Coração Lágrimas
Em acordes de sol e sal
cantam as ondas no oceano
enquanto o meu coração
derrama lágrimas te chamando
A saudade dói no peito
diante da imensidão do mar
nele mergulho e sem jeito
quero ir ao fundo te buscar
mas sereia eu não sou
e volto ao meu devaneio
na praia onde a alma esperou
o amor que tanto anseio
Acordes de sal e sol - Metáfora criada pela autora e registrada
Quantas vezes já sentir no meu peito o coração bater!
Quantas vezes eu já vir lágrimas no meu rosto descer!
Quantas vezes a solidão quis tomar conta de mim!
Quantas vezes refleti que não sou feliz sem ti!
Abre o teu coração....
e volta para mim....
colhe as minhas lágrimas.....
abre os teus braços....
não vejo o sol há muito tempo.....
já não há flores no meu jardim....
Só há o que muito já choramos....
esta imensa solidão.....
volta meu amor.....!!
"Perdoe as minhas lágrimas, são horas em que o meu coração não aguenta e os meus sentimentos escorrem pelos olhos."
Você esculpiu no meu coração um oco vazio que transborda e preenche o meu rio de lágrimas escoadas de uma vida de nadas.
E no profundo silêncio, lágrimas mesclavam-se com a escuridão... apenas um som: o seu coração. Esboçou um leve sorriso. Ainda viva, apesar do imenso amor... apesar de imensa dor... Ainda viva, bem viva.
O impacto de um diagnóstico de câncer trouxe lágrimas ao meu coração, mas purificou minha alma de tudo aquilo que não tem real importância.
Há lágrimas que tocam o coração de Deus, quando o entendimento do ser humano reconhece que Ele está acima de seus sofrimentos e propósitos de vida.
O seu olhar revela a solidão do adeus. As lágrimas mostra que a saudade ainda machuca um coração que aprendeu a amar, mas não aprendeu a esquecer!
Num papel, descrevo o coração em cálice tinto; nas lágrimas em mar vermelho, floresce a rosa vermelha num deserto vermelho; meu coração: beija-flor-vermelho corre pra você, mas a solidão é minha e, sem você, uma rosa me aperta o coração; minha alma dói, e corro dali, mas não sei dormir sem você ali; eu, descalço na maré vermelha, escrevo na areia: esqueço de mim pra você voltar, onde você está? Meus olhos não fecham mais, a praia vermelha é meu quarto, somente as estrelas amenizam minha dor e me lembram você, uma estrela distante e radiante.
No rio vermelho, eu deixo barcos de papel, onde escrevi versos; sentimentos que não me deixam dormir; mas não importa quantos eu deixe ir pelo rio, estão à deriva, permaneço sem você; mesmo meu coração em barcos de papel, você ainda derrete meu coração; você não vai me ler, não vai ver meu desejo de casar com você; num amor à deriva, perdi você e não há lugar pra mim sem você; na cidade vermelha, tento sobreviver num caminho vermelho.
Eu quero fugir, correr daqui, deixar o amor batizado na dor, mas é mais que mera dor, é o amor que não há como esquecer; palavras não bastam, apenas palavras não deixam o peso da dor e não expressam como é grande esse amor por você; confesso como nenhuma palavra poderá dizer palavras que nenhum significado revela, o entender do amor por você; amor que não para, amor que não sabe, como no mundo vermelho: quem ama sangra demais, bem mais que quem não ama, quem não é vulnerável por outro alguém de coração vermelho, como o teu coração cinza.
As lágrimas tocam o coração de Deus, mas a fé move a mão d’Ele.
A mulher do fluxo de sangue não precisou chorar diante de Jesus, ela precisou crer. E ao tocar na orla do manto, pela fé, ela recebeu cura (Mc 5:34).
Lázaro estava morto, Marta chorava, Maria chorava… mas foi a fé na palavra de Jesus que trouxe vida novamente (Jo 11:40-44).
O AVESSO DO ENCONTRO
(Entre o ombro amigo e o coração que cala)
Por que tantas lágrimas
e tanto desencanto?
Se estou aqui ao teu lado,
este misto de amor e paixão
envolve, mas não tolhe os sentidos;
muitas vezes silenciando
minha voz e meu coração…
Não me entorpece,
mas me encanta…
Sentimento bom e racional,
às vezes tão frio e banal.
Quero-te
todo o bem do mundo,
mesmo que nossos destinos
sejam traçados sem rumo.
Tanta ilusão desnecessária…
caminhando lado a lado
em tortuosos caminhos.
Por que tanta ansiedade?
Dou-te meu ombro amigo,
meu afago e minha mão.
Vida que segue na adversidade,
que machuca e que fere…
Na tristeza e na felicidade,
sublimando tanta emoção.
Não posso
te ver sofrer assim…
Pois o que eu sinto por ti
é tão perene e tão sublime,
mesmo que estejas tão perto
e, ao mesmo tempo, tão
distante de mim…
Lu Lena / 2026
