Coração
Na lareira chamada recordação os corações são chamados a aquecerem seus sentimentos, mas é o amor verdadeiro que os incendeia e apaga a falsa chama que dilacerava suas emoções
É ingenuidade esperar pelo canto dos pássaros se nem mesmo começou a arborizar ao encher de flores o teu coração
Sim, o amor puro e verdadeiro ainda existe, e acreditar nele é a prova cabal que o discipulado da inocência sempre encontrou abrigo nos ensinamentos do coração
Que nem mesmo a tua consciência esteja presente ao praticares o bem, pois se toda solidariedade pode ser vista pelos olhos da alma, ela só pode ser sentida pelo coração
Ao entrar no coração do ser amado repara nas frestas que há em cada espaço, é por lá que o inverno congela os sentimentos, mas é também por lá que o sol aquece a alma
Posso até andar de mãos dadas com o amor, só não permito que de uma hora para outra ele tome o assento preferencial do meu coração
Deus habita dentro de cada um de nós, sua cama é o nosso coração, e seu despertador é o bom ou mau sentimento, que com amor ou ira usamos para despertá-lo
Tornamo-nos uma peça de brechó ao permitir que nos usem, mas sempre há tempo para nos tornarmos uma roupa de grife, ao descartarmos o manequim desprezível que nos acompanha
Não brinque com o coração de uma pessoa fria, o degelo dos sentimentos pode fazê-lo voltar a pulsar
A espiritualidade detém os segredos do misterioso coração do homem, e só não os revela, por misericórdia e respeito a sua linhagem sagrada
A água que perfura um coração de pedra vem das próprias lágrimas, que sempre são expostas ao lindo exemplo das boas obras
DEVANEIO DA PAIXÃO
A paixão qu’eu vou viver
É uma belíssima poesia!
Que sempre me protege
Muito além da flama fria!
É uma amainada alegria
Que afeiçoa meu querer;
É uma fogosidade vivida
Que faz o tempo reviver!
É o esplendoroso querer
Que retoma a primavera!
É uma vivente formosura
Mui próximo da quimera!
Ó desejo precioso e vão!
És céu do ébrio coração!
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Texto da obra Literária: NO DESERTO
ISBN: 978-65-86408-68-3
DOCE FORMOSURA
Ó abundosa felicidade,
Que arranja o coração!
O amor sempre desejo,
Na sereníssima paixão!
Ó elevadíssima docura,
Em ti, a solene emoção
Com a doce formosura!
Temos que compreender
A essência do coração
Junto a paz que não se compra
E a alegria do perdão,
Tão completo e tão divino
Que revigora a razão!
Sempre resides em meu coração
Com todo o meu apreço
Que agracia o divino amor
Residente em meu peito,
Ao esplendor perfeito
Da tua imagem fina
Que serenamente refina
O vigor que a prefigura,
Ao ponto de enaltecer
Esse amor com ternura!
Meu amor por você
Acende mais e mais,
A cada batida deste coração;
A cada nova emoção;
No limiar da razão
E em instantes de muito prazer!
Esse amor que me amadurece
Sempre te enaltece
E cada vez mais cresce
Unicamente por você!
