Criança Doce

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💞✨️😀"...a criança que habita o meu ser...sauda a criança que habita o seu ser...vêm,vamos brincar...se divertir...independente de cor... credo...sexo...religião...condição financeira...vamos nos respeitar...amar...bora ser feliz...neste grandioso e maravilhoso Parque de Diversão chamado 💕Vida💕...Bora..."😀✨️💞

O que eu diria à criança que fui, se pudesse me encontrar…


Ahhh, Ana Gelma…


Minha pequena, com esses olhinhos pretinhos e pequenos, você nem imagina quantas histórias a vida ainda vai escrever nas páginas da sua existência.


Quantas experiências vão te transformar, quantas lágrimas você vai derramar em silêncio, debaixo das cobertas, tentando entender sentimentos grandes demais para um coração tão pequenino.
Quantas vezes você vai sentir medo, insegurança e a falta de um abraço, de um carinho, de um afeto justamente de quem você mais desejava receber.


Quantas vezes você só vai querer ser ouvida… ter alguém que se sente ao seu lado, olhe nos seus olhos e diga: “Eu estou aqui, minha pequena. Você não precisa enfrentar tudo sozinha.”


Ah, Ana… se eu pudesse voltar no tempo, te daria os abraços que faltaram, te levaria mais vezes para brincar, ouviria com atenção cada palavra sua e acolheria até os sentimentos que você ainda não sabia explicar. Te daria mais colo, mais presença, mais afeto. Porque criança também precisa ser ouvida, compreendida e amada nos pequenos detalhes.


Mas sabe, minha pequena? Apesar de tudo o que doeu, você nunca esteve sozinha.


Deus sempre esteve ali. Nos dias em que você chorou escondida, nas noites em que o coração ficou apertadinho e nos momentos em que nem você compreendia a própria dor. Ele conhecia cada lágrima, cada silêncio e cada fragilidade sua. Enquanto você crescia sem entender tantas coisas, Ele cuidava de você, preparando seus passos e fortalecendo sua alma.


Você é a menina dos olhos DELE, protegida e guardada por um amor que tantas vezes te sustentou quando os braços humanos não conseguiram te alcançar.


E olha só para nós agora, minha pequena… Nós crescemos!


Aquela menina sensível se tornou uma mulher que observa, analisa, pensa antes de agir e aprendeu a ter cautela com os passos e com as pessoas. Não porque deixou de acreditar na bondade, mas porque a vida lhe ensinou que nem todo abraço acolhe e nem toda palavra traduz a verdade.


Ainda assim, você não permitiu que as ausências roubassem sua capacidade de amar. Não deixou que as dores apagassem sua gentileza, nem que as decepções levassem embora sua essência.


Você cresceu com um coração que sente profundamente, com uma verdade que não se curva às aparências, com uma bravura que se levanta diante das injustiças e com valores que não estão à venda.


Aprendeu a ser forte, mas ainda está aprendendo que também merece descansar. Aprendeu a cuidar, mas está descobrindo que também merece cuidado. Aprendeu a acolher tantas pessoas, mas hoje começa a compreender que aquela menininha também merece ser acolhida por você.


Se eu pudesse te encontrar agora, não te pediria para ser forte o tempo todo. Apenas te abraçaria e diria:


“Obrigada por ter resistido, minha pequena. Obrigada por não ter desistido dos nossos sonhos, por ter preservado nossa essência e por ter chegado até aqui. Você não precisava ter sido tão forte tão cedo. Você merecia colo, proteção e amor. E, se em algum momento a vida te fez acreditar que era pouco, quero que saiba: você sempre foi muito mais do que imaginava.”


Hoje, sou eu quem segura a sua mão. Sou eu quem pode olhar para trás, reconhecer suas dores e te oferecer o acolhimento que tantas vezes faltou. Não posso mudar o passado, mas posso cuidar de você no presente, honrando cada lágrima, cada conquista e cada parte da nossa história.


Feliz Dia das Crianças para a menina que eu fui, para a mulher que me tornei e para a criança que ainda vive em mim.


Que Deus continue nos guiando, nos protegendo e nos lembrando de que, mesmo quando a vida deixa marcas, o amor pode nos ensinar a florescer novamente.


Com todo o amor que aquela menina merecia receber,


Da mulher que ela se tornou,
Ana Gelma.

O homem sem a mulher é um barco à deriva
A criança sem os pais é um barco naufragado

O futuro de uma criança é roubado todas as vezes que o dinheiro da educação é desviado para saciar a ganância de quem deveria proteger o povo.

Quando o Atacine e o Criança em Cena abrem espaço para crianças e pessoas em situação de rua fazerem cinema, a arte deixa de ser apenas entretenimento e se torna um instrumento poderoso de inclusão e dignidade.

Na morada do meu ser residem tantos de mim:
Há um santo,
Há um pecador,
Há uma criança,
Há um velho,
Há um animal,
Há um idiota,
Há um sábio,
Há um artista.
Permita-se entrar nesse lar sagrado e conhecerá um dentre muitos de mim; só depende de quem você vai despertar.

SER CRIANÇA


Ser criança é algo encantador,
é ter a alma pura e cheia de amor.
É sorrir sem medo, correr e brincar,
e em cada cantinho um sonho encontrar.


Ser criança é viver com emoção,
é transformar o mundo em imaginação.
É fazer de um abraço um lugar de esperança,
e encontrar felicidade na simplicidade da infância.


Ser criança é acreditar que tudo pode acontecer,
é cair, levantar e de novo correr.
É ter no coração a mais bonita lembrança:
a doce magia de simplesmente ser criança.


