Coragem
A noite testa a coragem, a aurora revela o rosto da esperança. Onde a alma clama, nasce um caminho, ande, que há um propósito esperando.
Chorei com medo, mas segui com coragem, as lágrimas não me pararam, me moveram, medo sentido, coragem atuante, caminho real, segui e tornei o medo em impulso.
Jesus é o fogo sagrado que, nas sombras mais densas, reacende a coragem até mesmo dos mais exaustos.
Quando a coragem me trai e se esvai, Sua paz se manifesta, delicadamente, na forma do meu próximo e seguro passo.
A coragem presente é o memorial erguido por todas as vezes em que o terror do passado falhou miseravelmente em nos quebrar.
Enquanto o mundo vocifera a exigência de força, a Fé sussurra a coragem paradoxal de se render ao pedido de ajuda.
A coragem máxima é a rendição de se ajoelhar, um ato de insubordinação sagrada contra a imposição de uma força vazia.
É preciso coragem para dar o reset na rotina que aniquila o significado profundo do viver, para apertar o pause no ciclo vicioso que nos transforma em autômatos da sobrevivência diária, e reconhecer que o esforço de desmantelar as fortalezas autoimpostas é o trabalho mais revolucionário. Nós nos aprisionamos em defesas que, paradoxalmente, nos condenam à não-vida, e a liberdade só é conquistada quando ousamos ser despidos das nossas velhas certezas, trocando o conforto da jaula conhecida pelo risco glorioso do horizonte inexplorado.
Forte, é todo aquele que tem coragem de despir a sua alma, e diante do espelho do seu carácter, parar, refletir, identificar e assumir os seus erros, as suas quedas e fracassos, pedir perdão, assumir quedas, para depois, com Deus, usar tudo para cultivar uma nova forma de caminhar no terreno pedregoso da vida!
Assim, seremos espelhos que refletem a imagem de Deus!
