era criança, o mundo parecia pintado à mão.
O céu tinha cheiro de tarde quente,
e o vento parecia brincar comigo.
As cores eram vivas — não só nas coisas,
mas dentro de mim.


Agora, aos vinte e dois, olho o mesmo céu
e ele já não me devolve o mesmo brilho.
As cores continuam lá,
mas meu olhar parece cansado de reconhecê-las.
Talvez não sejam as tardes que mudaram,
mas a forma como eu as sinto.


Na infância, o tempo era eterno.
Hoje, ele corre — e leva embora o encanto das coisas simples.
Mas às vezes, quando o sol se despede devagar,
eu fecho os olhos e finjo ser criança de novo.
Só pra ver o mundo com aquele mesmo coração colorido.

Candura angelical

Ah, como é bom ser criança
Mesmo a fazer travessura
Guarda no peito a esperança
E no coração a ternura
Tal qual um anjo de candura

Vem de seu jeito doce
mistura linda , perfeita
de meiguice, docilidade
de muita luz iluminada

sobressaindo a bondade
com gestos angelicais perfeitos
deixando acentuada
sua angelical candura
Permeada de muita doçura
edite lima / maio de 2019

Não se esquecer que


um dia já foi criança,


e que dependeu de um adulto


para chegar até aqui,


pode fazer um mundo novo,


Trazer viva essa lembrança


sempre que uma criança


precisar é sinal vivo


que ainda há esperança


de seguir adiante.

Cada verso meu é
um balão ou uma pipa
nas mãos de cada
criança palestina. 🇵🇸

A poesia passa
a ser pipa onde
ela não é permitida:


Deixa a pipa
da criança palestina... 🇵🇸

Quando ensinamos uma criança a amar, respeitar e ajudar, estamos cultivando uma geração cheia de Luz e bondade.

Hoje me encontrei pensando na minha versão criança: como aquela menina estaria orgulhosa da mulher que me tornei e dos méritos conquistados. Pois um ser pequeno acreditou em si mesmo, buscou os horizontes da vida e buscou o conhecimento, tendo a dedicação como base e sem esquecer as suas raízes.
Saber que a flecha 🏹 e o arco precisam de foco, disciplina e impulso me fez forte. Caí várias vezes, tirei as pedras do caminho e as carreguei comigo; a cada dia acordo mais sorridente, pois as pedras já estão tomando forma

⁠Sabe, quando eu era criança, acreditava em tantas coisas mágicas: Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, contos de fadas... Tudo parecia possível, tudo era cheio de encanto. Mas aí a gente cresce, e a vida começa a nos dizer que é besteira acreditar nessas coisas, que precisamos ser mais “pé no chão”. Só que, honestamente? Eu não consigo ser assim.
Eu ainda acredito em clichês. Ainda me pego sonhando com finais felizes, ainda choro em filmes românticos, ainda acho lindo quando vejo um pedido de casamento. E, às vezes, isso me faz sentir meio bobo, como se o mundo dissesse que eu deveria ser mais duro, mais cético. Mas por que eu deveria? O que há de errado em querer enxergar a beleza e o amor nas pequenas coisas?
A vida já é cheia de momentos difíceis, de dores e decepções. Então, se acreditar no amor, nos finais felizes, ou até mesmo em um pouco de magia torna tudo mais leve, por que eu abriria mão disso? Talvez seja isso que ainda mantém viva aquela criança dentro de mim, aquela que nunca deixou de sonhar. A magia não está lá fora, está dentro de nós, e eu ainda escolho mantê-la viva.