Texto: Fhayom
12 de outubro de 2026

Mensagem de uma Criança

Dizem que sou o futuro;
Não me desampare no presente.
Dizem que sou a paz;
Não me preparem para a guerra.
Dizem que sou a promessa de Deus e do bem;
Não me entreguem ao mal.
Dizem que sou a luz de seus olhos;
Não me deixem mergulhar na escuridão.
De vocês não espero o pão apenas;
Dêem-me a luz do entendimento....
Não quero de vocês o carinho somente;
Suplico que me eduquem...
A vocês não lhes peço apenas brinquedos,
peço-lhes boas palavras e bons exemplos...
Não vejam em mim um enfeite na casa de vocês;
sou alguém, pessoa humana à imagem de Deus.
Ensinem-me a oração, o trabalho, a humildade,
para que eu venha a ser bom, puro, forte e justo.
Corrijam-me agora, ainda que eu sou sofra...
Enquanto é tempo..
Amanhã poderá ser tarde...
Ajudem-me hoje, eu lhes suplico:
para que amanhã eu não os faça chorar....

A Mãe e o Olhar

Edineurai SaMarSi

Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.

Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.

Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.

A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.

Fazia tudo como antes.
A vida seguia.

Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.

Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”

Não passou.

O tempo andou.

Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.

Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.

Eu não entendia…

Até ser mãe.

E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.

E alguns dias…
simplesmente não passam.

O menino e o furacão


Diziam, em silêncio:


"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."


Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.


Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.


Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.


Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,


mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.


E ele…


O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.


Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”


E ninguém via mesmo.


Mas eu vi — vi além.


Tentei falar, e ninguém se importou…


Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?


Era apenas um estágio.


E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:


A dele —
gritando por reconhecimento.


E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.

O luto da “Vida” — 200 dias

Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.

E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...

Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.

Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.

E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:

— Para que nasceu? Por que ainda vive?

Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.

Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.

Mas quem sou eu para falar?

Não tenho filhos assim.

A vida, porém, me deu essa oportunidade.

Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.

Para mim, era normal.

Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.

Até começarem os comentários.

Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.

Eu não entendia.

Por que desistir?

Por que aquela seria uma escolha ruim?

Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.

Era sábado.

De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.

Não quis acreditar.

Talvez fosse apenas uma lembrança.

Talvez fosse imaginação.

Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.

Na terça-feira, senti falta do outro.

Talvez eu ainda estivesse em negação.

Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.

Era algo que gritava.

Algo intenso demais para passar despercebido.

E, então, pronto.

Não podia mais negar.

Eu estava apaixonada por eles.

E, naquele instante, tudo mudou.

Eu iria cuidar.

Iria protegê-los como pudesse.

Faria o meu melhor.

Quis devolver.

Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.

Então, tive que usá-los.

Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...

200 dias tinham sido muito.

Para que tanto?

Hoje eu sei.

Não precisei de 200 dias para amá-los.

Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.

Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.

Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.

Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.

Deus colocou a criança sob a tutela dos pais para que eles a conduzam no caminho do bem, e lhes facilitou a tarefa ao conceder à criança uma constituição frágil e delicada que a torna acessível a todas as impressões.

Allan Kardec
O Livro dos Espíritos

Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.

Provérbios 22:6

Em cada adulto adormece camuflado uma criança e em cada criança acordada na fase adulta, silenciosamente divergente, sonha em ser livre, rebelde e fugir sem responsabilidade alguma, dos rígidos padrões sociais do meio.

Vamos nos perder no tempo?

Amanhecer o dia com a alegria de uma criança recebendo um brinquedo.

Acordar de súbito, sabendo que o sonho não passou de um pesadelo.

Levantar-se e ver a vida com a sutileza do voo de uma libélula em plena primavera.

Cair da cama e sair correndo para não deixar as coisas boas do mundo acontecerem sem a sua participação.

Sair de casa com a esperança de dias melhores, mesmo com o futuro recente incerto.

Apreciar, da janela, a firmeza e a dedicação de pessoas desconhecidas, porém essenciais no dia a dia.

Vestir-se de amor em todos os momentos e enfrentar, com cautela, tudo e todos.

Ir ao trabalho todos os dias, sem calendário, como se fosse uma eterna sexta-feira.

Ver o mundo, ver a vida, ver as coisas partindo do pressuposto da conformidade entre o que somos, o que temos e o espírito permanente de justiça.

Contemplar entardeceres, viver menos na compulsoriedade e aproveitar o hedonismo.

Rir, cantar e assobiar aquela musiquinha chata que não sai da cabeça.

Perder-se no tempo e voltar ao itinerário sem usar nenhum atalho.

Vamos nos perder no tempo!

Dozy di X

Ser criança é viver no paraíso sem escalas.
Ser criança é comer tudo de tudo.
Ser criança é errar o alvo.
Ser criança é cantar semitonando em gritos falsetes.
Ser criança é fazer um golaço com uma bola de meia.
Ser criança é sentir dor e continuar correndo.
Ser criança é tomar banho sem vontade.
Ser criança é brincar de vida real.
Ser criança é sonhar sem se preocupar com o amanhã.
Ser criança é ler sem a mínima fantasia.
Ser criança é crer no nunca.
Ser criança é um caldeirão de verbos, como a sutileza de uma pluma colorida e a veracidade de um dragão preto e branco.

A felicidade de uma criança é o reflexo do cuidado, da dedicação e do carinho que lhe foram oferecidos, cuja culminância se revela em seu olhar, retratado como um pedaço do céu.

A paz é uma criança brincando na rua,
A violência é o adulto com fúria brutal.
Ambientes diferentes,
E o combate feito no lugar errado.

A arte é uma criança brincando,
Diante dos olhos de um adulto.

A criança teve um resfriado. Certos argumentos jurídicos concluíram que quem precisava ficar de quarentena era a paternidade.